Defense Advanced Research Projects Agency

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Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA)
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Resumo da agência
Formação 1958
Sede Condado de Arlington, Virgínia, EUA
Empregados 240
Orçamento anual US$ 2,8 bilhões[1]
Executivos da agência Arati Prabhakar, Diretor[2]
Agência mãe Department of Defense
Sítio oficial www.darpa.mil

A DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) foi criada em fevereiro de 1958 (como ARPA) por militares e pesquisadores americanos sob a supervisão do presidente Eisenhower, numa reação dos Estados Unidos à vitória tecnológica da então União Soviética com o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik 1.

O nome original era apenas ARPA (Advanced Research Projects Agency, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada), mas foi alterado para DARPA (de Defesa) em março de 1972. Voltou a ser ARPA novamente em fevereiro de 1993, e depois foi alterado de novo para DARPA em março de 1996.[3]

O objetivo original da agência era manter a superioridade tecnológica dos EUA e alertar contra possíveis avanços tecnológicos de adversários potenciais. Esse objetivo evoluiu com o tempo, e hoje também inclui criar surpresas tecnológicas para os inimigos dos EUA. A agência é independente, com cerca de 240 funcionários e um orçamento de 2,8 bilhões de dólares, e se reporta diretamente ao Departamento de Defesa.[1]

HistóricoEditar

Durante o ano de 1960 os projetos relacionados aos programas espaciais civis foram transferidos para outra agência, a NASA (National Aeronautics and Space Administration, Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), e os programas espaciais militares para as três forças militares. Isso permitiu que a DARPA se concentrasse nos programas DEFENDER, Vela e AGILE (também transferidos aos militares no final de 1960) e depois em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de natureza exclusivamente militar, como programas de energia, processamento de dados e tecnologias táticas.

Havia na época uma grande preocupação da DARPA com relação à segurança nas comunicações em caso de ataque nuclear. Direcionando seus esforços na solução desse problema, a agência (como ARPA) acabou desenvolvendo a ARPANET, precursora da atual Internet.[4]

A partir de 1976 a agência realizou pesquisas sobre blindagem e anti-blindagem, reconhecimento a partir do espaço, lasers anti-mísseis de alta energia, guerra anti-submarina, mísseis de cruzeiro, aeronaves avançadas, integração de circuitos eletrônicos, computação avançada de defesa, propulsão espacial, aviões aeroespacial e hipersônico, mísseis anti-mísseis, tecnologia de submarinos e, mais recentemente, sistemas táticos robotizados, próteses controladas diretamente pelo cérebro e exoesqueletos de aplicação militar.

Em 2014, a agência DARPA com parceria com o governo dos Estados Unidos começaram a fazer testes, com objetivos de adicionar raios laser ao arsenal dos veículos da Marinha e das Forças Armadas do país.

Referências

  1. a b Shachtman, Noah (14 de fevereiro de 2012). «Darpa Dodges Obama Budget Death Ray, Keeps Its $2.8 Billion». Wired. Consultado em 27 de agosto de 2012 
  2. Shachtman, Noah (10 de julho de 2012). «Exclusive: Darpa Gets a New Boss, and Solyndra Is in Her Past». Wired. Consultado em 25 de agosto de 2012 
  3. Van Atta, Richard (2008). «Fifty years of innovation and discovery» (PDF). DARPA: 50 years of bridging the gap: 20-29 
  4. Ilya, Klabukov; Andrey, Yakovets,; Maksim, Alekhin (2017). «Management of Systems Engineering and Technical Assistance of DARPA Research Programs». Innovatsii (Innovations) (em inglês) (5(223)): 12–19. doi:10.5281/zenodo.1173043 

Ligações externasEditar

 
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