EE VFFLB

As locomotivas diesel-elétrica EE VFFLB da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB) foram às primeiras utilizadas em uma ferrovia brasileira, compradas em 1938 junto à companhia inglesa English Electric. Não fizeram parte de um amplo programa de dieselização, sendo que somente em 1943/44 foram adquiridas outras locomotivas, desta vez oito unidades diesel-mecânica da Davenport do EUA.

EE VFFLB[1]
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Locomotiva English Electric da VFFLB sendo a 1º locomotiva diesel-elétrica a ser utilizada no Brasil.
Descrição
Propulsão Diesel-Elétrica
Fabricante English Electric e Robert Stephenson and Hawthorns Ltd( Reino Unido)
Ano de fabricação Nov/1938
Locomotivas fabricadas 3
Classificação AAR 1-B-B-1
Tipo de serviço Passageiros e Cargas
Características
Bitola 1,000 m
Comprimento 10,0 m entre batedores
Largura 2,67 m
Altura 3,73 m
Peso da locomotiva 54,5 t
Peso por eixo 10 t
Peso aderente 38,5 t
Tipo de combustível Diesel
Fabricante do motor English Electric
Motor primário EE 8K
Limite de RPM 630-680 RPM
Tipo de motor Aspirado
Cilindradas do motor 8 cilindros em linha (2 válvulas por cilindro)
Tipo de transmissão Elétrica
Performance
Velocidade máxima 75,50 km/h
Potência total 450 hp
Esforço de tração 8626 kg
Freios da locomotiva Ar comprimido
Operação
Ferrovias Originais VFFLB
Ferrovias que operou RFFSA / Leste-Brasileiro
Número de locomotivas na classe 600 a 602
Local de operação Bahia
Ano da entrada em serviço Jan/1939
Situação Desmanteladas na década de 60

Foram entregues em novembro de 1938, sendo montadas nas oficinas da Calçada (Salvador) e colocadas em tráfego a partir de janeiro (nº601 e 602) e fevereiro (nº600) de 1939[2][3]. Equipamentos diesel e elétricos fornecidos pela EE e partes mecânicas construídas pelo Robert Stephenson and Hawthorns Ltd. Possuía um motor diesel de 8 válvulas do tipo 8K aspirado, e apresentaram satisfatório serviço, aliado a um baixo custo de manutenção.

Um dos possíveis motivos para a adoção da tração diesel-elétrica pela VFFLB foram os problemas relacionados à qualidade (poder calorífico) e a quantidade de madeira disponível para a queima como combustível para as locomotivas a vapor, sendo necessários um consumo de 20 metros cúbicos para cada 100 km[4].

Foram sucateadas a partir dos anos 60[5], não existindo mais nenhum exemplar, sendo substituídas por locomotivas elétricas da IRFA nos trechos eletrificados, entre Salvador e Alagoinhas e Mapele e Conceição da Feira, todos na Bahia, e no restante dos trechos pelas locomotivas diesel-elétricas GE U8B e U10B.

Ver tambémEditar

  1. Steve Palmano. «Eastern Railway of Brazil». Consultado em 27 de Janeiro de 2009 
  2. Alexandre Santurian. «Notas sobre as ferrovias na Bahia». Consultado em 27 de Janeiro de 2009 
  3. M.V.O.P. - VFFLB (1945). Relatórios de Administração de 1944. [S.l.: s.n.] 
  4. Antonio Augusto Gorni. «A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras - Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro». Consultado em 27 de Janeiro de 2009 
  5. Buzelin, José Emílio de Castro H; Setti, João Bosco, (2001). Ferrovia Centro-Atlântica - Uma Ferrovia e suas raízes. [S.l.]: Memória do Trem, Rio de Janeiro 

Ligações externasEditar