Economia da Malásia

Economia da Malásia
Petronas Twin Towers, em Kuala Lumpur.
Moeda Ringgit
Ano fiscal ano calendário
Blocos comerciais OMC, ASEAN, APEC, IOR-ARC
Estatísticas
PIB
  • Aumento $358,579 bilhões (nominal, 2018)[1]
  • Aumento $1,014 trilhões (PPC, 2018)[1]
Variação do PIB 4,6% (2019)[2]
PIB per capita
  • Aumento $11,072 (nominal, 2018)[1]
  • Aumento $31,311 (PPC, 2018)[1]
PIB por setor agricultura 11,4%, indústria 40,2%, serviços 48,3% (2012)
Inflação (IPC) 0,969% (2018)[1]
População
abaixo da linha de pobreza
AumentoNegativo 15% (2019)[3]
Coeficiente de Gini 41 (2015)[4]
Força de trabalho total Aumento 15,788,572 (2019)[5]
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 11,1%, indústria 36% serviços 53% (2012)
Desemprego AumentoNegativo 3,4% (junho de 2017)[6]
Principais indústrias Península Malaia: borracha e processamento de óleo de palma, petróleo e gás natural, manufatura leve, fármacos, tecnologia médica, eletrônicos e semicondutores, processamento de madeira. Sarawak: madeira, produção de petróleo e gás. Sabah: processamento agrícola, produção de petróleo e gás natural, extração de madeira
Exterior
Exportações $263 bilhões (2017)[7]
Produtos exportados semicondutores e equipamentos eletrônicos, óleo de palma, petróleo e gás natural liquefeito, madeira e derivados, borracha, têxteis, produtos químicos, painéis solares
Principais parceiros de exportação Singapura 13,6%, República Popular da China 12,6%, Japão 11,8%, Estados Unidos 8,7%, Tailândia 5,4%, Hong Kong 4,3%, Índia 4,2%, Austrália 4,1% (2012)
Importações $197 bilhões (2017)[8]
Produtos importados eletrônicos, máquinas, derivados de petróleo, plástico, veículos, produtos de ferro e aço, produtos químicos
Principais parceiros de importação República Popular da China 15,1%, Singapura 13,3%, Japão 10,3%, Estados Unidos 8,1%, Tailândia 6%, Indonésia 5,1%, Coreia do Sul 4,1% (2012)
Dívida externa bruta AumentoNegativo $217,2 bilhões (2017)[9]
Finanças públicas
Dívida pública BaixaPositiva 54,1% do PIB (2017)[9]
Receitas $51,25 bilhões (2017)[9]
Despesas $60,63 bilhões (2017)[9]
Fonte principal: [[10] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
Exportações da Malásia em 2006.

A Malásia é um país de rendimentos médios que a partir da década de 1970, se transformou de fornecedora de matérias primas em emergente economia multi-setorial. O crescimento deveu-se sobretudo às exportações, principalmente de produtos eletrônicos. Como consequência, o país foi atingido pela recessão global de 2001 a 2002. O PIB cresceu apenas 0,5% em 2001, devido a uma retração das exportações estimada em 11%, porém um substancial estímulo fiscal de US$ 1,9 bilhão minimizou os efeitos recessivos, e a economia teve uma retomada em 2002, crescendo 4,1%. No ano seguinte chegou a 4,9%, apesar de um primeiro semestre prejudicado pela SARS e pelo temor das consequências da guerra no Iraque. Em 2004 o crescimento atingiu 7% e em 2005, 5%.

Ótimo nível de reservas externas, baixa inflação e uma reduzida dívida externa são as forças que tornam remota a possibilidade de uma crise como a que atingiu o país e outros vizinhos asiáticos em 1997. A economia, porém, continua dependente do crescimento econômico dos Estados Unidos, da República Popular da China e do Japão, principais mercados consumidores de produtos da Malásia e principais fontes do investimento externo no país.

A Malásia é um país aspirante a tigre, e seus maiores investimentos externos vem dos próprios tigres asiáticos.

Depois de chegar ao poder em 2003, o primeiro-ministro Abdullah Ahmad Badawi tentou levar a economia além das cadeias produtivas que juntavam valor aos produtos primários, atraindo investimento em setores de alta tecnologia, tecnologia médica e produção de fármacos.[10] A administração de Najib Razak continuou os esforços com o intuito de desenvolver o mercado interno e deixar a economia menos dependente das exportações.[10]

Como país produtor de petróleo e de gás natural, a Malásia lucrou com a alta de preços das fontes de energia, apesar do aumento dos preços dos combustíveis ter forçado o governo a reduzir os subsídios a estes produtos.[10]

Ambiente para negóciosEditar

Segundo o Banco Mundial a Malásia é o 18.º país mais fácil para se fazer negócios. A melhoria do posicionamento do país deveu-se à maior facilidade (1.º lugar) na obtenção de crédito, à proteção dos investidores (4.º melhor) e as relações de comércio transfronteiriças (29.º melhor). O estudo abrange uma lista de 183 países.[11]

Referências

  1. a b c d e «World Economic Outlook Database, October 2019». IMF.org. International Monetary Fund. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  2. «World Bank East Asia and Pacific Economic Update, October 2019 : Weathering Growing Risks p. 35» (PDF). openknowledge.worldbank.org. World Bank. Consultado em 13 de outubro de 2019 
  3. https://www.malaymail.com/news/malaysia/2019/08/23/un-rights-expert-malaysias-poverty-rate-grossly-underreported-actual-number/1783504
  4. «GINI index (World Bank estimate)». data.worldbank.org. World Bank. Consultado em 18 de março de 2019 
  5. «Labor force, total - Malaysia». data.worldbank.org. World Bank. Consultado em 4 de novembro de 2019 
  6. «Key Statistics of Labour Force in Malaysia». Consultado em 10 de agosto de 2017 
  7. «OEC - Malaysia (MYS) Exports, Imports, and Trade Partners». atlas.media.mit.edu (em inglês). Consultado em 24 de março de 2019 
  8. «OEC - Malaysia (MYS) Exports, Imports, and Trade Partners». atlas.media.mit.edu (em inglês). Consultado em 24 de março de 2019 
  9. a b c d «The World Factbook». CIA.gov. Central Intelligence Agency. Consultado em 18 de março de 2019 
  10. a b c d CIA. «The World Factbook». Consultado em 9 de novembro de 2013  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "CIA" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  11. The World Bank, ed. (4 de outubro 2012). «Economy Rankings» 


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