Diego Morcillo Rubio de Auñón

Diego Morcillo Rubio de Auñón, também conhecido como Diego Morcillo Rubio de Suñón de Robledo, (Villarrobledo, Albacete, Espanha, 3 de janeiro de 1642 - Lima, Peru, 12 de março de 1730) foi um bispo espanhol no Peru e duas vezes vice-rei da colônia, de 15 de agosto de 1716 a 5 de outubro de 1716 (ad interim) e de 26 de janeiro de 1720 a 14 de maio de 1724.

Diego Morcillo Rubio de Aunon.jpg

BiografiaEditar

Ainda jovem ingressou na Ordem da Santíssima Trindade, em Toledo. Estudou teologia na Universidade de Alcalá. Em Alcalá, o rei Carlos II o nomeou pregador da câmara real. Ele também tornou-se examinador (calficador) do Conselho Superior da Inquisição.

Em 21 de novembro de 1701 foi nomeado bispo de León, na Nicarágua[1], e em 14 de maio de 1708, bispo de La Paz, Bolívia. Dando continuidade a sua carreira na Igreja, tornou-se arcebispo de La Plata, Alto Peru (Sucre, na Bolívia), em 21 de março de 1714 e, finalmente, arcebispo de Lima, em 12 de maio de 1723.

Em 1716, quando era arcebispo de Charcas, o rei Filipe V o nomeou vice-rei interino do Peru. Em 15 de agosto, ele entrou em Lima e substituiu Mateo de la Mata Ponce de León, presidente da Real Audiência. Mateo de la Mata serviu como interino desde a deposição do vice-rei Diego Ladrón de Guevara, ocorrida em 2 de março de 1716. Morcillo ocupou este cargo até 5 de outubro de 1716, quando a posição foi ocupada por Carmine Nicolao Caracciolo, Príncipe de Santo Buono, o sucessor oficial de Ladrón de Guevara. Morcillo, em seguida, retornou a suas funções eclesiásticas como arcebispo de Charcas.

Ao final do mandato de Caracciolo, Morcillo, mais uma vez, se tornou vice-rei, desta vez permanentemente. Ele entrou em Lima e assumiu o cargo em 26 de janeiro de 1720. Com a morte do arcebispo de Lima, Francisco Solano, ele também ocupou esse cargo.

Entre suas realizações políticas estão o aumento das receitas reais da colônia, e a expulsão dos piratas ingleses da costa.[2]

Durante esse período, o Papa Bento XIII canonizou dois santos peruanos, Toríbio de Mongrovejo e São Francisco Solano. Morcillo doou grandes somas de dinheiro para a Ordem da Trindade, a fim de promover a construção de hospitais e escolas, e um convento da Ordem dos Carmelitas Descalços em sua cidade natal.

Ele é autor de um livro chamado Clamores de la obligación. Deixou a função de vice-rei em maio de 1724, após incidentes graves no Paraguai. Ele morreu em Lima, em 1730, e foi sepultado na cripta da catedral.

Referências

  1. «Archbishop Diego Morcillo Rubio de Suñón de Robledo, O.SS.T. †». catholic-hierarchy.org. Consultado em 19 de novembro de 2010 
  2. «Viven entre nosotros». jccm.es. Consultado em 19 de novembro de 2010 

BibliografiaEditar

  • Cavallería y Portillo, Francisco de la, Historia de Villa-Robledo, Albacete, IEA-"Don Juan Manuel", 1987 (przedruk oryginału z 1751).
  • Hernández Alfonso, Luis, Virreinato del Perú, Madrid 1930.
  • Sandoval Mulleras, Agustín, Historia de mi pueblo: la muy noble y leal ciudad de Villarrobledo, Villarrobledo 1983.
  • Tauro del Pino, Alberto, Enciclopedia Ilustrada del Perú, wyd. 3, t. 11, PEISA, Lima 2001, ISBN 9972-40-160-9.
  • Vargas Ugarte, Rubén, Historia General del Perú, t. 4, wyd. 3, Carlos Milla Batres, Lima 1981, ISBN 84-499-4816-9.

Precedido por
Mateo de la Mata Ponce de León
Vice-rei do Peru
1716
Sucedido por
Carmine Nicolao Caracciolo

Precedido por
Carmine Nicolao Caracciolo
Vice-rei do Peru
1720 - 1724
Sucedido por
José de Armendáriz
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