Dinastias do Norte e do Sul

Dinastias do Norte e do Sul (chinês: 南北朝; pinyin: nán běi cháo) é o nome que recebe na divisão temporal tradicional da história da China a etapa de desunião que se seguiu à queda da Dinastia Jin, e que durou desde o ano 420 até ao ano 589. Durante estes anos, o sul e o norte de China estiveram governados por Dinastias diferentes.

Em realidade, a divisão havia começado muitos anos dantes, com a invasão do Norte de China por parte de povos nómadas não chineses procedentes do Norte. No ano 316, a capital da Dinastia Jin, Luoyang, foi destruída numa invasão dos tuoba ou tabgach, povo que fundaria no ano 386 a Dinastia Wei do Norte. A Dinastia Jin viu-se obrigada a refugiar-se no sul e os territórios de cultura chinesa permaneceriam divididos em duas entidades políticas até a reunificação conseguida pela Dinastia Sui em 589.

Ainda que o norte já estava por então em mãos da primeira das Dinastias do Sul, os Wei do Norte, a data de começo deste período histórico situa-se de maneira convencional no ano 420, quando a Dinastia Jin refugiada no sul chegou ao seu fim, e foi substituída pela primeira das Dinastias do Norte, a Dinastia Liu-Song. O período chega ao seu fim quando a Dinastia Sui, proclamada no norte em 581, derrota a última das Dinastias do Norte, a Dinastia Chen, no ano 589.

Apesar da divisão política e dos confrontos entre o norte e o sul, esta época caracterizou-se por uma intensa actividade artística devida fundamentalmente à difusão do budismo, religião procedente da Índia, que, sob o patrocínio de alguns imperadores, e pese as perseguições por parte de outros, converter-se-ia numa parte inseparável da cultura chinesa que se manteve até aos dias de hoje.

Lista das DinastiasEditar

 
Esculturas budistas da época da Dinastia Wei do Norte nas grutas de Longmen, próximas a Luoyang.

Dinastias do SulEditar

Dinastias do NorteEditar

Ver tambémEditar

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