Derby Paulista

Clássico entre Corinthians e Palmeiras

Derby Paulista ou simplesmente O Derby é o duelo entre os clubes brasileiros de futebol Corinthians e Palmeiras,[2] ambos do estado de São Paulo.

Derby Paulista
Corinthians vs. Palmeiras
PalmeirasXCorinthians-Pacaembu2010.JPG

Derby Paulista no Estádio do Pacaembu em 2010.
Corinthians 128 vitória(s), 488 gol(s)
Palmeiras 130 vitória(s), 530 gol(s)
Empates 113
Total de jogos 371
Total de gols 1 018
editar

É o clássico mais tradicional e de maior rivalidade entre dois clubes de futebol na cidade de São Paulo, já que reúne as agremiações paulistanas ainda na ativa mais antigas.[3] Foi o jornalista Tomás Mazzoni quem batizou a rivalidade como O Derby, em referência à mais importante corrida de cavalo do mundo, o Derby de Epsom.

O Corinthians surgiu em 1910 associado às camadas mais populares da sociedade paulistana. O Palmeiras surgiu como o representante da imensa comunidade italiana de São Paulo, com o nome de Palestra Italia - o nome Sociedade Esportiva Palmeiras foi adotado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

É uma das maiores rivalidades no futebol mundial: a CNN considera-o o nono maior clássico do mundo, o segundo das Américas e o único do Brasil a figurar entre as principais rivalidades mundiais.[4] Já o site especializado Football Derbies colocou O Derby como até a 4ª maior rivalidade do mundo (e primeira brasileira), hoje figurando como 8ª em seu ranking mundial [5], enquanto a nacional revista Trivela classificou-o como segundo maior do Brasil.[6]

Corinthians e Palmeiras já decidiram campeonatos estaduais (Campeonato Paulista), regionais (Rio-São Paulo), nacionais (Campeonato Brasileiro) e vaga para a final de competição continental (Libertadores), figurando como a rivalidade brasileira que mais decidiu vagas e campeonatos de grande porte nacionais e internacionais: nenhum outro derby decidiu tanto como Corinthians versus Palmeiras, no Brasil.

A rivalidade entre torcedores dos dois clubes também é a maior entre as grandes torcidas do estado de São Paulo. Pesquisa do Datafolha em 2010 apontou que 59% dos corintianos consideram o Palmeiras como maior rival. Para 77% dos torcedores palmeirenses, o maior rival é o Corinthians.[7] Em fevereiro de 2017, pesquisa do Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo mostrou que a maioria da população da cidade de São Paulo continuava considerando o clássico entre Corinthians e Palmeiras como o de maior rivalidade paulista. Segundo o levantamento, realizado entre os dias 8 e 9 de fevereiro de 2017, 35% dos entrevistados avaliavam o Derby como a maior rivalidade no Estado de São Paulo.[8]

Os maiores clássicosEditar

 
Terceira partida entre Corinthians Paulista e Palestra Itália realizada em 1918, parte da inauguração do Estádio da Ponte Grande.
 
Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio Palestra Itália nos Anos 20
 
Romeu Pellicciari marca um de seus 4 gols contra o Corinthians na goleada do Palmeiras por 8 a 0 em 1933
 
Partida entre Corinthians e Palestra Itália no Parque São Jorge em 1938
 
Estádio do Pacaembu durante a decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians em 1940
 
Decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 1940
 
Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 1942
 
Torcida do Corinthians durante Derby realizado em Presidente Prudente em 2009
 
Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010
 
Derby Paulista disputado na Arena Corinthians em 2015, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro
 
Clássico disputado em 2015 que contou com empate por 3 a 3 no Allianz Parque
 
Derby Paulista disputado no Allianz Parque no Brasileirão de 2015
  • No primeiro confronto entre Palestra Itália e Corinthians, em 6 de maio de 1917, houve vitória palestrina por 3 a 0, com três gols do atacante Caetano. Duas vezes campeão pela Liga Paulista de Futebol, em 1914 e em 1916, o Corinthians estava invicto havia três anos em 25 jogos. Naquela tarde, no Estádio Palestra Itália, caiu diante do então novato Palestra, que seria a partir daquele dia seu maior rival na história.
  • A terceira partida entre as duas equipes foi disputada em 1918, em 17 de março. No dia do jogo, os jogadores do Palestra Itália passaram em frente a uma pensão onde os atletas do Corinthians almoçavam. Os primeiros pegaram um osso de boi, escreveram a mensagem "O Corinthians é canja de galinha para o Palestra" e atiraram no refeitório. No jogo, o Palestra chegou a estar vencendo duas vezes, mas cedeu o empate, por 3 a 3. Desde então o Corinthians guarda o osso em sua sala de troféus[9].
  • A primeira vitória alvinegra sobre o Palestra foi por 3 a 0, no dia 3 de maio de 1919, com gols de Américo, Garcia e Roverso, em partida disputada no Estádio da Floresta.
  • Em 1921, Corinthians, Palestra Itália e o Paulistano, na ocasião o time mais vencedor da época, duelaram pelo título do Campeonato Paulista até as rodadas finais. Na última rodada, porém, apenas Corinthians e Paulistano ficaram com chances de título. O Paulistano venceu o Sírio por 3 a 2, alcançou 39 pontos e assumiu a liderança da competição. Restava ao Corinthians, com 38 pontos, enfrentar o Palestra, com 36 pontos, num período do futebol em que a vitória valia dois pontos. Se vencesse, portanto, a equipe do Parque São Jorge seria a campeã. Em pleno dia de Natal, Palestra e Corinthians fizeram um duelo no Parque Antarctica, ainda acanhado e recém-comprado pela equipe da colônia italiana, que derrotou o Corinthians por 3 a 0 e deu o título ao Paulistano. Para muitos, a partir daquele jogo, a rivalidade entre alviverdes e alvinegros havia definitivamente se consolidado e duraria para sempre.[10]
  • Em 1929, quando o Campeonato Paulista era organizado por duas entidades diferentes, o Corinthians foi campeão pela APEA, a mais tradicional delas. Na última rodada do primeiro turno único, o alvinegro se aproveitou do fato de os palestrinos atuarem apenas com dez – Heitor se contundiu, para golear por 4 a 1. A vitória, pelo campeonato de pontos corridos, valeu o título da competição, que teve o Santos como vice-campeão[11].
  • Em 1933, no dia 5 de novembro, o Palestra Itália aplicou a maior goleada da história do clássico, em partida disputada no Estádio Palestra Itália, que foi válida simultaneamente pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. Com quatro gols de Romeu Pellicciari, um de Gabardo e três de Imparato, o alviverde aplicou sonoros 8 a 0 no alvinegro, na maior derrota sofrida pelo Corinthians em toda a sua história[12]. O impacto da goleada na equipe do Parque São Jorge foi tão grande que derrubou o então presidente do clube, Alfredo Schurig[13] e fez a torcida corintiana colocar fogo na sede da própria agremiação[14].
  • No Campeonato Paulista de 1936, Corinthians e Palestra Itália fizeram sua primeira decisão de título em três partidas eletrizantes, já que o alvinegro havia ganho o primeiro turno de maneira invicta e o alviverde havia conquistado o segundo turno. Os três jogos foram realizados entre abril e maio de 1937. Na primeira partida, no Estádio Palestra Itália, o Palestra Itália venceu por 1 a 0, com o alvinegro abandonando o campo aos 31 minutos do segundo tempo, reclamando de falta no goleiro no lance do gol. Na segunda partida, no Parque São Jorge, as equipes empataram por 0 a 0. No terceiro jogo, no Estádio Palestra Itália, o Palestra venceu a finalíssima por 2 a 1 e conquistou o título.
  • Em 1938, a história do Derby Paulista contou com um fato inusitado que envolveu o São Paulo e também a Portuguesa. No começo de julho daquele ano, logo após a Copa do Mundo de 1938, uma crise financeira obrigou a equipe tricolor a criar um torneio quadrangular, denominado Taça Mündell Júnior, com o intuito de arrecadar dinheiro para sanar parte dos problemas. Na ocasião, Corinthians e Palmeiras disputaram partida, que ficou historicamente conhecida como o “Jogo das Barricas”. O duelo terminou empatado por 0 a 0 e contou com o alvinegro do Parque São Jorge classificado para a final pelo maior número de escanteios. Na final, contra a Portuguesa, que eliminou o São Paulo, o Corinthians se sagrou campeão. Após o torneio, a equipe tricolor se reergueu nos meses seguintes e foi vice-campeã do Campeonato Paulista do mesmo ano, também vencido pelos corintianos[15].
  • Em 1938, o Campeonato Paulista foi paralisado em abril para a disputa da Copa do Mundo daquele ano. Como forma de manter em atividade os times do Estado em uma competição oficial, a APEA criou o II Campeonato Paulista Extra de 1938. E na final, a decisão foi entre o Palestra Itália e o Corinthians. No primeiro jogo da final, no dia 21 de agosto, houve um empate por 0 a 0. Na última e decisiva partida, no dia 18 de setembro, o Palestra Itália venceu por 2 a 1, sagrando-se bicampeão deste tipo de competição, já que teve o primeiro triunfo em 1926.[16]
  • Em 1940, a cidade de São Paulo viu a inauguração do Estádio do Pacaembu e a primeira conquista de troféu do local foi alcançada durante um Derby. Participaram da Taça Cidade de São Paulo (Nacional), Palestra Itália, Corinthians, Atlético/MG., e Coritiba. Após vencerem suas semifinais, em 5 de maio daquele ano, Palestra Itália e Corinthians fizeram mais uma final. Com uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, o Palestra Itália foi o primeiro campeão do Pacaembu[17].
  • No período de maior turbulência da história do Palmeiras, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Palestra Itália foi obrigado a mudar de nome pelas leis da Ditadura Vargas contra agremiações que faziam referências aos países do Eixo[18], o Corinthians foi amplamente vitorioso. Durante a transição do nome de Palestra Itália para Palmeiras, o clube adotou, de março a setembro de 1942, o nome de Palestra de São Paulo. Neste intervalo, jogou quatro vezes contra o Corinthians. Na primeira partida com o tal nome provisório, por sinal, foi goleado pelo alvinegro por 4 a 1, em 28 de março, pelo Torneio Quinela de Ouro. Quase dois meses depois, no dia 27 de maio, o Corinthians goleou pelo mesmo placar, pela Taça Manoel Domingos Corrêa. Pelo Campeonato Paulista de 1942, o Palestra estava invicto e, no dia 28 de junho, manteve a condição ao empatar com o Corinthians por 1 a 1, no Primeiro Turno. Dias depois, em 15 de julho, pela Taça Cidade de São Paulo, o Corinthians voltou a golear o Palestra de São Paulo, desta vez por 4 a 2[19].
  • Após o Palmeiras, no seu primeiro jogo com esta denominação, conquistar o título do Campeonato Paulista de 1942, contra o São Paulo, no episódio que ficou conhecido como Arrancada Heroica, a equipe encontrou o Corinthians na última rodada da competição, que era disputada por pontos corridos. Numa vingança em relação ao que o Palestra Itália havia feito ao alvinegro no ano anterior, o Corinthians impediu que o alviverde fosse campeão invicto, com uma vitória por 3 a 1, no dia 4 de outubro, no primeiro Derby entre as equipes com o novo nome do arquirrival[20].
  • A primeira vitória do Palmeiras com o novo nome sobre o Corinthians viria apenas em 1943, no dia 23 de maio, pelo Primeiro Turno do Campeonato Paulista de 1943. Em partida realizada no Estádio do Pacaembu, o alviverde venceu o alvinegro por 2 a 0, com dois gols do meia Lima, para um público de 63.344 pessoas[21].
  • Em 1945, os arquirrivais se uniram por uma causa política. Em partida histórica realizada no Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um clássico que visava arrecadar fundos para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O jogo terminou com vitória do alviverde por 3 a 1 e foi retratado anos depois no livro "Palmeiras x Corinthians 1945: O Jogo Vermelho", escrito pelo político Aldo Rebelo[22].
  • Em 25 de abril de 1948, o Derby Paulista teve a sua segunda maior goleada em toda a história do clássico. Em partida realizada no Estádio do Pacaembu, pela Taça Cidade de São Paulo, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 6 a 0, no placar que só perde para os 8 a 0 de 1933 ainda da época do Palestra Itália[23].
  • O Torneio Rio-São Paulo de 1951 marcou a segunda final de campeonato de destaque disputada entre as duas agremiações. O time do Palmeiras, que viria a conquistar as cinco coroas, fez do torneio Rio-SP daquele ano uma delas. O primeiro jogo final aconteceu no dia 8 de abril e acabou com o placar de 3 a 2 para os esmeraldinos. No segundo e decisivo embate, ocorrido no dia 11 de abril, o Palmeiras venceu no Pacaembu jogando para um público pagante de 54.465 espectadores e com 2 gols de Jair Rosa Pinto e um de Aquiles. O resultado final foi de 3 a 1, já que Luizinho descontou para o Corinthians[24].
  • Em 18 de janeiro de 1953, o Derby teve sua partida de maior número de gols em toda a história. No clássico válido pelo Campeonato Paulista, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 6 a 4 no Estádio do Pacaembu. Pelo alvinegro, Cláudio marcou três gols e Baltazar dois, no jogo em que a equipe do Parque São Jorge mais estufou as redes do maior rival.
  • No dia 6 de fevereiro de 1955, foi realizado no Estádio do Pacaembu um importante jogo da história do derby, já que a partida valia o título do Campeonato Paulista de Futebol de 1954 e fazia parte das comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo, que foi fundada em 1554. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. O alvinegro fez o que precisava, saindo na frente, com um gol de Luizinho logo no primeiro tempo, aos dez minutos. Depois de o Palmeiras, vestido com camisas azuis, igualar o placar com um gol de Nei, aos sete minutos do segundo tempo, o alvinegro segurou o empate por 1 a 1 e comemorou a importante conquista. Depois deste título, o Corinthians somente viria a sagrar-se campeão paulista novamente 22 anos depois, em 1977.
  • No primeiro turno do Campeonato Paulista de 1971, no dia 25 de abril, Corinthians e Palmeiras fizeram um dos maiores jogos da história do clássico. O alvinegro, com muitas cobranças por causa do tabu, vinha mal no campeonato e iria enfrentar o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Dudu e Ademir da Guia no Estádio do Morumbi. O alviverde fez 2 a 0 com gols de César Maluco no primeiro tempo. Na segunda metade do jogo, o Corinthians voltou disposto a acabar com a festa alviverde e conseguiu o empate, com gols de Mirandinha, aos 5 minutos, e Adãozinho, aos 24. O Palmeiras desempatou um minuto depois, com um gol do meia Leivinha, mas o corintiano Tião voltou a empatar aos 27 minutos. Aos 43 minutos, Mirandinha desempatou para o alvinegro, fechando o placar em um histórico 4 a 3 e comemorando uma das maiores vitórias sobre seu maior rival.
  • O troco da decisão paulista de 1954 seria bastante doloroso para a torcida corintiana, já que no dia 22 de dezembro de 1974, o Palmeiras derrotou o alvinegro por 1 a 0 na final do Campeonato Paulista daquele ano. O Corinthians já se encontrava havia vinte anos sem conquistar o título estadual e, mesmo contando na final com craques como Rivelino, Vaguinho e Zé Maria, e também com a maioria esmagadora dos 120.522 torcedores que superlotavam o Morumbi, a equipe alvinegra foi derrotada pela esquadra alviverde comandada por Dudu e Ademir da Guia, tendo como técnico Osvaldo Brandão. A vitória palmeirense foi decretada pelo gol do centroavante Ronaldo, aos 24 minutos do segundo tempo. No final do jogo, a minoria de pouco mais de dez mil torcedores palmeirenses no estádio iniciou o grito "Zum, zum, zum, é 21", em referência a mais um ano que seria somado aos 20 do Corinthians sem títulos[25].
  • No Campeonato Paulista de 1979, o Palmeiras era comandado pelo técnico Telê Santana e vinha sendo apontado como favorito ao título em função da boa campanha na primeira fase da competição. Uma manobra de bastidores do então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, jogou a semifinal que trazia o Derby para janeiro de 1980. Ele, durante a primeira fase do campeonato, se valeu de um direito que acabou interrompendo o campeonato durante 4 meses. O presidente corintiano se recusou a disputar a partida contra a Ponte Preta, na primeira fase, pois foi programada uma rodada dupla, e Matheus disse que o Corinthians acabaria prejudicado na divisão de renda (a exemplo do ocorrido nos anos de 77 e 78, segundo o regulamento, no critério classificatório a arrecadação obtida pelos clubes também era considerada juntamente com a pontuação nos dois turnos anteriores). De fato, não foi prevista a rodada dupla e o campeonato parou, tornando a manobra de intervenção uma estratégia para paralisar o campeonato e esfriar o maior rival que estava embalado. Desta forma, sem o mesmo ímpeto do final de 1979, o Palmeiras cedeu o empate por 1 a 1 ao alvinegro do Parque São Jorge aos 40 minutos do segundo tempo no primeiro jogo. Na segunda partida, disputada no dia 30 de janeiro, um gol de canela de Biro-Biro, deu a vitória corintiana e a eliminação alviverde, abrindo o caminho para o título do time de preto e branco naquela competição[26].
  • Em 1982, auge do tabu palmeirense de títulos e auge da Democracia Corintiana, o Corinthians aplicou sua maior goleada sobre o Palmeiras. Em partida válida pelo Campeonato Paulista, o alvinegro venceu por 5 a 1, com três gols e show do então novato Casagrande, um de pênalti do meia Sócrates e outro do meia Biro-Biro. Com um time altamente técnico, o alvinegro seguiu bem na competição e chegou ao título, depois de bater o São Paulo nas finais. Ao alviverde, restou o terceiro lugar do campeonato.
  • Em 1983, uma das semifinais do Campeonato Paulista daquele ano contou com o Derby. Em dois jogos bastante disputados, Corinthians e Palmeiras honraram a tradição do clássico. Na primeira partida, o placar foi de 1 a 1 e teve como destaque a marcação imposta pelo alviverde em cima de Sócrates. Incumbido desta tarefa, o zagueiro Márcio Alcântara não desgrudou do craque corintiano em nenhum momento, mas, depois de sair atrás no placar, o time alvinegro empatou aos 31 minutos do segundo tempo, com um gol de pênalti exatamente de Sócrates[27]. Na segunda partida, também disputada no Estádio do Morumbi, o Palmeiras repetiu a tática de tentar anular o meia, mas, já escaldado, o jogador conseguiu se movimentar com mais facilidade e, numa jogada individual, fez o gol da vitória por 1 a 0. O placar eliminou o Palmeiras e garantiu o Corinthians em mais uma final, na qual a equipe do Parque São Jorge chegaria ao bicampeonato, novamente em cima do São Paulo.
  • Em 1986, apesar de ainda permanecer sem títulos, o palmeirense teve duas alegrias em jogos contra o Corinthians, ambos pelo Campeonato Paulista daquele ano. A primeira delas aconteceu no segundo turno do campeonato, com a devolução da goleada dos 5 a 1 aplicados pelo Corinthians em 1982. A segunda aconteceu nas semifinais do Paulistão. Depois de um primeiro jogo recheado de erros de arbitragens, o Corinthians venceu o alviverde por 1 a 0, com gol de Cristóvão. O Palmeiras deu o troco no segundo jogo, com uma vitória por 3 a 0, com grande exibição do centroavante Mirandinha, que marcou, no tempo normal, o gol alviverde aos 42 minutos do segundo tempo, e, na prorrogação, o segundo gol do Palmeiras. A vitória por 3 a 0 foi encerrada com um gol olímpico do meia Éder.
  • No Campeonato Brasileiro de 1989, o Palmeiras chegou à última rodada precisando da vitória para ir à final da competição. Já eliminado, o Corinthians foi o indigesto adversário alviverde na partida disputada no dia 10 de dezembro de 1989, já que, com um grande gol do centroavante Cláudio Adão, de calcanhar, evitou que o arquirrival, 13 anos sem título, fizesse a final contra o São Paulo[28].
  • Em 12 de junho de 1993, mais uma decisão que envolvia um extenso tabu, de 16 anos, só que do Palmeiras. Comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, o alviverde encerrou o jejum de títulos, vencendo a finalíssima do Campeonato Paulista contra o Corinthians por 4 a 0 (3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação), com gols marcados por Zinho, Evair(2) e Edílson. De acordo com o regulamento da competição, o Palmeiras, que havia feito melhor campanha no campeonato, precisava vencer o segundo jogo da final para levar a decisão para a prorrogação, uma vez que o Corinthians ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, com gol marcado por Viola, que imitou um porco, provocando a torcida e o elenco alviverde. O Palmeiras abriu o placar do segundo jogo no primeiro tempo, quando após um passe do centroavante Evair, o meia Zinho acertou um chute de perna direita. No segundo tempo, Mazinho fez jogada pela esquerda e cruzou para Evair ampliar. Logo em seguida, Daniel Frasson cruzou da esquerda para Evair, que chutou na trave, mas, na sobra, Edílson marcou. Com esse placar, o alviverde jogava pelo empate na prorrogação, mas Evair marcou de pênalti o gol do título e da quebra do tabu[29].
  • Ainda em 1993, pelo Torneio Rio-SP, o Palmeiras venceu mais uma final contra o Corinthians. No primeiro jogo, o endiabrado Edmundo marcou dois gols e garantiu a vitória na primeira partida, no Pacaembu por 2 a 0. Os gols na verdade acabaram decidindo o título, já que no jogo final, um empate em 0 a 0 levou o caneco para o Palestra Italia.
  • No final de 1994, Palmeiras e Corinthians fizeram mais uma decisão, desta vez a mais importante do derby em nível nacional. As equipes paulistanas chegaram à final do Campeonato Brasileiro daquele ano em dois jogos que foram disputados no Estádio do Pacaembu. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o alviverde derrotou o alvinegro por 3 a 1, com grande exibição do meia Rivaldo, que marcou dois dos três gols palmeirenses. Com a abertura de grande vantagem sobre o arquirrival, o Palmeiras entrou tranquilo na segunda partida e conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro com um empate por 1 a 1 contra o Corinthians[30].
  • Em 1995 o Corinthians voltava a dar o troco no Palmeiras em uma decisão, depois de fracassos nos dois anos anteriores. As equipes chegaram às finais do Campeonato Paulista daquele ano, sendo que as duas partidas decisivas foram disputadas em Ribeirão Preto, no Estádio Santa Cruz. O primeiro jogo terminou com um empate por 1 a 1, com o Palmeiras chegando à igualdade aos 48 minutos do segundo tempo com um gol do atacante Nílson. Na segunda partida, o mesmo Nílson abriu o placar para o alviverde, mas o meia Marcelinho Carioca empatou em bela cobrança de falta. Na prorrogação, o meia Elivelton definiu o placar de 2 a 1 e selou o título do paulista do Corinthians que, pela primeira vez em sua história, saia de campo com uma vitória em uma decisão de título oficial contra o Palmeiras.
  • Nas quartas de final da Copa Libertadores de 1999, o Palmeiras eliminou o arquirrival. Ambas as partidas foram realizadas no Estádio do Morumbi e terminaram com placar de 2 a 0: na primeira, no dia 5 de maio, a vitória foi do Palmeiras, depois de um verdadeiro bombardeio do Corinthians ao gol alviverde, mas com grande atuação do goleiro Marcos, que passou a ser chamado pela torcida de "São Marcos"; na segunda partida, no dia 12 de maio, a vitória foi do Corinthians. Com isso, a decisão foi para os pênaltis, com vitória da equipe de verde e branco por 4 a 2, com nova grande atuação de Marcos, que viu o atacante corintiano Dinei chutar na trave e que defendeu um dos pênaltis da disputa, cobrado pelo meia Vampeta[31].
  • Um mês depois do confronto na Libertadores, Palmeiras e Corinthians voltaram a uma decisão, agora, na final do Campeonato Paulista de 1999. No primeiro jogo, disputado no dia 13 de junho, o alviverde poupou os titulares, pois teria, três dias depois, a decisão contra o Deportivo Cali, da Colômbia, pela final da Copa Libertadores. O alvinegro aproveitou a situação e venceu a partida por 3 a 0. No segundo jogo, disputado no dia 20 de junho, dias depois de o Palmeiras conquistar a Libertadores, a rivalidade, que historicamente é imensa, estava à flor da pele. Marcelinho Carioca abriu o placar, mas Evair, com dois gols, virou o jogo, empatado por Edílson, aos 28 minutos do segundo tempo. Com o título praticamente garantido, Edílson provocou o time do Palmeiras fazendo "embaixadas" e malabarismos com a bola. O lateral Júnior e o atacante Paulo Nunes não gostaram da provocação e partiram para cima do corintiano, desencadeando uma briga generalizada em campo. O juiz Paulo César de Oliveira encerrou a partida antes do tempo normal e o Corinthians se sagrou novamente campeão paulista[32].
  • No ano seguinte, os dois grandes rivais voltariam a se encontrar na Copa Libertadores da América de 2000, só que na fase semifinal. O duelo, vencido novamente nos pênaltis pelo Palmeiras, também trazia como ingredientes o fato de o alviverde defender o título continental de 1999 e o Corinthians conquistar, no início de 2000, o primeiro Campeonato Mundial de Clubes da Fifa. Os novos confrontos, realizados no Estádio do Morumbi, foram também vistos como uma forma de revanche corintiana sobre seu arquirrival, em relação ao mata-mata do ano anterior. Na primeira partida das semifinais da Libertadores de 2000, o Corinthians venceu o Palmeiras por 4 a 3. Depois de abrir o placar com um gol do meio-campista Ricardinho e permitir que a equipe alviverde empatasse o jogo em 3 a 3, o alvinegro decidiu o jogo nos minutos finais, com um gol do volante Vampeta. A partida decisiva, disputada no dia 6 de junho, teve doses elevadas de emoção, já que contou com duas viradas de placar. O Palmeiras abriu a contagem com um gol do atacante Euller. O Corinthians chegou à primeira virada com dois gols de Luizão. O Palmeiras virou novamente o jogo e definiu o placar em 3 a 2, com gols de Alex e Galeano. Com a igualdade no saldo de gols, a classificação para a próxima fase entre as duas equipes foi, pelo segundo ano consecutivo, definida nas cobranças de pênalti. O Palmeiras eliminou o Corinthians, pois converteu as cinco cobranças, enquanto o adversário desperdiçou o último tiro livre indireto, depois que o goleiro Marcos defendeu a cobrança do ídolo corintiano Marcelinho Carioca, num dos momentos mais marcantes da história da competição e do próprio Derby Paulista[33][34].
  • Em 2011, Palmeiras e Corinthians fizeram um jogo bastante tenso pelas semifinais do Campeonato Paulista. Com arbitragem polêmica do juiz Paulo César de Oliveira, o alviverde jogou a maior parte da partida com um jogador a menos, já que o zagueiro Danilo foi expulso por carrinho violento sobre o centroavante corintiano Liédson. Apesar da adversidade e também da expulsão do técnico Luis Felipe Scolari, o Palmeiras dominou a partida e fez o primeiro gol, aos 7 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Leandro Amaro. O Corinthians, por sua vez, empatou o jogo aos 19 minutos, com gol do atacante William. A disputa era em jogo único e, como terminou empatada, a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, o goleiro corintiano Júlio César defendeu a sexta cobrança, do jogador palmeirense João Vítor, e o peruano Ramirez acertou a cobrança alvinegra, classificando a equipe às finais do campeonato e quebrando um tabu do Corinthians, que nunca havia eliminado o arquirrival por meio de cobranças de pênalti.[35]
  • No mesmo ano, em dezembro, os arquirrivais voltaram a se encontrar num jogo decisivo. O Palmeiras não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012, mas o Corinthians jogava a partida que poderia trazer sua quinta conquista do Campeonato Brasileiro, disputado no sistema de pontos corridos. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo no Estádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians se sagrou campeão do Campeonato Brasileiro de 2011. O Palmeiras ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[36]
  • Em 2014, no dia 27 de julho, Corinthians e Palmeiras voltaram a se enfrentar, desta vez no novo estádio do alvinegro, a Arena Corinthians, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com gols de Paolo Guerrero e de Petros, a equipe da casa derrotou o time alviverde por 2 a 0 no primeiro Derby Paulista disputado na arena[37].
  • No ano seguinte, no dia 8 de fevereiro de 2015, foi a vez de o Derby ser realizado no Allianz Parque, nova arena do Palmeiras, construída onde era o antigo Estádio Palestra Itália. Na semana que antecedeu o duelo pela primeira fase do Campeonato Paulista de 2015, por conta do temor de violência entre as torcidas organizadas rivais, o Ministério Público tentou impor sua vontade de realizar o jogo com a torcida única mandante[38], desejo que era também do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre[39], mas que não tinha o respaldo dos torcedores de ambas as equipes[40]. Após o presidente do Corinthians, Mario Gobbi, ameaçar não disputar a partida[41], a Federação Paulista de Futebol voltou atrás e destinou a carga de ingressos ao alvinegro. No jogo, de maneira diferente do Corinthians, o alviverde não conseguiu vencer o primeiro Derby na arena remodelada. Perdeu por 1 a 0, com gol do meia Danilo, numa partida também marcada pela expulsão do goleiro Cássio, do Corinthians, por cera[42].
  • A vingança palmeirense veio meses depois, no mesmo Campeonato Paulista, pela semifinal da competição. Em partida disputada na Arena Corinthians no dia 19 de abril de 2015, as equipes empataram no tempo normal pelo placar de 2 a 2: o Palmeiras saiu na frente com gol de Victor Ramos, tomou a virada com gols de Danilo e Mendoza, mas empatou com Rafael Marques. O regulamento do campeonato previa jogo único na casa da equipe com melhor campanha, o invicto alvinegro. Mas, se existisse o empate, a decisão iria para os pênaltis. Nas cobranças, o atacante alviverde Robinho chutou a bola para fora, mas Elias e Petros, do Corinthians, tiveram as cobranças defendidas pelo goleiro Fernando Prass[43]. A vitória da equipe visitante nas cobranças de pênalti por 6 a 5, em plena arena em Itaquera, representou a primeira eliminação do Corinthians em sua nova casa em uma competição oficial, justamente para o arquirrival histórico, que se classificou para a final da competição, contra o Santos[44].
  • Pouco mais de um mês depois de eliminar o Corinthians no Campeonato Paulista, o Palmeiras voltou levar a melhor sobre o rival, desta vez com uma vitória no tempo normal, na Arena Corinthians, por 2 a 0, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2015. Foi a primeira vitória do alviverde na casa alvinegra e a primeira derrota do Corinthians em clássicos na sua arena. A partida, que foi disputada no dia 31 de maio e que teve gols marcados por Rafael Marques e Zé Roberto, também fez o Palmeiras romper um jejum de vitórias sobre o arquirrival que durava desde agosto de 2011[45].
  • 2015 foi um ano importante para revigorar a rivalidade e, no segundo turno do Campeonato Brasileiro, não foi diferente do que foi visto no primeiro semestre. No dia 6 de setembro, em partida disputada no Allianz Parque, Palmeiras e Corinthians fizeram um clássico definido pela imprensa como “eletrizante”[46][47]. No jogo, o alviverde saiu na frente do marcador com gol marcado por Lucas, aos 18 minutos do primeiro tempo, mas o alvinegro empatou aos 24, com Guilherme Arana. Na seqüência, aos 26, o Palmeiras voltou a desempatar com gol marcado pelo meia Robinho. O Corinthians chegou aos 2 a 2, aos 37, com um gol contra do volante alviverde Amaral, mas o arquirrival fez 3 a 2 ainda, no primeiro tempo, aos 41, com gol marcado por Dudu. Na etapa final, o alvinegro arrancou um empate aos 33 minutos, definindo o placar em 3 a 3, num dos melhores jogos do Brasileirão de 2015[48].
  • A primeira vitória do Palmeiras no Allianz Parque sobre o maior rival aconteceu no dia 12 de junho de 2016, quando derrotou o Corinthians por 1 a 0 em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2016. O gol do jogo foi marcado aos 2 minutos do segundo tempo pelo meia Cleiton Xavier. Neste Derby Paulista, também foi a primeira vez que o clássico foi disputado com torcida única. Na ocasião, a arena palmeirense teve seu recorde de público quebrado. Foram 39.935 pagantes para uma renda de R$ 2.763.659,36[49].
  • 2017 é o ano que marca o centenário do Derby Paulista e que conta com a união das equipes na promoção do clássico, com várias ações de marketing em conjunto. No primeiro clássico do ano, disputado na Arena Corinthians, o alvinegro levou a melhor, ao derrotar o alviverde por 1 a 0. O jogo foi marcado por um erro de arbitragem do juiz Thiago Duarte Peixoto, que expulsou por engano o volante Gabriel, do Corinthians, em vez de advertir o jogador alvinegro Maycon num lance com o atacante Keno, do Palmeiras, no final do primeiro tempo. Em desvantagem númerica, o Corinthians chegou a ser encurralado pelo rival durante a maior parte do segundo tempo, mas chegou ao gol da heroica vitória aos 43 minutos do segundo tempo com um gol do atacante Jô, levando a torcida ao delírio[50]. Na segunda partida que marcou o ano centenário, o Corinthians derrotou mais uma vez o Palmeiras, desta vez por 2 a 0 e no Allianz Parque, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2017, com gols de Jadson e Guilherme Arana[51]. Tal, qual em 2016, quando o Palmeiras havia ganho os três jogos disputados do ano no clássico, o Corinthians fechou a trinca de vitórias sobre o maior rival no segundo turno do Campeonato Brasileiro, em jogo disputado no dia 5 de novembro. Com gols de Romero, em impedimento não marcado, Balbuena e Jô, o alvinegro derrotou por 3 a 2 o alviverde, que marcou com Mina e Moisés, em jogo que marcou o recorde de público em jogos de clubes na Arena Corinthians[52].
  • Em 2018, depois de 19 anos, Corinthians e Palmeiras voltaram a decidir uma final de campeonato, no caso, a do Campeonato Paulista de 2018[53]. Na primeira partida, disputada na Arena Corinthians, em jogo bastante disputado, o Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol do centroavante Miguel Borja, rompendo uma sequência de quatro vitórias consecutivas corintianas nos quatro confrontos anteriores do Derby.[54] Já no segundo jogo realizado no Allianz Parque, o Corinthians deu o troco, ganhando por 1 a 0 no tempo normal, com gol de Rodriguinho. Com o resultado, a decisão foi para os pênaltis, com nova vitória alvinegra, desta vez por 4 a 3. Assim, o Corinthians conquistou o seu vigésimo nono título paulista em plena casa alviverde[55]. A finalíssima no Allianz Parque também ficou marcada pela arbitragem polêmica do juiz Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que cancelou marcação de pênalti (inexistente) sobre o atacante Dudu, do Palmeiras, no segundo tempo da partida. Na ocasião, o jogo ficou paralisado por 8 minutos, com tumulto provocado por jogadores de ambas as equipes, inconformados, ora com a marcação (no caso dos corintianos) ora com a desmarcação (no caso dos palmeirenses) [56]. Com a volta atrás do árbitro, o jogo se encaminhou para o tempo normal com o placar de 1 a 0 para o Corinthians. Após o título da equipe alvinegra confirmado com a vitória nos pênaltis, o Palmeiras comunicou o rompimento com Federação Paulista de Futebol, alegando que a decisão do juiz foi mudada por interferência externa, procedimento não autorizado pela FIFA, e condicionando o fim do rompimento com a adoção de práticas mais transparentes da entidade em relação à arbitragem, como a implementação do árbitro de vídeo[57]. A revolta palmeirense com a arbitragem e a perda do título para o maior rival também atingiu a torcida, com a destruição de equipamentos e trens do metrô na Estação Barra Funda, feita por parte de integrantes de torcidas organizadas[58].
 
Derby Paulista disputado no Allianz Parque no Brasileirão de 2018
 
Partida entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista de 2020, a primeira em toda a história do Derby Paulista sem público
 
Jogo entre Palmeiras e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro de 2020 que contou com goleada alviverde por 4 a 0
  • Em 2020, Corinthians e Palmeiras se enfrentaram pela primeira vez na história sem público. A ausência de torcida foi motivada pela pandemia de covid-19 que afetou o planeta e, que, no Brasil, já contabilizava mais de 80 mil mortos no dia da partida, em 22 de julho[59]. No jogo, disputado na Arena Corinthians após de 127 dias de paralisação do Campeonato Paulista, o alvinegro, que vinha de uma campanha ruim e era lanterna de seu grupo, superou o alviverde por 1 a 0, com gol do zagueiro Gil, aos 15 minutos do primeiro tempo, evitando ser eliminado precocemente pelo maior rival, que se classificou à fase seguinte mesmo com a derrota[60]. Além de entrar para história do confronto por ser a primeira partida entre os times por causa das arquibancadas sem público, o jogo contou com um antecedente de vandalismo por parte de torcedores que invadiram a arena corintiana, picharam o gramado com referências à maior goleada da história do Derby (os 8 a 0 de 1933) e picharam uma das traves, chamando de frangueiro o goleiro Cássio, justamente o melhor jogador da partida e que garantiu o resultado aos corintianos[61]. Outro componente histórico deste confronto de 2020, foi o fato de o alvinegro superar o alviverde no confronto histórico após 54 anos de hegemonia do Palmeiras, segundo o historiador Celso Unzelte e a contagem alvinegra[62].
  • O ano de 2020 ainda reservaria outro momento importante para a história do Derby, já que Corinthians e Palmeiras chegariam a mais uma final do Campeonato Paulista. Depois de correr o risco de rebaixamento e evitar a desclassificação justamente com uma vitória sobre o maior rival na primeira fase, o alvinegro venceu os jogos restantes da competição e eliminou adversários nas quartas de final e nas semifinais do campeonato, num comportamento idêntico ao do alviverde, que veio à decisão com a melhor campanha da competição[63]. Além da já tradicional rivalidade, os confrontos finais do Campeonato Paulista de 2020 também traziam o Palmeiras “engasgado” com a polêmica decisão de 2018, quando o Corinthians venceu o campeonato estadual daquele ano em pleno Allianz Parque. A decisão ainda trazia a oportunidade de um tetracampeonato inédito do alvinegro, fato que só havia sido conseguido na competição pelo Paulistano na era amadora. Após a primeira final, criticada por imprensa e torcida pela qualidade pífia, terminar empatada por 0 a 0 na Arena Corinthians[64], a finalíssima foi disputada na arena alviverde em 8 de agosto, dia no qual o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos pela covid-19[65]. Com portões fechados justamente pela pandemia, mas com mosaicos preparados pela torcida alviverde, a primeira finalíssima de Campeonato Paulista sem público e em grama artificial contava com vitória do Palmeiras por 1 a 0 (gol de cabeça de Luiz Adriano) até os 51 minutos do segundo tempo, quando o atacante Jô foi derrubado pelo zagueiro Gustavo Gomez na grande área alviverde no último segundo da partida, num dos momentos mais incríveis da história do Derby. Para desespero de um time que se preparava para soltar o grito de campeão e esperança para uma equipe praticamente derrotada, o Corinthians, com o mesmo Jô cobrando penalidade máxima, empatou a partida e levou a disputa para os pênaltis. Nas cobranças alternadas, o goleiro alvinegro Cássio defendeu uma penalidade, mas o goleiro alviverde Weverton defendeu duas e virou herói do jogo. A cobrança que definiu o título histórico alviverde ficou com o novato Patrick de Paula, recém-chegado das categorias de base do alviverde e que, dois anos antes, havia disputado a Taça das Favelas do Rio de Janeiro[66]. Com o título, o Palmeiras, mais uma vez comandado por Vanderlei Luxemburgo, rompeu um hiato de 12 anos sem títulos estaduais, impediu o tetracampeonato corintiano e desempatou a disputa em finais de Campeonato Paulista contra o rival, passando a ter 4 conquistas em decisões contra 3 do alvinegro[67].
  • Pouco mais de um mês após a final histórica do Campeonato Paulista, Corinthians e Palmeiras voltaram a se encontrar, no dia 10 de setembro, desta vez pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2020. Com gols do centroavante Luiz Adriano e do jovem atacante Gabriel Veron, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 2 a 0. A partida, novamente disputada sem público por causa da pandemia, entrou para a história do clássico porque foi o primeiro Derby disputado na arena alvinegra após a mudança de nome do local, de Arena Corinthians para Neo Química Arena, consequência do contrato de naming rights firmado pelo time alvinegro nove dias antes do jogo vencido pelo alviverde. Para os palmeirenses, também foi uma espécie de troco, já que o alvinegro também venceu o primeiro Derby jogado no Allianz Parque, que já dava o nome à arena alviverde desde sua inauguração[68].
  • Em janeiro de 2021, os rivais Palmeiras e Corinthians jogaram pelo returno do Campeonato Brasileiro de 2020, que invadiu o calendário do ano seguinte em virtude da ainda presente pandemia de covid-19, que, no dia do jogo, já havia causado mais de 200 mil mortos no Brasil. Por estar disputando as finais da Copa do Brasil de 2020 e da Copa Libertadores da América de 2020, também com datas invadindo 2021, o alviverde teve que lidar com um calendário adaptado de jogos com poucos dias de intervalo e que fez a partida contra o Corinthians ser disputada em plena segunda-feira à noite. No confronto realizado no Allianz Parque sem público, o Palmeiras superou com folga o rival, que vinha de quatro vitórias consecutivas na competição, e goleou o Corinthians por 4 a 0. O meia Raphael Veiga e o centroavante Luiz Adriano marcaram no primeiro tempo e repetiram o feito na etapa complementar[69]. O placar elástico manteve o Palmeiras na disputa pelo título da competição e igualou a maior goleada do Século XXI do Derby Paulista, conquistada também pelo alviverde em 2004 por 4 a 0. Também foi o maior placar do clássico desde a inauguração das novas arenas[70].
  • Ainda em 2021, no dia 16 de maio, os eternos rivais voltaram a se enfrentar numa disputa eliminatória no Campeonato Paulista de 2021, pela fase semifinal da competição. Em jogo único, definido pelo regulamento, o Corinthians teve o direito de jogar na própria arena, já que havia feito campanha melhor do que o Palmeiras, que disputou a maior parte do campeonato com uma equipe alternativa, poupando os titulares. O alviverde, por sinal, conseguiu chegar à fase eliminatória porque o Corinthians venceu o Novorizontino, rival direto do grupo do alviverde, na última partida da primeira fase. Na semifinal, a retribuição do arquirrival veio em forma de castigo, já que o Palmeiras, com sua equipe titular, dominou a partida com facilidade e eliminou o Corinthians com uma vitória por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo lateral Victor Luis e pelo centroavante Luiz Adriano. O alvinegro ainda teve chance de descontar no fim do jogo com uma cobrança de pênalti, mas ela foi desperdiçada pelo meia Luan. Com a vitória, o Palmeiras evitou que o Corinthians chegasse à sua quinta final consecutiva do Campeonato Paulista, ratificou a marca de equipe visitante com mais vitórias na arena alvinegra[71] e disputou a decisão do campeonato contra o São Paulo[72].

Todos os clássicos disputadosEditar

Seção em construção[2]

# Data Estádio Corinthians x Palmeiras Campeonato C E P
1 6 de maio de 1917 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 0 0 1
2 5 de agosto de 1917 Floresta 1 x 3 Campeonato Paulista 0 0 2
3 17 de março de 1918 Ponte Grande 3 x 3 Amistoso 0 1 2
4 24 de março de 1918 Ponte Grande 2 x 4 Amistoso 0 1 3
5 13 de maio de 1918 Floresta 3 x 3 Campeonato Paulista 0 2 3
6 3 de maio de 1919 Floresta 3 x 0 Amistoso 1 2 3
7 13 de maio de 1919 Floresta 1 x 2 Amistoso 1 2 4
8 20 de julho de 1919 Ponte Grande 0 x 1 Campeonato Paulista 1 2 5
9 9 de novembro de 1919 Palestra Itália 1 x 0 Campeonato Paulista 2 2 5
10 25 de abril de 1920 Ponte Grande 0 x 3 Campeonato Paulista 2 2 6
11 5 de setembro de 1920 Palestra Itália 2 x 1 Campeonato Paulista 3 2 6
12 4 de setembro de 1921 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 3 2 7
13 25 de dezembro de 1921 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 3 2 8
14 8 de janeiro de 1922 Floresta 0 x 0 Campeonato Paulista 3 3 8
15 23 de abril de 1922 Palestra Itália 2 x 2 Campeonato Paulista 3 4 8
16 9 de julho de 1922 Palestra Itália 2 x 0 Amistoso 4 4 8
17 24 de dezembro de 1922 Palestra Itália 2 x 3 Campeonato Paulista 4 4 9
18 8 de julho de 1923 Floresta 4 x 1 Campeonato Paulista 5 4 9
19 17 de maio de 1925 Palestra Itália 3 x 0 Campeonato Paulista 6 4 9
20 15 de agosto de 1926 Palestra Itália 2 x 3 Campeonato Paulista 6 4 10
21 8 de dezembro de 1926 Palestra Itália 1 x 0 Amistoso 7 4 10
22 21 de agosto de 1927 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 7 4 11
23 11 de março de 1928 Palestra Itália 3 x 1 Campeonato Paulista 8 4 11
24 25 de março de 1928 Palestra Itália 0 x 1 Amistoso 8 4 12
25 23 de setembro de 1928 Parque São Jorge 3 x 0 Campeonato Paulista 9 4 12
26 16 de dezembro de 1928 Palestra Itália 0 x 0 Campeonato Paulista 9 5 12
27 23 de dezembro de 1928 Palestra Itália 1 x 3 Amistoso 9 5 13
28 1º de dezembro de 1929 Palestra Itália 4 x 1 Campeonato Paulista 10 5 13
29 4 de maio de 1930 Parque São Jorge 0 x 1 Campeonato Paulista 10 5 14
30 27 de julho de 1930 Palestra Itália 2 x 3 Amistoso 10 5 15
31 24 de agosto de 1930 Palestra Itália 0 x 4 Campeonato Paulista 10 5 16
32 29 de março de 1931 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 10 5 17
33 7 de setembro de 1931 Palestra Itália 0 x 2 Amistoso 10 5 18
34 13 de setembro de 1931 Parque São Jorge 1 x 1 Amistoso 10 6 18
35 15 de novembro de 1931 Parque São Jorge 2 x 3 Campeonato Paulista 10 6 19
36 6 de novembro de 1932 Palestra Itália 0 x 3 Campeonato Paulista 10 6 20
37 7 de maio de 1933 Parque São Jorge 1 x 5 Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo 10 6 21
38 5 de novembro de 1933 Palestra Itália 0 x 8 Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo 10 6 22
39 6 de maio de 1934 Parque São Jorge 1 x 2 Campeonato Paulista 10 6 23
40 5 de agosto de 1934 Palestra Itália 1 x 3 Campeonato Paulista 10 6 24
41 30 de setembro de 1934 Parque São Jorge 2 x 0 Torneio Extra 11 6 24
42 23 de dezembro de 1934 Palestra Itália 1 x 0 Amistoso 12 6 24
43 4 de agosto de 1935 Parque São Jorge 4 x 1 Campeonato Paulista 13 6 24
44 24 de novembro de 1935 Palestra Itália 1 x 2 Campeonato Paulista 13 6 25
45 26 de abril de 1936 Parque São Jorge 2 x 1 Campeonato Paulista 14 6 25
46 28 de fevereiro de 1937 Palestra Itália 1 x 1 Campeonato Paulista 14 7 25
47 25 de abril de 1937 Palestra Itália 0 x 1 Campeonato Paulista 14 7 26
48 2 de maio de 1937 Parque São Jorge 0 x 0 Campeonato Paulista 14 8 26
49 9 de maio de 1937 Palestra Itália 1 x 2 Campeonato Paulista 14 8 27
50 7 de setembro de 1937 Parque São Jorge 1 x 2 Campeonato Paulista 14 8 28
51 14 de novembro de 1937 Palestra Itália 1 x 0 Campeonato Paulista 15 8 28
52 13 de maio de 1938 Parque São Jorge 2 x 2 Taça Embaixatriz Logacomo 15 9 28
53 25 de maio de 1938 Palestra Itália 1 x 4 Taça Embaixatriz Logacomo 15 9 29
54 3 de julho de 1938 Palestra Itália 0 x 0 Taça Henrique Mundel 15 10 29
55 21 de agosto de 1938 Palestra Itália 0 x 0 Torneio Extra 15 11 29
56 18 de setembro de 1938 Palestra Itália 1 x 2 Torneio Extra 15 11 30
57 23 de outubro de 1938 Parque São Jorge 1 x 1 Campeonato Paulista 15 12 30
58 4 de junho de 1939 Parque São Jorge 3 x 3 Campeonato Paulista 15 13 30
59 17 de setembro de 1939 Palestra Itália 0 x 1 Campeonato Paulista 16 13 30
60 21 de abril de 1940 Palestra Itália 2 x 1 Amistoso 17 13 30
61 5 de maio de 1940 Pacaembu 1 x 2 Taça Cidade de São Paulo 17 13 31
62 21 de julho de 1940 Pacaembu 1 x 1 Taça Duque de Caxias 17 14 31
63 18 de agosto de 1940 Parque São Jorge 2 x 0 Campeonato Paulista 18 14 31
64 1º de dezembro de 1940 Palestra Itália 1 x 1 Campeonato Paulista 18 15 31
65 12 de março de 1941 Pacaembu 2 x 1 Campeonato Paulista 19 15 31
66 22 de junho de 1941 Pacaembu 1 x 1 Campeonato Paulista 19 16 31
67 12 de outubro de 1941 Pacaembu 0 x 2 Campeonato Paulista 19 16 32
68 28 de março de 1942 Pacaembu 4 x 1 Torneio Quinela de Ouro 20 16 32
69 27 de maio de 1942 Pacaembu 4 x 1 Taça Manoel R. Corrêa 21 16 32
70 28 de junho de 1942 Pacaembu 1 x 1 Campeonato Paulista 21 17 32
71 15 de julho de 1942 Pacaembu 4 x 2 Taça Cidade de São Paulo 22 17 32
72 4 de outubro de 1942 Pacaembu 3 x 1 Campeonato Paulista 23 17 32
73 23 de maio de 1943 Pacaembu 0 x 2 Campeonato Paulista 23 17 33
74 1 de julho de 1943 Pacaembu 3 x 1 Taça Cidade de São Paulo 24 17 33
75 19 de setembro de 1943 Pacaembu 1 x 3 Campeonato Paulista 24 17 34
76 5 de março de 1944 Pacaembu 4 x 1 Taça Cidade de São Paulo 25 17 34
77 30 de abril de 1944 Pacaembu 1 x 4 Campeonato Paulista 25 17 35
78 27 de agosto de 1944 Pacaembu 2 x 1 Campeonato Paulista 26 17 35
79 18 de março de 1945 Pacaembu 1 x 1 Taça Cidade de São Paulo 26 18 35
80 10 de junho de 1945 Pacaembu 2 x 2 Campeonato Paulista 26 19 35
81 2 de setembro de 1945 Pacaembu 2 x 1 Campeonato Paulista 27 19 35

Informações históricasEditar

Do confrontoEditar

 
Derby Paulista disputado no Allianz Parque no Brasileirão de 2015
 
Derby Paulista disputado na Arena Corinthians, pelo Brasileirão de 2017, com recorde de público (46.090 pagantes)
 
Derby Paulista disputado no Allianz Parque no Brasileirão de 2018
  • O Corinthians foi campeão em dez competições oficiais que contaram com o Palestra-Palmeiras como vice-campeão: no Campeonato Brasileiro de 2017 (pontos corridos); nos Campeonatos Paulistas de 1922, quando o título foi decidido contra o Paulistano; de 1923, quando venceu a A.A. São Bento no jogo que definiu a competição; de 1937, quando a conquista foi ratificada contra o Estudiantes; de 1939, quando derrotou o Santos no jogo decisivo[73]; de 1951, quando venceu o Guarani com duas rodadas para a competição terminar; de 1954, 1995 e 1999. Além dos títulos conquistados em partidas decisivas contra o arquirrival nos Paulistas de 1954, 1995 (final), 1999 (final) e 2018 (final); o alvinegro também obteve títulos em jogos contra o Palmeiras no Campeonato Paulista de 1929, quando o Santos foi vice-campeão; no Torneio Rio-São Paulo de 1954, quando o Fluminense foi vice-campeão; e ainda no Campeonato Brasileiro de 2011, quando o Vasco foi vice-campeão.
  • O Palmeiras foi campeão em 11 competições oficiais que contaram com o Corinthians como vice-campeão: no Campeonato Brasileiro de 1994 (final), nos Torneios Rio-São Paulo de 1951 (final) e 1993 (final), e nos Campeonatos Paulistas de 1936 (final), 1942, 1947, 1966, 1974 (final)[74], 1993 (final) e 2020 (final), além do Campeonato Paulista Extra de 1938 (final)[75]. Nos Estaduais de 1942, 1947 e de 1966, apesar de o Corinthians ter sido vice-campeão, as partidas decisivas foram realizadas contra outras equipes: São Paulo, Santos e Comercial de Ribeirão Preto, respectivamente.
  • Nas duas vezes em que se enfrentaram pela Taça Libertadores da América, o Palmeiras eliminou o Corinthians nos pênaltis: em 1999, nas quartas-de-final, e em 2000, nas semifinais. Na primeira disputa, em 1999, o Palmeiras venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e o Corinthians venceu o segundo pelo mesmo placar, levando a decisão para os pênaltis, que resultaram em vitória alviverde por 4 a 2 (que futuramente seria campeão da competição). Na Libertadores de 2000, o Corinthians venceu o primeiro jogo por 4 a 3 e o Palmeiras venceu o segundo por 3 a 2, levando a decisão para os pênaltis. Ao final, a equipe alviverde bateu o Corinthians por 5 a 4.
  • Nas seis disputas diretas entre os dois times no Século XXI, todas pelo Campeonato Paulista de Futebol, o Corinthians levou a melhor sobre o Palmeiras em três vezes e o Palmeiras em outras três oportunidades. Em 2003, o Corinthians levou a melhor sobre o Palmeiras, empatando a primeira partida por 2 a 2 e vencendo a segunda por 4 a 2. Em 2011, em partida única, o Derby terminou empatado por 1 a 1 e a equipe alvinegra venceu a disputa por pênaltis, por 6 a 5. Em 2015, o Palmeiras empatou em 2 a 2 contra o maior rival na nova casa corintiana em Itaquera, e levou a melhor nos pênaltis também por 6 a 5 nas semifinais. Em 2018, o Corinthians venceu a final do Campeonato Paulista em plena casa alviverde, onde o Palmeiras venceu a final da competição de 2020 em confronto contra o alvinegro. Em 2021, na casa corintiana, o Palmeiras voltou a eliminar o rival numa semifinal.
  • Das 371 partidas entre ambos, o placar de 1 a 0 é o mais comum, tendo se repetido 65 vezes.
  • Ocorreram apenas 33 empates por 0 a 0.
  • O Derby Paulista já teve um resultado definido por W.O. em sua história. No segundo turno do Campeonato Paulista de 1923, o Palestra Itália resolveu não entrar em campo contra o Corinthians, em protesto contra a APEA, depois que o Germania contestou uma vitória do Palestra no tribunal da entidade. O arquirrival alvinegro, que não tinha nada a ver com isso, venceu este jogo não disputado por W.O. e este resultado foi importante para que a equipe conquistasse o bicampeonato da competição naquele ano.[76][77]
  • Em 1976, o antigo Estádio Palestra Itália viu seu último clássico entre Palmeiras e Corinthians. Desde então, ambos os times não aceitam a recepção ou visita no mesmo, configurando-se como o primeiro clássico do país a atingir este grau de rivalidade. A maior parte das disputas nos anos seguintes foram realizadas no neutro estádio municipal do Pacaembu ou no Estádio do Morumbi, pertencente ao São Paulo Futebol Clube. O Palmeiras só voltou a receber o Corinthians como mandante no próprio estádio em 2015, já no Allianz Parque, construída onde era o antigo estádio.
  • No Estádio do Pacaembu, o Palmeiras não perde para o Corinthians desde setembro de 2012[2]. Em abril de 2016, quebrou um tabu de 21 anos sem derrotar o rival no local onde eles mais se enfrentaram com uma vitória por 1 a 0 pelo Campeonato Paulista de 2016[78].
  • O último clássico disputado pelas equipes no Morumbi foi realizada no dia 2 de março de 2008, quando o Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0[79]. Na ocasião, o alvinegro já não derrotava o alviverde no estádio desde 2006[80].
  • Na Neo Química Arena e no Allianz Parque foram disputados poucos jogos do Derby até o momento, mas há uma pequena vantagem corintiana em ambos os locais. Na arena alvinegra, foram 15 jogos com seis vitórias do Corinthians, cinco do Palmeiras e quatro empates. Na arena alviverde, foram 10 jogos, com 3 vitórias alviverdes, 4 alvinegras e três empates. O maior placar das arenas, no entanto, é uma goleada por 4 a 0 aplicada pelo Palmeiras em 2021 sobre o alvinegro.

Da rivalidadeEditar

  • O título mais expressivo do Corinthians foi o do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, conquistado por duas vezes (em 2000 e 2012), que o rival jamais obteve, além da Copa Libertadores de 2012. O título mais expressivo conquistado pelo Palmeiras foram a Copa Libertadores de 1999 e a Copa Libertadores de 2020, além da Copa Rio de 1951, que o rival também jamais conquistou.
  • No Torneio Rio-São Paulo, há igualdade. O Palmeiras conquistou os títulos de 1933, 1951, 1965, 1993 e 2000. O Corinthians foi campeão nas edições de 1950, 1953, 1954, 1966 e 2002.
  • O Palmeiras disputou a Série B dez anos depois de ser bicampeão brasileiro (1993 e 1994), assim como o Corinthians, que disputou a Série B em 2008, dez anos depois do seu primeiro título de bicampeão brasileiro (1998 e 1999).
  • No ano em que o Palmeiras disputou e ganhou a Série B (2003) o Corinthians foi campeão paulista; no ano em que o Corinthians disputou e ganhou a Série B (2008), o Palmeiras também acabou sendo campeão paulista. O Corinthians foi campeão paulista em 2013, ano em que o Palmeiras disputa novamente a Série B
  • O Palmeiras se mantém como maior campeão do país de forma isolada desde 1993, quando levou o Brasileirão e desempatou o duelo com o Santos (7 a 6). Atualmente, a vantagem alviverde sobre o Corinthians é de 15 títulos a 11, conforme o ranking nacional de títulos[81].

EstatísticasEditar

Confronto inicialEditar

O primeiro encontro entre o Palestra Itália e o Corinthians ocorreu em 6 de maio de 1917, com vitória palestrina por 3 a 0.


15:00
  Palestra Itália 3–0   Corinthians Estádio Palestra Itália São Paulo (SP)

Caetano   63'
Caetano   70'
Caetano   84'
Árbitro: Alfredo Gullo

Último confrontoEditar

O mais recente encontro entre as equipes ocorreu no dia 12 de junho de 2021, quando houve empate por 1 a 1 pelo Campeonato Brasileiro de 2021[82].

12 de junho de 2021   Palmeiras 1 - 1   Corinthians Allianz Parque, São Paulo
19:00 (UTC-2)
Raphael Veiga   3' Gabriel   54' Público: Sem Público
Renda: zero
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (CBF-SP)

Estatísticas detalhadasEditar

A contagem do Derby Paulista é diferente para corintianos e palmeirenses, mas segundo o historiador Celso Unzelte, que escreveu o Almanaque do Timão e o Almanaque do Palmeiras, a vantagem do alviverde prevaleceu durante a maior parte da história do confronto. De acordo com os números de Unzelte, são 128 vitórias para o Corinthians, 130 para o Palmeiras e 113 empates[1].

Pelo retrospecto calculado pelo Corinthians, há um total de 130 triunfos alviverdes e 128 alvinegros e mais 113 empates. Pelo retrospecto calculado pelo Palmeiras, são 134 vitórias alviverdes e 130 alvinegras, com 115 empates[83]. A diferença está no critério: os palmeirenses contabilizam no histórico, por exemplo, partidas do Torneio Início e da Taça Henrique Mündel de 1938. Apesar de as partidas não terem 90 minutos, o Palmeiras credita os confrontos como oficiais pelo fato de as duas equipes terem atuado com uniformes oficiais e com a presença de trio de arbitragem em duelos que tiveram súmula, bilheteria e repercussão[84].

Nos mais de 100 anos de clássico, o Palmeiras levou vantagem no confronto em boa parte do tempo, desde o início das partidas entre ambos, perdendo a hegemonia apenas entre a segunda metade dos Anos 1950 e a primeira metade dos Anos 1960. Após 1966, o Palmeiras retomou a vantagem que durou até 2020. Neste ano, após uma vitória no Campeonato Paulista, o Corinthians conseguiu superar o rival neste confronto após 54 anos de hegemonia alviverde[85], mas o alviverde voltou a igualar o confronto quase dois meses depois e voltou a ficar à frente do rival em 2021[86].

Estatísticas Gerais do Derby Paulista
Número de jogos 371[1][2]
Vítórias do Corinthians 128
Vitórias do Palmeiras 130
Empates 113
Número de gols 1018
Gols marcados pelo Corinthians 488
Gols marcados pelo Palmeiras 530
Maior goleada Palestra Italia 8-0 Corinthians (Campeonato Paulista/Rio-São Paulo - 5 de novembro de 1933)
Última partida Palmeiras 1-1 Corinthians (Campeonato Brasileiro de 2021 - 12 de junho de 2021)
Estatística do Derby Paulista no Brasileirão
Número de jogos 63
Vitórias do Corinthians 17
Vitórias do Palmeiras 23
Empates 23
Gols do Corinthians 59
Gols do Palmeiras 80
Última partida Palmeiras 1 - 1 Corinthians (Campeonato Brasileiro de Futebol 2021 -12 de junho de 2021)
Estatística do Derby Paulista no Brasileirão pós-1971
Número de jogos 56
Vitórias do Corinthians 17
Vitórias do Palmeiras 19
Empates 20
Gols do Corinthians 55
Gols do Palmeiras 71
Última partida Palmeiras 1 - 1 Corinthians (Campeonato Brasileiro de Futebol 2021 -12 de junho de 2021)
Outras estatísticas
Maior goleada do confronto Palestra Itália 8-0 Corinthians (5 de novembro de 1933)
Partida com maior número de gols 10 gols - Palmeiras 4-6 Corinthians - (Estádio do Pacaembu - Campeonato Paulista em 18 de Janeiro de 1953)
Artilheiros Cláudio - Corinthians: 21 gols
Baltazar - Corinthians: 20 gols
Luizinho - Corinthians: 19 gols
Teleco - Corinthians: 15 gols
Heitor - Palmeiras: 14 gols
Mirandinha - Corinthians: 14 gols
César Maluco - Palmeiras: 13 gols
Marcelinho Carioca - Corinthians: 13 gols
Romeu Pellicciari - Palmeiras: 13 gols
Jogador que mais atuou Ademir da Guia - Palmeiras: 57 partidas
Goleiros mais vazados Oberdan Cattani - Palmeiras: 68 gols em 34 jogos
Ronaldo - Corinthians: 53 gols em 37 jogos
Invencibilidade[87] Palmeiras - 12 jogos - de 4 de maio de 1930 a 5 de agosto de 1934
Corinthians - 10 jogos - de 26 de dezembro de 1948 a 24 de março de 1951
Corinthians - 10 jogos - de 6 de julho de 1952 a 21 de julho de 1954
Corinthians - 10 jogos - de 22 de novembro de 1970 a 4 de novembro de 1973
Corinthians - 10 jogos - de 4 de dezembro de 2011 a 31 de maio de 2015
Corinthians - 8 jogos - de 12 de agosto de 1956 a 15 de março de 1958
Palmeiras - 8 jogos - de 28 de setembro de 1997 a 27 de fevereiro de 1999
Corinthians - 7 jogos - de 14 de abril de 1960 a 25 de outubro de 1961
Palmeiras - 7 jogos - de 11 de maio de 1969 a 11 de abril de 1970
Corinthians - 7 jogos - de 16 de agosto de 2000 a 8 de março de 2003
Palmeiras - 7 jogos - de 4 de março de 2007 a 31 de janeiro de 2010

Mata-matasEditar

Em mata-matas, o Palmeiras leva vantagem sobre o Corinthians, com 13 eliminações do rival contra 9 em competições oficiais[88]. Abaixo, a lista das ocasiões em que esses confrontos aconteceram, levando em conta apenas competições onde o mata-mata estava previsto no regulamento ou foi necessário um jogo-extra entre as duas equipes para definir um vencedor[89].

Ano Competição Fase Quem levou
1936 Campeonato Paulista Final Palmeiras
1938 Campeonato Paulista Extra Final Palmeiras
1951 Torneio Rio-São Paulo Final Palmeiras
1974 Campeonato Paulista Final Palmeiras
1977 Campeonato Paulista 2º Turno - Decisão Corinthians
1978 Campeonato Paulista 1º Turno - Quartas de Final Corinthians
1979 Campeonato Paulista Semifinal Corinthians
1983 Campeonato Paulista Semifinal Corinthians
1986 Campeonato Paulista Semifinal Palmeiras
1993 Campeonato Paulista Final Palmeiras
1993 Torneio Rio-São Paulo Final Palmeiras
1994 Campeonato Brasileiro Final Palmeiras
1995 Campeonato Paulista Final Corinthians
1999 Copa Libertadores da América Quartas de Final Palmeiras
1999 Campeonato Paulista Final Corinthians
2000 Copa Libertadores da América Semifinal Palmeiras
2003 Campeonato Paulista Semifinal Corinthians
2011 Campeonato Paulista Semifinal Corinthians
2015 Campeonato Paulista Semifinal Palmeiras
2018 Campeonato Paulista Final Corinthians
2020 Campeonato Paulista Final Palmeiras
2021 Campeonato Paulista Semifinal Palmeiras

Copa LibertadoresEditar

Abaixo todas as partidas na Copa Libertadores, o nome do clube em negrito indica a vitória.

# Data Rodada Estádio Mandante Visitante Resultado  Gols (M) Gols (V)
1 26 de fevereiro de 1999 17 de março de 1999 Primeira Fase R. 1 Morumbi Palmeiras Corinthians 1-0 Arce -
2 R. 5 Morumbi Corinthians Palmeiras 2-1 Marcelinho Carioca
Fernando Baiano
Paulo Nunes
3 5 de maio de 1999 12 de maio de 1999 Quartas-de-finais Ida Morumbi Palmeiras Corinthians 2-0 Oséas(19)
Rogério(67)
-
4 Volta Morumbi Corinthians Palmeiras (2) 2-0 (4) pen Edilson(31)
Ricardinho(54)
-
5 30 de maio de 2000 6 de junho de 2000 Semifinais Ida Morumbi Corinthians Palmeiras 4-3 Ricardinho(15)
Marcelinho Carioca(45)
Edilson(55)
Vampeta(90)
Júnior(39)
Alex(70)
Euller(82)
6 Volta Morumbi Palmeiras Corinthians (5) 3-2 (4) pen Euller(34)
Alex(59)
Galeano(71)
Luizão(38) e (51)

Retrospecto no próprio estádioEditar

Retrospecto de cada equipe no Derby em seu próprio estádio[2]

Números do Corinthians no Estádio Alfredo Schürig
J V E D GP GC SG AP
15 5 5 5 25 22 3 44.4%
Números do Corinthians na Neo Química Arena
J V E D GP GC SG AP
15 6 4 5 15 16 -1 48,89%
Números do Palmeiras no Estádio Palestra Itália
J V E D GP GC SG AP
40 21 8 11 72 43 29 51,2%
Números do Palmeiras no Allianz Parque
J V E D GP GC SG AP
10 3 3 4 11 10 1 40%

Maiores goleadasEditar

No confronto com o Corinthians, o Palmeiras leva vantagem nas vitórias por placares elásticos[90]. Abaixo são listadas as goleadas com diferença a partir de quatro gols ou mais[2].

Equipe vencedora Placar Ano Data Local Campeonato/Torneio
Palmeiras 8–0 1933 5 de novembro Estádio Palestra Itália Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo
Palmeiras 6–0 1948 25 de abril Estádio do Pacaembu Torneio Nacional e Taça Cidade de São Paulo
Palmeiras 5–1 1933 7 de maio Parque São Jorge Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo
Corinthians 5–1 1952 27 de agosto Estádio do Pacaembu Torneio Nacional e Taça Cidade de São Paulo
Corinthians 5–1 1982 1 de agosto Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 5–1 1986 3 de agosto Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 4–0 1930 24 de agosto Estádio Palestra Itália Campeonato Paulista
Palmeiras 4–0 1958 21 de agosto Estádio do Pacaembu Campeonato Paulista
Palmeiras 4–0 1993 12 de junho Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 4–0 2004 2 de maio Estádio do Morumbi Campeonato Brasileiro
Palmeiras 4–0 2021 18 de janeiro Allianz Parque Campeonato Brasileiro

Maiores públicosEditar

No Morumbi
  1. Palmeiras 1–0 Corinthians, 120.902, 22 de dezembro de 1974 (120.522 pagantes)(1)
  2. Palmeiras 4–0 Corinthians, 104.401, 12 de junho de 1993 (99.929 pagantes)
  3. Corinthians 0–2 Palmeiras, 102.987, 16 de abril de 1989 (102.167 pagantes)[91]
  4. Corinthians 1–0 Palmeiras, 102.939, 31 de agosto de 1977 (98.059 pagantes)
  5. Corinthians 0–0 Palmeiras, 99.967, 18 de fevereiro de 1979 (94.852 pagantes)
  6. Corinthians 3–0 Palmeiras, 97.927, 12 de novembro de 1978 (94.872 pagantes)
  7. Corinthians 0–0 Palmeiras, 97.321, 8 de maio de 1977 (91.795 pagantes)
  8. Corinthians 0–2 Palmeiras, 97.179, 20 de maio de 1979 (91.193 pagantes)
  9. Corinthians 1–1 Palmeiras, 95.871, 4 de dezembro de 1983 (91.461 pagantes)
  10. Corinthians 1–0 Palmeiras, 95.784, 8 de dezembro de 1983
  11. Corinthians 1–0 Palmeiras, 95.759, 24 de agosto de 1986
  12. Corinthians 1–0 Palmeiras, 93.736, 6 de junho de 1993
  13. Corinthians 0–3 Palmeiras, 92.982, 27 de agosto de 1986
  14. Corinthians 0–0 Palmeiras, 91.293, 7 de novembro de 1976 (86.013 pagantes)
  15. Corinthians 3–0 Palmeiras, 90.357, 2 de maio de 1993 (89.326 pagantes)
  16. Corinthians 1–1 Palmeiras, 90.000, 27 de janeiro de 1980 (87.185 pagantes)
(1) Maioria de corintianos.[92]

Por décadas

  • 1971/1980: 8.
  • 1981/1990: 5.
  • 1991/2000: 3.
Na Era Pacaembu (1940-1970)
  • Relacionados apenas jogos até 1970.[93]
  1. Corinthians 1–0 Palmeiras, 65.243, 13 de abril de 1960
  2. Corinthians 3–0 Palmeiras, 64.726, 24 de março de 1959
  3. Corinthians 3–3 Palmeiras, 62.584, 2 de abril de 1961
  4. Corinthians 1–1 Palmeiras, 62.514, 13 de setembro de 1961
  5. Corinthians 3–0 Palmeiras, 61.726, 24 de março de 1951
  6. Palmeiras 2–1 Corinthians, 60.000, 5 de maio de 1940
  7. Corinthians 1–3 Palmeiras, 59.539, 20 de julho de 1947
  8. Palmeiras 1–0 Corinthians, 55.992, 4 de junho de 1967
  9. Palmeiras 3–1 Corinthians, 54.465, 11 de abril de 1951
  10. Corinthians 1–0 Palmeiras, 54.312, 13 de setembro de 1964
No Estádio do Pacaembu
Em toda a história.
  1. Corinthians 1–0 Palmeiras, 65.243, 13 de abril de 1960[94]
No Allianz Parque
  1. Palmeiras 0–1 Corinthians, 41.227, 8 de abril de 2018[95]
Na Arena Corinthians
  1. Corinthians 3–2 Palmeiras, 46.493 espectadores, 5 de novembro de 2017 (46.090 pagantes) [96]
No Palestra Itália
  1. Palmeiras 0–0 Corinthians, 31.621, 11 de abril de 1970 (24.903 pagantes, rodada dupla)[97]
  2. Palmeiras 1–1 Corinthians, 30.970, 4 de abril de 1973 (30.585 pagantes)[94][98]
No Parque São Jorge
  • Público presente estimado.
  1. Corinthians 1–2 Palmeiras, 30.000, 6 de maio de 1934[99]

Publicações e FilmesEditar

Livros, revistas e outras publicações, além de filmes que retratam a história ou algumas curiosidades do clássico entre Corinthians e Palmeiras:

Livros
  • NAPOLEÃO, Antonio Carlos - Corinthians x Palmeiras: Uma história de rivalidade. São Paulo: Editora Mauad, 2001.
  • PAULINO, Evair Aparecido, BETING, Mauro e GALUPPO, Fernando Razzo - Sociedade Esportiva Palmeiras 1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda!. São Paulo: BB Editora, 2013.
  • REBELO, Aldo - Palmeiras X Corinthians 1945: O Jogo Vermelho. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
  • STORTI, Valmir e FONTENELLE, André - A história do campeonato paulista. São Paulo: Publifolha, 1997.
  • UNZELTE, Celso Dario - Almanaque do Timão. São Paulo: Editora Abril, 2000.
  • UNZELTE, Celso Dario e VENDITTI, Mário Sérgio - Almanaque do Palmeiras. São Paulo: Editora Abril, 2004.
  • UNZELTE, Celso Dario e COELHO, Paulo Vinícius - Derby 100 Anos: Palmeiras x Corinthians. São Paulo: Editora Inbook, 2017.
Revistas
  • Grandes Clássicos: Corinthians x Palmeiras. Editora Online, 2003.
Filmes

Na cultura popularEditar


Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
  Textos originais no Wikisource

Outras FontesEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c "Corinthians pode encostar no Palmeiras em confronto histórico" Arquivado em 10 de dezembro de 2014, no Wayback Machine., Placar, 24/10/2014
  2. a b c d e f g "Confrontos entre Palmeiras e Corinthians", Campeões do Futebol, 2/3/2012
  3. "Corinthians x Palmeiras: um derby com 92 anos de muita história", Globo Esporte.com, 05/05/2009
  4. "CNN coloca clássico Palmeiras x Timão entre os dez maiores do mundo" Globo Esporte, 23/10/2008
  5. "FootballDerbies.com"
  6. "Te odeio, logo existo", Gustavo Hofman, Trivela número 32, outubro de 2008, Trivela Comunicações, pág. 36
  7. Para 59% dos corintianos, Palmeiras é o adversário mais importante
  8. "Dérbi é a maior rivalidade paulista", Folha de S. Paulo, 21/2/2017
  9. "Corinthians x Palmeiras: um derby com 92 anos de muita história", Globoesporte.com, 5/5/2009
  10. "No Natal de 1921, Palmeiras tirou título do Corinthians", Folha.com, 2/12/2011
  11. "Anos 1920: O Mosquiteiro é tri e compra o Parque São Jorge", Gazeta Esportiva.net, 24/8/2010
  12. "Recordar é viver: há 80 anos, Palestra Itália humilhava o Corinthians: 8 a 0", GloboEsporte.com, 5/11/2013
  13. "Há 80 anos, 8 x 0 do Palestra sobre Corinthians derrubou presidente" Arquivado em 8 de novembro de 2013, no Wayback Machine., Placar, 5/11/2013
  14. "Palmeiras celebra 80 anos da maior goleada aplicada no Corinthians: 8 a 0", Lancenet, 5/11/2013
  15. " «Em 1938, São Paulo fez um apelo aos rivais a fim de diminuir crise financeira", O Estado de S. Paulo, 29/04/2014». 29 de abril de 2014 
  16. «Campeonato Paulista Extra 1938» 
  17. "Em 1940, Verdão vencia primeira taça do Pacaembu: contra o Timão", Gazeta Esportiva.net, 28/4/2011
  18. «"Tensão, nacionalismo e rivalidade: conheça o nascimento do Palmeiras", Gazeta Esportiva, 12/9/2012». 12 de setembro de 2012 
  19. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, páginas 85, 86 e 87
  20. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 88
  21. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 89
  22. "Livro de Aldo Rebelo mostra que o novo ministro entende de futebol", Folha.com, 27/10/2011
  23. Almanaque do Palmeiras, Edição 1 - 2004 - Editora Abril, página 104
  24. "Torneio «Rio-SP de 1951", RSSSF Brasil, 21/11/2008» [ligação inativa]
  25. "Relembre «uma final histórica entre Corinthians e Palmeiras", R7, 30/11/2011» [ligação inativa]
  26. "Em «1979, interrupção do Paulistão barrou ímpeto palmeirense e ajudou o Corinthians", Almanaque da Bola, 5/2/2013» [ligação inativa]
  27. "04/12/1983 - Sócrates (Palmeiras 1 x 1 Corinthians)" Arquivado em 4 de março de 2016, no Wayback Machine., Rádio Globo, Visitada em 24/3/2013
  28. "Em 89, 'mala' vascaína incentivou eliminado Timão a vencer Verdão", Revista Veja, 1/12/2011
  29. "Evair. O jogo da Minha Vida. Palmeiras 4 x 0 Corinthians. Paulistão de 1993", Estadão.com, Visitada em 19/2/2013
  30. "Relembre: «Palmeiras e Corinthians decidiram título brasileiro de 1994", Gazeta Esportiva, 28/8/2011» 
  31. "Memórias do derby: Marcos pega pênalti e elimina o Corinthians da Libertadores; leia trecho", Folha de S.Paulo, 1/11/2009
  32. "Memórias do derby: Corinthians é campeão com direito a embaixadinhas de Edilson, leia trecho", Folha de S.Paulo, 1/11/2009
  33. "Palmeiras elimina Corinthians da Libertadores nos pênaltis", UOL Esporte/Reuters, 6/6/2000
  34. "Marcelinho erra pênalti e põe Palmeiras na final da Libertadores", Folha Online, 6/6/2000
  35. "Nos pênaltis, Corinthians supera trauma, vence clássico polêmico e está na final", UOL Esporte, 1/5/2011
  36. "Corinthians fica no 0 a 0 com o Palmeiras, conquista o penta em jogo marcado por confusão no final", UOL Esporte, 4/12/2011
  37. "Elias decide e Corinthians vence arquirrival Palmeiras em sua arena", Jovem Pan, 27/7/2014
  38. "Federação acata recomendação do MP e Dérbi terá torcida única", Lancenet, 5/2/2015
  39. "Paulo Nobre diz preferir torcida única no Dérbi, mas acatará decisão da FPF", Folha de S.Paulo, 6/2/2015
  40. "Organizadas criticam torcida única no clássico" Arquivado em 9 de fevereiro de 2015, no Wayback Machine., Diário de São Paulo, 6/2/2015
  41. "Sem torcida, Gobbi diz que Timão não entra em campo; FPF fala em W.O.", GloboEsporte.com, 6/2/2015
  42. "Danilo marca e Corinthians vence clássico na nova casa do Palmeiras", GloboEsporte.com, 8/2/2015
  43. "Prass brilha e Palmeiras elimina o Corinthians nos pênaltis", Jovem Pan, 19/4/2015
  44. "Palmeiras vence Corinthians nos pênaltis e vai à final do Paulistão", UOL Esporte, 19/4/2015
  45. "Palmeiras derruba Corinthians no clássico e vence a primeira no Brasileiro", ESPN, 30/5/2015
  46. "Em clássico eletrizante, Palmeiras e Corinthians empatam por 3 a 3", Estadão Conteúdo, 6/9/2015
  47. "Palmeiras e Corinthians fazem clássico eletrizante e empatam em 3 a 3", R7, 6/9/2015
  48. "Palmeiras e Corinthians fazem Dérbi eletrizante e empatam em 3 a 3", Lancenet, 6/9/2015
  49. "Palmeiras manda em casa, vence dérbi e ultrapassa Corinthians no Brasileirão", ESPN, 12/6/2016
  50. "Com um a menos, Corinthians supera erro do árbitro e derrota o Palmeiras", UOL Esporte, 22/2/2017
  51. "Corinthians acaba com invencibilidade do Palmeiras no Allianz, vence dérbi centenário e lidera com autoridade", ESPN Brasil, 12/7/2017
  52. "Corinthians bate recorde de público na Arena na vitória sobre o Palmeiras", UOL Esporte, 5/11/2017
  53. "Palmeiras x Corinthians: rivais voltam a decidir o Paulistão após 19 anos", GloboEsporte.com, 29/3/2018
  54. "Palmeiras joga bem e sai na frente do Corinthians na final do Paulista", Gazeta Esportiva, 31/3/2018
  55. "Corinthians vence o jogo, os pênaltis e é campeão na casa do Palmeiras", Gazeta Esportiva, 8/4/2018
  56. "Juiz foi avisado sobre pênalti por 4º árbitro que estava na lateral do campo", Folha de S. Paulo, 8/4/2018
  57. "Palmeiras rompe com Federação, diz ter provas de interferência externa e cobra árbitro de vídeo", GloboEsporte.com, 9/4/2018
  58. "Estação Barra Funda é depredada após clássico entre Palmeiras e Corinthians", G1, 8/4/2018
  59. "Weverton falha, Cássio salva: Corinthians bate Palmeiras e evita eliminação.", UOL Esporte, 22/7/2020
  60. "Paulista: Corinthians vence Palmeiras por 1 a 0 com falha de Weverton e Cássio pegando tudo", ESPN, 22/7/2020
  61. "Arena Corinthians é vandalizada; Sanchez culpa palmeirenses por invasão", UOL Esporte, 22/7/2020
  62. "Corinthians passa a liderar retrospecto contra o Palmeiras segundo suas próprias contas", ESPN, 22/7/2020
  63. "Palmeiras e Corinthians farão a final do Campeonato Paulista de 2020", CNN, 2/8/2020
  64. "Corinthians e Palmeiras fazem jogo ruim na Arena e empatam sem gols", Lance, 5/8/2020
  65. "Brasil chega à marca de 100 mil mortes por Covid-19", CNN, 8/8/2020
  66. "Com drama, Palmeiras vence o Corinthians nos pênaltis e é campeão paulista", UOL, 8/8/2020
  67. "Palmeiras volta a se impor em finais contra o rival e aumenta diferença em confrontos diretos por títulos", Lance, 9/8/2020
  68. "Palmeiras aproveita expulsões do Corinthians e vence o 1º Derby da Neo Química Arena", Gazeta Esportiva, 10/9/2020
  69. "Palmeiras goleia o Corinthians, faz 4 a 0 e encurta a distância para o líder", UOL Esporte, 18/1/2021
  70. "Palmeiras aplica sua maior goleada no Dérbi desde 2004", UOL Esporte, 18/1/2021
  71. "Palmeiras é o maior carrasco do Corinthians em Itaquera", UOL Esporte, 16/5/2021
  72. "Palmeiras vence Corinthians por 2 a 0 na Neo Química Arena e vai à final", ESPN, 16/5/2021
  73. «"Anos 30 O Campeão dos Campeões garante mais dois tris", Gazeta Esportiva.net, 27/8/2010» 
  74. «Cópia arquivada». Consultado em 4 de março de 2007. Arquivado do original em 27 de setembro de 2007 
  75. "Campeonato «Paulista Extra de 1938", RSSSF Brasil, 27/11/2005» [ligação inativa]
  76. «Campeonato Paulista 1923 LPF - RSSSF Brasil». Arquivado do original em 24 de fevereiro de 2009 
  77. «CorinthiansxPalmeiras: 200 vezes pelo Paulista - ESPN/Celso Unzelte» [ligação inativa]
  78. "Com Prass e Dudu heróis, Palmeiras bate Corinthians e fecha tabu de 21 anos", UOL Esporte, 2/4/2016
  79. "Valdívia «faz Fiel chorar no Morumbi", GloboEsporte.com, 2/3/2008» 
  80. "Paulistão: «Corinthians não vence o Palmeiras desde 2006", UOL Mais, 29/2/2008» 
  81. "Maior «campeão nacional, Palmeiras encerra longo jejum", Agência Estado, 12/7/2012» 
  82. "Palmeiras e Corinthians ficam no empate no Allianz Parque com intervenção do VAR", Gazeta Esportiva, 12/6/2021
  83. "Verdão «leva vantagem contra Corinthians em disputa de finais; confira retrospecto", Site Oficial do Palmeiras, 29/3/2018» 
  84. "Com «retrospecto dividido, Dérbi pode se despedir do Pacaembu", GloboEsporte.com, 24/10/2012» 
  85. "Corinthians volta a ter hegemonia no clássico contra Palmeiras após 54 anos", UOL, 22/7/2020
  86. "Palmeiras goleia o Corinthians e volta a ter hegemonia no Dérbi", UOL, 18/1/2020
  87. Revista Placar - Especial Os Grandes Clássicos, Edição 2 - Maio de 2005, página 50
  88. "Palmeiras supera Corinthians em finais Estaduais e também em mata-mata", Futebol Interior, 8/8/2020
  89. "Palmeiras leva a melhor sobre o Corinthians em mata-matas, menos no Paulista", ESPN, 29/3/2018
  90. "Goleando nas goleadas: Palmeiras aumenta soberania sobre o Corinthians em placares elásticos", Globo Esporte.com, 19/1/2021
  91. Jornal O Globo, 17/04/1989, Caderno de Esportes, página 4, disponível em 31 de agosto de 2020.
  92. RSSSF Brasil - Maiores públicos do Palmeiras.
  93. RSSSF Brasil Best attendances in Pacaembu Era.
  94. a b Livro Corinthians x Palmeiras, uma história de rivalidade, por Antônio Carlos Napoleão.
  95. "Com polêmicas, Corinthians bate Palmeiras nos pênaltis e é campeão", UOL Esporte, 8/4/2018
  96. http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/05-11-2017/corinthians-palmeiras/
  97. Livro Almanaque do Santos, pág. 159, por Guilherme Nascimento.
  98. Jornal Folha de S.Paulo de 6 de abril de 1973, página 18
  99. Almanaque do Corinthians-2ªedição, pág. 84, por Celso Unzelte.
  100. Leandro Stein (12 de julho de 2017). «'Corinthians (2) vs Palestra (1)': O conto que traduz a identidade, a história e a paixão do Dérbi». Trivela. Consultado em 23 de julho de 2020 
  101. «Brás, Bexiga e Barra Funda». Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Consultado em 23 de julho de 2020 

Ligações externasEditar