Diocese de Paulo Afonso

Diocese de Paulo Afonso
Paulalfonsanensis
Localização
País  Brasil
Arquidiocese metropolitana Arquidiocese de Feira de Santana
Estatísticas
Área 36.913 km²
Informação
Rito romano
Criação 14 de setembro de 1971 (49 anos)
Padroeiro(a) Nossa Senhora de Fátima
Governo da diocese
Bispo Guido Zendron
Jurisdição diocese
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Paulo Afonso (em latim Dioecesis Paulalfonsanensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil,[1] pertencente à Província Eclesiástica de Feira de Santana e ao Conselho Episcopal Regional Nordeste III da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sendo sufragânea da Arquidiocese de Feira de Santana. A episcopal está na Catedral de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Paulo Afonso, no estado da Bahia.

HistóricoEditar

Foi elevada a diocese no dia 14 de setembro de 1971,[1] pelo Papa Paulo VI, passando a denominar-se Diocese de Paulo Afonso. Seu bispo atual é Guido Zendron, indicado em 12 de Março de 2008.[1]

Com o passar dos anos a grande dimensão territorial das áreas administradas pela Igreja Católica, através de suas dioceses, tornou esta gestão muito difícil e complicada, como era o caso da Diocese de Bonfim, da qual fazia boa parte do território baiano, inclusive todo o território que hoje é a Diocese de Paulo Afonso, que abrange mais de 20 municípios e outro tanto de paróquias.

Estudiosos também apontam como elevado grau de dificuldade de gestão o fato de, na área de abrangência da Diocese, o IDH da maioria dos seus municípios ser os mais baixos do Estado da Bahia.

Em documento histórico produzido na gestão do bispo Dom Aloysio Penna, em novembro de 1987, já se destaca que “a mais remota história de Jeremoabo nos fala de capelães mantidos pelos senhores da Casa da Torre, a presença de Jesuíta… Coube ao zelo do Arcebispo Dom Sebastião Monteiro da Vide (1702-1722) elevar a missão à categoria de Freguesia… A paróquia de Jeremoabo seria o grande centro irradiador da fé em pleno coração do sertão”.

Estes fatos levam os pesquisadores a assegurar que a história da Diocese de Paulo Afonso, mesmo que ainda sem essa nomenclatura “deve ter origem no Século XVI” e atribui a Jeremoabo, hoje, uma das paróquias desta diocese e a sua secular Igreja Matriz, a condição de “mãe de toda a Diocese de Paulo Afonso”.

A Igreja tem se mostrado ao longo dos séculos como instituição acolhedora dos mais humildes e desprotegidos da sociedade o que lhe faz com que a sua atuação vá bem além dos valores espirituais e se volte para ações sociais de grande porte buscando, para isso, a parceria com instituições outras, públicas e privadas.

É o caso da Diocese de Paulo Afonso que mantém seminários, casas de acolhida de idosos, crianças e mulheres, escolas e um sem número de outras atividades tão necessárias nesta região semi-árida, de quase 30 mil quilômetros quadrados onde vive uma população de cerca de 500 mil pessoas, nesse “grande pedaço do Sertão”, como diz o Padre Celso da Anunciação, da paróquia de São Francisco, em Paulo Afonso. Sua área de jurisdição vai de Abaré, Rodelas e Glória, na divisa com o Estado de Pernambuco, inclui Paulo Afonso, onde está a sede da administração diocesana e a residência do bispo, Santa Brígida, Pedro Alexandre, Coronel João Sá e Paripiranga, cidades que fazem divisa com os estados de Alagoas e Sergipe, vai até Ribeira do Pombal e se estende ainda pela região de Canudos.

Embora as ações pastorais na região remontem ao Século XVI, a Diocese de Paulo Afonso foi criada em 14 de setembro de 1971 por autorização do Papa João Paulo VI, através da Bula Papal “Pastoral Munus” e foi instalada em 8 de dezembro do mesmo ano.

A Diocese, nesses anos, tem sido presença decisiva no apaziguamento de ânimos como nos antigos conflitos que envolviam a Chesf e os sindicatos e, através de suas Pastorais, na busca de programas de apoio ao homem e a sua convivência com a seca e outras tantas formas de agressão a que os mais necessitados sofrem em sua caminhada por esta região sertaneja.

A história desta diocese é um grande e importante capítulo da história do próprio município de Paulo Afonso e não pode ser ignorada nem esquecida porque é através da avaliação dos registros históricos que se pode planejar os próximos passos, o futuro.

AdministraçãoEditar

Desde a sua criação, sucederam-se cinco bispos:[1]

Nome Período Notas
Bispos
Dom Guido Zendron 2008-atual
Dom Esmeraldo Barreto de Farias 2000-2007 Nomeado Bispo de Santarém
Dom Mário Zanetta 1988-1998
Dom Aloysio José Leal Penna, S.J. 1983-1987 Nomeado Bispo-coadjutor de Bauru
Dom Jackson Berenguer Prado 1971-1983

Situação GeográficaEditar

O território atual da Diocese de Paulo Afonso era denominado, nos Séculos XVI e XVII, de “SERTÃO DA BAHIA” e “SERTÃO DO SÃO FRANCISCO”, por estar situado no interior e longe do litoral, tendo como fonte de sobrevivência o Rio São Francisco. Situa-se na Região Nordeste do Estado da Bahia, no centro do Polígono das Secas.

LimitesEditar

Arquidiocese de Aracaju (SE) e as Dioceses: Floresta (PE), Palmeira dos índios (AL), Propriá (SE), Estância (SE), Alagoinhas (BA), Serrinha (BA) e Juazeiro (BA).

A Diocese de Paulo Afonso faz parte do Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe) e da Área Regional VI (Paulo Afonso, Serrinha e Feira de Santana). A mesma pertence a Província Eclesiástica de Feira de Santana.

Referências

  1. a b c d Cheney, David M. (2019). «Diocese of Paulo Afonso». The Hierarchy of the Catholic Church. Consultado em 22 de julho de 2019. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2018 

Ligações externasEditar