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Diretório Central dos Estudantes Mário Prata

Diretório Central dos Estudantes Mário Prata
(DCE-UFRJ)
Logótipo
Fundação 1930 (89 anos)
Sede Rio de Janeiro, RJ

O Diretório Central dos Estudantes Mário Prata, também conhecido oficialmente como DCE-UFRJ, é um diretório estudantil, sendo, portanto, a entidade de representação máxima estudantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro.[1] Representa tanto os campi sede como os campi fora de sede da referida universidade, abrigando todos os centros acadêmicos da UFRJ.[2]

HistóriaEditar

Com uma história muito rica, foi fundado em 1930, no âmbito do fervor político ocasionado pelo Golpe de Estado de 1930 que derrubou o regime da República Velha; sendo, portanto anterior à União Nacional dos Estudantes (fundada em 1937)[3].

Em seus primeiros anos foi muito combativa, tendo participado junto com a UNE da tomada do Clube Alemão durante a segunda grande guerra, da qual fez deste clube sua primeira sede própria[4]; teve relevante atuação nas campanhas de redemocratização após o Estado Novo, na campanha "O Petróleo é Nosso" e no endosso às reformas de base de Jango[5].[6]

Foi uma entidade bastante representativa até que foi fechado pelo regime militar.[7]. Várias lideranças do movimento estudantil foram assassinadas, entre elas, o estudante Mario Prata que era o presidente do DCE-UFRJ.[8]

A partir de fins da década de 1970 quando ocorreu a gradual abertura política, os diretórios acadêmicos tiveram permissão para atuar de novo, sendo o DCE Mário Prata refundado em 1979[9]. O DCE da UFRJ homenageou o seu último presidente passando a se chamar DCE Mário Prata.[10] Entre os diversos alunos que participaram da reativação do DCE encontram-se Mário Furley Schmidt[11] e alguns dos integrantes da Turma do Casseta & Planeta, como Marcelo Madureira,[12] Beto Silva[13] e Hélio de la Peña.[14]

Participou ativamente nas movimentações do Fora Collor e do movimento dos caras-pintadas, pelo impeachment do presidente Fernando Collor[15]

Na década de 1990 foi um dos movimentos de frente contra as privatizações do governo FHC, em especial do sistema Telebrás, da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce[15].

Referências

  1. Chapa “Juntos pela UFRJ” vence as eleições no DCE Mário Prata - Jornal Hora do Povo, 2006
  2. Estudantes da UFRJ vão às urnas para eleger DCE Mário Prata - ADURJ
  3. FÁVERO. Maria de Lourdes de A. A UNE em tempos de Autoritarismo. Rio de Janeiro. Editora da UFRJ, 1995.
  4. LISSOVSKY, M. Refúgio do Olhar - a Fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos Anos 1940. [S.l.]: Editora Casa da Palavra, 2013. p. 40
  5. LACERDA, G.E. Memórias estudantis e a história da transição: a atuação do movimento estudantil na luta "pelas liberdades democráticas". Santos: Anais Eletrônicos do XXII Encontro Estadual de História da ANPUH/SP, 2014
  6. DCE - IE/UFRJ
  7. MÜLLER, A. A resistência do movimento estudantil brasileiro contra o regime ditatorial e o retorno da UNE à cena pública (1969-1979). São Paulo: Universidade de São Paulo - Université de Paris 1 – Panthéon Sorbonne/Centre d’Histoire Sociale du XXème Siècle, 2010
  8. Mário de Souza Prata Arquivado em 19 de março de 2016, no Wayback Machine. - MEPR
  9. MÜLLER, A. No caminho à democracia: o processo de reconstrução da União Nacional dos Estudantes. Revista Acadêmica Dimensões/Universidade Salgado de Oliveira, vol. 32, 2014, p. 128-147. ISSN: 2179-8869
  10. Entrega da medalha Pedro Ernesto para o DCE Mário Prata - Diretório Central dos Estudantes da UFRJ - Evento Central
  11. «O mistério do professor Schimidt». Consultado em 23 de fevereiro de 2012 
  12. «A³P recebe o humorista Marcelo Madureira». Consultado em 23 de fevereiro de 2012 
  13. «Blog do Beto Silva - Eu fiz um discurso». Consultado em 4 de março de 2012 
  14. «HISTÓRIA DO CASSETA & PLANETA». Consultado em 23 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 22 de setembro de 2008 
  15. a b RAMACCIOLLI, B.; EDMUNDO, L.. Movimento Estudantil: Documentação: 1970 – 1989 (período abrangido). Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro. 2001.