Abrir menu principal

Wikipédia β

Metamizol

composto químico
(Redirecionado de Dipirona)
Estrutura química de Metamizol
Metamizole monohydrate 3D ball-and-stick.png
Metamizol
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-
4-il)metilamino] metanosulfonoico
METAMIZOL ESSENCIAL
Identificadores
CAS 68-89-3
ATC N02BB02
PubChem 80254
DrugBank DB04817
Informação química
Fórmula molecular C13H17N3O4S 
Massa molar 311,357 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade ?
Metabolismo Hepático
Meia-vida ?
Excreção   renal
Considerações terapêuticas
Administração oral, endovenosa, intra-muscular, parenteral ou retal
DL50 ?

Metamizol ou, comercialmente, dipirona é medicamento ainda utilizado principalmente como analgésico e antipirético. Encontra-se em forma essencial ou pura, não substituída cationicamente (metamizol), e nas formas substituídas cationicamente, das quais metamizol sódico (ou dipirona sódica) é a mais usual no comércio farmacêutico. Demais formas, embora disponíveis, são mais raras.
Embora ainda esteja disponível em balcão de um modo geral em todo o mundo, em alguns países (nos Estados Unidos e na maioria dos países da União Europeia), sua venda é proibida, pelo já apurado risco de agranulocitose. Porém, no Brasil, efetivamente ainda é um dos analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetilsalicílico.

Quimicamente, pode apresentar-se, como já dito, em forma essencial ou pura, não substituída cationicamente (metamizol), como ainda nas formas substituídas cationicamente metamizol sódico (ou dipirona sódica) — a forma mais usual no comércio farmacêutico, com, ainda, metamizol magnésico (ou dipirona magnésica), forma menos usual, embora disponível no comércio especializado:

1) Metamizol (dipirona primordial): é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonoico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonoico).
2) Metamizol sódico (dipirona sódica):  é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato sódico (1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato sódico).
3) Metamizol magnésico (dipirona magnésica): di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato magnésico (di[1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato] magnésico).

Há, ainda o Metamizol cálcico (dipirona cálcica): di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato cálcico (di[1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato] cálcico).
É importante ressaltar que, a despeito das proibições fundadas em pesquisas científico-médicas, as três substâncias são, a priori e em princípio, similares bioquimica e farmacologicamente. Não são, porém, idênticas, posto que a diferenciação havida pela hidrogeno-substituição por cátions (sódio, num caso; magnésio, noutro), confere especificidades bioquímicas e farmacológicas de relevo.

Índice

Formas e característicasEditar

Metamizol não substituídoEditar

(Já foi suficientemente apresentado e, de resto, é dominante em todo este artigo)

Metamizol sódicoEditar

 
Metamizol
  Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-
4-il)metilamino] metanosulfonato sódico
METAMIZOL SÓDICO
Identificadores
CAS 68-89-3
ATC N02BB02
PubChem 80254
Informação química
Fórmula molecular C13H16N3O4SNa 
Massa molar 333,076 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade ?
Metabolismo Hepático
Meia-vida ?
Excreção   renal
Considerações terapêuticas
Administração oral, endovenosa, intra-muscular, parenteral ou retal
DL50 ?

Metamizol sódico ou dipirona sódica, ou ainda dipirona sódica monoidratada.[1] Medicamento utilizado principalmente como analgésico e antipirético. A venda da dipirona é proibida nos Estados Unidos e na maioria dos países da União Europeia, pelo risco de agranulocitose. Porém, no Brasil, efetivamente é um dos analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetilsalicílico. Quimicamente é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonato sódico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato de sódio). Também é dito simplesmente metamizol ou dipirona ou ainda metilmelubrina, sem alusão ao cátion ligante, que, embora mais comumente seja o sódio, pode também ser o magnésio, originando a dipirona magnésica.

Metamizol magnésicoEditar

 
Metamizol
  Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-
4-il)metilamino] metanosulfonato magnésico
METAMIZOL MAGNÉSICO
Identificadores
CAS 6150-97-6
ATC ?
PubChem ?
Informação química
Fórmula molecular C26H32N6O8S2Mg 
Massa molar 647,02 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade ?
Metabolismo ?
Meia-vida ?
Excreção ?
Considerações terapêuticas
Administração oral
DL50 ?

Dipirona magnésica (ou dipirona magnesiana, também metamizol magnésico (ou metamizol magnesiano) é droga antinflamatória não-estereoidal (AINE) utilizada como analgésico e antitérmico.[2] Quimicamente é o di[2,3-dimetil-1-fenil-5-pirazolona-4-metilamino-metanossulfonato] de magnésio: C26H32N6O8S2Mg.

Dipirona magnésica costuma ser referida como "versão magnésica (ou magnesiana) do metamizol sódico", muito embora suas especificidades bioquímicas e farmacológicas superem muito essa comparação simplista.

Metamizol cálcicoEditar

(Pode ser referido como homólogo alcalino-terroso de metamizol magnésico, embora tenha suas particularidades bioquímicas e farmacológicas)

Metamizol
  Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-
4-il)metilamino] metanosulfonato cálcico
METAMIZOL CÁLCICO
Identificadores
CAS 6150-97-6
ATC ?
PubChem ?
Informação química
Fórmula molecular C26H32N6O8S2Ca 
Massa molar 661,79 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade ?
Metabolismo ?
Meia-vida ?
Excreção ?
Considerações terapêuticas
Administração oral
DL50 ?

Metamizol cálcico (ou dipirona cálcica) é droga antinflamatória não-estereoidal (AINE) utilizada como analgésico e antitérmico. Quimicamente é o di[2,3-dimetil-1-fenil-5-pirazolona-4-metilamino-metanossulfonato] de cálcio: C26H32N6O8S2Ca.

Histórico e culturaEditar

Metamizol foi usado medicamente, pela primeira vez, na Alemanha, em 1922 sob a marca "Novalgin®" e, por muitos anos, foi disponível como droga de venda livre na maioria dos países, até que suas toxicidades apareceram.[3] Metamizol é comercializado sob várias formas e vários nomes comerciais.[4]

Status legalEditar

Metamizol (notadamente metamizol sódico) foi banido da Suécia em 1974 e dos Estados Unidos em 1977; mais de trinta países incluindo Japão, Austrália e a maioria dos países integrantes da União Europeia tomaram a mesma decisão. Nesses países a droga ainda é utilizada como medicamento veterinário. Algumas companhias farmacêuticas, particularmente Hoechst e Merck, continuam a desenvolver drogas que contenham o metamizol sódico e as comercializam em alguns países.[5][6][7]

No resto do mundo (especialmente na Espanha, México, Brasil, Índia, Rússia, Macedônia, Bulgária, Romênia, Israel e países do terceiro mundo), o metamizol sódico ainda encontra-se largamente disponível e continua sendo considerado um dos mais populares analgésicos.

Metamizol sódico recebeu um breve momento de atenção na mídia americana em 2001[8] quando um imigrante latino foi internado em uma clínica em Salt Lake City com sintomas clínicos de agranulocitose. Foi descoberto que a droga continuava muito popular entre os imigrantes mexicanos e livremente disponível em lojas de imigrantes latinos.

IndicaçãoEditar

Indicado usualmente como analgésico e antipirético.

Dipirona sódica ou metamizol sódico tem como ação primária antipirética e secundária analgésica, mas não apresenta atividade anti-inflamatória. O uso da dipirona é totalmente contraindicado durante a gravidez e lactação, podendo acarretar inúmeros danos ao bebê.[9]

ContraindicaçõesEditar

Hipersensibilidade prévia (como agranulocitose ou anafilaxia) ao metamizol ou a qualquer um dos excipientes (por exemplo, lactose) na preparação usada; porfiria aguda, hematopoiese prejudicada (como devido ao tratamento com agentes quimioterápicos); terceiro trimestre de gravidez (potencial para efeitos adversos no recém-nascido); lactação; crianças com massa corporal abaixo de 16 kg; história de asma induzida por aspirina; e outras reações de hipersensibilidade aos analgésicos.

Interações conhecidas
Droga(s) Interação/razão para potencial teórico de indução
Ciclosporina Níveis séricos diminuídos de ciclosporina.
Clorpromazina Hipotermia aditiva (baixa temperatura corporal) pode ocorrer.
Metotrexato Risco aditivo de toxicidade hematológica (sangue).

Anticoagulantes orais (afinadores sanguíneos)s, carbonato de lítio, captopril, triantereno e anti-hipertensivos podem também interagir com metamizol, como outras pirazolonas por interagir adversamente com tais substâncias.

SuperdosagemEditar

Considera-se razoavelmente seguro em superdosagem, mas normalmente se aconselham medidas de suporte, como as limitadoras de absorção (carvão ativado) e incremento de excreção (hemodiálise)[10]

Físico-químicaEditar

Disponível como ácido sulfônico, ou sal de cálcio, magnésio ou sódio (mais comum). O sal sódico mono-hidratado é pó branco/quase cristalino, fotossensível, muito solúvel em água e etanol e quase insolúvel em diclorometano][11]

FarmacologiaEditar

Seu mecanismo preciso de ação é ainda desconhecido, embora se acredite que a inibição da síntese de prostaglandina (moléculas parecidas com gordura que estão envolvidas na inflamação, dor e febre) possa estar envolvida. Recentemente, os pesquisadores descobriram outro mecanismo potencial envolvendo metamizol como pró-fármaco. Nessa proposta, ainda não verificada por outros pesquisadores, o próprio metamizol decompõe-se em outras substâncias químicas que são os agentes ativos reais. O resultado é um par conjugado canabinoide e AINE (ácido araquidônico)[necessário esclarecer] (embora não no estrito signficado químico da palavra para sub-metabólitos de metamizol,[12] conquanto estudos em animais tenham demonstrado que CB1 canabinoide receptor não está envolvido na analgesia induzida por metamizol).[13] Entretanto, parece inibir febres causadas por prostaglandinas, especialmente prostaglandina E2[14]Ele parece produzir efeitos terapêuticos por meio de seus metabólitos, especialmenteN-metil-4-aminoantipirina (MAA) e 4-aminoantipirina (AA).

Farmacologia dos principais metabólitos de metamizol
Metabólito Acrônimo Biologicamente ativo? Propriedades farmacocinéticas
 
N-metil-4-aminoantipirina
MAA
SIM
Biodisponibilidade ≈90%. Ligação proteico-plasmática: 58%. Excretada na urina como 3±1% da dose (oral) inicial
 
4-aminoantipirina
AA
Sim
Biodisponibilidade≈22.5%. Ligação proteico-plasmática: 48%. Excretada na urina como 6±3% da dose (oral) inicial
 
N-formil-4-aminoantipirina
FAA
NÃO
Ligação proteico-plasmática: 18%. Excretada na urina como 23±4% da dose (oral) inicial
 
N-acetil-4-aminoantipirina
AAA
NÃO
Ligação proteico-plasmática: 14%. Excretada na urina como 26±8% da dose (oral) inicial

Mecanismo de açãoEditar

Após a administração, o metamizol sódico é completamente hidrolisado em sua porção ativa, 4-N-metilaminoantipirina (MAA). Principalmente o MAA, mas também o 4-aminoantipirina (AA), contribuem para o efeito clínico. É inibidor seletivo de prostaglandina F2-alfa.[15]

Reações adversasEditar

Reações anafiláticas com os seguintes sintomas na pele ou mucosas:

Também foram relatados dispneia e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais.

Entre outras reações adversas encontram-se:

E em casos isolados e/ou raramente:

Outras informaçõesEditar

  • Vias de administração: oralparenteral e retal
  • Metabolismo: hepático
  • Excreção: renal
  • Meia-vida plasmática (4 em 4 horas)
  • Dose máxima diária: 4 g

Riscos de agranulocitoseEditar

Metamizol sódico foi sintetizado por primeiro Alemanha em 1920, por Hoechst AG e, em 1922, iniciou-se a produção em massa. Permaneceu disponível mundialmente até a década de 1970, quando foi descoberto que havia risco de causar agranulocitose, doença potencialmente fatal.

Conforme estudos recentes (2002) de Dr. Anthony Wong (USP),[16] a taxa de incidência de agranulocitose causada pelo metamizol sódico está entre 0,2 e 2 casos por milhão de pessoas com alguns dias de uso,[17] contando com aproximadamente 7% dos casos fatais (considerando que todos os pacientes tiveram acesso a cuidados médicos urgentes). Pelo que se pode esperar entre 60 e 600 mortes anuais num país de 300 milhões de habitantes devido ao metamizol sódico, levando em consideração que todo cidadão faça uso da droga ao menos uma vez ao mês. Essa taxa não é muito alta se comparada com outras drogas como, por exemplo, a clozapina, conhecida por ter uma taxa 50 vezes maior de causar agranulocitose. Entretanto, desde a década de 1970, alguns países vêm considerando essas taxas de risco muito grandes para um analgésico de venda não controlada, em razão do que têm-lhe progressivamente conferido o status legal de proibição à prescrição médica e comercialização.

Em 1998, Andrade et al. conduziram meta-análise para comparar estudos epidemiológicos de 1975 a 1995 e estimaram que a mortalidade por milhão de casos obtidos da comunidade de agranulocitose, de anemia aplástica, de anafilaxia e de complicações sérias do trato gastrointestinal superior era 592 para diclofenaco, 185 para aspirina, 25 para metamizol sódico e 20 para paracetamol.[18] O CIOMS IV (Council for International Organizations of Medical Sciences, análises de benefício-risco), no mesmo ano, reportou que o risco de mortalidade para as mesmas condições eram: diclofenaco = 5,92, aspirina = 2,03, metamizole = 0,20 e paracetamol = 0,25. Esses estudos sugerem que os riscos de reações adversas para metamizol sódico são similares dos para paracetamol, uma droga usualmente tida como bem segura. De acordo com a conclusão do CIOMS IV “Novos métodos de estudos epidemiológicos têm mostrado que os riscos de agranulocitose (1,7 por milhão) devido ao metamizol sódico foram exagerados nos anos de 1970”.[19]

Nomes comerciaisEditar

Comercialmente, conhece-se pelos nomes Dipidor®, Novalgina®, Neosaldina®, Lisador®, Nolotil®[carece de fontes?], Anador® entre outros, até também pelo próprio nome dipirona.

Referências

  1. Dipirona monoidratada (comprimidos)
  2. www.infopaciente.com (outubro de 2000). «Nolotil ® cápsulas». Consultado em 28 de abril de 2017. 
  3. United Nations Department of Economic and Social Affairs (Consolidated List of Products Whose Consumption and/or Sale Have Been Banned, Withdrawn, Severely Restricted of Not Approved by Governments - 12th ed., pp=171–5
  4. The Complete Drug Reference (Pharmaceutical Press, 2013/12/13)
  5. United Nations Department of Economic and Social Affairs (Consolidated List of Products Whose Consumption and/or Sale Have Been Banned, Withdrawn, Severely Restricted of Not Approved by Governments, 12th ed., pp= 171–5)
  6. Pogatzki-Zahn E, Chandrasena C, Schug SA. Nonopioid analgesics for postoperative pain management. Curr Opin Anaesthesiol. 2014/10/27. Department of Economic and Social Affairs of the United Nations Secretariat (Consolidated List of Products Whose Consumption and/or Sale Have Been Banned, Withdrawn, Severely Restricted or not Approved by Governments Fourteenth Issue)
  7. Novel bioactive metabolites of dipyrone (metamizol)
  8. Metamizole Use by Latino Immigrants: A Common and Potentially Harmful Home Remedy
  9. Site Portal Bebês.
  10. ID = 28 & cmd = getFile & getFile_cid = 0900972f80210633 Fachinformation (Zusammenfassung der Merkmale des Arzneimittels) Novaminsulfon injekt 1000 mg Lichtenstein Novaminsulfon injekt 2500 mg Lichtenstein
  11. Direção Europeia da Qualidade dos Medicamentos e Cuidados de Saúde (EDQM) | author3 = Rada Europy | author4 = Comissão Europeia da Farmacopeia | author5 = Direção Europeia da Qualidade dos Medicamentos e Cuidados de Saúde | title = Farmacopeia Europeia: Publicado de acordo com a Convenção sobre a Elaboração de uma Farmacopeia Européia (European Treaty Series No. 50) | ano = 2013 | editora = Conselho da Europa | isbn = 978-92-871-7527-4}}
  12. Jasiecka, A; Maślanka, T; Jaroszewski, JJ (2014). «Pharmacological characteristics of metamizole». Polish Journal of Veterinary Sciences. 17 (1): 207–14. PMID 24724493. doi:10.2478/pjvs-2014-0030 
  13. Involvement of cannabinoid CB1 receptors in the antinociceptive effect of dipyrone
  14. The dipyrone metabolite 4-MAA induces hypothermia and inhibits PGE2-dependent and -independent fever while 4-AA only blocks PGE2 -dependent fever
  15. Vademécum 2006-2007 (P.R. Vademécum ABIMIP 2006/2007)
  16. Dr. Anthony Wong in WHO Pharmaceuticals Newsletter No. 1, 2002, p.15
  17. Dr Anthony Wong in WHO Pharmaceuticals Newsletter No. 1, 2002, p.15
  18. Andrade SE, Martinez C, Walker AM. Comparative safety evaluation of non-narcotic analgesics. J Clin Epidemiol 1998; 51: 1357-1365
  19. CCIOMS WORKING GROUP IV – Geneva, 1998 – Benefit-Risk Balance of Marketed Drugs: Evaluating Drug Signals.