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Economia do Paraguai
Silos e plantação de soja no Paraguai.
Moeda Guarani
Ano fiscal ano calendário
Blocos comerciais OMC, Mercosul, Unasul
Estatísticas
PIB 98,9 bilhões (2018) (91º lugar)
Variação do PIB 4,7% (2018)
PIB per capita 14 031
PIB por setor agricultura 12%, indústria 33,4%, serviços 54,6% (2018)
Inflação (IPC) 3,8% (2017)
População
abaixo da linha de pobreza
26,2% (2017)
Coeficiente de Gini 0,478 (2018)
Força de trabalho total 3 385 820 (2017)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 26,5%, indústria 18,5%, serviços 55% (2008)
Desemprego 5,5% (2017)
Principais indústrias açúcar, cimento, têxteis, bebidas, produtos de madeira, aço, metalurgia, energia elétrica
Exterior
Exportações 12,1 bilhões (2017)
Produtos exportados soja, alimentos para animais, algodão, carne, óleos comestíveis, madeira, couro
Principais parceiros de exportação Uruguai 15%, Brasil 11,4%, Argentina 10,2%, Chile 8,3%, Rússia 6,6%, Países Baixos 5,4%, Alemanha 4,3% (2011)
Importações 11,6 bilhões (2017)
Produtos importados veículos rodoviários, bens de consumo, tabaco, derivados de petróleo, máquinas elétricas, tratores, produtos químicos, peças de veículos
Principais parceiros de importação Brasil 27,5%, República Popular da China 16,9%, Estados Unidos 15%, Argentina 14,8%, Chile 4,4% (2011)
Dívida externa bruta 2 245 milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 4 687 milhões (2012)
Despesas 5 122 milhões (2012)
Fonte principal: [[1] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia do Paraguai é maiormente industrial e de serviços, como ja esteve mostrando com o crescimento a longo prazo [2].

Em 2018 o Paraguai experimentará uma das maiores expansões econômicas da região da América Latina, com uma perspectiva de crescimento do PIB de 4,7% para o final do ano e 4,1% para o 2019. O 12% do crescimento do PIB corresponde à agricultura; o 33,4% à indústria (incluindo a construção e as utilidades públicas); o 47,1% corresponde a serviços e 7,5% às taxas.

Setor primárioEditar

Agricultura, pecuária, pesca e silviculturaEditar

A metade da população ativa do Paraguai dedica-se ao setor primário, embora só uma pequena porção das terras aráveis seja cultivada. Os produtos mais importantes são mandioca, milho, cana-de-açúcar, soja, banana, algodão e, em menor escala, arroz, café, fumo, erva-mate e sementes oleaginosas. A cultura da soja experimentou grande crescimento em regiões do Alto Paraná e Itapúa, a ponto de converter o Paraguai em um dos principais exportadores mundiais do produto.

Há criação de porcos, carneiros, cavalos e aves, a do gado bovino tem importância maior. Este é criado extensivamente no Chaco oriental e no sul do país. Os grandes rios são muito piscosos, mas a pesca é praticada apenas de maneira artesanal. A exploração florestal aproveita numerosas espécies tropicais de madeira dura, como o quebracho-branco, de que se extrai o tanino.

A pecuária está presente em todo o território paraguaio e é uma das principais fontes de divisas do país, junto com o setor agrícola. A pecuária tem acompanhado o Paraguai durante toda a sua história, a tradição pecuária no país vem dos tempos da colonização espanhola[3].

MineraçãoEditar

O Paraguai tem sido considerado por muito tempo como um país pobre em recursos minerais. Desde 2009, essa ideia vem sendo rejeitada como consequência da descoberta de grandes reservas de urânio na área de Yuty, Departamento de Caazapá, por uma empresa de capital canadense (Chris Healey Transandes Paraguay)[4][5][6][7].

Desde então, as notícias do setor de mineração no Paraguai têm sido mais do que positivas. Esse ano foi anunciada a descoberta da que poderia ser a maior reserva mundial de titânio[8][9][10][11][12][13][14].

O setor de mineração no Paraguai tornou-se muito atraente para os investidores estrangeiros e, segundo alguns especialistas, podem tornar o país como a nova potência latinoamericana em minerais [15]. Também foi descoberto ouro, cobalto, níquel e cromo[16].

A possibilidade de extrair o petróleo do Chaco não se concretizou. Existem pequenas jazidas de ferro, manganês e cobre, de exploração incipiente.

Setor secundárioEditar

IndústriaEditar

O setor industrial produz cerca de 33,4% do PIB do Paraguai e emprega cerca de 31% da força de trabalho (outubro 2005)[2]. A produção industrial cresceu 2,9 por cento em 2004, após cinco anos sem crescimento. Tradicionalmente, de economia agrícola, o Paraguai está mostrando alguns sinais de crescimento industrial a longo prazo. A indústria farmacêutica está rapidamente substituindo os fornecedores de drogas estrangeiros para satisfazer as necessidades do país. Empresas paraguaias agora reúnem 70% do consumo interno e também começaram a exportar medicamentos. O forte crescimento também é evidente na produção de óleos comestíveis, roupas, açúcar orgânico, processamento de carne e aço. No entanto, o capital para novos investimentos no setor industrial da economia está fraca. Após a revelação de corrupção financeira generalizada na década de 1990, o governo está trabalhando para melhorar as opções de crédito para as empresas. [1]

EnergiaEditar

 
Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo.

Pobre de jazidas minerais, o país importa derivados de petróleo. A energia elétrica, que até o final da década de 1960 era obtida em centrais térmicas, com a queima de madeira e de óleo, experimentou a seguir um extraordinário incremento de produção, graças ao aproveitamento hidrelétrico da bacia do Paraná. A represa de Itaipu, uma das maiores do mundo, forma um grande lago artificial entre o Paraguai e o Brasil para alimentar a usina hidrelétrica do mesmo nome. Sua construção resultou de um tratado assinado em 1973.

Paraguai e Brasil dividem a energia ali produzida e a limitação do mercado paraguaio permite ao país exportar uma parte de sua quota de volta para o Brasil. Outros importantes projetos hidrelétricos são os de Yacyretá-Apipe e de Corpus, em conjunto com a Argentina, também no alto Paraná.

Setor terciárioEditar

Finanças e comércioEditar

O Sistema Financeiro Paraguaio é composto por 15 bancos, 6 financeiras e e mais de 800 cooperativas de crédito. Em conjunto, o Sistema Financeiro fechou 2011 com USD 12,5 bilhões em depósitos e USD 10,8 bilhões em créditos, com uma inadimplência de 3,1%, de acordo com o Banco Central do Paraguai e o INCOOP. O Banco Central do Paraguai é o responsável pela emissão do guarani, a moeda nacional, e mais antiga divisa em circulação na América Latina, tendo cumprido, em 2011, 68 anos de existência. O Banco Nacional de Fomento e é a única entidade financeira estatal de primeiro piso, dirigindo prioritariamente suas atividades para a criação e manutenção de novas indústrias e atividades agrícolas. Em 2005 começou a funcionar a Agencia Financiera de Desarrollo, instituição de segundo piso equivalente ao BNDES brasileiro.

Comércio Exterior Em 2011, o comércio exterior paraguaio registrou movimento de USD 24,5 bilhões, sendo USD 11,7 bilhões em importações, principalmente bens de capital (USD 4,5 bilhões) e bens intermediários (matéria prima, combustíveis, etc) e USD 12,8 bilhões em exportações, de acordo com o Banco Central do Paraguai. O principal produto de exportação é o complexo soja, responsável por quase USD 2,8 bilhões em vendas, seguindo-se a energia elétrica exportada por Itaipu (com o Brasil) e Yacyretá (com a Argentina), cujas vendas anuais superam USD 1,9 bilhões, e cereais. Outros produtos de importância são carne, confecções, produtos farmacêuticos, plásticos e metalmecânico, sendo o principal cliente, o Brasil, seguido da União Européia. As exportações informais (contrabando), especialmente de cigarros, perfumes, confecções e eletrônicos, totalizam aproximadamente USD 5,00 bilhões, de acordo a diversas fontes como o BRASPAR e a CADEP.

TransportesEditar

A rede fluvial paraguaia determinou historicamente as comunicações internas e externas do país, mas na segunda metade do século XX os transportes terrestres e aéreo experimentaram enorme desenvolvimento. Quatro grandes rodovias se entroncam em Assunção. Uma delas atravessa o Chaco até a fronteira boliviana, outra atravessa o rio Paraguai até a margem argentina, onde se liga à estrada para Buenos Aires. Uma terceira vai até Encarnación, no sul, e a última une a capital ao leste, e cruza o rio Paraná na ponte da Amizade, para em seguida juntar-se à estrada que atravessa o território brasileiro até o porto de Paranaguá (PR), por onde é escoada grande quantidade das exportações paraguaias.

A ferrovia Presidente Carlos Antonio López une Assunção a Encarnación e se liga à rede ferroviária argentina por meio de um ferry-boat que cruza o Paraná. Os rios Paraguai e Paraná são sulcados por barcos mercantes e de passageiros. Do Aeroporto Internacional de Assunção partem linhas aéreas para as principais cidades do país e para o exterior.

ComunicaçõesEditar

Os sete jornais do país são publicados em Assunção. A capital conta também com livrarias e algumas editoras. A maioria dos telefones do Paraguai estão instalados em Assunção, e este trabalho é realizado sob responsabilidade da Copaco (Comunicaciones del Paraguay). Serviços de telégrafo, radiotelégrafo e radiotelefone colocam em comunicação as cidades.

JornaisEditar

TurismoEditar

 Ver artigo principal: Turismo no Paraguai
 
Turismo rural.

Assunção, com suas flores e ruas arborizadas, oferece várias atrações aos turistas de outros países que visitam o Paraguai. O jardim botânico da cidade no subúrbio de Trinidad, possui muitas espécies de plantas e flores.

Um centro de lazer muito freqüentado é o lago Ypacaraí, próximo a Assunção, muito concorrido nos períodos de férias e nos finais de semana. Da cidade de Encarnación partem excursões para as ruínas das missões jesuíticas, construídas entre o século XVII e o século XVIII. Caçadores do mundo inteiro caçam animais selvagens na região do Chaco.

MoedaEditar

 Ver artigo principal: Guarani

Referências

  1. CIA. «The World Factbook». Consultado em 27 de abril de 2013 
  2. a b «Industry and Manufacturing» (PDF). Librería del Congreso de los E.E.U.U. (Reserva Federal). Consultado em 02 out 2005  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. http://www.abc.com.py/nota/la-ganaderia-ha-acompanado-al-paraguay-durante-toda-su-historia/
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 26 de novembro de 2010 
  5. http://www.azomining.com/news.aspx?newsID=1598&lang=pt
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 26 de novembro de 2010 
  7. http://www.abc.com.py/nota/destacan-el-hallazgo-de-uranio-en-yuty/
  8. http://www.jornaloliberal.com.br/noticas.php?cod=27501
  9. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 23 de julho de 2011 
  10. http://www.bloomberg.com/news/2010-11-03/paraguay-titanium-find-may-be-world-s-largest-american-prospector-says.html
  11. http://en.mercopress.com/2010/11/05/paraguay-could-have-the-world-s-largest-titanium-reserve
  12. http://www.abc.com.py/nota/david-lowell-geologo-norteamericano-reservas-de-titanio-titanio-en-paraguay-paraguay-mayor-del-mundo/
  13. http://www.abc.com.py/nota/enorme-reserva-de-titanio-en-paraguay/
  14. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 10 de dezembro de 2010 
  15. http://www.cronista.com/notas/252246-paraguay-podria-ser-la-nueva-potencia-regional-minerales[ligação inativa]
  16. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 15 de abril de 2012 

Ligações externasEditar