Décima primeira Batalha do Isonzo

Décima primeira Batalha do Isonzo
Campanha italiana, Primeira Guerra Mundial
WWI - Eleventh Battle of the Isonzo - Italian 75mm anti-aircraft gun.jpg
Uma peça de artilharia italiana de 75mm usada na batalha do rio Isonzo.
Data 18 de agosto12 de setembro de 1917
Local Monfalcone, no rio Isonzo, Itália; Planalto de Banjšice, Eslovênia
Desfecho Inconclusivo
  • Vitória tática italiana
Beligerantes
 Reino da Itália Flag of Austria-Hungary 1869-1918.svg Áustria-Hungria
Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Comandantes
Reino de Itália Luigi Cadorna
Reino de Itália Luigi Capello
Flag of Austria-Hungary 1869-1918.svg Svetozar Boroević
Forças
600 batalhões, 5 200 peças de artilharia 250 batalhões, 2 200 peças de artilharia
Baixas
30 000 mortos
110 000 feridos
20 000 desaparecidos ou feitos prisioneiros
20 000 mortos
50 000 feridos
30 000 desaparecidos
20 000 feitos prisioneiros

A Décima primeira Batalha do rio Isonzo foi um grande combate travado entre o Reino de Itália e o Império Austro-Húngaro, apoiados pelos alemães, no contexto do fronte italiano na Primeira Guerra Mundial, entre 18 de agosto e 12 de setembro de 1917.[1]

PrelúdioEditar

Ao longo do rio Isonzo (Soča), o marechal Luigi Cadorna, comandante-em-chefe do exército italiano, começou a concentrar uma enorme quantidade de tropas para tentar sobrepujar as linhas austro-húngaras. Ele tinha pelo menos 600 batalhões (ou 52 divisões) com 5 200 canhões disponíveis.

A batalhaEditar

A ofensiva italiana foi lançada a partir da cidade de Tolmin (no vale superior do Isonzo) até o Mar Adriático. Os italianos atravessaram o rio em vários pontos em pontes temporárias, mas seu principal esforço aconteceu no Planalto de Banjšice, cujo objetivo era dividir as linhas austro-húngaras em duas, isolando as fortalezas deles nos montes Škabrijel e Hermada.[2]

Após violentos e sangrentos combates, o 2º Corpo do exército italiano, liderado pelo General Capello, empurrou para trás as forças do Isonzo Armee do general Svetozar Boroević, conquistando Bainsizza e o Monte Santo. Outras posições também foram tomadas dos austriacos pelas tropas do Duque de Aosta.[2]

Nesse meio tempo, as defesas austro-húngaras nos Montes Škabrijel e Hermada se mostraram intransponíveis e os italianos acabaram desistindo.[2]

Perto do fim da batalha, os austro-húngaros estavam exaustos e já não tinham mais condições de resistir por muito mais tempo. Porém, os italianos também estavam em situação precária e não tinham mais tantos suprimentos disponíveis para lançar novas ofensivas imediatamente, embora se o fizessem agora provavelmente poderiam ter finalmente quebrado as linhas do inimigo em definitivo. Assim, a décima primeira batalha do rio Isonzo terminou, novamente, em um banho de sangue inconclusivo. Além disso, o fim da batalha viu o 2º Exército Italiano dividido ao meio em duas áreas ao longo do Isonzo, em uma posição fraca, que seria explorado pelas forças das Potências Centrais na batalha seguinte.[2]

Referências

  1. Macdonald, John, and Željko Cimprič. Caporetto and the Isonzo Campaign: The Italian Front, 1915-1918. Barnsley, South Yorkshire: Pen & Sword Military, 2011. ISBN 9781848846715.
  2. a b c d Schindler, John R. (2001). Isonzo: The Forgotten Sacrifice of the Great War. [S.l.]: Praeger. ISBN 0275972046. OCLC 44681903 

Ver tambémEditar

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