Discussão:Gênero não binário

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HífenEditar

@Yanguas: olá! Até onde sei o não funciona tal como um prefixo ante os substantivos, daí a necessidade de hífen para identificar o novo substantivo. Quando está ao lado de adjetivos funciona normalmente, sem hífen, já que advérbios acompanham adjetivos (e verbos e outros advérbios), mas nunca substantivos. Onde viu que a "ortografia agradece" a retirada do hífen? --Luan (discussão) 14h36min de 1 de agosto de 2018 (UTC)

Caro Luan, o NAO extinguiu a figura do não como prefixo (o que justificaria sua anexação com hífen ao termo seguinte), devolvendo-o à mera condição de advérbio, ao contrário de bem e mal, por exemplo, outros advérbios que podem assumir a função de prefixo, como em bem-vindo e mal-entendido. Yanguas diz!-fiz 15h52min de 1 de agosto de 2018 (UTC)
@Yanguas: De primeira, imagino que quis escrever "AO" e não "NAO". Segundo, pode me mostrar onde está essa extinção promovida pelo AO? Por fim, em "Não binaridade" o "não" não tem como ser advérbio. Advérbios acompanham verbos (ex.: escreveu ontem), adjetivos (ex.: muito bonito) ou outros advérbios (ex.: bem rapidamente). Como "binaridade" é um substantivo, o que está ao lado dele tem de ser um artigo, adjetivo, pronome ou numeral. Consultando o Dicio, o Aulete, o Priberam e o Michaelis, a entrada "não" somente é registrada como advérbio ou substantivo. O Priberam inclusive registra a entrada "não-", o prefixo. Então, há algo de bastante estranho aí nesse teu comentário. Para ir mais fundo, consultei algumas outras fontes. Elas levam à conclusão de que há uma tentativa de eliminação do hífen posterior e exterior ao AO1990. Nesse sentido estão principalmente, o FLiP/Lucas CAMPOS, Lucas CAMPOS e Cláudio Moreno; Ciberdúvidas/Carlos Rocha e Grupo Folha-UOL/Paulo Ramos não fazem menção ao AO e suposta proibição ao recomendar a hifenização; Sérgio Nogueira trata de como era antes do AO e a eliminação posterior ao acordo, sem mencionar qual parte do AO1990 prevê a eliminação; José Maria da Costa se posiciona contra o hífen, mas se baseando em algo inexistente na "Lei Eduardo Ramos" (decreto de n. 726, de 8/12/1900) e interpretando a lacuna do acordo, sem nem questionar qual seria a função morfológica de "não" não hifenizado ao lado dum substantivo ou qual seria o processo de formação de nova palavra (se prefixação ou justaposição) para indicar a pertinência ao vazio de qual inciso do acordo (pois poderia ser inclusive "nãoagressão", por exemplo) — além do mais, razões óbvias impedem a regulamentação minuciosa de todos e quaisquer (pseudo-)prefixos da língua portuguesa, uma língua viva, portanto, dinâmica. --Luan (discussão) 16h08min de 2 de agosto de 2018 (UTC)
Caro Luan, eu não me enganei, referi-me ao NAO, uma das formas como é chamado. Os dicionários registram uso, o que não implica ser recomendado. Basta ver que é possível encontrar o substantivo "perca" no Houaiss, mas ninguém o usaria num texto em norma culta, como se pretende na Wikipédia. Normas gramaticais e ortográficas não "proíbem", apenas indicam o que é lícito. Por exemplo, nada proíbe grafar "exêmplo", com acento, simplesmente não há regra que o justifique. Eu concordo com a maior parte de sua argumentação, mas o ponto principal é: não não é prefixo, logo não pode ser acompanhado de hífen. Boas. Yanguas diz!-fiz 17h28min de 2 de agosto de 2018 (UTC)
Não sabia dessa outra sigla, Yanguas. Sobre "'não' não é prefixo", o que seria então? Um falso prefixo? Qualquer outro tipo de elemento de composição? Ainda assim, nesses casos, os termos devem ser hifenizados. Fora desses casos, chegamos a algo "ilícito" (como disse), fora das normas gramaticais. --Luan (discussão) 22h33min de 13 de agosto de 2018 (UTC)

Sem explicação do que seria o "não", conforme demonstrei acima, e mais o erro em "binaridade" conforme Ciberdúvidas, renomeei o artigo. --Luan (discussão) 16h51min de 6 de dezembro de 2018 (UTC)

@Yan Victor de Brito: veja a discussão aqui, as regras gramaticais preveem uso do hífen. --Luan (discussão) 15h24min de 12 de fevereiro de 2019 (UTC)

Binariedade e binaridadeEditar

Binaridade vem de aridade, logo não é ariedade e sim aridade. Binariedade me soa apenas uma especificidade para não-binárie(a/o) como gênero. Tanto que aqui auto-corrigi-se binariedade para binaridade. A edição de Luan é válida mas não anula a outra ou mais correta, binaridade.comentário não assinado de Sbonetti (discussão • contrib) (data/hora não informada)

@Sbonetti: suas alterações foram revertidas, pois removeu fonte confiável e fez adições sem referenciar as fontes que a suportariam. Esse achismo com "aridade" não se sustenta frente à fonte do Ciberdúvidas, tampouco as outras invenções postas. Antes de mudar, por favor, exponha aqui sua argumentação de forma devida, sem ineditismos. --Luan (discussão) 18h46min de 14 de dezembro de 2018 (UTC)
@Luan: a fonte que você colocou não era 100% confiável, aparentemente era apenas um fórum no qual Carlos Rocha deu uma opinião. No wikcionário tem uma página sobre binarity, e não há sobre binariety. Logo, não é achismo meu, mas sim prescritivismo seu e crença sua num achismo de outro. Fora que se você pesquisar sobre não-binaridade, encontrará diversos artigos acadêmicos, até mais do que com não-binariedade. Então sua remoção para a sinonímia é descabida. --Sbonetti (discussão) 16h49min de 16 de dezembro de 2018 (UTC)
@Sbonetti: o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa é uma fonte lexicográfica confiável e recorrentemente utilizada na Wikipédia — sua avaliação é fruto de viés cognitivo e gosto pessoal. E, pelo visto, preciso lembrar o óbvio e evidente: estamos na Wikipédia em português, logo sua frase sobre wikt:binarity não tem cabimento — ainda assim, apenas aponto wikt:solidarity. --Luan (discussão) 19h17min de 16 de dezembro de 2018 (UTC)
@Luan: meu gosto pessoal para este caso, o de gênero, é por binariedade, meu apelo é apenas pela preservação do sinônimo, muito utilizado noutros artigos, que poderia linkar (x), (x), ([http://pt-br.identidades.wikia.com/wiki/N%C3%A3o-binaridade_de_g%C3%AAnero x]), (x, (x), (x),. O sufixo é -dade, o prefixo certo poderia ser tanto binari- quanto binarie-, sendo o segundo derivado do adjetivo neolinguístico binárie (gênero-neutro de binário e binária). Se você retira uma forma, ela simplesmente aparecerá quando pesquisarem. --Sbonetti (discussão) 19h40min de 16 de dezembro de 2018 (UTC)
@Sbonetti: as fontes que você apontou não sustentam essa ortografia como a vigente da norma padrão, tal como essas fontes não podem dizer que "reinvindicar" esteja certo, no lugar de "reivindicar". Tampouco, essas para "mulçumano" em detrimento de "muçulmano". Dentre vários outros exemplos. Em adição ao Ciberdúvidas, trago explicações também do FLiP (da Priberam) e do Mural de Consultas (do Instituto Euclides da Cunha) sobre o uso dos sufixos -idade e -iedade; e há também o esqueminha bem mastigadinho da coluna Pensar a Língua do funchalnoticias.net sobre os mesmos sufixos. --Luan (discussão) 21h47min de 20 de dezembro de 2018 (UTC)
@Luan: este artigo e estudo psicanalítico foi publicado após nossa discussão, usando binaridade de gênero. Assim como binarismo também já foi usado em artigos científicos. Três pesquisas no google acadêmico mostram que binariedade (1.260 resultados) é menos utilizada que binarismo (20.200) e binaridade (1.340). Então acho que mesmo que um seja mais certo que outro, cabe citar todas as possibilidades, para que seja encontrada mais facilmente. --Sbonetti (discussão) 19h17min de 2 de fevereiro de 2020 (UTC)

Proposta à renomeaçãoEditar

Foi proposta a renomeação do artigo de "Não-binariedade" para "Gênero não-binário" por CaiusSPQR (cf. especial:diff/56826416). A razão oferecida foi: Padronização e associação a/contraste com Gênero binário. Ortograficamente, eu posso acrescentar à proposta que o hífen não seria tão necessário (mas de alguma forma ainda possível), já que o não pode ser classificado aí como um advérbio comum que está acompanhando um adjetivo. Mas, a questão principal é a razão oferecida, pois ela se atentou somente a um outro artigo para propor a mudança. Por outro lado, há Bigeneridade, Pangeneridade, ao mesmo tempo em que também há Terceiro gênero e Transgénero. Este último chegou a ser renomeado ao estilo dos dois primeiros por Sbonetti, mas foi desfeita a renomeação do último por JMagalhães. Os dois primeiros continuaram com os novos nomes. A razão para tais renomeações, por exemplo aqui, foi: além de não ter distinção português de Portugal e do Brasil (com sufixos -género e -gênero), neutraliza-se pois não há adjetivo -o. Espero que a discussão seja mais ampla, tanto em relação aos resultados, quanto aos fatores que a fundamentem. --Luan (discussão) 14h54min de 30 de novembro de 2019 (UTC)

@Luan: Fiz o pedido de moção porque há um contraste direto com Gênero binário como explicado antes. É válido justificar a permanência de Não-binariedade como título do artigo, mas não é possível utilizar termos como bigeneridade ou pangeneridade (ou qualquer outro termo que termina com -generidade) como títulos de artigos nem os utilizar como argumento em favor de Não-binariedade, visto que são neologismos que ainda não se encontram em dicionários ou em fontes fiáveis consideráveis. É necessário mover tais artigo para suas contrapartes que terminam com -género, pois se encontram em fontes fiáveis, mas este não é o propósito desta discussão. —CaiusSPQR(discussão) 16h13min de 30 de novembro de 2019 (UTC)
@CaiusSPQR: Por mais que CaiusSPQR esteja sendo plausível quanto gênero binário, está sendo especioso quanto a identidade não-binária. Ageneridade (a nulidade de gênero) não é um gênero não-binário, mas sim uma identidade não-binária que se refere a uma generidade (identidade de gênero) que é nula. Sei que a palavra generidade é neolinguística, por tanto, me ponho contrária a mudança de não-binariedade para gênero não-binário, pois está sendo injusta e indiretamente errônea (ou excludente) quanto a questão de pessoas agêneras/indivíduos agêneros. Se possível coloquem "identidade de gênero não-binária" ou apenas "identidade não-binária", do contrário deixem assim. Quanto a gênero binário consta-se correto, pois ageneridade não se encontra na binaridade de gênero, mas sim a presença de gênero (que seria a mulheridade (gênero feminino) ou a homenidade (gênero masculino), que são comgêneres (comgêneros/comgêneras/comgeneridades, não são agêneres/ageneridades). Devo acrescentar que generidade é conhecida em inglês como gender-ness, uma proposta ao -generismo de transgenderism, para despatologizar a palavra. -dade é a qualidade das coisas. —SBonetti|(discussão) 13h36min de 13 de dezembro de 2019 (UTC)
@Sbonetti: Discordo que "género não-binário" seja excludente ou injusto. O artigo não é sobre agénero especificamente, e a própria inclusão de agénero neste artigo seja problemática pois agénero significa quem se identifica sem género ou identidade de género, então "identidade não-binária" recai sobre o mesmo problema que "género não-binário". "Não-binariedade" não se encontra em dicionários, e mesmo como neologismo não é tão comum quanto outros termos, como "não-binário". Outro ponto é que a própria referência para agénero neste artigo possui como título "Gêneros Não-Binários: Identidades, Expressões e Educação" [1]. Ora, o título do artigo é impróprio? Talvez, mas mesmo assim não há uma boa alternativa que solucione este impasse. Deve-se também considerar que o mais importante não é o título do artigo, mas o conteúdo. Talvez a melhor solução para "agénero" seria sua própria secção (que relate sua peculiaridade em relação aos outros géneros/identidades de género) ou artigo? Acha que isto pode resolver este problema? —CaiusSPQR(discussão) 06h46min de 16 de dezembro de 2019 (UTC)
@CaiusSPQR: o artigo cita o uso de "identidade não-binária", o título trata de gêneros no plural, sendo a ageneridade um gênero nulo, uma das identidades não-binárias. Se ela não fosse uma não-binaridade, não haveria a cor preta na bandeira, por mais que clara/pálida, representando a nulidade de gênero, na perspectiva fotológica. Ainda assim, pode-se renomear para "Géneros não-binários" invés de só um, visto que são vários os termos abarcados pela abrangência identitária. Conversei com algumas pessoas não-binárias e elas concordam que pode parecer incerto chamar não-bináriedade de um gênero, dando a entender que é uma monogeneridade. Isso fará com que o termo se torne multiléxico (frase). Mas de qualquer forma, estará sendo concordante para com as línguas em inglês, espanhol e italiano, mas antes em francês era genre non-binaire também, agora só non-binaire. A mudança pode até acontecer, mas futuramente podem querer remudar.—SBonetti|(discussão) 16h39min de 26 de dezembro de 2019 (UTC)
@Sbonetti: Este artigo na Wikipédia não pode estar no plural porque títulos de artigos devem estar no singular quando possível. É possível encontrar muitas fontes que utilizam o termo "género não-binário", então não é algo incomum. Eu acho que "não-binário" seja um termo melhor que "género não-binário", mas é demasiado ambíguo, visto que "binário" possui diversas aceções, e "não-binário", por associação, também possui. O acha de utilizarmos "Gênero não-binário" como título do artigo, por ser suficientemente desambíguo, mas utilizar somente "não-binário" no artigo, em vez de "género não-binário"? --CaiusSPQR(discussão) 19h55min de 28 de dezembro de 2019 (UTC)
@Pórokhov: por mim pode mudar, mas imagino que no futuro haja alguém que vá sugerir para não-binárie, quando for reconhecido a neolinguagem. —Sbonetti discussão 16h19min de 12 de janeiro de 2020 (UTC)
@Sbonetti: Obrigado. Não-binárie é um termo menos ambíguo que qualquer outro, e transmite a mesma ideia sem utilizar os géneros gramaticais ao contrário de "não-binário". Infelizmente, hoje é necessário contornar estes e outros problemas, como termos que embora sejam suficientemente bons como "género não-binário" e "identidade não-binária", mas que ainda tem problemas, como o que apresentou na discussão. --CaiusSPQR(discussão) 04h18min de 17 de janeiro de 2020 (UTC)
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