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Diabos Vermelhos
(DV82)
Lema "Connosco Quem Quiser, Contra Nós Quem Puder"
Tipo Claque
Fundação 11 de novembro de 1982 (36 anos)
Sede Estádio da Luz
Filiação Benfica
Sítio oficial Facebook

Os Diabos Vermelhos são uma claque organizada (não oficial) apoiante do Sport Lisboa e Benfica, formada no dia 11 de novembro de 1982.

Índice

HistóriaEditar

Os Diabos Vermelhos são a claque mais antiga do Sport Lisboa e Benfica. A claque desloca-se a todos os jogos nacionais e internacionais, apoiando o Benfica por todo o mundo, e, em diferentes modalidades particularmente o Hóquei em Patins. No Estádio da Luz, estes apoiantes podem ser encontrados sempre no sector 28 piso 0 inferior e superior, da bancada norte (bancada Red Power).[1]

InícioEditar

Os Diabos Vermelhos nascem em 1982. O nascimento dá-se pela união de um grupo de sócios do S.L.Benfica que habitualmente se reunia na bancada central 2.º anel do Estádio da Luz, anteriormente ao aparecimento da claque. Em novembro de 1982, aparece a primeira faixa dos D.V. e com ela algumas bandeiras. O grupo começa a formar-se então como uma verdadeira claque, bastante incentivada com a excelente prestação da equipa encarnada na Taça UEFA e contando com o factor "novidade", rapidamente, juntou muitos jovens adeptos. As características, iniciais, da claque eram muito próprias: caras pintadas (às vezes também o cabelo), utilização de muitas dezenas de bandeiras, predominantemente só vermelhas e brancas, faixas com o nome da claque com os mais variados símbolos, constante, de símbolos britânicos como a conhecida e tradicional bandeira inglesa ou a "Union Jack" pelas suas cores eram adoptadas no seio da claque. Os tifos apesar de não serem muito originais davam nas vistas pelo "excesso", que parecia ser o lema da altura, dezenas de tochas e potes coloriam o "sector ultras" do Estádio da Luz, e as grandes bandeiras envolviam-se no ar com os muitos rolos lançados.

No apoio vocal, os DV eram considerados como uma claque ruidosa, mas como nas outras claques existentes na altura, os cânticos baseavam-se em gritar pelo nome do clube ou, única e exclusivamente, insultar a equipa adversária.

Com o passar do tempo e já com os DV no 1.º anel da central, a claque juntava muita gente na Luz bem como nas suas deslocações, das quais se destacavam as que eram feitas aos estádios dos seus rivais Sporting e Porto, onde às vezes aconteciam incidentes, mas nunca com finais trágicos, pois nessa altura as lutas eram espontâneas e leais, não eram premeditadas e planeadas e baseavam-se na luta (leal) corpo a corpo. Outros incidentes aconteciam, mas em situações facilmente controláveis.

A pouco e pouco os Diabos Vermelhos foram renovando o seu material, aparecem novas faixas e bandeiras começam a ter novas características; se até então predominava o vermelho e branco a partir de uma certa altura começam a utilizar-se cores derivadas e ou conjugadas com as originais do clube. Aparece então o laranja, o amarelo etc.. Tudo isto vem renovar um pouco a imagem da claque que assim se mantém até final da década de 1980 inícios de 1990. 

Ruptura e aparecimento dos No Name BoysEditar

Numa fase em que a claque contava com excelentes apoios da direcção do clube, alguém se lembra de renovar a direcção da claque, só que essa tentativa falhou e criou-se uma ruptura no seio do grupo, isto em inícios de 1992, chegando mesmo a haver dois grupos, em sítios diferentes do estádio, com o mesmo nome "Diabos Vermelhos". Todo este processo que envolveu o abandono de alguns membros da claque fez com que o grupo, praticamente, batesse no fundo, embora tenha conseguido ficar com o nome original. Foi aí que nasceram os No Name Boys.

A fractura no seio do grupo ditou a queda da claque, que nunca tinha tido mais de 500 inscritos mas que de qualquer forma, juntava sempre muita gente que não era sócia, o grupo então dividiu-se e a afluência de jovens começou a escassear de tal forma que mais ou menos em 1992/1993, a claque chega a ter apenas cerca de 10 elementos na bancada.

Nova organizaçãoEditar

A falta de alternativas da anterior direcção do grupo fez com que aparecesse uma nova organização impulsionada, principalmente, por dois dos maiores núcleos dos DV, Almada e Olivais. Esta nova organização nunca deixou acabar o grupo e poucos ou muitos lá estavam sempre nos jogos do Benfica no Estádio da Luz ou fora dele. Foi feita a renovação dos sócios da claque e no final da época 1992/1993 apenas havia 87 inscritos, no entanto, a união deste grupo organizador e a sua decisão de levar este projecto em frente ia dar os seus frutos, embora não tenha sido fácil, principalmente quando a direcção tirou todos os apoios ao grupo, por este, ter utilizado por várias vezes bandeiras com cruzes suásticas e por muitos dos seus membros serem skinheads e se conectarem com a extrema direita. Apesar dos símbolos terem desaparecido o apoio jamais voltou. Os acontecimentos no Restelo marcaram a claque perante toda a sociedade portuguesa, não pelos confrontos, que não passaram de verbais, mas sim pela exibição da referida suástica. Com o tempo, a politização do grupo acalmou, bem como todos os outros grupos nacionais que tentaram dar nas vistas da mesma forma e com isto o novo projecto continuou a prosseguir.

Começa a aparecer novo material, desde bandeiras e faixas aos cachecóis, algo de novo estava a aparecer e o grupo a renascer das cinzas.

Sempre fieis ao seu Benfica e ao novo ideal do grupo, cria-se um lema que serviu de cavalo de batalha "Connosco Quem Quiser, Contra Nós Quem Puder". Este lema levado "à risca" criou um espírito de união tão forte que o grupo se fechou sobre si próprio e foi isto que susteve o grupo, o facto de não haver a preocupação se eram 20 ou 2000, ou se jogavam com um grande ou com um pequeno. As palavras de ordem do seu lema diziam tudo. A pouco e pouco o grupo vai crescendo e vão aparecendo novos núcleos pelo país fora, a velha tradição das bandeiras e das fumaradas infernais mantém-se, mas também se começa a inovar coreográficamente: em 1993/94 no derby lisboeta dessa época, os Diabos espantaram tudo e todos com uma espectacular coreografia com cerca de 150 bandeiras gigantes; nesse jogo, até quem lhes tinha passado a "certidão de óbito" não resistiu a aplaudir.

Ainda nessa época os Diabos voltam a surpreender com a utilização pela primeira vez em Portugal de frases com placas de esferovite e naquela noite noite em que o SLB jogava com o Bayer Leverkusen quando apareceu na bancada a frase "O nosso amor é o Benfica" todo o estádio se levantou a aplaudir. Ainda nessa época fazem mais coreografias como os 2000 balões com o Parma e o infernal "Mar de Tochas" com o Porto. No final dessa época, com o SLB a sagrar-se campeão, os Diabos prepararam o "jogo da festa" com o Vitória Guimarães e considera-se que foi este jogo que relançou os Diabos. Num regresso aos velhos tempos foram usados 30 potes, 100 tochas e 2500 rolos para além das enormes bandeiras no relvado.

Com o inicio da época 1994/95 a claque continuou a crescer acompanhando o seu Benfica em todos os jogos do Nacional e da Taça, as deslocações começaram a ser mais numerosas e o número de elementos nos jogos em casa também aumenta. A destacar nesta época uma nova fase coreográfica na claque, que a pouco e pouco vai testando a possibilidade de realizar coreografias com a colaboração dos restantes sócios do clube... Um risco, pois os adeptos mais velhos do clube nunca tinham visto nem participado em nada destas coisas. Assim, no jogo com o Anderlecht é elaborada uma coreografia que consistia na bandeira nacional em papel crepe e em volta balões vermelhos e brancos. Apesar de pequena saiu com um resultado satisfatório. No jogo com o Milan resolveram alargar horizontes e enchem a zona central da Luz com papel crepe vermelho e branco. O mote estava dado e as coreografias iam continuar. De destacar ainda no jogo com o Porto, para o Campeonato Nacional, quando num fabuloso golo de Isaías os Diabos incendiaram o "Inferno da Luz" com largas dezenas de tochas, numa finta à policia que as tinha proibido aquando da entrada das equipas. Realce também para as deslocações à Bélgica (Anderlecht) e a Itália (Milan) cada uma delas com um bom número de adeptos.

Com o ínicio da época 1995/96 os Diabos voltam a inovar. Para motivar os seus filiados para os jogos fora, criam a faixa "Diabos On Tour" e uma linha de artigos "On Tour" (T shirts, cachecóis, etc.) e de facto deu resultado: a claque nessa época esteve em todas, inclusive na Madeira, viagem até então inédita para os ultras benfiquistas. Esta época foi a confirmação da claque. Se alguém duvidava que renascessem na época 95/96 teve a confirmação que vieram para ficar e durar. Além de boas deslocações surgem novas e originais coreografias europeias com o Bayern Munique, Lierse, e Roda, nas competições europeias, e no campeonato nacional destacam-se duas das melhores coreografias feitas, com o Porto e com o Sporting. A nível da taça de Portugal também se podem realçar os "tifos" com o Guimarães, U. de Leiria e na final com o Sporting em que os Diabos levam sete autocarros para o Jamor.

Apesar de não ter qualquer tipo de apoio durante toda a época a claque consegue acabar o ano com cerca de 500 inscritos e com um saldo bastante positivo quer a nível coreográfico quer a nível de deslocações. O verão de 1996, apesar de não haver futebol foi bastante activo, pois a época 1996/97 começou a ser cuidadosamente preparada nessa altura com as obras na nova sede da claque e com a renovação de muito material e do funcionamento do próprio grupo. Finalmente com instalações para poderem trabalhar e organizar, as atividades começam a ter maior fluidez.

Logo no jogo de apresentação frente à Fiorentina, os Diabos elaboram um simples mas grande espectáculo com 5000 balões vermelhos e brancos e com todas as suas bandeiras gigantes no relvado. Nesse jogo aproveitam ainda para "lembrar" aos jogadores que estão lá por eles e pelo mágico Benfica e no inicio do jogo oferecem a cada jogador material da claque, numa tentativa de aproximação entre os jogadores e os ultras, que deu resultados evidentes, estabelecendo-se desde esse jogo um diálogo e um respeito mútuo transmitido jogo a jogo da bancada para o relvado e vice-versa.

No jogo amigável com os Viola, os Diabos homenagearam também Rui Costa, jogador que se mantém nos corações dos Ultras benfiquistas.

As competições nacionais começaram com a Supertaça nas Antas, onde se deslocaram alguns elementos dos DV, que depois de alguns problemas junto ás bilheteiras, vêm a policia proibir a entrada da faixa do grupo no estádio.

O campeonato nacional começa no dia 25 de agosto, num jogo com o Braga, em que o estádio tinha uma excelente moldura humana. Para iniciar bem a época é feita uma coreografia de cartolinas individuais, da qual resulta um belo efeito. A primeira deslocação da época é ao estádio da Póvoa do Varzim, num jogo em que o SLB venceu o Gil Vicente por 0-3, os Diabos conseguiram juntar um razoável número de adeptos que a nível vocal deram um apoio extraordinário. O campeonato segue com um jogo em casa com o Vitória de Setúbal e com a a deslocação a Leiria onde os Diabos levam um autocarro e realizam um bom tifo de fumos e plásticos. Neste jogo os Diabos juntaram cerca de 100 elementos que deram um bom apoio vocal. A vitória do Benfica neste jogo motiva bastante os ultras que fazem tudo por estar ao lado da equipa em todos os estádios e em bom número. Entretanto a 2º mão da Supertaça, na Luz, "castiga" o grupo ao ver a sua equipa ser derrotada por 5 golos frente aos eternos rivais FC Porto. A boa coreografia e o apoio dado à equipa não foi o suficiente para ajudar na vitória em campo.

Uma nova deslocação, ao estádio da Maia, para o jogo frente ao Salgueiros e nova coreografia de cartolinas e plásticos. Aproxima-se um dos jogos mais esperados da época, Alvalade. A concentração marcada para o Estádio da Luz, teve uma excelente aderência com mais de 350 ultras a se reuniram para o jogo com o rival da 2.ª circular. Há poucos anos atrás, na altura da crise do grupo não íam mais de 40, 50 elementos.

No ínicio da 2.ª volta do campeonato, a claque desloca-se a Braga num jogo marcado pelo aniversário do núcleo da Lustosa, um dos mais activos da claque, onde a coreografia foi organizada por eles e teve um belo efeito. Os DV no decorrer desta época 96/97 têm conseguido um bom nível em vários planos com especial atenção para os aspectos organizativos da claque mas nunca esquecendo os principais objectivos de qualquer grupo ultra, ou seja, apoio e espectáculo. A coreografia preparada teve um bom efeito e era baseada nos históricos 14 anos da claque em contraste com o fracasso, nesses mesmo 14 anos da equipa sportinguista. A coreografia foi composta por dois lençóis, por plásticos vermelhos e por diversos estandartes. O jogo seguinte frente ao Boavista, ficou marcado pelos incidentes que as decisões do árbitro provocaram. No final do jogo o carro do árbitro foi mesmo apedrejado.

Nova deslocação à Maia, desta vez para jogar com o Espinho. Boa coreografia, boa presença e de realçar os cânticos vindos de uma bancada para outra com os amigos Desnorteados.

Em Novembro a claque comemora os seus 14 anos de existência e prepara uma coreografia especial para o efeito: dois lençóis "Desde 1982" e "14 anos", o símbolo da claque em tamanho gigante feito em esferovite e bandeiras vermelhas e brancas. Novo jogo na Maia com o Leça, numa sexta feira há noite, a chover torrencialmente os poucos Diabos quem se deslocaram de Lisboa contagiaram os muitos adeptos benfiquistas presentes que motivados por uma grande exibição do glorioso deram show de cânticos na bancada. E eis que chega a altura de mais um clássico na Luz desta vez frente ao FC Porto. Numa altura em que os escândalos do futebol português estavam mais acesos que nunca, os Diabos preparam uma coreografia inédita em Portugal. Com mais pontos perdidos no campeonato poucos foram os ultras que se deslocaram a Guimarães, apenas meio autocarro se encheu para esta deslocação.

Com todos os maus momentos do clube o grupo ressente-se e as deslocações não conseguem motivar muitos elementos da claque e até mesmo nos jogos em casa isso acontece.

De Setúbal a Chaves, de Florença (Itália) a Faro os Diabos tão em todas sempre ao lado do seu Benfica, tentando sempre dar o seu melhor. Prova disso são os espectáculos realizados em vários jogos em que se destacam SLB-Fiorentina; Fiorentina-SLB; o jogo da meia final da Taça frente ao Porto não esquecendo a jornada de protesto realizada com o rival Sporting em que a coreografia em si não teve nada de mais, a mensagem nela transmitida, num entanto, assimilado por todos e obteve um forte impacto que nem o grupo pensava ser tão grande.

Anos 2000Editar

Divergências no seio do grupo levaram ao afastamento de Emanuel Lameiras, até então líder dos Diabos Vermelhos. Com a saída do seu líder muitos elementos acabaram por abandonar a claque e ingressado nos No Name Boys, sendo que outros acabariam por abandonar em definitivo o movimento ultra.

Não satisfeitos com a maneira como a claque estava a ser gerida e também aliado ao fraco rendimento da equipa de futebol, e à crise financeira que acabou por obrigar à emigração de milhares de portugueses, muitos foram os elementos dos Diabos Vermelhos que acabaram por abandonar a claque e o movimento ultra.

RenascimentoEditar

Em 2010 o Benfica sagra-se campeão nacional 5 anos depois da ultima conquista, durante os anos seguintes vence diversas Taças da Liga, Taça de Portugal e Supertaças, chega a duas finais da Liga Europa da UEFA e domina o futebol português, conquistando o Bi, o Tri e Tetra-campeonato.

Empolgados com este inicio de década, têm sido cada vez mais os adeptos a ingressarem na claque e a abraçar o movimento ultra, fazendo-se notar jogo após jogo um maior numero de adeptos no sector dos Diabos Vermelhos.

Os Diabos Vermelhos contam com cerca de 2000 associados.[carece de fontes?]

Referências

  1. «Diabos Vermelhos História». Consultado em 12-Abril-2011. Arquivado do original em 30 de agosto de 2009  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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