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Diocese de Marília
Mariliensens
Brasão da Diocese de Marília
Localização
País Brasil
Arquidiocese metropolitana Arquidiocese de Botucatu
Estatísticas
População 675 659[1]
Área 11 958 km²
Paróquias 63 [2]
Sacerdotes 98 [2]
Informação
Denominação Católica Romana
Rito Romano
Criação 16 de fevereiro de 1952 (67 anos)
Catedral Catedral Basílica São Bento de Marília
Padroeiro(a) São Pedro
Governo da diocese
Bispo Luiz Antonio Cipolini
Bispo emérito Osvaldo Giuntini
Jurisdição diocese
Página oficial www.diocesedemarilia.org.br
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Marília é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, pertencente à Província Eclesiástica de Botucatu e ao Conselho Episcopal Regional Sul I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. É sufragânea da Arquidiocese de Botucatu, no estado de São Paulo. Sua sede é o município de Marília.

HistóriaEditar

A Diocese de Marília foi criada em 16 de fevereiro de 1952, pelo Papa Pio XII, por meio da Bula Apostólica Ad Episcoporum Munus, sendo o território desmembrado, na época, da Diocese de Cafelândia, atual Diocese de Lins, devido a transferência da sede diocesana para a cidade de Lins. O primeiro Administrador Apostólico foi o Bispo Dom Henrique Gelain.

No dia 12 de outubro de 1952 foi instalada a Diocese de Marília.

A vasta delimitação da Diocese foi feita utilizando os acidentes geográficos naturais da região. Sendo assim, seu território ficou compreendido entre rios: o Rio Aguapeí, ao norte; o Rio do Peixe, ao sul e o Rio Paraná, ao oeste. Seu comprimento estende desde o município de Garça até o município de Panorama.

Atualmente, a Diocese de Marília faz divisa com as Dioceses de Araçatuba e Lins ao norte; Bauru e Ourinhos, ao leste; Assis e Presidente Prudente, ao sul e Três Lagoas, no estado do Mato Grosso do Sul, ao oeste.

BisposEditar

Dom Hugo Bressane de Araújo (21 de março de 1954 - 23 de abril de 1975)

O primeiro bispo diocesano de Marília foi Dom Hugo Bressane de Araújo. Assumiu a Diocese como Administrador Apostólico, em 21 de março de 1954, sendo nomeado Bispo Diocesano no dia 07 de outubro do mesmo ano. Seu governo pastoral na Diocese foi de 21 anos.

Durante o seu mandato, Dom Hugo decretou a criação de 27 novas paróquias na diocese. A paróquia mais antiga é a de São Bento, criada em 1929, que passou a ser a Catedral da diocese. Em 1975, a pedido de Dom Hugo Bressane de Araújo, o Papa Paulo VI concedeu à Catedral de São Bento o título honorífico de Basílica Menor.

Três anos após sua posse, Dom Hugo pediu ao Papa Pio XII que São Pedro, o "Príncipe dos Apóstolos", fosse declarado o padroeiro da diocese, em homenagem à cidade de Tupã, cuja Matriz tem o mesmo padroeiro.

Tornou-se o primeiro Bispo Emérito em 23 de abril de 1975, sendo sucedido por Dom Frei Daniel Tomasella, OFMCap.

Veio a falecer em 09 de junho de 1988, três meses antes de completar 90 anos de idade.[3]

Dom Frei Daniel Tomasella, OFMCap (23 de abril de 1975 - 09 de dezembro de 1992)

O segundo bispo diocesano de Marília foi Dom Frei Daniel Tomasella, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Assumiu a Diocese como Bispo Auxiliar em 20 de dezembro de 1969. Tomou posse como bispo diocesano, em 23 de abril de 1975, por ocasião da renúncia ao governo pastoral da diocese do então bispo diocesano Dom Hugo Bressane de Araújo. Seu governo pastoral na Diocese foi de 17 anos.

Durante o mandato de Dom Daniel, a Diocese de Marília comemorou o seu Jubileu de Prata, em 1977. Para a ocasião, foi elaborado um livro comemorativo sobre os 25 anos de caminhada.

Por motivos de saúde, Dom Daniel renunciou aos 69 anos. Sua renúncia foi aceita em 09 de dezembro de 1992, tendo sido sucedido pelo seu Bispo Coadjutor, Dom Osvaldo Giuntini.[3]

Veio a falecer em 20 de setembro de 2003, aos 80 anos de idade.

Dom Osvaldo Giuntini (09 de dezembro de 1992 - 08 de maio de 2013)
 
Dom Osvaldo Giuntini, Bispo Emérito da Diocese de Marília

Dom Osvaldo Giuntini chegou a diocese como Bispo Auxiliar em 1982. Em 1987, por pedido de Dom Frei Daniel Tomasella, foi nomeado Bispo Coadjutor com direito a sucessão. Dentre os momentos importantes da diocese, durante seu bispado, está a inauguração do novo prédio do Seminário Diocesano São Pio X, em 1º de maio de 1996, e a Revisão Ampla da Pastoral na diocese, a partir da qual surgiram propostas para a Ação Evangelizadora das comunidades, pastorais, movimentos e associações. Outro momento importante que motivou a diocese e todos os cristãos foi a celebração dos 2000 anos do nascimento de Jesus Cristo e a comemoração do Jubileu de Ouro da Diocese de Marília, em 2002. Seu governo pastoral na Diocese foi de 20 anos.

Aos 08 de maio de 2013, o Papa Francisco aceitou a renúncia de Dom Osvaldo para o governo da Diocese de Marília em conformidade com o cânon 401§ 1º do Código de Direito Canônico, passando a ser Bispo Emérito, com função de administrador apostólico até a posse do novo bispo.[3]

Dom Luiz Antônio Cipolini (04 de agosto de 2013 - atual)
 
Dom Luiz Antonio Cipolini, bispo diocesano de Marília

No dia 08 de maio de 2013, o então padre Luiz Antônio Cipolini foi nomeado bispo diocesano de Marília pelo Papa Francisco, recebendo automaticamente o título de Monsenhor. Luiz Antônio Cipolini e José Aparecido Gonçalves de Almeida foram os dois primeiros bispos nomeados pelo Papa Francisco para o Brasil.[4]

Dom Luiz Antônio Cipolini foi ordenado Bispo no dia 07 de julho de 2013, no Centro de Integração Comunitária (CIC), em São João da Boa Vista. Sua posse foi no dia 04 de agosto de 2013, no Ginásio de Esportes de Marília.

# Nome Período Notas
Dom Luiz Antonio Cipolini 2013 - Atual Bispo Diocesano
Dom Osvaldo Giuntini 1992 - 2013 Bispo Emérito
Frei Daniel Tomasella, OFMCap 1975 - 1992
Dom Hugo Bressane de Araújo 1954 - 1975

Divisão territorialEditar

A Diocese de Marília compreende 37 municípios paulistas e 63 paróquias, divididas em três Regiões Pastorais: Marília, Tupã e Dracena. Cada Região Pastoral é coordenada por um Vigário Episcopal.

Região Pastoral I

Marília (sede), Álvaro de Carvalho, Avencas (Distrito de Marília), Garça,Oriente, Paulópolis (Distrito de Pompéia), Pompeia, Quintana, Vera Cruz.

Região Pastoral II

Tupã (sede), Adamantina, Arco-Íris, Bastos, Herculândia, Iacri, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis,Osvaldo Cruz, Parapuã, Pracinha, Queiroz, Rinópolis, Sagres, Salmourão.

Região Pastoral III

Dracena (sede), Flora Rica, Flórida Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Ouro Verde, Pacaembu, Panorama, Paulicéia, Santa Mercedes, São João do Pau d'Alho, Tupi Paulista.

Municípios

Os municípios são, então: Marília, Álvaro de Carvalho, Garça, Oriente, Pompeia, Quintana, Vera Cruz, Tupã, Adamantina, Arco-Íris, Bastos, Herculândia, Iacri, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Parapuã, Pracinha, Queiroz, Rinópolis, Sagres, Salmourão, Dracena, Flora Rica, Flórida Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Ouro Verde, Pacaembu, Panorama, Paulicéia, Santa Mercedes, São João do Pau d'Alho e Tupi Paulista.

Referências