Doce de leite

O doce de leite é um doce à base de leite e açúcar e tradicional em vários países da América Latina. Geralmente é feito ao se ferver leite com açúcar ou cozinhando leite condensado, sendo usado em balas e outras comidas doces, como bolos, biscoitos ou sorvete e em alguns lugares, é apreciado com torradas ou utilizado como recheio de churros.

Um pote de doce de leite

As variações mais comuns do doce são a pastosa e a sólida (que pode ser cortada em barras ou pedaços), que se diferenciam por sua consistência.

OrigemEditar

A origem do doce de leite é incerta, mas está ligada à rápida expansão na produção de sacarose de cana-de-açúcar nas ilhas ibéricas atlânticas, no século XV, e no Brasil, América Central e Antilhas a partir do século XVI e à possibilidade de seu uso para preservação do leite. Como primeiro edulcorante de produção em grande escala, o açúcar da cana passa a ser usado na conservação de vários produtos orgânicos, inclusive o leite de vaca ou de cabra, dando origem a produtos similares ao doce de leite atual, pastoso ou sólido, em toda a América Latina e em determinadas localidades ibéricas.

Uma versão patriótica argentina afirma que ele teria sido inventado por Juan Manuel de Rosas, um político argentino do século XIX. Ele estaria preparando um pouco de leite quente numa tarde de inverno, quando alguém bateu à porta. Ele esqueceu a panela no fogo, dando origem ao doce de leite.[1]

Variações regionaisEditar

 
Doce de leite de corte produzido em Santana do Paraíso, Brasil.

No Brasil, o doce é produzido em escala industrial por empresas beneficiadoras de laticínios, além de produção artesanal, quando é comercializada por pequenas marcas. Na Colômbia ele é chamado de arequipe[2], manjar blanco[3] e panelitas de leche[4]. Na Argentina, as marcas mais populares são La Serenísima e Sancor, já na Venezuela, o doce é tradicionalmente feito na cidade de Coro, onde é vendido puro ou com chocolate (dulce de leche con chocolate). No México, ele é chamado de cajeta [5] por associação às pequenas caixas de madeira nas quais o doce é vendido. Nesse país, o doce é feito com metade de leite de vaca e metade de leite de cabra [6].

Na França, a confiture de lait é também muito popular, especialmente na região Normandia e pode ser aromatizada com avelãs ou chocolate.

Recorde BrasilEditar

Em agosto de 2014, a cidade de Ipanema registrou o recorde de maior doce de leite do país, ao preparar a guloseima com 507,5 kg. O fato foi registrado e certificado pelo RankBrasil e o doce foi distribuído na edição da Festa do Queijo da cidade.[7]

Outros nomesEditar

Referências

  1. «Historia del dulce de leche | Todo Dulce de leche :: TodoDulcedeLeche.com.ar». tododulcedeleche.com.ar. Consultado em 31 de julho de 2016 
  2. Novoa Castro, Carlos Fernando (8 de dezembro de 2018). «Arequipe o dulce de leche». Editorial Universidad Santiago de Cali: 65–92. ISBN 978-958-5522-46-6. doi:10.35985/9789585522466.2. Consultado em 2 de janeiro de 2022 
  3. Ramírez Navas, Juan Sebastián; Novoa, Diego Fabián (8 de dezembro de 2018). «Manjar blanco del Valle». Editorial Universidad Santiago de Cali: 117–146. ISBN 978-958-5522-46-6. doi:10.35985/9789585522466.4. Consultado em 2 de janeiro de 2022 
  4. Ramírez Navas, Juan Sebastián (8 de dezembro de 2018). «Panelitas de leche». Editorial Universidad Santiago de Cali: 173–202. ISBN 978-958-5522-46-6. doi:10.35985/9789585522466.6. Consultado em 2 de janeiro de 2022 
  5. Vélez Ruiz, Jorge Fernando (8 de dezembro de 2018). «La cajeta, un dulce de leche de cabra». Editorial Universidad Santiago de Cali: 93–116. ISBN 978-958-5522-46-6. doi:10.35985/9789585522466.3. Consultado em 2 de janeiro de 2022 
  6. Os doces de leite na América Latina Slow F. Brasil
  7. Cidade bate recordes com o maior queijo minas e o maior doce de leite do Brasil Arquivado em 9 de agosto de 2014, no Wayback Machine.Portal R7