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Diogo Pereira foi um mercador português do século XVI.

Em 1552, foi nomeado embaixador na China, com a missão de acompanhar os jesuítas de São Francisco Xavier em sua viagem a Pequim. No caminho, porém, o missionário morreu e foi enterrado na Ilha de Sanchoão[1]. Fernão Mendes Pinto, na sua Peregrinação, relata que Pereira mais tarde removeu o corpo de Xavier de sua primeira sepultura e levou-o para Goa, onde foi novamente enterrado[2].

Diogo Pereira foi nomeado capitão-mor de Macau em 1562. No governo de acau, teria nomeado Luís de Camões para o cargo de provedor dos defutos[3].

Representante dos mercadores e ligado à Companhia de Jesus, Pereira procurou impedir ao capitão de Malaca o acesso ao comércio privado nas ilhas de Cantão. Logo entrou em conflito com os interesses da nobreza de Portugal, e acabou sendo destituído do cargo em 1565 pelo governador João de Mendonça, que para o seu lugar nomeou João Pedro Pereira[4].

Em 1566, foi encarregado por seu cunhado, Antão de Noronha, então vice-rei da Índia, de comandar uma das naus da esquadra que combateu os mouros no Oceano Índico[5].

Referências

  1. As três ilhas chinesas que guardam testemunhos históricos portugueses[ligação inativa]. Tribuna de Macau - Memória, 21 de março de 2009
  2. PINTO, Fernão Mendes. Peregrinação. Pags 607-619
  3. Roteiro Cronológico de Camões no Oriente - III[ligação inativa]. Tribuna de Macau - Memória, 12 de junho de 2009
  4. RIBEIRO, Eduardo Alberto Correia. Camões "nas partes da China" Arquivado em 3 de setembro de 2013, no Wayback Machine.
  5. FARIA E CASTRO, Damião Antonio de Lemos. História geral de Portugal e de suas conquistas. Pags. 309-311
Precedido por
Pero Barreto Rolim
Capitão-Mor de Macau
15631565
Sucedido por
João Pedro Pereira
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