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A Ilha de Espanhola que inclui atualmente a República Dominicana, foi a segunda do Novo Mundo, a ser colonizada pelos espanhóis. Estes trouxeram consigo diversas doenças desconhecidas dos outros povos indígenas que, juntamente com a exploração a que estes foram submetidos, dizimaram a população nativa. Para os substituir, os colonizadores começaram a importar escravos. A cultura dominicana tem, então, raízes europeias, africanas e americanas. Muitos dominicanos preferem, contudo, considerar-se, culturalmente, europeus.

Ainda que os dominicanos vejam a si mesmos como uma única família, existem diferenças em termos de classe e educação que os separam em grupos diversos. A diferença entre os ricos e os pobres é grande, sendo os últimos, essencialmente fazendeiros de poucos recursos e habitantes dos "barrios". A cultura metropolitana, acessível para as classes altas e para uma classe média cada vez mais reduzida, devido à conjuntura econômica é comparável à dos países mais desenvolvidos da Europa Ocidental ou mesmo dos Estados Unidos não é de forma alguma partilhada com a população de baixos recursos econômicos que têm carências de ordem vária: eletricidade, água potável, infraestruturas sanitárias não chegam a grande parte da população.

Alguns dos traços partilhados por todos os grupos sociais são a forma particular de estabelecer relações sociais, o catolicismo com fortes tradições populares e a música popular.

ReligiãoEditar

O catolicismo com características populares é a religião predominante. Ainda que nem todos sejam católicos praticantes, quase todos se consideram católicos de nascença, a não ser que se tenham convertido ao cristianismo evangélico. Este movimento religioso tem alguma influência em determinadas áreas, particularmente a oriente, na capital e em Samana.

Além das crenças convencionais católico Igreja Católica Romana, os católicos Dominicanos têm uma especial preferencia pelo culto dos santos, bem como das Virgens nacionais, altagracia e mercedes que são assumidas como símbolos da identidade Dominicana, quase tanto ou mais que a bandeira nacional.

MúsicaEditar

Os dominicanos são famosos por seus talentos de dança. Você os verá girando espontaneamente no parque, na varanda de casa ou praticamente em qualquer lugar onde houver música. Os sons e instrumentos da RD são influenciados pelas raízes africanas, espanholas e europeias. Dois gêneros principais dominam e são sinônimos da República Dominicana, aqui e em todo o mundo: o merengue e a bachata. Mas também há o "son" e uma grande variedade de dança e música folclóricas.

MERENGUE

O merengue é a música e dança nacional da República Dominicana. Em 2016, a UNESCO proclamou o merengue como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Qualquer dominicano dirá que o merengue é parte integrante da essência de toda a população do país. Suas letras compartilham as histórias da vida cotidiana, e seus instrumentos refletem a identidade tripla da RD. A güira, herança dos tainos, que é um longo cilindro de metal cheio de buracos, com um tipo de escova para deslizar para cima e para baixo pelo cilindro; o tambora, ou tambor, da África e o acordeão da Espanha.

Os músicos de merengue de hoje são mundialmente conhecidos, incluindo Joseíto Mateo, Juan Luis Guerra, Johnny Ventura, Milly Quezada, Wilfrido Vargas, Fernando Villalona, Los Hermanos Rosario e Eddy Herrera, entre outros.

BACHATA

A bachata ganhou popularidade rapidamente na República Dominicana e no exterior. Originada como um bolero de cordas, essa música e dança de ritmo lento e sensual foi considerada inicialmente a música das classes mais baixas. No entanto, ela cresceu e alcançou níveis mais altos de sofisticação em termos de musicalidade e letras, graças a celebridades dominicanas como Juan Luis Guerra e Víctor Víctor.

SON

O son apareceu perto das cidades do norte de Puerto Plata e Montecristi entre 1870 e 1890. Uma mistura de elementos latinos e africanos (uma teoria diz que ele deriva do bolero), sua criação é atribuída ao músico e compositor cubano Miguel Matamoros. Os artistas de son dominicanos populares incluem Sonia Cabral, conhecida como a rainha do son, El Grupo Maniel, o Grupo Bonyé, que se apresenta ao vivo todos os domingos à noite na cidade colonial de Santo Domingo, e Los Hermanos Heredia

O son apareceu perto das cidades do norte de Puerto Plata e Montecristi entre 1870 e 1890. Uma mistura de elementos latinos e africanos (uma teoria diz que ele deriva do bolero), sua criação é atribuída ao músico e compositor cubano Miguel Matamoros. Os artistas de son dominicanos populares incluem Sonia Cabral, conhecida como a rainha do son, El Grupo Maniel, o Grupo Bonyé, que se apresenta ao vivo todos os domingos à noite na cidade colonial de Santo Domingo, e Los Hermanos Heredia.


LínguaEditar

Os Dominicanos têm um dialecto espanhol descrito como "mocha'o". Há a tendência para a simplificação de certos grupos de consoantes.Os povos pré-colombianos da república dominicana são africanos mas não se sabe o nome da tribo. Em outras palavras, o espanhol dominicano tem fortes influências das línguas da África Ocidental e pode ser ouvido em sua sintaxe, gramática, vocabulário e palavras.