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Duarte Brandão
Nascimento 1440
Morte 1508 (68 anos)
Cidadania Portugal
Ocupação juiz, militar

Duarte Brandão ou Edward Brampton foi um militar português.

BiografiaEditar

Filho do rico Mercador Judeu Sefardita Jacob Baru, falecido em 1471, foi um famoso aventureiro dos séculos XV e XVI, que nada tinha a ver com os verdadeiros Brandões, do qual provêm os Brandões de Buarcos, que tiveram e trazem as suas Armas, e que por, segundo reza a lenda, ter assassinado um homem em Portugal. Foi primeiro para a Holanda e depois para Inglaterra, onde, de extrema bravura, depressa conquistou as boas graças do Rei Eduardo IV, que o batizou de pé de pé tornando-se cristão-novo com o nome de Edward Brampton, o armou Cavaleiro (documenta-se como Sir), o fez Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, ao mesmo tempo que lhe deu o governo da Ilha de Guernsey.

Em 1476 encontrava-se em França, e pôde emprestar a D. Afonso V de Portugal elevadas somas quando o Rei de Portugal ali foi com D. Fernando de Almada, aí feito 2.º Conde de Avranches, para se avistar com Luís XI. Com a morte deste rei francês e a de Eduardo V, ao tomar o partido de Ricardo III, jogaria, porém, na carta errada, e a vitória da fação contrária forçou-o a retirar-se para Portugal, para onde voltou. Foi bem acolhido por D. João II de Portugal, adotando o nome de Duarte Brandão, e tendo comprado a lezíria da Corte dos Cavalos, no termo da Azambuja, a D. João de Almeida, 2.º Conde de Abrantes, e a vila de Buarcos, com as marinas de Tavarede e a dízima nova de Montemor-o-Velho, a Martim de Sepúlveda. Eram tudo bens da coroa que D. João II lhe doou de juro e herdade a 14 de Janeiro e 22 de Maio de 1487, sendo então já do Conselho deste Rei e continuando a sê-lo com D. Manuel I de Portugal.

Só em 1500, alcançando o perdão de Henrique VII, pôde voltar a Inglaterra, onde ainda viveria o suficiente para ver um filho ser armado Cavaleiro da Ordem da Jarreteira em Winchester por aquele mesmo monarca.

Deixou geração em Portugal, que continuou a usar o apelido Brandão, e em Inglaterra, que prosseguiu a linhagem dos Brampton.

As Armas de Mercê Nova, concedidas a Duarte Brandão por Eduardo IV e reconhecidas por D. João II de Portugal, são as seguintes: de azul, com dois dragões de ouro, lampassados de vermelho e suas caudas e pescoços passados e repassados em aspa, as cabeças em fugida; timbre: os dragões do escudo.[1][2][3][4]

Referências

  1. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 113
  2. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 113
  3. "Sottomayor Mui Nobre", 1999, Luís Paulo Manuel de Menezes de Mello Vaz de São Payo
  4. "Dicionário das Famílias Portuguesas", D. Luís Gonzaga de Lancastre e Távora, 10.º Marquês de Abrantes, 18.º Conde de Penaguião e 13.º Conde de Vila Nova de Portimão, Quetzal Editores, 2.ª Edição, Lisboa