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Daniele De Rossi

futebolista italiano

Daniele De Rossi (Roma, 24 de julho de 1983) é um futebolista italiano que atua como volante. Atualmente joga pelo Boca Juniors.

Daniele De Rossi
Daniele De Rossi
Daniele De Rossi em 2014.
Informações pessoais
Nome completo Daniele De Rossi
Data de nasc. 24 de julho de 1983 (36 anos)
Local de nasc. Roma, Itália
Nacionalidade italiano
Altura 1,85 m
destro
Informações profissionais
Clube atual Boca Juniors
Número 16
Posição volante
Clubes de juventude
1997–2000
2000–2001
Ostia Mare
Roma
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2001–2019
2019–
Roma
Boca Juniors
00616 000(63)
00005 0000(1)
Seleção nacional3
2001
2002
2003–2004
2004–2017
Itália Sub-19
Itália Sub-20
Itália Sub-21
Itália
00003 0000(2)
00004 0000(0)
00016 0000(3)
00117 000(21)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 1 de setembro de 2019.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 10 de novembro de 2017

Jogos Olímpicos
Bronze Atenas 2004 Futebol.

Um dos maiores ídolos da história da Roma, ele disputou sua primeira partida pelos Giallorossi durante a temporada 2001–02, e fez sua estreia na Serie A no ano seguinte. Com o clube, ele conquistou a Copa da Itália duas vezes, em 2007 e 2008, e a Supercopa da Itália de 2007.

Em 2006, foi nomeado o melhor jogador italiano jovem pela Associação Italiana de Jogadores (AIC). Em 2009, foi eleito o melhor jogador italiano. No mesmo ano, o jornal L'Équipe o colocou na oitava posição dentre os melhores meias do mundo. Em 2012, foi inserido na seleção da Eurocopa de 2012.

Herdou a braçadeira de capitão da Roma no início da temporada 2017–18, após a aposentadoria de Francesco Totti. No final da temporada 2018–19, ele deixou a equipe romana após 18 temporadas. Com 616 jogos pela Roma em todas as competições, ele é o segundo jogador que mais vezes entrou em campo pelo clube, atrás apenas de Totti.

Campeão do mundo com a Seleção Italiana em 2006 e vice-campeão europeu em 2012, em 2004 venceu o Campeonato Europeu Sub-21, além de ter conquistado em 2004 a medalha de bronze com a seleção olímpica em Atenas. Foi terceiro lugar com a nazionale na Copa das Confederações de 2013.

CarreiraEditar

RomaEditar

Foi assim, que no final de 2007, Daniele De Rossi respondeu às especulações que o colocavam na mira de gigantes do futebol internacional. Como bom filho da Cidade Eterna, De Rossi possui lealdade e carisma muitas vezes testados em campo em contraste com sua forte personalidade e com a vontade dentro das quatro linhas. O que já foi suficiente para convertê-lo em ídolo capitolino.

Atacante da amadora Ostia Mare, aos quatorze anos foi levado para a Roma por seu pai, Alberto De Rossi, técnico dos allievi — a categoria sub-16 no futebol da Itália. Ocasião perfeita para pipocarem os boatos de nepotismo, que não demoraram a sumir. Quatro anos depois, o agora volante já tinha quatro jogos e dois gols pelo time principal, algo surpreendente para um jogador da idade no cenário italiano. Os gols, aliás, têm marcado sua carreira. Logo na estreia pela squadra azzurra, nas Eliminatórias para a Copa de 2006, De Rossi precisou de apenas quatro minutos para decretar a vitória do time contra a Noruega.

Na temporada 2003–04, De Rossi já era figura comum na Roma, com apenas dezenove anos. Sob a batuta de Fabio Capello, começou a jogar mais recuado até ganhar mais confiança para assumir de vez o meio-campo giallorosso no ano seguinte. E foi essencial substituindo Emerson, para ajudar o time a se livrar do rebaixamento nos meses traumáticos que se seguiram à saída do técnico para a Juventus. Se não conseguiu se firmar com Rudi Völler nas primeiras rodadas, logo agarrou as oportunidades com Luigi Delneri até se transformar em homem de confiança de Bruno Conti, na espinhosa reta final que atingiu a salvezza com apenas três pontos de distância.

Com a chegada de Luciano Spalletti, no verão de 2005, De Rossi escolheu a camisa 16 que usou até 2019 e se efetivou como titular absoluto, responsável direto pela marcação no 4-1-4-1 do técnico toscano (que posteriormente viraria um 4-2-3-1 com o recuo de um entre Pizarro e Aquilani). Liderança efetiva dentro do elenco, usou a faixa de capitão pela primeira vez contra o Middlesbrough, em março de 2006, pela Copa da UEFA. Na partida seguinte, o romanista foi centro das atenções em todo o mundo por marcar um gol de cabeça contra o Messina depois de ajeitar a bola no braço. O gol foi validado pelo árbitro Mauro Bergonzi, mas o próprio De Rossi pediu a anulação e venceu o prêmio fair play da UEFA naquele ano. Para coroar aquela temporada, foi ele quem guiou o time na sequência de onze vitórias seguidas na Serie A, recorde que a Inter bateria dois anos depois. Nestas partidas, o capitão Totti esteve fora de seis. Não à toa, foi escolhido o melhor jogador jovem da competição.

Ainda pela Roma, De Rossi provou sua inteligência tática e domínio da leitura do jogo ano após ano, à medida que a carreira de Totti vai chegando a seu fim. Em Roma, o capitão exerce sempre uma influência notável e a faixa já tem dono depois que a camisa 10 deixar o futebol: um feito marcante, já que a última vez que um romano a herdou de um conterrâneo foi em 1934, quando Attilio Ferraris a transmitiu para Fulvio Bernardini. Nos últimos anos, De Rossi ganhou uma aura tão impenetrável na Cidade Eterna que a torcida praticamente relevou o pênalti isolado por ele nas quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, contra o Manchester United. Naquele abril de 2008, os red devils venceriam por 1 a 0, placar exato para eliminar a Roma pela segunda vez seguida, no "pior episódio da minha carreira", segundo o próprio jogador. Ao fim da temporada, o consolo foi a conquista da Copa da Itália — a sua segunda —, que somou-se a uma Supercopa da Itália conquistada em 2007 diante da Inter pelo placar mínimo, com gol seu de penalidade máxima.

Spalletti durou até as rodadas iniciais de 2009-10, quando Claudio Ranieri assumiu o clube. Ao lado do também treinador romano, De Rossi fez uma de suas melhores temporadas na carreira. Foram 11 gols em 49 partidas — números generosos para um volante —, além de inúmeras assistências. O reconhecimento veio com o prêmio de melhor jogador italiano de 2009 pela Associação Italiana de Jogadores (AIC). Ranieri caiu em 2011 e Vincenzo Montella assumiu interinamente até em 2011-12 dar lugar a Luis Enrique, com quem não conseguiu muita continuidade e somou apenas 32 partidas e 4 gols marcados.

A temporada 2012–13, a nível de clube, foi outra aquém. Primeiramente sob o comando de Zdeněk Zeman e, após a demissão do boêmio, às ordens de Aurelio Andreazzoli, De Rossi, que já não vinha regular, só decaiu mais. Jogando pouco, Daniele fez provavelmente a pior temporada desde que virou titular absoluto da Roma: 29 jogos, nenhum gol e técnica escassa. Em 2013-14, Rudi Garcia trouxe à Roma e a De Rossi novos ares. Com o treinador francês, clube e jogador romanos voltaram a fazer uma grande temporada. De Rossi figurou de novo como pilar do time — atuando em 36 partidas e marcando 1 gol — e os giallorossi chegaram em segundo no Campeonato Italiano, garantindo vaga na próxima Liga dos Campeões.

No dia 14 de maio de 2019, anunciou a sua saída da Roma após 18 anos.[1]

Boca JuniorsEditar

No dia 25 de julho de 2019, foi anunciado como novo jogador do Boca Juniors.[2]

Estreou pelo clube no dia 14 de agosto de 2019, contra o Almagro, pela Copa da Argentina, onde marcou um gol aos 28 minutos. No segundo tempo foi substituído por Jorman Campuzano. O Boca Juniors atuou com os reservas e acabou derrotado nos pênaltis por 3 a 1.[3]

Seleção ItalianaEditar

De Rossi iniciou carreira na Seleção Italiana atuando pela Sub-19 e posteriormente pela Sub-20. Mas foi com a sub-21, entre os anos de 2003 e 2004, que vieram as primeiras notórias atuações. Com ela venceu como titular o Campeonato Europeu Sub-21 de 2004 e no mesmo ano chegou ao bronze olímpico.

4 de setembro de 2004 foi a data de sua estreia na Seleção Principal. Aos 21 anos, foi convocado por Marcello Lippi e marcou um gol no triunfo sobre a Noruega por 1 a 1, em Palermo, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2006. No ano seguinte já ostentou pela primeira vez a faixa de capitão durante um amistoso contra a Islândia.

A regularidade vestindo azzurro foi premiada. Em maio de 2006, estava na lista dos vinte e três convocados para o Mundial da Alemanha. Iniciou a competição como titular, mas durante a última partida da fase de grupos, contra os Estados Unidos, acertou uma cotovelada em Brian McBride, e só pôde voltar na final contra a França. Na decisão, entrou no lugar do companheiro de clube Francesco Totti e foi campeão do mundo na decisão por pênaltis, na qual converteu um dos cinco.

 
De Rossi durante a UEFA Euro 2012

Após o Mundial, o então técnico Roberto Donadoni tentou manter a base vencedora, mesmo sem uma ou outra peça, como Totti, que não jogou mais depois de 2006. De Rossi herdou sua camisa 10 e chegou à Eurocopa de 2008 como titular do meio. Todavia, na partida de estreia contra a Holanda, perdida por 3 a 0, não veio a ser escalado. Nos dois jogos seguintes, que colocariam a Itália nas quartas-de-final, já seria titular, inclusive marcando um gol na vitória contra a França por 2 a 0. Contra a Espanha nas quartas, perdeu um pênalti que, somado ao também desperdiçado por Antonio Di Natale, eliminou os azzurri do torneio.

A Copa das Confederações de 2009 foi vexatória para a Itália. Novamente usando a 10, De Rossi marcou na vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos, a única na campanha, sucumbida logo na primeira fase. Um ano depois, no Copa do Mundo de 2010, foi ainda mais desastroso: nova eliminação na primeira fase e desta vez sem nenhuma vitória. Vestindo a camisa 6, De Rossi teve atuações modestas e marcou no empate em 1 a 1 com o Paraguai. Marcelo Lippi foi o comandante em ambos os fiascos.

Cesare Prandelli assumiu a nazionale e De Rossi retomou à boa fase. Com atuações decisivas e gols, chegou novamente como grande protagonista para a Eurocopa de 2012. Na competição — envergando agora a sua conhecida camisa 16 e embora não indo às redes -, foi de significativa importância no caminho à final que culminou no vice-campeonato contra os espanhóis.

Na Copa das Confederações de 2013, o título ficou com a Seleção Brasileira, mas a Itália fez uma grande participação. De Rossi marcou um gol contra o Japão, na primeira fase, fundamental na vitória por 4 a 3. Os azzurri acabaram ficando com o terceiro lugar depois de serem desclassificados pela Espanha na semifinal e triunfarem sobre o Uruguai na disputa pelo posto.

A Copa do Mundo FIFA de 2014 chegou e, pelo segundo Mundial seguido, a campanha italiana foi sofrível. De Rossi fez atuações discretas nas duas primeiras partidas da fase de grupos — vitória contra a Inglaterra e derrota contra a Costa Rica — mas viu a nazionale ser eliminada no derradeiro jogo contra o Uruguai.

No dia 13 de novembro de 2017, após um empate com a Suécia que deixou a Itália fora da Copa do Mundo de 2018, anunciou sua despedida da Seleção.[4]

TítulosEditar

Roma
Seleção Italiana

Prêmios individuaisEditar

Referências

Ligações externasEditar