Devil Girl from Mars

filme de 1954 dirigido por David MacDonald

Devil Girl from Mars (bra A Garota Diabólica de Marte[1]) é um filme independente britânico de 1954, em preto e branco, do gênero ficção científica, dirigido por David MacDonald.[2]

Devil Girl from Mars
Pôster do filme
No Brasil A Garota Diabólica de Marte
 Reino Unido
1954 •  p&b •  76 min 
Direção David MacDonald
Produção
Roteiro
  • James Eastwood
  • John C. Maher
Gênero ficção científica
Companhia(s) produtora(s) Danziger Productions
Distribuição British Lion Films
Estreia
  • 27 de março de 1954 (EUA)
  • Maio de 1954 (Reino Unido)
Idioma inglês

Produzido por Edward J. Danziger e Harry Lee Danziger, é estrelado por Patricia Laffan, Hugh McDermott, Adrienne Corri e Hazel Court, e foi lançado pela British Lion Filmes.[2]

Devil Girl form Mars tornou-se um filme cult por causa da revolução home video.[3]

SinopseEditar

Nesta versão britânica de The Day the Earth Stood Still, um criminoso se refugia numa estalagem, aonde chega uma marciana anunciando que o matriarcado tomou o poder no seu planeta e que ela veio à Terra para abduzir machos humanos no intuito de ampliar sua raça.[4]


ElencoEditar

ProduçãoEditar

Devil Girl from Mars foi adaptado de uma peça de teatro e feito com orçamento muito baixo, sem regravações, exceto nos casos em que a própria película do filme danificou-se. Ele foi filmado num período de três semanas, durando a filmagem, com frequência, até tarde da noite.[5] A atriz Hazel Court disse, mais tarde: "eu me lembro de ser muito divertido no set. Era como se fôssemos uma repertory company atuando no filme".[6]

O robô, chamado Chani, foi construído por Jack Whitehead e era completamente automatizado, apesar de ter sofrido avarias durante as filmagens.[7]

Assim como o roteirista Edmund H. North, do filme O Dia em que a Terra Parou (1951), tinha a intenção de evocar Jesus Cristo ao fazer o alienígena Klaatu posar de "Mr. Carpenter",[8] também há indicações de que, com a marciana Nyah, tinha-se a pretensão de evocar uma anti-Virgem Maria.[9]

RecepçãoEditar

O colunista da Rolling Stone Doug Pratt chamou Devil Girl from Mars de um filme "deliciosamente ruim". A "atuação é muito ruim e a coisa toda é tão divertida que faz você querer ir ao grupo de teatro local e forçá-los a fazer desta a sua próxima produção ao invés de Brigadoon".[carece de fontes?]

O crítico estadunidense Leonard Maltin disse que o filme é uma "imitação britânica hilariantemente solene, altamente cafona de filmes americanos baratos".[10] O crítico britânico do Monthly Film Bulletin (1954) escreveu que "o cenário, o diálogo, a caracterização e os efeitos especiais são de uma ordem inferior, mas até mesmo sua modesta irrealidade tem seu charme. Não há, em verdade, nenhuma falha neste filme que alguém gostaria de ver eliminada. Tudo, de certa forma, é perfeito".[11]

No livro Going to Mars, os autores descreveram o filme como "inegavelmente horrível, mas estranhamente interessante". Eles observaram que o enredo era "mais um reflexo da visão política dos anos 1950 e da desigualdade dos sexos do que um uma projeção ponderada de possibilidades presentes ou futuras ".[12]

Eric S. Rabkin compara a personagem Nyah a uma dominatrix e até mesmo a uma neo-nazista. Ele disse que, no filme, "uma série de imagens carregadas e medos subconscientes" são tratados com ampla ironia cafona. Caso contrário, "sem alguns tipo de envolvimento psicológico subjacente, como alguém poderia assistir um filme tão mal feito"?[13] O filme inspirou a autora Octavia Butler, ganhadora do Hugo e do Nebula, a começar a escrever ficção científica. Depois de assistir o filme aos 12 anos, ela declarou que poderia escrever algo melhor.[14][15] Da mesma forma, Gronk, artista vanguardista de Los Angeles, lista este filme como o fator crucial que o guiou em sua escolha de carreira.[16]

Referências

  1. «A Garota Diabólica de Marte». Brasil: CinePlayers. Consultado em 20 de abril de 2020 
  2. a b Warren 1982
  3. Johnson et al. 2004, p. 38.
  4. «Devil Girl from Mars». Portugal: SapoMag. Consultado em 20 de abril de 2020 
  5. Boot 1996, p. 57.
  6. Weaver 2006, pp. 40–42.
  7. Johnson 1996, p. 14.
  8. Weaver 1996, p. 342.
  9. Miller 2016, p. 158.
  10. Wilson 2005, p. 95.
  11. Hunter 1999, p. 62.
  12. Muirhead et al. 2004, pp. 63–64.
  13. Rabkin 2005, p. 154.
  14. Drew 2007, p. 49.
  15. Butler, Octavia.
  16. James 2005, p. 66.

BibliografiaEditar

  • Boot, Andrew. Fragments of Fear: An Illustrated History of British Horror Films. Bangkok, Thailand: Creation Books, 1996. ISBN 1-871592-35-6.
  • Drew, Bernard Alger. 100 Most Popular African American Authors: Biographical. Westport Connecticut: Libraries Unlimited, 2007. ISBN 1-59158-322-5.
  • Hunter, I. Q. British Science Fiction Cinema. British Popular Cinema. Abingdon, Oxon, UK: Psychology Press, 1999. ISBN 0-415-16868-6.
  • James, David E. The Most Typical Avant-garde: History and Geography of Minor Cinemas in Los Angeles (An Ahmanson Foundation book in the Humanities). Oakland, California: University of California Press, 2005. ISBN 0-520-24257-2.
  • Johnson, John. Cheap Tricks and Class Acts: Special Effects, Makeup, and Stunts from the Films of the Fantastic Fifties. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 1996. ISBN 0-7864-0093-5.
  • Johnson, Tom, Mark A. Miller and Jimmy Sangster. The Christopher Lee Filmography: All Theatrical Releases, 1948-2003. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 2004. ISBN 0-7864-1277-1.
  • Miller, Thomas Kent. Mars in the Movies: A History. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 2016. ISBN 978-0-7864-9914-4.
  • Muirhead, Brian, Judith and Garfield Reeves-Stevens. Going to Mars: The Stories of the People Behind NASA's Mars Missions Past, Present, and Future. New York: Simon & Schuster, 2004. ISBN 0-671-02796-4.
  • Rabkin, Eric S. Mars: A Tour of the Human Imagination. Portsmouth, New Hampshire: Greenwood Publishing Group, 2005. ISBN 0-275-98719-1.
  • Warren, Bill. Keep Watching The Skies Vol I: 1950 - 1957. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 1982. ISBN 0-89950-032-3.
  • Weaver, Tom. It Came from Weaver Five: Interviews With 20 Zany, Glib and Earnest Moviemakers in the Sf and Horror Traditions of the Thirties, Forties, Fifties and Sixties. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 1996, ASIN: B000MBQROA.
  • Weaver, Tom. Science Fiction Stars and Horror Heroes: Interviews with Actors, Directors, Producers and Writers of the 1940s Through 1960s. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, 2006, ISBN 0-7864-2857-0.
  • Wilson, John. The Official Razzie Movie Guide: Enjoying the Best of Hollywood's Worst. New York: Hachette Digital, Inc., 2005. ISBN 0-446-69334-0.

Referências

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