Economia clássica

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Economia clássica é a primeira escola moderna de pensamento econômico. É geralmente aceito que o marco inaugural do pensamento econômico clássico seja a obra A Riqueza das Nações, do escocês Adam Smith. Seus conceitos giram em torno da noção básica de que os mercados tendem a encontrar um equilíbrio econômico a longo prazo, ajustando-se a determinadas mudanças no cenário econômico.

Os principais economistas clássicos incluem Adam Smith, Jean-Baptiste Say, Thomas Malthus, David Ricardo, John Stuart Mill, Johann Heinrich von Thünen e Anne Robert Jacques Turgot.

Enquanto Adam Smith enfatizou a produção de renda, David Ricardo na sua distribuição entre proprietários de terras, trabalhadores e capitalistas, Ricardo enxergou um conflito inerente entre proprietários de terras e capitalistas. Ele propôs que o crescimento da população e do capital, ao pressionar um suprimento fixo de terras, eleva os aluguéis e deprime os salários e os lucros.

Thomas Robert Malthus usou a ideia dos retornos decrescentes para explicar as baixas condições de vida na Inglaterra. De acordo com ele, a população tendia a crescer geometricamente sobrecarregando a produção de alimentos, que cresceria aritmeticamente. A pressão que uma população crescente exerceria sobre um estoque fixo de terras significa produtividade decrescente do trabalho, uma vez que terras cada vez menos produtivas seriam incorporadas à atividade agrícola para suprir a demanda. O resultado seria salários cronicamente baixos, que impediriam que o padrão de vida da maioria da população se elevasse acima do nível de subsistência. Malthus também questionou a automaticidade da economia de mercado para produzir o pleno emprego. Ele culpou a tendência da economia de limitar o gasto por causa do excesso de poupança pelo desemprego, um tema que ficou esquecido por muitos anos até que John Maynard Keynes a reviveu nos anos 1930.

No final da tradição clássica, John Stuart Mill divergiu dos autores anteriores quanto a inevitabilidade da distribuição de renda pelos mecanismos de mercado. Mill apontou uma diferença dois papéis do mercado: alocação de recursos e distribuição de renda. O mercado pode ser eficiente na alocação de recursos mas não na distribuição de renda, ele escreveu, de forma que seria necessário que a sociedade intervenha.

A teoria do valor foi importante na teoria clássica. Smith escreveu que "o preço real de qualquer coisa… é o esforço e o trabalho de adquiri-la" o que é influenciado pela sua escassez. Smith dizia que os aluguéis e os salários também entravam na composição do preço de uma mercadoria.[1] Outros economistas clássicos apresentaram variações das ideias de Smith, como a chamada Teoria do valor-trabalho. Economistas clássicos se focaram na tendência do mercado de atingir o equilíbrio no longo prazo.

Os economistas clássicos foram originalmente designados por Karl Marx para se referir à David Ricardo, James Mill e seus predecessores, ou seja, os fundadores da teoria que culminou a chamada economia ricardiana.[2]

Por volta de 1870, a economia clássica foi substituída como escola de pensamento predominante pela economia neoclássica.[3][4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Smith, Adam (1776). The Wealth of Nations, Bk. 1, Ch. 5, 6.[ligação inativa]
  2. «The General Theory of Employment, Interest and Money by John Maynard Keynes». www.marxists.org. Consultado em 12 de dezembro de 2021 
  3. Joseph A. Schumpeter: História da análise econômica. 1º volume (Ed.: Elizabeth B. Schumpeter), Vandenhoeck & Ruprecht, Göttingen 1965
  4. Soares, Cristiane (18 de dezembro de 2009). «A interpretação schumpeteriana da revolução marginalista» (PDF). Econômica (2). ISSN 1517-1302. doi:10.22409/economica.11i2.p107. Consultado em 12 de dezembro de 2021 
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