Abrir menu principal

Doreto Campanari

político brasileiro
Doreto Campanari
Nascimento 7 de janeiro de 1930 (89 anos)
Marília
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Federal do Paraná
Ocupação político, oftalmologista

Oswaldo Doreto Campanari (Marília, 7 de janeiro de 1930)[1] é um político brasileiro. Exerceu o mandato de deputado federal constituinte em 1988.[2]

PolíticaEditar

Eleito vereador de Marília pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido que opôs o Regime Militar, ficando na Câmara Municipal até 1973.[2]

Em 1974 e em 1978, foi eleito como deputado estadual pelo estado de São Paulo, ainda pelo mesmo partido. Em 1979, com a reorganização partidária resultada do fim do bipartidarismo, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), partido criado da extinção do MDB.[2]

Em novembro de 1982, concorreu novamente ao mesmo cargo mas alcançou apenas a segunda suplência, ainda pelo PMDB. No entanto, assumiu o mandato do deputado Mário Covas, devido ao pedido de licença deste para assumir a Secretaria Estadual de Transportes no governo de Franco Montoro (1983-1987). Campanari permanece ainda no Legislativo por mais tempo em decorrência da indicação de Covas para assumir como prefeito da cidade de São Paulo. Em 25 de abril de 1984, vota a favor da emenda Dante de Oliveira, votando mais tarde no candidato à presidência vitorioso Tancredo Neves, após a emenda não ter sido aprovada. Foi responsável por 102 projetos de lei, entre eles o que reduziu o tempo de serviço para obter estabilidade no emprego dos trabalhadores e o que instituiu jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais e proibiu as horas extras. Deixa a Câmara em 1985, com a volta de Mário Covas após o fim de sua gestão na prefeitura de São Paulo.[2]

Em 1986, é eleito deputado federal constituinte como representante do PMDB. Atuou como primeiro vice-presidente da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão da Questão Urbana e Transporte, da Comissão da Ordem Econômica. Após a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, passa a exercer apenas o mandato ordinário na Câmara.[2]

Em 1990, concorre à reeleição pelo PSDB, porém não obtém êxito. Deixa então a Câmara e passa a atuar no campo médico, pelo qual havia se formado em 1958, especializando-se na área de oftalmologia. Aposenta-se em 1992 do Centro de Saúde Marília, no qual fez parte durante 30 anos, focando suas atividades em consultório pessoal.[2]

Em 2000, concorreu à vice-prefeitura de Marília, na chapa de Alonso Bezerra de Carvalho, pelo Partido dos Trabalhadores (PT)[2], porém não é eleito.[1]

Em 2008, disputa a candidatura como vereador do município de Marília pelo PT, porém obtém suplência.[1]

Vida PessoalEditar

Filho de João Doreto Campanari e de Maria Luíza Gilioli Doreto. Formado em medicina pela Universidade Federal do Paraná, especializado na área de oftalmologia. Em 1956, atuou como presidente da União Paranaense dos Estudantes Universitários, ocupando o cargo durante um ano. Em 1962, ingressou como médico oftalmologista no Centro de Saúde Marília.[2]

É casado com Ester Pierini Doreto Campanari, com quem teve cinco filhos.[2]

Referências

  1. a b c Seade, Fundação. «Fundação Seade». Fundação Seade. Consultado em 27 de setembro de 2018 
  2. a b c d e f g h i «Doreto Campanari - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018 
  Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.