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Dinu Lipatti
Nascimento 19 de março de 1917
Bucareste
Morte 2 de dezembro de 1950 (33 anos)
Genebra
Sepultamento Genebra
Cidadania Romênia
Alma mater École Normale de Musique de Paris
Ocupação pianista, compositor
Causa da morte linfoma de Hodgkin

Dinu Lipatti (19 de março de 1917, Bucareste2 de dezembro de 1950, Genebra) foi um pianista e compositor romeno de música clássica, cuja carreira foi tragicamente encurtada pela sua morte causada pelo linfoma de Hodgkin, aos 33 anos de idade.de 1933

BiografiaEditar

Constantin Lipatti (desde a infância chamado pelo diminutivo "Dinu") nasceu em Bucareste numa família de músicos. A sua mãe era pianista e o seu pai, um violinista que havia estudado com Pablo de Sarasate e Carl Flesch,[1]. O batismo de Dinu, não ocorreu logo após o seu nascimento, algo que era habitual, mas quando a família se decidiu em batizá-lo, o violinista e compositor George Enescu concordou em ser seu padrinho. Lipatti desempenhou um minueto de Mozart no seu próprio batizado.[1]

Estudou na Gheorghe Lazăr Segundo Grau, enquanto estudava piano e composição com Mihail Jora durante três anos. Frequentou o Conservatório de Bucareste, onde teve como professora Florica Musicescu, que também o ensinou em particular.[1] Em junho de 1930, aos treze anos de idade e juntamente com os melhores alunos no Conservatório, deu um concerto na Ópera de Bucareste. Dinu Lipatti recebeu uma enorme ovação pelo o seu desempenho do Concerto para Piano em lá menor de Grieg.[1] Em 1932, ele ganhou vários prémios pelas suas composições: a Sonatina Piano, e uma Sonatina para Violino e Piano. Naquele ano, também ganhou um Grande Prémio pela sua suíte sinfónica Les Tziganes.[1]

Em 1933, ele entrou na Competição Internacional de Piano de Viena, mas terminou em segundo lugar, atrás do pianista polaco Bolesław Kon (1906-1936), que alguns dizem ter sido um resultado controverso. Alfred Cortot, julgava que Lipatti deveria ter ganhado e como tal, sob forma de protesto, demitiu-se do júri.[2] Subsequentemente Lipatti estudou em Paris sob Cortot, Nadia Boulanger (com quem gravou as Valsas Op 39 de Brahms), Paul Dukas (composição) e Charles Munch (maestro). Aos dezoito anos, Lipatti deu a sua estreia recital em Paris, na École Normale. Em 17 de Maio de 1935, três dias antes do concerto, o seu amigo e professor, Paul Dukas, morreu e em sua memória, Lipatti abriu seu programa a cantata jesu bleibet meine freude de J.S. Bach, na transcrição de Myra Hess.[1] Esta foi a primeira peça em que ele se apresentou publicamente como um pianista adulto.

A carreira de Lipatti foi interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Embora ele tivesse dado concertos em todo os territórios ocupados pelos nazis, com o início da Segunda Guerra Mundial, acabou por fugir do seu país natal com o seu companheiro e colega pianista, Madeleine Cantacuzene, acabando por se fixar em Genebra, Suíça. Aí, aceitou o cargo de professor de piano no conservatório.[3] Foi nessa época que os primeiros sinais de sua doença surgiram. No início, os médicos estavam confusos, mas em 1947 ele foi diagnosticado com a doença de Hodgkin.[4]

Ele e Madeleine casaram em 1947, mas a saúde de Lipatti continuou a diminuir.[3] Como resultado, as suas performances públicas tornaram-se consideravelmente menos frequentes após o final da Segunda Guerra Mundial. O Seu nível de energia melhorou por algum tempo devido às injeções de cortisona, então experimentais. Em resultado dessa medicação, a sua colaboração com o produtor Walter Legge entre 1947 e 1950 resultou na maioria das gravações de Lipatti.[5]

 
Ultimo concerto de Lipatti em Besançon em 16 de setembro de 1950.

Lipatti deu o seu último concerto a 16 de setembro de 1950 no Festival de Besançon, em França. Apesar a doença grave e febre alta, a sua performance foi excelente, no qual tocou a Partita No. 1 em B bemol maior de J.S. Bach, a Sonata menor, K. 310 de Mozart, O Impromptus em Sol bemol maior e Mi bemol maior, Op. 90 de Schubert, e treze das catorze valsas de Chopin, as quais tocou na sua própria ordem integral. Na última, No. 2 em Lá bemol, ele sentiu que estava demasiado exausto para tocar e ele acabou por interpretar a cantata de J.S.bach, jesu bleibet meine freude, a peça com a qual ele tinha começado a sua carreira profissional apenas quinze anos antes.

Dinu Lipatti morreu em pouco menos de três meses após o referido concerto, em Genebra, com idade entre 33 anos, causado por um abcesso que se rompeu no seu pulmão.[4] Lipatti está enterrado no cemitério de Chêne-Bourg ao lado da sua esposa Madeleine (1915-1982).[carece de fontes?]

Referências

  1. a b c d e f Anna Lipatti, La Vie du Pianiste Dinu Lipatti, Editions du Vieux Colombier, trans. Giveon Cornfield; quoted on Everest Records LP 3166
  2. Jeremy Siepmann, Liner notes for Chopin: 14 Valses, etc, EMI Cat. D114628, 1980
  3. a b Stephen Siek (2016). A Dictionary for the Modern Pianist. [S.l.]: Rowman & Littlefield Publishers. pp. 105–106. ISBN 978-0-8108-8880-7 
  4. a b Mark Ainley (2002). «Dinu Lipatti: Prince of Pianists». markainley.com. Consultado em 30 de agosto de 2015. Arquivado do original em 22 de outubro de 2015 
  5. Walter Legge (1998). Walter Legge: Words and Music. [S.l.]: Psychology Press. pp. 180–185. ISBN 978-0-415-92108-4 
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