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Cronologia comparada da primeira invasão francesa de Portugal

artigo de lista da Wikimedia

IntroduçãoEditar

Esta cronologia comparada da Primeira Invasão Francesa tem a finalidade de dar uma perspectiva dos acontecimentos relativos a esta invasão integrados num conjunto mais vasto em que se destacam dois grupos: os acontecimentos referentes a Espanha e os acontecimentos exteriores à península Ibérica, relacionados com as Guerras Napoleónicas.

Assim, para facilitar a consulta, os acontecimentos que aparecem inscritos neta cronologia identificam-se também pelo sistema de cores:

Acontecimentos exteriores à Península Ibérica e que não se relacionam directamente com os que se passaram em Portugal ou Espanha.
Acontecimentos relacionados com a Primeira Invasão Francesa.
Acontecimentos relacionados com a guerra em Espanha.


CronologiaEditar

Datas Acontecimentos
1803
Maio, 16 Início da Guerra Franco-Britânica (1803-1805); o Reino Unido impõe um bloqueio naval ao continente; Napoleão começa a preparar a invasão das Ilhas Britânicas.
1804
Dezembro, 2 Coroação de Napoleão como Imperador dos Franceses.
1805
As manobras diplomáticas do Reino Unido produzem resultados: forma-se a Terceira Coligação; juntam-se ao Reino Unido, a Áustria, a Rússia, o Reino de Nápoles, o Reino da Sicília, Portugal e a Suécia.
Outubro, 17 Capitulação de Ulm.
Outubro, 21 Batalha de Trafalgar.
Dezembro, 2 Batalha de Austerlitz.
Dezembro, 26 Tratado de Pressburg. (Quarta Paz de Pressburg)
1806
Fevereiro, 14 Um exército francês, sob o comando de Massena, invade o Reino de Nápoles.
Março, 30 José Bonaparte, irmão de Napoleão, é proclamado Rei de Nápoles.
Junho, 5 Louis Bonaparte, irmão de Napoleão, é proclamado Rei da Holanda.
Julho, 12 Criação da Confederação do Reno.
Agosto, 6 Dissolvido o Sacro Império Romano-Germânico.
Agosto, 9 A Prússia inicia a mobilização para a guerra.
Outubro, 10 Batalha de Saalfield
Outubro, 14
Outubro, 27 Napoleão entra em Berlim.
Novembro, 21 Promulgação do Decreto de Berlim – Início do Bloqueio Continental.
Novembro, 28 Tropas francesas entram em Varsóvia.
Dezembro, 26
1807
Janeiro, 7 O Reino Unido declara os portos franceses e os das suas colónias em estado de bloqueio, proibindo os navios de qualquer pavilhão de aportarem em portos franceses.
Fevereiro, 8 Batalha de Eylau.
Março, 21 Aventura britânica no Egito termina com uma derrota em Damieta.
Junho, 10 Batalha de Heilsberg
Junho, 14 Batalha de Friedland.
Julho, 7 Assinatura do Tratado de Tilsit com a Rússia. Nos termos do tratado, a Suécia e Portugal seriam forçados a aceitar o Bloqueio Continental.
Julho, 9 Assinatura do Tratado de Tilsit com a Prússia.
Julho, 29 Ordens de Napoleão Bonaparte para concentração de forças militares francesas em Bayonne, na fronteira franco-espanhola.
Agosto, 2 O General Jean-Andoche Junot é nomeado comandante do Corpo de Observação da Gironda (futuro Exército de Portugal).
Agosto, 12 Os embaixadores da França e da Espanha, com a finalidade de obrigar Portugal a aceitar o Sistema Continental, ameaçam cortar relações diplomáticas com Portugal.
Agosto, 16 Forças britânicas bombardeiam e desembarcam em Copenhagen.
Agosto, 28 Napoleão ordena a ocupação das províncias pertencentes aos Estados Pontifícios.
Setembro, 2 Copenhagen, capital da Dinamarca, é bombardeada por uma frota britânica, devido à sua aliança com a França.
Setembro, 4 Os portos da Holanda são fechados ao comércio britânico.
Setembro, 5 O general Junot, antigo embaixador da França em Portugal, nomeado para o comando do Corpo de Observação da Gironda, chega a Bayonne.
Setembro, 7 Forças britânicas tomam posse da frota dinamarquesa.
Setembro, 12 Assinatura do Tratado Luso-britânico.
Setembro, 25 Portugal declara aderir ao Bloqueio Continental.
Setembro, 30 Os diplomatas franceses e espanhóis em Lisboa abandonam Portugal, por terem sido consideradas insuficientes as respostas às exigências de Napoleão (Agosto, 12)
Outubro, 17 O Corpo de Observação da Gironda atravessa o Bidassoa e dirige-se para Portugal.
Outubro, 20 Relutantemente, o Príncipe Regente de Portugal declara guerra ao Reino Unido, numa tentativa de pacificar Napoleão, mas assegurando-se de que a Inglaterra sabia que ele estava a agir sob coacção.
Outubro, 21 Alvará, determinando os novos limites dos Governos Militares e modificando os distritos de recrutamento dos regimentos.
Outubro, 22 Assinada uma convenção secreta entre o Reino Unido e Portugal, com o objectivo de preservar as relações entre estes dois países, face à pressão francesa.
Outubro, 27 Assinado o Tratado de Fontainebleau, entre a França e a Espanha.
Outubro, 29
  • Decreto que altera a composição e o recrutamento das Milícias
  • Pela primeira vez, são criados dois regimentos de milícias na cidade de Lisboa.
  • Os efectivos dos regimentos de Infantaria são aumentados.
Outubro, 30 Assinatura do tratado de aliança entre a Dinamarca e a França.
Novembro, 7 A Rússia protesta oficialmente contra o bombardeamento de Copenhagen pela frota britânica e declara-se em estado de guerra com a Grã-Bretanha.
Novembro, 8 O Príncipe Regente ordena a detenção dos súbditos britânicos que se encontravam em Portugal. O embaixador britânico, Lord Strangford, reclamou e solicitou o seu passaporte.
Novembro, 10 Uma frota russa, composta por 9 naus e 2 fragatas, comandada pelo almirante Siniavin, em viagem do Mar Negro para São Petersburgo, devido à preparação da guerra contra a Suécia, entra no porto de Lisboa para invernar, devido a já não conseguir chegar à Rússia antes do aparecimento dos gelos no Mar Báltico. Desde a assinatura do Tratado de Tilsit (1807, Julho, 7), as forças russas eram consideradas hostis ao Reino Unido.
Novembro, 12 O exército francês sob o comando de Junot, concentrado nos arredores de Salamanca, dirige-se para Sul, para Valência de Alcântara.
Novembro, 17
  • Strangford embarca no HMS Hibernia, da frota do Almirante Sidney Smith, que se encontrava ao largo da costa portuguesa. Inicia-se o bloqueio do Tejo.
  • As primeiras tropas francesas entram em Portugal, pela fronteira de Segura, na Beira Baixa.
Novembro, 22 O Segundo Corpo de Observação da Gironda, sob o comando do General Pierre Dupond, entrou em Espanha.
Novembro, 23 Primeiro Decreto de Milão. Era autorizada a confiscação de qualquer navio que tivesse feito escala num porto britânico, bem como toda a mercadoria que não estivesse devidamente credenciada como tendo origem fora dos territórios britânicos.
As primeiras tropas francesas, do exército de Juntot, chegam a Abrantes.
Novembro, 27 *O príncipe Regente, D. João (VI), embarca para se dirigir para o Brasil.
|*Strangford regressa a Lisboa, para exigir que a frota portuguesa se renda ou que seja utilizada para transportar a Família Real para o Brasil.
Novembro, 29 A Família Real Portuguesa inicia a viagem para o Brasil no navio almirante Príncipe Real, do Vice-Almirante Manuel d’Acunha Sottomayor. A frota portuguesa foi escoltada por navios da Armada Britânica.
Novembro, 30 Junot entra em Lisboa com cerca de 1.500 homens.
Dezembro, 1 A divisão espanhola comandada pelo general Solano, capitão-general da Andaluzia, entra no Alentejo por Elvas, para ocupar as províncias do Sul de Portugal.
Dezembro, 3 Hermann, cônsul francês em Lisboa, encarregado de negócios da França em Portugal desde o abandono da embaixada por Junot, em 1805, é nomeado presidente do Real Erário, com o título de administrador-geral das finanças.
Dezembro, 4 *Decreto de confisco dos bens dos súbditos britânicos.
|*As armas de fogo e de caça são proibidas.
Dezembro, 6 Tendo destacado parte da sua frota para escoltar a família real até ao Brasil, Sir Sidney Smith voltou para o Tejo.
Dezembro, 7 Uma expedição britânica, sob comando do Major-General William Carr Beresford, deixou Cork, escoltada pela frota do Almirante Sir Samuel Hood, e dirigiu-se para a Madeira (Dezembro, 24).
Dezembro, 12 Convenção anglo-lusa sobre a ocupação da ilha da Madeira.
Dezembro, 13
  • Uma divisão espanhola, sob as ordens do general Taranco, capitão-general da Galiza, ocupa o Porto.
  • Motim em Lisboa, motivado pelo içar da bandeira francesa no castelo de São Jorge.
Dezembro, 14 Publicação de um decreto, interditando os ajuntamentos e as desordens.
Dezembro, 17 Segundo Decreto de Milão: qualquer navio neutral que se tenha submetido à autoridade naval britânica, será considerado como inimigo.
Dezembro, 18 Tropas espanholas da divisão do general Carrafa, que tinham acompanhado o exército francês desde Valência de Alcântara, em Espanha, entram no Porto.
Dezembro, 22
  • O marquês de Alorna é nomeado inspector-geral e comandante-chefe do Exército, nas províncias de Trás-os-Montes, Beira e Estremadura.
  • Decreto de Junot dando baixa aos soldados do exército português - nas três províncias ocupadas pelo exército francês - que tivessem menos de 6 meses ou mais de 8 anos de serviço.
Dezembro, 23 Decreto de Napoleão Bonaparte, determinando a cobrança em Portugal de uma contribuição extraordinária de guerra, de 100 milhões de francos. A medida só será divulgada em Portugal em 4 de Fevereiro de 1808.
Dezembro, 24 A expedição britânica, sob o comando de Beresford, chega à Madeira.
Dezembro, 26 As autoridades portuguesas da Madeira rendem-se a Beresford sem oferecerem resistência, negando, desta forma, a utilização da ilha pelos franceses. Os britânicos colocam ali uma guarnição de dois batalhões.
O corpo de tropas do general Dupont entra em Vitória, no norte de Espanha.
Dezembro, 31 Decreto dos generais espanhóis Taranco e Solana, de licenciamento de soldados do exército português, nas províncias do Minho, Alentejo e Algarve.
1808
Janeiro, 8 O Corpo de Observação da Costa Oceânica, sob comando do Marechal Bon-Adrien-Jeannot Moncey, entra em Espanha.
Janeiro, 11 Os regimentos de milícias são dissolvidos, sendo os seus membros obrigados a entregar as armas em determinadas fortalezas.
Janeiro, 15 Publicado decreto que proíbe as comunicações com a esquadra britânica que bloqueia os portos portugueses.
Janeiro, 19 A Família Real Portuguesa e a Corte desembarcam na Baía, Brasil.
Fevereiro, 1
  • Junot é nomeado governador-geral de Portugal.
  • Proclamação de Junot: a Casa de Bragança deixa de governar em Portugal. Todo o território * português passa a ser governado em nome de Napoleão.
  • O Conselho de Regência é dissolvido.
  • O valor do imposto de guerra a cobrar em Portugal, decretado por Napoleão em 23 de Dezembro de 1807, é reduzido para 40 milhões de francos.
Fevereiro, 9 Nas Caldas da Rainha são executados, por ordem de Loison, nove portugueses.
Fevereiro, 10 O Segundo Regimento de Infantaria do Porto é dissolvido.
O Corpo de Observação dos Pirenéus Orientais, sob comando do General Duhesme, atravessa a fronteira com a Catalunha e dirige-se para Barcelona.
Fevereiro, 15
  • O Marquês de Alorna é nomeado Inspector-geral de todo o Exército Português.
  • Junot auto nomeia-se comandante-chefe do Exército Português.
Fevereiro, 16 Tropas francesas ocupam Pamplona, capital de Navarra, sem resistência.
Fevereiro, 20 Decreto de organização do Exército Português, composto por 5 regimentos de infantaria e 3 de cavalaria, além de um batalhão e um esquadrão de caçadores.
Murat é nomeado comandante de todas as forças francesas em Espanha.
Fevereiro, 21 O exército russo invade a Finlândia, província da Suécia.
Fevereiro, 24 Napoleão propõe ao embaixador espanhol em Paris a entrega de Portugal, em troca da cedência das províncias espanholas a Norte do Ebro.
Fevereiro, 29
  • A proposta de Napoleão Bonaparte chega à Corte espanhola. Godoy aconselha Carlos IV a refugiar-se em Cádis e, se necessário, a transferir o governo para a América Latina.
  • Tropas francesas ocupam Barcelona sem resistência.
Março, 5 San Sebastian rende-se perante a ameaça de assalto pelas tropas francesas.
Março, 7 D. João e a Corte chegam ao Rio de Janeiro.
Março, 10 Murat entra em Espanha e assume o comando das tropas francesas.
Março, 11 Uma força militar francesa, comandada pelo Coronel francês Miquel, ocupa Elvas.
Março, 17
  • Em Vivero, Corunha, um corpo de tropas britânicas desembarca e captura os dois fortes do porto e destrói um navio francês.
  • Revolta popular em Aranjuez.
Março, 18
  • Pressionado pelo levantamento popular, Carlos IV anuncia a demissão e expulsão de Godoy.
  • Figueras, na fronteira entre a França e a Catalunha, foi ocupada pelos franceses, sem resistência.
Março, 19
  • Godoy é preso.
  • Carlos IV abdica em favor de seu filho, Fernando VII.
  • O Marechal Jean-Baptiste Bessières é nomeado comandante do Corpo de Observação dos Pirenéus Orientais.
Março, 22 É dada ordem para a conquista da Guiana francesa por tropas do Brasil.
Março, 24 Murat entra em Madrid.
Março, 27 O Exército português, reorganizado pelo marquês de Alorna (futura Legião Lusitana), dirige-se para Bayonne, na fronteira franco-espanhola, por Salamanca e Burgos.
Abril, 3 O general francês Quesnel toma posse do governo do Porto, devido à morte do general espanhol Taranco. O general Carrafa abandona a cidade e dirige-se para Lisboa.
Abril, 10 Dupond ocupa Aranjuez.
Abril, 16 Início da Conferência de Bayonne.
Abril, 20 Fernando VII de Espanha chega a Bayonne, atraído por Napoleão a uma armadilha, e é preso.
Abril, 23 Distúrbios em Toledo. Terminaram com a chegada de tropas do exército de Dupond.
Abril, 26 Napoleão recebe em Baiona a «Deputação Portuguesa», constituída por 8 titulares, 3 eclesiásticos e 3 funcionários régios. Devido às revoltas em Espanha e Portugal, os seus membros ficarão retidos em Bordéus, e posteriormente em Paris, até 1814, tirando os militares que aceitam servir no exército francês, enquanto oficiais da Legião Portuguesa.
Abril, 30 Carlos IV e a Rainha juntam-se a seu filho Fernando VII, em Bayonne.
Maio, 1 Declaração de Guerra de Portugal contra a França, decidida pelo Príncipe Regente no Rio de Janeiro.
Maio, 2 Levantamento popular em Madrid contra os franceses, em apoio da família real, violentamente reprimido por Murat.
Maio, 10 Fernando VII de Espanha foi forçado a renunciar ao trono em favor de seu pai, Carlos IV. Este abdica em favor de Napoleão.
Maio, 17 Um grupo de 300 a 400 pessoas, que representavam os principais «corpos do reino», foram cumprimentar Junot e, através dele, homenagear o Imperador francês, Napoleão Bonaparte.
Maio, 18
  • O Exército português, reorganizado pelo marquês de Alorna e levado por este para França, é incorporado no Exército francês com a designação de Legião Portuguesa.
  • O brigue HMS Rapid, da Armada Britânica, é destruído pelas baterias no Tejo, ao tentar resgatar um navio mercante.
Maio, 23
  • Reunião da Junta dos Três Estados. A reunião aprova uma «Súplica» de uma Constituição e de um Rei ao imperador dos franceses.
  • Levantamentos da população espanhola contra a ocupação francesa, de Valência e Oviedo a Sevilha. A junta de governo, formada em Sevilha, tomou o título de Junta Suprema do Governo de Espanha e das Índias.
Maio, 24
  • Napoleão nomeia um corpo representativo de Espanha para se reunir em Bayonne e designar o novo rei.
  • Primeira insurreição contra os franceses em Saragoça.
Maio, 25 O governo das Astúrias declara oficialmente guerra a Napoleão; foi a primeira província espanhola a fazê-lo.
Maio, 29 Em Lérida, na Catalunha, é formada uma junta insurreccional.
Maio, 30

Uma delegação das Astúrias embarcou em Gijon e conseguiu chegar a Jersey, com a finalidade de pedir apoio ao Reino Unido. Levantamento da Galiza contra os franceses.

Proclamação da Junta Suprema do Governo de Espanha ao Povo Português, prometendo ajuda aos levantamentos contra o exército francês.
Maio, 31 Em Saragoça, José Palafox y Melzi proclama a resistência contra os franceses, em nome da dinastia espanhola.
Junho, 4
  • A delegação das Astúrias chega a Londres.
  • A Junta de Sevilha, que se proclamou Junta Suprema da Espanha e Índias, declarou guerra à França, em nome de Fernando VII de Espanha.
  • Na Catalunha, o General francês François-Xavier Schwartz marchou contra os insurrectos em Manresa, mas foi repelido pelas forças locais espanholas, em Bruch. Este foi o primeiro combate com forças organizadas, na Guerra Peninsular.
Junho, 6
  • No Porto é organizada uma junta insurreccional.
  • O comandante da força espanhola de ocupação, General Balesta, prendeu o governador francês, General François-Jean-Baptiste Quesnel du Torp, e marchou para a Galiza, com a finalidade de ajudar a junta recém criada naquela província espanhola.
  • O brigadeiro Luís de Oliveira da Costa assume o governo interino das armas do Porto.
  • José Bonaparte é proclamado Rei de Espanha.
  • Derrota das forças espanholas em Torquemada, frente ao corpo de tropas francês, sob comando do General * Antoine-Charles-Louis Lasalle.
  • Na noite de 6 para 7, verificou-se um levantamento popular em Valência, dirigido contra a comunidade mercantil francesa, caracterizado por grande barbaridade. O seu instigador, Canon Baltasar Calvo, foi fuzilado.
  • A Junta de Sevilha declara guerra à França.
Junho, 7 Aclamação do Príncipe regente, no Castelo da Foz, pelo governador-adjunto interino, o major Raimundo José Pinheiro.
  • O Coronel Pedro de Echavarri, comandante do Distrito de Córdoba, tenta impedir a travessia do Guadalquivir pelas forças do General Dupond. As tropas espanholas foram dispersas e Dupond dirigiu-se para Córdoba.
  • Segóvia é capturada pelo General Bernard-Georges-François Frère, do exército de Dupond.
Junho, 8
  • O General Dupond ocupa Córdoba, que é saqueada.
  • Um corpo de tropas espanhol sob comando do Marquês de Lazan, saído de Saragoça, foi derrotado em Tudela por uma força francesa, sob comando do General Charles Lefebvre-Desnouettes.
Junho, 9 O brigadeiro Luís de Oliveira repõe a situação existente antes de dia 6, mandando içar a bandeira francesa em todos os edifícios públicos.
Junho, 11 Levantamento de Bragança, dirigido pelo governador das armas da província de Trás-os-Montes, o general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda.
Junho, 12
  • Os generais franceses Pierre-Hugues-Victoire Merle e Lasalle derrotaram o General espanhol Gregório Garcia de La Cuesta, comandante do Exército de Castela, em Cabezon.
  • Valladolid foi capturada sem resistência.
  • Avançando sobre Saragoça, Lefebvre-Desnouettes derrotou uma força espanhola sob comando de Lazan, em Mallen.
Junho, 14
  • O exército de Palafox, de Saragoça, foi derrotado por Lefebvre-Desnouettes em Alagon.
  • Tropas (espanholas) da Andaluzia capturaram os navios de guerra franceses ancorados em Cadiz.
Junho, 15
  • Tentativa para capturar Saragoça pelas tropas de Lefebvre-Desnouettes. Foram repelidos pelas forças locais.
  • O ministro dos negócios Estrangeiros britânico, George Canning, declarou, prevendo o envolvimento britânico na Península Ibérica, que qualquer nação que se oponha à França se tornaria automaticamente aliada do Reino Unido e que nada estaria mais de acordo com os interesses britânicos do que o sucesso de Espanha na luta contra os Franceses.
Junho, 16 Sublevação em Olhão, dirigida pelo antigo capitão-general e governador das armas do Algarve, o conde de Castro Marim, Monteiro-mor do Reino.
Início do Cerco de Saragoça.
Junho, 17 O general Loison sai de Almeida em direcção ao Porto, comandando uma pequena força militar, com o intuito de restabelecer a situação.
Duhesme ataca e captura a cidade de Mataro.
Junho, 18
  • Levantamento popular no Porto.
  • Formada a Junta Suprema do Reino, presidida pelo bispo do Porto, D. António de Castro.
Junho, 19
  • Sublevação em Faro.
  • Instituição da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, no Paço Episcopal do Porto.
Junho, 20 Duhesme fracassa a tentativa de capturar Gerona.
Junho, 21 A força de Loison, tendo passado o rio Douro na Régua, é atacada por membros das Milícias e das Ordenanças de Trás-os-Montes, nos Padrões de Teixeira, perto de Mesão Frio. O ataque fez com que a força que dirigia atravessasse precipitadamente o rio e recuasse para Lamego, sendo obrigado a regressar a Almeida.
Junho, 22 Saque de Vila Viçosa pelas tropas francesas.
Junho, 23 Insurreição de Coimbra.
Junho, 26 Saque de Beja pelas tropas francesas sob comando do Coronel Jean-Pierre Marasin.
Junho, 27
  • Criação de um imposto de guerra sobre a exportação do vinho do Porto.
  • Criação da Junta da Inconfidência, no Porto.
Junho, 28 Ataque a Valência pelas tropas de Moncey; foi repelido.
Julho, 1 O conde da Ega é nomeado encarregado dos Negócios de Justiça, por Junot.
Julho, 4 O General Louis-Henri Loison partiu de Almeida em direcção a Abrantes, causando grande destruição no caminho, com a intenção de aterrorizar a população civil.
O governo britânico enviou ordens às suas tropas para cessarem as hostilidades com os Espanhóis.
Julho, 5 Ataque de uma força francesa, sob o comando do general Kellermann, a Leiria.
Julho, 6 A conferência de Bayonne aprovou uma nova constituição para Espanha.
Julho, 12 Uma expedição britânica, sob o comando do Tenente-General Sir Arthur Wellesley, inicia a viagem para a Península Ibérica.
Julho, 13 Insurreição em Évora.
Julho, 14 Batalha de Medina del Rio Seco; derrota das tropas espanholas.
Julho, 16 Forças militares portugueses, compostas de tropas regulares e de milicianos, comandadas pelo tenente-coronel Francisco de Magalhães Pizarro, bloqueiam a fortaleza de Almeida.
Julho, 20
  • Fim da Conferência de Bayonne.
  • José Bonaparte, nomeado rei de Espanha pelo irmão Napoleão, chega a Madrid.
Julho, 22 Capitulação de Bailen. Derrota das tropas francesas.
Julho, 29
  • Derrota das tropas luso-espanholas, sob comando do General Francisco de Paula Leite, perante as tropas de Loison, em Évora.
  • Massacre de Évora.
Julho, 30 José Bonaparte abandona Madrid.
Agosto, 1 Início do desembarque das tropas britânicas na praia de Lavos, Figueira da Foz. Esta operação prolongou-se até ao dia 5.
Agosto, 2 Wellesley e o comandante naval britânico, Almirante Sir Charles Cotton, enviam uma proclamação ao povo de Portugal, assegurando que a expedição britânica se destina a ajudá-los a resgatar o seu território e a restaurar o governo legítimo da Casa de Bragança.
Agosto, 5 Reforços da Andaluzia, sob o comando de Sir Brent Spencer, chegam à foz do Mondego para apoiarem Wellesley.
Napoleão Bonaparte ordena a transferência de metade do exército francês acantonado na Alemanha, para a fronteira espanhola.
Agosto, 9 Wellesley inicia a marcha para Sul.
Agosto, 13 O exército espanhol de Castaños entra em Madrid.
Agosto, 14 Levantamento do Cerco de Saragoça.
Agosto, 16 Combate nos arredores de Óbidos, entre forças francesas e a guarda avançada de Wellesley.
Agosto, 17 Combate da Roliça. As tropas francesas do General Delaborde são obrigadas a retirar, perante a superioridade das tropas de Wellington.
Agosto, 21
  • Batalha do Vimeiro. O ataque de Junot às forças de Wellington resultou numa derrota das tropas francesas.
  • Desembarque de Sir Harry Burrard, que assume o comando da expedição britânica.
Agosto, 22
  • Desembarque de Sir Hew Dalrymple, que assume o comando da expedição britânica.
  • Junot enviou o General Kellermann para iniciar negociações com os britânicos.
Agosto, 27 Início do desembarque das tropas de Sir John Moore em Portugal.
Agosto, 30 Assinatura da Convenção de Sintra.
Setembro, 15 junot e o seu exército embarcam para França.
Setembro, 18
  • Uma proclamação do general britânico Dalrymple anuncia o restabelecimento da Regência, para que se possa fazer a transferência do poder, em Lisboa, do exército britânico para as autoridades portuguesas.
  • Formado o Conselho de Regência para governar Portugal, sendo dissolvidas as juntas governativas.
Setembro, 20 Embarque de Wellesley para a Grã-Bretanha, seguido de Darymple e de Burrard, a fim de serem ouvidos numa comissão de inquérito para apurar as suas responsabilidades na redacção dos termos da Convenção de Sintra.
Setembro, 25 Criação de uma Junta suprema de governo para toda a Espanha, em Aranjuez.
Setembro, 26 A Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, estabelecida no Porto, suspende as suas funções.
Setembro, 30 O Exército Português é restabelecido oficialmente, por meio de uma portaria com um edital anexo, onde se informam os oficiais, os sargentos e os soldados, dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos.
Outubro, 2 A guarnição francesa de Almeida depôs as armas.

BibliografiaEditar

AMARAL, Professor Manuel, O Portal da História – As Invasões Francesas – Cronologia das Invasões Francesas, em http://www.arqnet.pt/portal/portugal/invasoes/inv1807.html

BARNES, Gregory Fremont & FISHER, Todd, The Napoleonic Wars, The Rise and Fall of an Empire, Osprey, Essential Histories Special 4, Great Britain, 2004.

CHANDLER, David, Dictionary of the Napoleonic Wars, Macmillan Publishing, New York, 1979.

HAYTHORNTHWAIT, Philip, The Peninsular War, The Complete Companion to the Iberian Campaigns 1807-14, Brassey’s, Great Britain, 2004.