Dinastia asturo-leonesa

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A dinastia asturiana ou asturo-leonesa em castelhano: dinastía asturiana ou astur-leonesa), conhecida em árabe como Banī Adhfūnsh ("filhos de Afonso"),[1] era a família no governante dos reinos das Astúrias e de Leão de 739 até 1037. Sob seu governo, o reino asturo-leonês foi de um pequeno enclave na montanha a uma das potências dominantes da Península Ibérica.

A Cruz da Vitória
A Cruz da Vitória, um símbolo da dinastia Asturo-Leonesa

A primeira família governante das Astúrias durou apenas duas gerações: Pelágio (r. 718–737) e Fávila (r. 737–739). O último foi sucedido pelo seu cunhado, Afonso I, o filho do Ducado da Cantábria Pedro e da sua esposa Ermesinda, irmã de Fávila. Ele fundou uma dinastia que duraria quase 300 anos.[2]

No primeiro século, o reinado alternou entre os descendentes de Afonso e os de seu irmão, Fruela da Cantábria. Com a morte do neto de Afonso I,Afonso I (842), os descendentes de Fruela tomaram o trono permanentemente, liderados por Ramiro I. Após a morte de Afonso II (910), o reino foi dividido entre seus filhos. O século X foi, portanto, caracterizado por disputas familiares, que só foram encerradas pela sucessão de Bermudo II em 984. Durante esse período, porém, o Reino de Pamplona ficou mais poderoso e em 1034 os pamploneses capturaram Leão. O domínio da dinastia foi encerrado três anos depois, quando Bermudo II foi morto em batalha contra seu cunhado, Fernando I, da dinastia gimena de Pamplona, que depois assumiu o trono.

A historiografia produzida pela e para a dinastia, como a Crônica de Afonso III (final do século IX), fez do duque Pedro um descendente do rei visigodo Recaredo e enfatizou a suposta ascendência goda da dinastia.[3]

Referências

  1. Segundo ibne Caldune, em um capítulo sobre "os reis dos filhos de Afonso da Galiza, reis da Espanha depois dos godos", em seu “Kitab al-Ibar”. Ver Justin Stearns, "Two passages in Ibn al-Khaṭīb's account of the kings of Christian Iberia", Al-Qanṭara 25.1 (2004): 157–182.
  2. Roger Collins, The Arab Conquest of Spain, 710–797 (Basil Blackwell, 1989), pp. 151–152.
  3. Julio Escalona, "Family Memories: Inventing Afonso I of Asturias", in Building Legitimacy: Political Discourses and Forms of Legitimation in Medieval Societies, ed. I. Alfonso, H. Kennedy and J. Escalona (Leiden: Brill, 2004), pp. 223–62.

BibliografiaEditar

 
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