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Deng Xiaoping
Deng Xiaoping
Chefe do Comitê Central do Partido Comunista
Período 8 de março de 1978
a 19 de março de 1990
Vice Bo Yibo
Xu Shiyou
Tan Zhenlin
Li Weihan
Sucessor Chen Yun
Dados pessoais
Nascimento 22 de agosto de 1904
Guang'an, Sichuan
Morte 19 de fevereiro de 1997 (92 anos)
Pequim
Nacionalidade Chinês
Cônjuge Zhang Xiyuan (1928–1929)
Jin Weiying (1931–1939)
Zhuo Lin (1939-1997)
Filhos 5
Partido Partido Comunista

Deng Xiaoping (em chinês tradicional 鄧小平, em chinês simplificado 邓小平, pinyin Dèng Xiǎopíng, em transcrição Wade-Giles Teng Hsiao-p'ing; 22 de agosto de 190419 de fevereiro de 1997) foi o secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC). Foi líder supremo da República Popular da China entre 1978 a 1992 Nesse período, introduziu diversas medidas que caracterizaram a reforma econômica, a "segunda revolução", como ele dizia, responsável pela completa transformação do país. Foi o responsável da chamada economia de mercado socialista, regime vigente na China moderna.[1]

JuventudeEditar

Em 1919, Deng formou-se na Escola Preparatória de Chongqing. Ele ganhou, então, uma bolsa de estudos na França. Na França trabalhou como metalúrgico na fábrica da Renault em Billancourt, bombeiro e assistente de cozinheiro em Paris. Nestes empregos ele ganhava apenas o suficiente para a subsistência. Muito desses empregos tinham condições de trabalho insalubres, com trabalhadores frequentemente se acidentando. Deng mais tarde afirmaria que foi na França que primeiro experimentou os problemas da sociedade capitalista. Ele estudava em Bayeux e Chantillon. Durante os estudos teve contato com o Marxismo e entrou para a Juventude Comunista Chinesa em 1921. Em 1926, Deng concluiu seus estudos em Moscou e retornou para a China.

Deng colaborou em várias missões políticas e militares durante a guerra civil no Sul (1930-1934) até que os comunistas fossem obrigados a fugir, derrotados por Chiang Kai Shek. Participou da Longa Marcha até o estabelecimento de uma nova base comunista em Yenan (1934-1936); nessa época, alinhou-se às teses defendidas por Mao Zedong dentro do Partido, que o colocou à cabeça do movimento quando Mao ganhou o controle em 1935. Durante a guerra contra os japoneses (1937-1945), Deng atuou como comissário político no exército, estabelecendo estreitas relações com os chefes militares, que se revelariam decisivas para impulsionar sua carreira posterior.

Líder partidárioEditar

Em 1945 entrou para o Comitê Central do Partido Comunista subiu à vice-presidência do governo e tornou-se secretário-geral do Partido e membro do Politburo. Deng logo mostrou-se um líder pragmático, nos anos do Grande Salto Adiante (ou Grande Salto em Frente, 1958-1961).

Perseguição maoístaEditar

Caiu em desgraça durante a Revolução cultural, quando era secretário geral do PCC. A "revolução cultural", iniciada e liderada por Mao Zedong, levou a China ao caminho errado. Aproveitando a situação, um grupo de carreiristas e conspiradores chefiados por Lin Biao e outro por Jiang Qing tentaram usurpar a liderança do Partido e do Estado, trazendo um desastre sem precedentes ao Partido e ao povo. Durante os dez anos de turbulência, Deng Xiaoping foi duas vezes desacreditado e afastado do cargo e passou pela provação mais dolorosa de sua carreira revolucionária.[2]

Assim que a "revolução cultural" foi lançada, Liu Shaoqi e Deng Xiaoping tornaram-se seus principais alvos. Em agosto de 1966, na Décima Primeira Sessão Plenária do Oitavo Congresso Nacional do Partido Comunista, quando Mao Tsé-Tung emitiu um dos seus famosos discursos , Liu e Eng foram injustamente criticados e repudiados e seus familiares foram implicados. Seu filho mais velho, Deng Pufang, então estudante de física na Universidade de Pequim, foi perseguido com tanta violência que recebeu ferimentos permanentes que o deixaram confinado a uma cadeira de rodas.[2]

A volta ao poderEditar

Aproximou-se novamente do poderio. No final de 1975 tornou-se vice-primeiro ministro. Em 1976, foi expurgado novamente e mantido em prisão domiciliar, sendo que ainda no mesmo ano, com a morte de Mao Tsé-Tung, volta a ocupar posição de destaque no partido, tornando-se aos poucos, na prática, o novo líder chinês.

Reformas econômicasEditar

É Deng Xiaoping que põe em prática as reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Dentre essas reformas, destacam-se as quatro modernizações, nos setores da agricultura, indústria, comércio, ciência, tecnologia e na área militar. Durante seu governo, a China passou por uma grande abertura diplomática. Em 1979, Xiaoping foi o primeiro líder chinês a visitar os Estados Unidos. Buscando atrair investimentos estrangeiros, Deng cria diversas Zonas Econômicas Especiais, onde empresas estrangeiras podem se instalar, desde que tenham parceria com empresas chinesas.

A diferença entre as reformas soviética (glasnost e perestroika) e chinesa deve-se ao fato de que Mikhail Gorbachev foi o único responsável pelas reformas da União Soviética, ao passo que Deng Xiaoping simplesmente oficializou diversas práticas criadas por autoridades municipais e/ou provinciais que estavam "fora" das diretivas de Pequim. Deng também era aberto a sugestões; as quatro modernizações, por exemplo, foram ideia de Zhou Enlai.

Em suma, as reformas econômicas de Xiaoping foram feitas de baixo para cima: primeiro as mudanças foram testadas nos municípios e nas províncias; só depois a reforma foi implantada, gradualmente, em todo o país.

 
Deng Xiaoping

Últimos anosEditar

Em 1989 manda reprimir com violência as manifestações pró-democracia na praça da Paz Celestial, em Pequim. Meses depois, renuncia, enfraquecido pela repercussão internacional. Em 1992 foi o primeiro líder comunista da China a se aposentar. Ele abriu mão de todos os seus cargos e títulos vitalícios. No mesmo ano fez uma longa viagem pelas Zonas Econômicas Especiais, sempre defendendo o economia de mercado socialista.

Morreu em 19 de fevereiro de 1997, em decorrência de complicações causadas pelo mal de Parkinson.

Referências

  1. Quagio, Ivan. [2009] (2009). Olhos Abertos - A História da Nova China. São Paulo: Editora Francis. ISBN 978-85-89362-95-5
  2. a b «Deng Xiaoping». 17th National Congress of the Comunist Party of China. China Daily. 10 de julho de 2007. Consultado em 2 de agosto de 2019 
 
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