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Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

Diocese de Cachoeiro de Itapemirim
Cachoëirensis de Itapemirim
Catedral de São Pedro Apóstolo
Localização
País
 Brasil,  Espírito Santo
Arquidiocese metropolitana Arquidiocese de Vitória
Estatísticas
População 376,000 hab (Senso 2006)
Área 10,073 km²
Informação
Rito Rito Romano
Criação 16 de fevereiro de 1958 (61 anos)
Padroeiro(a) São Pedro Apóstolo
Governo da diocese
Bispo Sé vacante
Administrador apostólico Pe. Walter Luiz Barbiero Milaneze Altoé
Jurisdição Diocese
Página oficial www.diocesecachoeiro.org.br
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (Dioecesis Cachoëirensis de Itapemirim), é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil. Pertence ao Conselho Episcopal Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A episcopal está na, catedral de São Pedro Apóstolo, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no estado do Espírito Santo.

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi criada em 16 de fevereiro de 1958, pela Bula “Cum Territorium”, do Papa Pio XII, desmembrada da então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória.

Situada ao sul do Espírito Santo, pertence à Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo e ao Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A extensão territorial da Diocese continua sendo a mesma de 1958, mas o número de Municípios e Paróquias aumentou. Hoje, sua área geográfica abrange 27 municípios do Sul do Estado do Espírito Santo, que juntos totalizam 43 paróquias, 1.040 comunidades e cerca de 450 mil fieis, além de importantes instrumentos de Evangelização e compromisso com as Pastorais, Círculos Bíblicos, Movimentos e Ministérios, Escolas de Teologia e Diaconato Permanente e dois seminários para formação de Presbíteros (Bom Pastor e São João Maria Vianney).

O primeiro bispo diocesano a pastorear a diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi Dom Luiz Gonzaga Peluso, que tomou posse no dia 29 de novembro de 1959, quase 2 anos após a criação da Diocese.

Seu trabalho mais importante foi dar forma à Diocese recém criada, o que foi um grande desafio, pois tratava-se de uma região em desenvolvimento, com poucos sacerdotes e uma zona rural de difícil acesso, configurando o pastoreio da Diocese em um verdadeiro ato de heroísmo e pioneirismo, tanto do Bispo diocesano como também dos primeiros Presbíteros.

Com as dificuldades do seu tempo, Dom Luiz enviou jovens candidatos ao sacerdócio para os seminários Santo Antônio de Juiz de Fora (MG) e Bom Jesus de Aparecida do Norte (SP). Destes dois seminários foi formada a base presbiteral que ajudou na formação do rosto da Igreja Diocesana, marcando sua identidade e seu jeito de ser – o número de Padres Diocesanos cresceu substancialmente e hoje a Diocese já tem seu clero próprio, o que representa uma grande conquista. Nestes tempos foram dados os primeiros passos da aplicação do Concílio Vaticano II: buscou-se uma boa pastoral vocacional, introduziu-se o Ministério do Diaconato Permanente, como força renovadora da Igreja, e iniciou-se a catequese renovada.

Obtiveram também grande destaque na Diocese as Associações Religiosas e os Movimentos que ajudaram na formação de novos apóstolos e manutenção da fé.

A Diocese cresceu de forma rápida, nos primeiros 25 anos de Igreja particular seu rosto já estava formado, fruto do esforço do saudoso Dom Luis Gonzaga Peluso, e de todos os Presbíteros pioneiros que deram suas vidas para que a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim formasse sua identidade como Igreja particular.

Em 03 de dezembro de 1985 foi eleito o segundo bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc, terminando assim o primeiro período vacante da diocese.

Com uma sede de renovação e de trabalho de conjunto, aliada a uma vontade grande de pôr em prática os ensinamentos do Concílio Vaticano II, e, dentro deste aspecto, todas as orientações da CNBB, Dom Luiz chegou à Cachoeiro, sendo logo acolhido com carinho e fé, pelo clero e o povo.

Dom Luiz iniciou imediatamente um novo projeto de organização diocesana, valorizando sempre a comunhão e a participação dos Presbíteros. Começou a priorizar as ações das pastorais, com o objetivo de formar uma Pastoral de Conjunto Orgânica. A difusão das CEB’s teve início imediato. Deu-se também melhor acompanhamento a Renovação Carismática Católica e às Associações, que aos poucos encontraram lugar importante nesse impulso renovador de evangelização.

Conselhos de vários níveis formaram a estrutura de planejamento e Ação Pastoral da Diocese, que culminaram com a realização de uma Assembléia Diocesana. A Igreja Diocesana de Cachoeiro de Itapemirim, reunida, avaliando sua caminhada e querendo Evangelizar com renovado ardor missionário, declara e assume como sua opção fundamental “Ser Igreja de Comunhão e Participação Testemunhando Jesus Cristo à luz da Evangélica Opção Preferencial pelos pobres, colaborando na construção de uma sociedade justa e solidária, tendo como base estrutural da organização Pastoral as Comunidade Eclesiais de Bases (CEB’s): lugar privilegiado de comunhão, Participação, Vivência da fé do povo”.

As paróquias foram agrupadas em Regionais, (8 atualmente) com regiões pastorais funcionando como instrumento de comunhão e participação, uma proposta de articulação segundo as realidades pastorais e geográficas mais próximas. Está experiência se ampliou com maior participação dos fiéis leigos e religiosos, as pastorais se organizaram e realizaram cursos de formação em todos os níveis. Foi elaborado um diretório Diocesano, como prática de um processo dinâmico, em que nos encontramos como Igreja que se renova e caminha.

Entre as décadas de 1980 e 1990 a diocese passou a investir também na comunicação, com o Jornal O Diocesano (1986) e a Rádio Diocesana (1990), além do próprio provedor de internet (DCI), site oficial, a Livraria Diocesana e vários subsídios como: Celebrando, O Refletindo e outros informativos que ajudam na formação do Leigo.

Em 2003, mais precisamente no dia 23 de fevereiro, dom Luiz é nomeado Bispo Coadjutor da Arquidiocese de Vitória, o que fez com que a diocese de Cachoeiro entrasse pela segunda vez em vacância.

Pouco tempo depois, ainda em 2003, tomou posse o terceiro bispo de Cachoeiro, Dom Célio de Oliveira Goulart, no dia 06 de setembro.

Sob o pastoreio Dom Célio a diocese de Cachoeiro completou o seu Jubileu de Ouro (1958 – 2008), em um momento de muita festa e alegria por toda a diocese.

Pode-se dizer que a presença de Dom Célio, com seu jeito acolhedor e amigo, aproximando de si não só os Presbíteros, mas todos que o procuravam, reforçou a unidade e o compromisso de todos na transformação da humanidade e na construção de um mundo mais justo e fraterno.

Em maio de 2010, porém, o Papa Bento XVI nomeou dom Célio como novo bispo da diocese de São João Del Rei – MG, fazendo com que a diocese de Cachoeiro entrasse pela terceira vez em sua história em período de vacância.

Pouco mais de um ano separaram a diocese de Cachoeiro do seu quarto (e atual) bispo diocesano, dom Dario Campos, que tomou posse no dia 10 de julho de 2011, em Missa presidida por dom Luiz Mancilha Vilela, que entregou o governo da diocese a dom Dario sob os olhares de cerca de 10 mil fieis, que alegres recebiam de braços abertos o seu novo bispo.

Em seu discurso de posse, dom Dario externou a alegria de voltar às suas terras, uma vez que é natural do interior de Castelo, e deixou claro seu desejo de trabalhar junto às pastorais, e principalmente, às comunidades eclesiais de base.

Dom Dario deu seguimento ao trabalho pastoral trilhado pela diocese ao longo dos anos de existência e também conduz a diocese para novos rumos, especialmente com a realização de mais uma Assembleia Diocesana, neste ano de 2014, que será encerrada em novembro, e que apontará novos caminhos pastorais para a diocese de Cachoeiro de Itapemirim trilhar.

HistóriaEditar

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi erigida canonicamente pelo Papa Pio XII, por meio da Bula "Cum Territorium", de 16 de fevereiro de 1958, a partir de território desmembrado da então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória.

BisposEditar

Bispos encarregados da diocese:[1]

Nome Período Notas
Bispos
Dom Frei Dario Campos, OFM 2011-2018 Nomeado arcebispo de Vitória
Dom Frei Célio de Oliveira Goulart, OFM 2003-2010 Nomeado bispo de São João del Rei
Dom Luiz Mancilha Vilela, SSCC 1985-2002 Nomeado arcebispo coadjutor de Vitória
Dom Luiz Gonzaga Peluso 1959-1985 Renunciou por limite de idade.

Dom Dario Campos, ofmEditar

Tomou posse na diocese de Cachoeiro de Itapemirim no dia 10 de julho de 2011, vindo da diocese de Leopoldina - MG.

Dom Dario Campos é natural de Castelo (ES). Nasceu em 9 de junho de 1948 e fez sua profissão religiosa em 10 de janeiro de 1975. A ordenação presbiteral ocorreu em dezembro de 1977 e a episcopal em 26 de setembro de 2000, quando foi designado para assumir a diocese de Leopoldina - MG.

Ele estudou filosofia e teologia no Instituto Filosófico-Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ) e se especializou em filosofia e pedagogia na Faculdade Dom Bosco de São João del-Rei (MG).

Como bispo dom Dario já foi coadjutor de Araçuaí (MG) (2000 – 2001); e titular entre (2001 – 2004). Foi membro do Conselho Episcopal de Pastoral do Regional Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais); responsável pelo Setor Vocações e Ministérios (2002 – 2006); e responsável pelos padres do Regional Leste 2 e Serviço de Animação Vocacional entre 2006 e 2010; hoje ele e arcebispo metropolitano da arquidiocese vitória-ES. Seu lema episcopal é “Nas tuas Mãos”.

Bispos AnterioresEditar

DOM LUIZ GONZAGA PELUSOEditar

(1959 – 1985)Editar

Foi o primeiro Bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES), tinha como lema: Ipse firmitas mea (Ele é a minha firmeza) e ficou a frente da Diocese por 26 anos (de 1959 a 1985).

Nasceu em Bragança Paulista (SP) em 1907 e foi ordenado sacerdote no dia 25 de outubro de 1931. Eleito para ser o Bispo da Diocese de Lorena (SP), permaneceu lá por 13 anos, até ser nomeado Bispo da recém formada Diocese de Cachoeiro.

Dom Luiz Peluso era, por natureza, retraído, conservador, mas simples. Viveu sempre muito modestamente, podendo ser definido como um Bispo virtuoso no estilo clássico. Fiel as normas da Igreja, fazia sempre questão de dizer isso ao clero. Andava com freqüência pelas ruas de cidade resolvendo negócios e conversando com as pessoas. Escreveu muitas poesias e redigia textos, de próprio punho, com muita facilidade.

Como Padre conciliar esteve presente nos quatro períodos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962 a 1965), época em que havia na Diocese um profundo desejo de mudança pastoral. Enquanto pastor introduziu na Diocese as reformas conciliares, os círculos bíblicos, o vernáculo na Liturgia, a participação dos leigos na vida da Igreja, o diaconato permanente, a catequese em todos os níveis e a pastoral vocacional. Concordou com a fundação das primeiras CEB’s, apesar de não o agradarem muito, pois eram muito politizadas e questionadoras.

Pediu aos Padres que introduzissem nas Paróquias os Cursilhos de Cristandade, Cursos de Noivos, Grupo de Jovens, Movimento Familiar Cristão, Encontro Conjugal, Encontro de Casais com Cristo e Grupos de Oração, mantendo sempre a tradição e o equilíbrio pastoral, continuou apoiando as associações religiosas tradicionais (Legião de Maria, Apostolado de Oração, Liga Católica, Vicentinos, Filhas de Maria, Marianos e Cruzada Eucarística). Desse modo foi-se construindo, com a colaboração dos Padres e leigos, a organização pastoral e o rosto da Diocese.

Mesmo após renunciar o governo da Diocese, em 1985, Dom Luiz continuou residindo em Cachoeiro, numa casa que lhe havia sido doada por amigos. Faleceu em 1993 e está sepultado na Catedral de São Pedro, em Cachoeiro de Itapemirim. O bispo era tio do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso.

DOM LUIZ MANCILHA VILELAEditar

(1986 – 2002)Editar

Assumiu como Bispo Diocesano em 1986, com o lema Pastor Gregem Pascet (O Pastor apresentará o Rebanho), e só deixou a Diocese em 2003 quando foi nomeado Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Vitória (ES), ficando na Diocese por 17 anos.

Dom Luiz nasceu em Pouso Alto (MG) em 1942 e estudou filosofia no Instituto Sagrados Corações em Pindamonhangaba (SP). Foi ordenado sacerdote em 1968 em Belo Horizonte (MG), lá trabalhou em Paróquia, coordenou a Pastoral Vocacional, foi superior de Seminário e vice-providencial da sua congregação religiosa.

Eleito Bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, dom Luiz, em sua solicitude pastoral, desde o primeiro dia de seu pastoreio, colocou claramente o conteúdo programático de sua missão: evangelizar anunciando a Palavra de deus, dinamizar e organizar a pastoral sacramental e a Pastoral de Conjunto, sempre em sintonia com o Concílio Vaticano II e com as orientações da CNBB; incrementar as Pastorais Vocacionais, Familiar, Litúrgica, Catequética, da Juventude e da Saúde. Revelou-se depressa um bom administrador, empreendedor e muito dinâmico, determinado a alcançar os objetivos propostos.

Nos primeiros anos, Dom Luiz encontrou fiéis e clero um tanto divididos. De um lado, o trabalho renovador das CEB’s; de outro, os movimentos e associações religiosas com uma linha mais tradicional. Começou então um trabalho de esclarecimentos no meio do clero e dos leigos no sentido de que houvesse na Diocese pluralidade, liberdade e criatividade, mas na caridade e na unidade, tendo todos os mesmos objetivos: evangelizar. Os obstáculos foram, então, sendo transpostos.

Após conhecer melhor a realidade geográfica e pastoral da Diocese, dom Luiz apresentou o projeto de dividi-la em Regionais, com a intenção de facilitar o entrosamento dos Padres, o trabalho pastoral e a co-responsabilidade.

Investiu-se muito para aumentar o número de vocações sacerdotais e religiosas. A Pastoral Vocacional recebeu novo dinamismo, foram criados os seminários, a Escola Diaconal Santo Estevão e o Instituto Dom Luiz Gonzaga Peluso (para vocacionados ao diaconato permanente). Nos ministérios leigos, em vista do crescimento das CEB’s, surgiram novos ministérios: Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, Testemunhas qualificadas do Matrimônio e Pregadores da Palavra de Deus nas celebrações Litúrgicas. A Igreja de Cachoeiro, em consonância com as demais do Estado, tornou-se toda ministerial, onde o Leigo assume sua cidadania batismal de servidor do povo de Deus.

No final de outubro de 2002, dom Luiz Mancilha Vilela é nomeado Arcebispo Coadjutor de Vitória.

DOM CÉLIO DE OLIVEIRA GOULARTEditar

(2003 – 2010)Editar

Em pouco menos de um ano a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim recebeu um novo Bispo.

No dia 06 de setembro de 2003, tomou posse Dom Célio de Oliveira Goulart, da ordem Franciscana.

Nascido em Piracema, MG, aos 14 de setembro de 1944, fez seus estudos primários em Itaúna. A partir de 1955, cursou o 1º e 2º graus no Seminário Seráfico Santo Antônio, em Santos Dumont (MG). Em 1963, em Daltro Filho (RS), ingressou no noviciado da Ordem dos Frades Menores, Provincia da Santa Cruz. Fez sua primeira Profissão Religiosa em fevereiro de 1964 e Profissão Perpétua em Fevereiro de 1968. Foi ordenado Presbítero em 12 de julho de 1969, em Itaúna (MG).

Foi nomeado Bispo de Leopoldina pelo Papa João Paulo II em 24 de junho de 1998, depois ordenado Bispo de Pirapora em 28 de agosto do mesmo ano.

Sua chegada na Diocese de Cachoeiro em 2003 foi uma grande festa, cheia de expectativas. Pode-se dizer que a presença de Dom Célio, com seu jeito acolhedor e amigo, aproximando de si não só os Presbíteros, mas todos que o procuravam, reforça a unidade e o compromisso de todos na transformação da humanidade e na construção de um mundo mais justo e fraterno. Dom Celio deixou a diocese de Cachoeiro em 2010, para assumir o pastoreio da diocese de São João Del Rei – MG.

Dom Célio faleceu em 19 de janeiro de 2018.

Referências

  1. Cheney, David M. (2019). «Diocese of Cachoeiro do Itapemirim». The Hierarchy of the Catholic Church: Current and historical information about its bishops and dioceses. Consultado em 10 de julho de 2019 

Ligações externasEditar