Insuficiência venosa crónica

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Insuficiência venosa crónica
As varizes são um dos sintomas de insuficiência venosa
Especialidade Cardiologia
Sintomas Sensação de peso, dor, prurido, formigueiro, irritação da pele, edema, varizes[1]
Complicações Trombose venosa profunda, embolia pulmonar, úlceras varicosas[2]
Fatores de risco Sexo feminino, > 50 anos, obesidade, gravidez, antecedentes familiares, fumar, antecedentes de coágulos sanguíneos, falta de exercício físico, permanecer sentado ou em pé por longos períodos de tempo[1]
Método de diagnóstico Sinais e sintomas, ecodoppler venoso[1]
Tratamento Alterações no estilo de vida, meias de compressão, medicamentos, cirurgia.[1]
Classificação e recursos externos
CID-10 I87.2
CID-9 459.81
DiseasesDB 13734
MedlinePlus 000203
eMedicine 461449
MeSH D014689
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Insuficiência venosa crónica (IVC) é uma condição médica em que as válvulas das veias não funcionam corretamente, fazendo com que o sangue se acumule e exerça pressão nas paredes das veias.[1] Os sintomas manifestam-se principalmente nas pernas e tornozelos. Os mais comuns são sensação de peso, dor, prurido, formigueiro, irritação da pele, edema (pernas inchadas) e varizes (dilatação das veias).[1] Quando a doença não é tratada, a pressão faz com que as veias dilatem, rompendo os vasos capilares.[1] Isto causa hiperpigmentação e fibrose da pele e tecidos subcutâneos. Entre as complicações graves da doença não tratada estão trombose venosa profunda, embolia pulmonar e úlceras varicosas difíceis de tratar e vulneráveis a infeções.[2]

As veias nas pernas transportam o sangue venoso de volta para o coração. Estas veias possuem válvulas que impedem o refluxo e asseguram que o sangue flui numa única direção. Na insuficiência venosa crónica, estas válvulas não funcionam corretamente, fazendo com que o sangue se acumule nas veias.[1] Entre os fatores de risco da IVC estão o sexo feminino, idade superior a 50 anos, obesidade, gravidez, antecedentes familiares da doença, fumar e antecedentes de coágulos sanguíneos.[1] A falta de exercício físico e permanecer sentado ou em pé por longos períodos de tempo aumenta a pressão nas veias e enfraquece as válvulas.[1] As válvulas podem ainda ser danificadas por um coágulo sanguíneo numa veia profunda.[1]

O diagnóstico de IVC tem por base os sintomas e os antecedentes clínicos. O diagnóstico pode ser complementado por um exame não invasivo denominado ecodoppler venoso, em que é colocado um dispositivo de ultrassons na pele que permite estimar a direção e velocidade do fluxo sanguíneo. Em alguns casos podem ser necessárias radiografias ou outros exames para descartar outras possíveis causas de edema.[1][3]

O tratamento inclui alterações no estilo de vida, tratamento compressivo, medicamentos e cirurgia.[1] As alterações no estilo de vida incluem a prática regular de exercício físico, evitar permanecer várias horas de pé ou sentado, caminhar, evitar a exposição solar prolongada e evitar roupa ou água excessivamente quentes e massajar as pernas de baixo para cima. Entre outras possíveis medidas estão preferir sapatos com salto de 3–4 cm, elevar os pés durante o sono e fazer uma alimentação rica em fibras.[4] O tratamento compressivo consiste na utilização de meias de compressão ou ligaduras elásticas, disponíveis em várias classes de compressão. A compressão diminui o edema, o refluxo, o volume e a pressão venosa e está indicada no tratamento de úlcera venosa. No entanto, não atrasa a progressão da doença nem previne a recorrência de varizes.[4] A cirurgia consiste na remoção ou laqueação das varizes ou da veia safena por ablação mecânica, térmica ou química. A abordagem convencional é o stripping venoso para remoção da veia safena. No entanto, tem-se vindo a tornar comum a ablação térmica por laser ou radiofrequência, procedimento minimamente invasivo feito com anestesia local, em que é inserida uma sonda que queima a veia safena. Entre as técnicas de ablação química está a escleroterapia.[4]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «Dvt venous insufficiency». WebMD. Consultado em 11 de maio de 2018 
  2. a b «Doença Venosa Crónica». CUF Saúde. Consultado em 11 de maio de 2018 
  3. «Eco doppler». CUF saúde. Consultado em 11 de maio de 2018 
  4. a b c Júlia Medeiros, Armando Mansilha (2012). «Estratégia terapêuticana doença venosa crónica». Angiol Cir Vasc. 8 (3). ISSN 1646-706X 

Ligações externasEditar