Damolândia


Damolândia é um município brasileiro do interior do estado de Goiás. Sua população estimada em 2018 era de 2 923[2] habitantes.

Damolândia
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de Damolândia
Brasão de armas
Hino
Gentílico damolandense
Localização
Localização de Damolândia em Goiás
Localização de Damolândia em Goiás
Mapa de Damolândia
Coordenadas 16° 15' 10" S 49° 22' 12" O
País Brasil
Unidade federativa Goiás
Distância até a capital 60 km
História
Fundação Antônio Dâmaso da Silva
Aniversário 14 de novembro
Administração
Prefeito(a) Américo Osório (MDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 84,632 km²
População total (IBGE/2016[2]) 2 919 hab.
Densidade 34,5 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,739 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 19 254,003 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 6 903,55
Sítio damolandia.go.gov.br (Prefeitura)
damolandia.legislativo.go.gov.br (Câmara)

O América Esporte Clube, com sede na região central do município, é principal equipe de futebol amador da cidade. Inspirado no clube Carioca do mesmo nome, a agremiação também utiliza o vermelho e branco como cores de seu uniforme. Outra festa tradicional é a Saída dos Carreiros para a festa do Divino Pai Eterno em Trindade.

Saida dos carreirosEditar

A Romaria em Damolândia, iniciou-se em 1920, quando o fundador da cidade foi de carros de bois a Barro Preto, hoje Trindade.Nos anos seguintes a notícia se espalhou e o número de carreiros cresceu, em alguns anos esse número sofreu variações, mas algumas famílias não abandonaram o costume. Preparavam sua tralha e iam festejar o santo de sua devoção. Em 1992, foi rezada a primeira missa em ação de graça aos romeiros do Pai Eterno, que com o apoio da Prefeitura Municipal de Damolândia, autoridades eclesiásticas local, de Trindade e carreiros tradicionais a Romaria tornou-se conhecida nacionalmente através dos meios de comunicação.peões Durante a jornada é comum encontrar mesas com café, leite, bebidas e quitandas, tudo isso oferecido aos carreiros por devotos do Divino Pai Eterno.Recebem também ajuda de hospedaria, sendo que o primeiro pouso é na fazenda Caeté no município de Brazabrantes, e o segundo já no município de Trindade na fazenda Arrozal, cujo proprietário se desloca de sua casa até Damolândia para unir aos carreteiros e seguirem juntos a caminhada da fé. Os romeiros são fazendeiros, sitiantes, peões de boiadeiro ou simplesmente pessoas unidas pelo mesmo ideal: de ir a Trindade. Uns pela fé, outros para festejar e ainda outros por ambos os motivos. Na estrada são várias dificuldades, durante a noite o frio, durante o dia o sol, calor, poeira em grande quantidade e o cansaço somado a cada instante, sem contar que as vezes a temperatura muda e a chuva cai, dificultando mais ainda. O cansaço, o sofrimento é também visto no passo a passo dos animais, em outras situações ficam nervosos, se agitam e quebram canzis, cangas e outras peças do carro e é nessa hora com a união dos carreiros que tudo se torna mais fácil. É quase noite quando chegam nos pousos, enquanto os homens montam acampamento e cuidam dos animais, as mulheres preparam o arroz carreteiro, a paçoca ou a carne enlatada. É hora de procurar o banho. Alguns banham nos córregos, outros preferem o banho improvisado no acampamento. Envolvidos nessa longa caminhada estão pessoas idosas, adultos com a missão de escolarizar todos que vão pela primeira vez e as crianças que passarão esta tradição de geração a geração. Ao chegarem em Trindade basta verem a torre do Santuário do Pai Eterno para se emocionarem, alguns romeiros acompanham todos os atos religiosos da festa, outros, na maioria jovens participam somente das programações sociais. Fim da festa e novamenteos carreiros colocam os bois na estrada e tudo acontece como antes. Finalmente chegam em casa iluminados pelas bênçãos do Pai Eterno, para que no próximo ano possam estar com prontidão para repetir toda a trajetória.

HistóriaEditar

A história de Damolândia começa em 1918, quando Antônio Dâmaso da Silva, mineiros de Patrocínio, instalou-se com sua família, às margens do Ribeirão Capoeirão, onde montou pequena serraria e procedeu à demarcação das terras devolutas adquiridas do caçador João Pires, visando à fundação de uma cidade. Decorridos dois anos, em torno da casa residencial outras foram-se edificando. Para a afluência ao local, muito concorreram as matas virgens e a uberdade do solo. A construção em 1921, da Capela de Santo Antônio do Capoeirão, denominação da região, decorrente do córrego e ribeirão onde se localiza a povoação e a doação de 20 alqueires de terras à Mitra Diocesana de Goiás, deram motivos á elevação do povoado a Paróquia, em 11 de abril de 1967, pelo Decreto nº1 de Cúria Diocesana de Anápolis. Em 1925, o povoado foi elevado a distrito do Município de Anápolis e, em 1928, por Lei Municipal nº .274, de 29 de março, foi concedida abertura de uma estrada ligando o Distrito às cidades de Anápolis e de Inhumas. Concluída três anos depois, aquela estrada deu grande impulso à região.Pela Lei Estadual nº .2120, de 14 de novembro de 1958, o distrito foi elevado a município, instalado oficialmente em 4 de janeiro de 1959, com o novo topônimo de DAMOLÂNDIA, homenagem ao seu fundador Antônio Damaso da Silva.

DensidadeEditar

  • Densidade populacional:

31,76 hab / km² (2007)

  • Taxa de crescimento populacional: 0,21% 1996/2007
  • População em 2007: 2.688 ( 2366 , em 1980)
  • A população urbana em 2007: 1136 ( 1292, em 1980 )
  • População Rural

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2016 IBGE» (PDF). Estimativa populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 29 de janeiro de 2017 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ver tambémEditar

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