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Domingos Caldas Barbosa

músico e poeta fluminense (1740-1800)
Domingos Caldas Barbosa
Domingos Caldas Barbosa (Lereno Selinuntino).
Nascimento 1739
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 9 de novembro de 1800 (61 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade brasileira
Ocupação padre católico
poeta
músico
Magnum opus Viola de Lereno

Domingos Caldas Barbosa (Rio de Janeiro, c.1739Lisboa, 9 de novembro de 1800) foi um sacerdote, poeta e músico brasileiro, autor de lundus e sistematizador da Modinha, um dos estilos musicais pioneiros da música popular brasileira. Foi membro da Nova Arcádia de Lisboa [1]. É considerado o primeiro nome importante da música popular Brasileira[2]

Filho de um português com uma mulher angolana [3] escravizada, estudou quando menino no Colégio de Jesuítas, mas em 1760, já na idade militar, partiu para a Colônia do Sacramento como soldado [4]. foi enviado para Portugal em 1763, para estudar em Coimbra. Posteriormente em Lisboa, celebrizou-se pelas trovas improvisadas ao som da sua viola de corda de arame. Suas composições estão reunidas no livro publicado em 1798 Viola de Lereno[2], pseudônimo que ele adotava. Fez em Lisboa, uma vida de padre mundano e, ao mesmo tempo, de músico popular, animando assembleias burguesas, salões fidalgos e até serões do paço real.[5]Fez sucesso a partir da década de 1770 na corte da rainha D. Maria I de Portugal. Em pouco tempo, a modinha tipicamente brasileira passaria por transformações e ganharia ares de música erudita nas cortes portuguesas[6]

Em sua poesia tratou das peculiaridades afetivas do povo brasileiro, distinguindo-as das dos portugueses. Se aproximou assim de temas românticos - ainda que de maneira não tão profunda -, e por este motivo, sofreu muitas críticas de eruditos portugueses contemporâneos como Felinto Elísio, Nicolau Tolentino, Bocage e Antônio Ribeiro dos Santos, que chegou a dizer que não conhecia "poeta mais prejudicial à educação[...] do que este trovador de vênus e Cupido: a tafularia do amor, a meiguice do Brasil, e em geral a moleza americana, que faz o caráter das suas trovas, respiram os ares voluptuosos de Pafus e Cítara, e encantam com venenosos filtros a fantasia dos moços e o coração das damas"[2]

Faleceu no palácio do Conde de Pombeiro, em Bemposta, Lisboa, no dia 09 de novembro de 1800.[2]

É o patrono da cadeira n. 3 da Academia Brasileira de Música.[7][8]

Referências

  1. MONTEIRO,Clóvis - Esboços de história literária - Livraria Acadêmica - Rio de Janeiro - 1961 - Pg. 126
  2. a b c d SEVERIANO, Jairo (2008). Uma Breve História da Música popular Brasileira. São Paulo: 34. pp. pp. 16 
  3. PORTER, Dorothy B. Padre Domingos Caldas Barbosa: Afro-Brazilian Poet, Phylon (1940-1956), Vol. 12, No. 3 (3rd Qtr., 1951), pp. 264-271.
  4. TINHORÃO, José Ramos (S/D). Pequena História da Música Popular. São Paulo: Círculo do Livro. pp. pp.12  Verifique data em: |ano= (ajuda);
  5. Biografia na Infopédia
  6. TINHORÃO, José Ramos (2013). História Social da Música Popular Brasileira. São Paulo: 34. pp. 124–125 
  7. Site da Academia Brasileira de Música - Patronos - Domingos Caldas BarbosaAcessado em 26 de março de 2016
  8. Buscar Biografia - Domingos Caldas Barbosa (Poeta e violeiro brasileiro ) 1738 - 1800.
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