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Pelé

ex-jogador brasileiro de futebol
(Redirecionado de Edison Arantes do Nascimento)
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Edson Arantes do Nascimento[4] KBE, conhecido como Pelé (Três Corações, 23 de outubro de 1940[4]), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meia-atacante, considerado por muitos o maior futebolista da história.[5]

Pelé
Pelé
Pelé em 1963
Informações pessoais
Nome completo Edson Arantes do Nascimento
Data de nasc. 23 de outubro de 1940 (78 anos)
Local de nasc. Três Corações (MG), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,70 m
Ambidestro
Apelido Rei do Futebol, Pelé
Informações profissionais
Período em atividade 1956–1977 (21 anos)
Posição Meia-atacante
Clubes de juventude
1952–1956 Bauru
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1956–1974
1975–1977
Santos
New York Cosmos
01116 0(1091)[1]
00106 000(64)[2]
Seleção nacional
1957–1971 Brasil 00092 000(77)[3]

Descoberto por Waldemar de Brito[6], começou sua carreira no Santos aos 15 anos, entrou na Seleção Brasileira de Futebol aos 16, e venceu sua primeira Copa do Mundo de futebol aos 17. Apesar das numerosas ofertas de clubes europeus, as condições econômicas e as regulações do futebol brasileiro da época beneficiaram o Santos, permitindo-lhes manter Pelé por quase duas décadas no clube até 1974. Com o atleta no elenco, o Santos atingiu seu auge nos anos de 1962 e 1963, em que conquistou os torneios intercontinentais.[7] Em 1975 foi transferido para o New York Cosmos, onde encerrou sua carreira após dois anos nos Estados Unidos. Sua técnica e capacidade atlética natural foram universalmente elogiadas e durante sua carreira, ficou famoso por sua excelente habilidade de drible e passe, ritmo, chute preciso, habilidade de cabecear, e artilharia prolífica. É o maior artilheiro da história da seleção brasileira e o único futebolista a ter feito parte de três equipes campeãs de Copa do Mundo. Em novembro de 2007, a FIFA anunciou sua premiação com a medalha da Copa de 1962 (a qual, devido a uma contusão na segunda partida, teve apenas o primeiro jogo disputado por ele), no qual o jogador Mané Garrincha o substituiu, retroativamente, fazendo dele o único futebolista do mundo a ter três medalhas de Copa do Mundo.

Assinatura.

Desde sua aposentadoria em 1977, Pelé tornou-se embaixador mundial do futebol, também tendo passagens pelas artes cênicas e empreendimentos comerciais. É atualmente o Presidente Honorário do New York Cosmos.[8] Pelé é também o único brasileiro (e um dos raros estrangeiros) a receber uma honraria do Reino Unido pelas mãos da Rainha Isabel II no Palácio de Buckingham. Foi condecorado como Cavaleiro Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico por promover o futebol e popularizá-lo no mundo.[9] Em 1999, foi eleito o Futebolista do Século pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS, na sua sigla em inglês). No mesmo ano, a revista francesa France Football consultou os ex-vencedores do Ballon D'Or para elegê-lo o Futebolista do Século em primeiro.[10] Em sua carreira, no total, marcou 1281 gols em 1363 partidas, número que fez dele o maior artilheiro da história do futebol.[11] Porém nem todos reconhecem esse número devido a muitos gols terem ocorrido em jogos festivos e partidas não oficiais. [12]. Segundo a revista El Gráfico, o número oficial é creditado como 757 gols em 812 jogos.[13] Apesar disso, Pelé recebeu dois certificados oficiais do Guinness World Records em 2013, sendo reconhecido pelo livro como o maior artilheiro da história do futebol e o único jogador a ganhar 3 copas do mundo.[14]

No Brasil, Pelé é saudado como um herói nacional por suas realizações e contribuições ao futebol.[15] Também é conhecido pelo seu apoio a políticas para melhorar as condições sociais dos pobres, tendo inclusive dedicado seu milésimo gol às crianças pobres brasileiras.[16] Durante sua carreira, foi chamado de Rei do Futebol, Rei Pelé, ou simplesmente Rei.[17] Recebeu o título de Atleta do Século de todos os esportes em 15 de maio de 1981, eleito pelo jornal francês L'Equipe. No fim de 1999, o Comitê Olímpico Internacional, após uma votação internacional entre todos os Comitês Olímpicos Nacionais associados, elegeu Pelé o "Atleta do Século" e em 2016, pelas mãos do então presidente Thomas Bach, o condecorou com a Ordem Olímpica, a mais alta condecoração oferecida pelo COI.[18] A FIFA também o elegeu, em 2000, numa votação feita por renomados ex-atletas e ex-treinadores como O Jogador de Futebol do Século XX.

Índice

Primeiros anos

 
Pelé em jogo contra o Malmö FF, em 1960. O Brasil venceu por 7-1.
 
Pelé junto ao ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, em 1997.

Edson Arantes do Nascimento nasceu em 23 de outubro de 1940 em Três Corações, Minas Gerais, Brasil, sendo filho de Dondinho (João Ramos do Nascimento, jogador do Fluminense) e Celeste Arantes; era o mais velho de dois irmãos.[19] Pelé recebeu seu primeiro nome em homenagem ao inventor norte-americano Thomas Edison.[20] Seus pais decidiram remover o "i" e chamaram-o de "Edson", mas houve um erro na certidão de nascimento, levando muitos documentos a mostrar seu nome como "Edison", não "Edson", como é chamado.[20][21] Ele foi originalmente apelidado de "Dico" por sua família.[19][22] Edson recebeu o apelido "Pelé" durante seu tempo de escola por conta da forma que pronunciava o nome de seu jogador favorito, o goleiro Bilé do Vasco da Gama, o qual falava de forma equivocada e, quanto mais se queixava, mais o nome pegava. Em sua autobiografia, Pelé afirmou que não tinha ideia do que o nome significava, nem seus velhos amigos.[19] Além da afirmação de que o nome é derivado de Bilé, e que significa "milagre" em hebreu (פֶּ֫לֶא), a palavra não tem nenhum significado em português.[nota 1][23]

Pelé cresceu na pobreza, em Bauru, no estado de São Paulo. Ele ganhou dinheiro extra trabalhando em lojas de chá. Ensinado a jogar futebol pelo seu pai, não tinha dinheiro para comprar uma bola de futebol adequada, e geralmente jogava com uma meia recheada com jornal e amarrada com uma corda ou ainda jogava com uma toranja.[24][19] Jogou por várias equipes amadoras em sua juventude, incluindo Sete de Setembro, Canto do Rio, São Paulinho, e Amériquinha.[25] Pelé levou o Bauru Atlético Clube juniores (cujo técnico era Waldemar de Brito) para dois campeonatos de juventude de São Paulo.[26] Em meados da adolescência, jogou por uma equipe de futebol de salão chamada Radium. O futebol de salão tinha acabado de se tornar popular em Bauru quando Pelé começou a jogar. Ele fez parte da primeira competição de futsal na região. Pelé e sua equipe ganharam o primeiro campeonato e vários outros.[27]

De acordo com Pelé, o futsal apresentou desafios difíceis; ele disse que era muito mais rápido do que o futebol na grama e que os jogadores eram obrigados a pensar mais rápido, uma vez que todo mundo está perto de todo mundo em campo. Pelé creditou o futebol de salão por ajudá-lo a pensar melhor e mais rápido. Além disso, o futebol de salão permitiu-lhe jogar com adultos quando tinha cerca de 14 anos de idade. Em um dos torneios em que participou, foi inicialmente considerado muito jovem para jogar, mas enfim se tornou o artilheiro da competição com quatorze ou quinze gols; "isso me deu muita confiança", afirmou posteriormente.[27]

Carreira

Santos

Em 1956, Brito levou Pelé para a cidade de Santos para experimentar jogar para o time profissional Santos Futebol Clube, dizendo à administração do Santos que o jovem de 15 anos seria "o maior jogador de futebol do mundo."[28] Pelé impressionou o treinador do Santos, Luís Alonso Pérez (Lula) no Estádio Vila Belmiro, e assinou um contrato profissional com o clube em junho de 1956.[29] Pelé foi muito divulgado na mídia local como uma futura estrela. Ele fez a sua estréia em 7 de setembro de 1956, com 15 anos, contra o Corinthians de Santo André e teve um desempenho impressionante em uma vitória de 7-1, marcando o primeiro gol de sua prolífica carreira durante a partida.[30]

Quando a temporada de 1957 começou, Pelé foi colocado como titular e, com 16 anos de idade, tornou-se o artilheiro da liga. Dez meses após assinar profissionalmente, o adolescente foi convocado para a seleção brasileira. Após a Copa do Mundo de 1962, clubes europeus, como Real Madrid, Juventus e Manchester United tentaram contratá-lo, mas o governo do Brasil, durante a presidência de Jânio Quadros, declarara Pelé "um tesouro nacional oficial" no ano anterior para evitar que ele fosse transferido para fora do país.[31]

 
Pelé com o Santos, na Holanda, de outubro de 1962

Pelé ganhou seu primeiro grande título com o Santos, em 1958, o Campeonato Paulista; Pelé iria terminar o torneio como artilheiro da competição com 58 gols,[32] um recorde que permanece até hoje. Um ano mais tarde, ele iria ajudar a equipe a conquistar a sua primeira vitória no Torneio Rio–São Paulo com um triunfo por 3-0 sobre o Vasco da Gama.[33] No entanto, o Santos não conseguiu manter o título Paulista. Em 1960, Pelé marcou 33 gols para ajudar a sua equipe a recuperar o troféu do Campeonato Paulista, mas perdeu no Torneio Rio–São Paulo depois de terminar em 8º lugar.[34] Em 1960, Pelé marcou 47 gols e ajudou o Santos a recuperar o Campeonato Paulista. O clube acabou vencendo a Taça Brasil, naquele mesmo ano, ao vencer o Bahia na final; Pelé terminou como artilheiro do torneio com 9 gols. A vitória permitiu que o Santos participasse da Copa Libertadores da América, a mais prestigiada competição de clubes do Hemisfério Ocidental.[35]

"Cheguei na esperança de parar um grande homem, mas eu fui embora convencido de que eu tinha sido desfeito por alguém que não nasceu no mesmo planeta como o resto de nós."

—Goleiro do Benfica Costa Pereira, após a derrota de 5-2 para o Santos.[36]

A temporada de maior sucesso do Santos na Copa Libertadores começou em 1962;[37] a equipe foi sorteada para o Grupo Um, ao lado de Cerro Porteño, Deportivo Municipal Bolívia, vencendo todos os jogos de seu grupo, com exceção de um (um empate em 1-1 fora de casa contra o Cerro). O Santos derrotou o Universidad Católica na semifinal e enfrentou o campeão de 1961, o Peñarol, na final. Pelé marcou dois gols na partida do playoff, para garantir o primeiro título de um clube Brasileiro.[38] Pelé terminou como o segundo melhor marcador da competição, com quatro gols. Nesse mesmo ano, o Santos iria defender com sucesso o Campeonato Brasileiro (com 37 gols de Pelé) e a Taça Brasil (Pelé marcou quatro gols na série final contra o Botafogo). O Santos iria ganhar também a Copa Intercontinental de 1962, contra o Benfica.[39] Vestindo a sua camisa 10, Pelé produziu um dos melhores desempenhos de sua carreira, marcando um "hat-trick" em Lisboa na vitória do Santos por 5-2.[40][41]

Como os campeões, o Santos se qualificou automaticamente para a fase semifinal da Copa Libertadores da América de 1963. O ballet blanco, o apelido dado para o Santos por Pelé, conseguiu manter o título depois de vitórias sobre o Botafogo e Boca Juniors. Pelé ajudou o Santos a superar uma equipe do Botafogo que continha lendas brasileiras como Garrincha e Jairzinho, com um gol no último minuto, na primeira fase das semifinais, transformando em um 1-1. Na segunda fase, Pelé marcou um hat-trick no Estádio do Maracanã na vitória do Santos por 0-4. O Santos iniciou a série final ao vencer, por 3-2, na primeira fase e derrotou o Boca Juniors 1-2, na La Bombonera. Foi uma proeza rara em competições oficiais, com outro gol de Pelé.[42] Santos se tornou a primeira equipe brasileira a conquistar a Copa Libertadores em solo argentino. Pelé terminou o torneio com 5 gols. O Santos perdeu o Campeonato Paulista depois de terminar em terceiro lugar, mas ganhou o Torneio Rio-São Paulo depois de uma vitória 0-3 sobre o Flamengo na final, com Pelé marcando um gol. Pelé também ajudaria Santos reter a Copa Intercontinental e a Taça Brasil contra o Milan e o Bahia, respectivamente.

 
Pelé é o artilheiro com o Santos.

Na Copa Libertadores da América de 1964, o Santos foi derrotado nas duas partidas da semi-final pelo Independiente. O clube venceu o Campeonato Paulista, com Pelé marcando 34 gols. O Santos também compartilhou o Título Rio-São Paulo com o Botafogo e ganhou a Taça Brasil, pelo quarto ano consecutivo. Na Copa Libertadores da América de 1965, o Santos atingiu as semi-finais e enfrentou o Peñarol em uma revanche da final de 1962. Depois de dois jogos, um playoff foi necessário para quebrar o empate.[43] Ao contrário de 1962, o Peñarol saiu por cima e eliminou o Santos por 2-1. Pelé seria, no entanto, o artilheiro do torneio, com oito gols.[44] Isto provou ser o início de um declínio com o Santos não conseguindo reter o Torneio Rio-São Paulo. Em 1966, Pelé e o Santos também não conseguiram reter a Taça Brasil com os gols de Pelé, não sendo suficientes para impedir uma derrota por 9-4 para o Cruzeiro (liderada por Tostão) na série final. O clube, no entanto, ganha o Campeonato Paulista em 1967, 1968 e 1969. Em 19 de novembro de 1969, Pelé marcou o 1000º gol em todas as competições, no que foi um momento muito aguardado no Brasil. O objetivo, popularmente apelidado de O Milésimo, ocorreu em uma partida contra o Vasco da Gama, quando Pelé marcou a partir de um pênalti, no Estádio do Maracanã.[45]

Pelé afirma que o seu gol mais memorável foi marcado na Rua Javari em um Campeonato Paulista, em partida contra o rival de São Paulo, Clube Atlético Juventus, em 2 de agosto de 1959. Como não há imagens de vídeo do jogo, Pelé pediu que uma animação de computador fosse feita com esta finalidade específica.[46] Em março de 1961, Pelé marcou o gol de placa (gol digno de placa), contra o Fluminense, no Maracanã. Pelé recebeu a bola na entrada da sua própria área, e correu o comprimento do campo, iludindo os jogadores de oposição com fintas, antes de chutar a bola, além do goleiro.[47] Uma placa foi encomendada com uma dedicação para "o gol mais bonito da história do Maracanã".[48]

Em 1967, as duas facções envolvidas na Guerra Civil da Nigéria concordaram com 48 horas de cessar-fogo , para que pudessem assistir Pelé jogar um jogo de exibição em Lagos.[49] Durante seu tempo no Santos, Pelé jogou ao lado de muitos talentosos jogadores, incluindo o Zito, Pepe e Coutinho; o último foi seu parceiro em inúmeras jogadas, ataques e gols.[50]

Camisa 10

Depois de Pelé, a camisa 10 passou a ser vestida pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior. No time do Santos e no do Cosmos de Nova York, ele utilizava esse número por ser o meia-esquerda. Em sua estreia na Seleção Brasileira, Pelé atuou com a camisa de número 9, a camisa de número 10 ele só começou a utilizar a partir do Mundial de 1958, cuja distribuição da numeração se deu de forma aleatória por um membro da Fifa, posto que, a delegação brasileira havia deixado de fornecer aos organizadores daquele mundial a numeração dos atletas.[51]

Clubes

Santos
New York Cosmos
  • 1975–1977
  • Última partida: New York Cosmos 2 - 1 Santos, no Giants Stadium (Nova Iorque), em 1 de outubro de 1977. Pelé atuou um tempo por cada equipe e marcou o primeiro gol da equipe estadunidense cobrando falta.

Seleção brasileira

 
Pelé mostra sua extraordinária impulsão em jogo da Copa de 1958
  • Estreia: convocado pela primeira vez pelo técnico Sílvio Pirilo depois de brilhantes partidas no Maracanã, na qual atuou em um combinado do Santos e Vasco da Gama. Estreou em 7 de julho de 1957, na derrota por 2–1 contra a Argentina pela Copa Roca de 1957. Gol dele.[54]
  • Copa de 1958: convocado com 17 anos, se machucou na véspera da competição, mas Paulo Machado de Carvalho resolveu levá-lo assim mesmo. Estreou no terceiro e decisivo jogo do Brasil, juntamente com Zito e Garrincha. Ele não marcou, mas o Brasil venceu por 2 x 0 a URSS. Nessa copa Pelé foi chamado pelos franceses de "Rei do Futebol", dando início a uma verdadeira lenda internacional, tornando-se uma das personalidades mais conhecidas do mundo durante o século XX.
  • Copa de 1962: Pelé se machucou na virilha, no segundo jogo do Brasil. No primeiro ele havia feito um gol. Não jogou mais aquela competição.
  • Copa de 1966: Pelé foi caçado em campo pelos adversários, que usavam do chamado "Futebol Força" para surpreender o Brasil. Jogou apenas duas das três partidas que o Brasil disputou naquela Copa. Fez sua última partida com Garrincha, na vitória de 2 x 0 sobre a Bulgária. Juntos, os dois astros nunca perderam uma partida de futebol pela seleção.
  • Copa de 1970: Ameaçado de ficar no banco de reservas, quando Zagallo assumiu a seleção, Pelé jogou tudo que sabia e comandou o Brasil na sua mais impressionante campanha em Copas, ganhando definitivamente a Taça Jules Rimet.
  • Despedida: Maracanã, dia 18 de julho de 1971, com público de 138.575 pagantes. Brasil 2 a 2 Iugoslávia.

Despedidas

Além da Seleção Brasileira, Pelé se despediu como jogador do Santos em 1974 (vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta) e do New York Cosmos (1977, jogando um tempo em cada equipe, marcando um gol pelo time nova-iorquino que venceu o Santos por 2 - 1). Na festa estadunidense, com direito a participação de Muhammad Ali, Pelé daria seu grito repetido por milhares de pessoas: "Love! Love!".

Seria a estrela de partidas de despedida de outros astros, como Garrincha em 1973 (fez um gol pela Seleção Brasileira, driblando toda a defesa adversária formada por estrangeiros que atuavam no Brasil); e da de Beckenbauer em 1982, quando fez seu último gol. Carlos Alberto Torres reclamou que Pelé não participou da sua despedida. Tanto Beckenbauer como Carlos Alberto, foram seus companheiros no Cosmos.

Estatísticas

Os números acerca da carreira de Pelé podem variar conforme a contabilização ou não de determinadas partidas e gols. Segundo a contagem que considera partidas oficiais e não-oficiais, Pelé teria realizado 1367 partidas, nas quais teria marcado 1282 gols, o que lhe renderia uma média de 0,94 gols por jogo. No entanto, se forem levadas em conta as estatísticas apenas em partidas oficiais (nas primeiras divisões dos torneios: Campeonato Paulista, Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Brasileiro (Taça Brasil, Torneio Roberto Gomes Pedrosa e Campeonato Nacional de Clubes), Copa Libertadores, Copa Intercontinental, North American Soccer League e partidas oficiais pela Seleção Brasileira de Futebol), Pelé teria realizado 812 partidas oficiais, nas quais assinalou 757 gols, o que pouco modificaria sua média (0,93 gols por jogo). Tendo realizado 115 partidas pela seleção nacional (92 das quais oficiais), marcou 95 gols (77 oficiais), sendo o maior artilheiro da história desta equipe.

Tanto considerando os jogos oficiais e ainda os extraoficiais, o ano em que Pelé obteve a melhor média de gols por jogo por um único time foi em 1961: no primeiro caso, fez 62 gols em 38 jogos, tendo uma média de 1,63 gol/jogo; já no segundo caso, com 110 gols em 74 jogos, teria uma média de 1,48 gol/jogo. Nas estatísticas oficiais, a temporada em que Pelé mais balançou as redes pelo Santos foi o ano de 1958, quando anotou 66 tentos. O alemão Gerd Müller quebrou seu recorde na temporada 1972/1973, por apenas um gol, pelo Bayern de Munique; o recorde atual de mais gols em uma única temporada por uma única equipe pertence ao argentino Lionel Messi, que marcou 72 vezes na temporada 2011/2012, pelo FC Barcelona.[55] Considerando também os jogos da seleção brasileira, em 1958, Pelé anotou 75 gols (66 pelo Santos e 9 pela seleção)[56] nas 53 partidas que disputou, na contagem oficial.

Em 21 de novembro de 1964, em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Paulista, na partida Santos 11 x 0 Botafogo-SP, Pelé marcou 8 vezes, seu recorde pessoal de gols em uma mesma partida. Considerando as partidas não-oficiais, Pelé teria ultrapassado a marca de 100 gols em uma única temporada duas vezes, em 1959 e 1961, além de ter marcado 97 vezes em 1965. No âmbito mundial, também detém os recordes de: mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista, em 1957 (17 anos); mais jovem campeão da Copa do Mundo FIFA, em 1958 (17 anos); mais jovem bicampeão da Copa do Mundo, em 1962 (21 anos); único jogador tricampeão da Copa do Mundo, em 1958, 1962 e 1970; um dos quatro jogadores (os outros foram Vavá, Paul Breitner e Zinedine Zidane) a ter feito gol em mais de uma final de Copa do Mundo (foram duas finais: 1958 e 1970); um dos dois únicos jogadores (junto com Klose) a marcar gols em quatro Copas do Mundo, em 1958 (6 gols), 1962 (1 gol), 1966 (1 gol) e 1970 (4 gols); maior artilheiro em uma única edição de Campeonato Paulista, em 1958 (58 gols); maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista, em 11 temporadas (1957, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968 e 1973); mais gols na história do Torneio Rio-São Paulo, com 49 gols marcados e o maior artilheiro da história da Copa Intercontinental, com 7 gols.

Gols por temporada

Clube Temporada Camp. Paulista Rio-São Paulo[57] Camp. Brasil[57] Campeonato
Sub-total
Competições internacionais Total
Oficial[58]
Total inc.
amistosos
Copa Libertadores Copa Intercontinental
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Santos 1956 0* 0* 1 1 1 1 2* 2*
1957 14+15* 19+17*[59] 9 5 38* 41* 38* 41* 67* 57*
1958 38 58 8 8 46 66 46* 66* 60* 80*
1959 32 45 7 6 4* 2* 39 51 43* 53* 83* 100*
1960 30 33 3 0 0 0 33 33 0 0 0 0 33* 33* 67* 59*
1961 26 47 7 8 5* 7 33 55 0 0 0 0 38* 62* 74* 110*
1962 26 37 0 0 5* 2* 26 37 4* 4* 2 5 37* 48* 50* 62*
1963 19 22 8 14 4* 8 27 36 4* 5* 1 2 36 51* 52* 67*
1964 21 34 4 3 6* 7 25 37 0* 0* 0 0 31* 44* 47* 57*
1965 30 49 7 5 4* 2* 37 54 7* 8 0 0 48* 64* 66* 97*
1966 14 13 0* 0* 5* 2* 14* 13* 0 0 0 0 19* 15* 38* 31*
1967 18 17 14* 9* 32* 26* 0 0 0 0 32* 26* 65* 56*
1968 21 17 17* 11* 38* 28* 0 0 0 0 38* 28* 73* 55*
1969 25 26 12* 12* 37* 38* 0 0 0 0 37* 38* 61* 57*
1970 15 7 13* 4* 28* 11* 0 0 0 0 28* 11* 54* 47*
1971 19 8 21 1 40 9 0 0 0 0 40 9 72* 60*
1972 20 9 16 5 36 14 0 0 0 0 36 14 74* 55*
1973 19 11 30 19 49 30 0 0 0 0 49 30 66* 45*
1974 10 1 17 9 27 10 0 0 0 0 27 10 49* 19*
Total 412 470 53 49 173* 100* 638* 619* 15 17[60] 3 7 656 643 1120 1033*

  • Quadrados em cinza escuro na tabela indicam competições importantes não disputadas naquele ano.
  • * indica que o número foi deduzido da lista da rsssf.com e desta lista de jogos de Pelé.
Clube Temporada NASL Outros[61] Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
NY Cosmos 1975 9 5 14* 10* 23* 15*
1976 24 15 18* 11* 42* 26*
1977 31 17 11* 6* 42* 23*
Total 64 37 43* 27* 107* 64*

Seleção brasileira

Ano
Jogos Gols
1957 2 2
1958 7 9
1959 9 11
1960 6 4
1961 0 0
1962 8 8
1963 7 7
1964 3 2
1965 8 9
1966 9 5
1967 0 0
1968 7 4
1969 9 7
1970 15 8
1971 2 1
Total 92 77

¹Apenas jogos oficiais.

Gols em Copa do Mundo

# Data Local Adversário Placar Resultado Edição
1. 19 de junho de 1958 Estádio Ullevi, Gotemburgo, Suécia   País de Gales 1–0 1–0 1958
2. 24 de junho de 1958 Estádio Råsunda, Solna, Suécia   França 3–1 5–2 1958
3. 24 de junho de 1958 Estádio Råsunda, Solna, Suécia   França 4–1 5–2 1958
4. 24 de junho de 1958 Estádio Råsunda, Solna, Suécia   França 5–1 5–2 1958
5. 29 de junho de 1958 Estádio Råsunda, Solna, Suécia   Suécia 1–3 2–5 1958
6. 29 de junho de 1958 Estádio Råsunda, Solna, Suécia   Suécia 2–5 2–5 1958
7. 30 de maio de 1962 Estádio Sausalito, Viña del Mar, Chile   México 2–0 2–0 1962
8. 12 de julho de 1966 Goodison Park, Liverpool, Inglaterra   Bulgária 1–0 2–0 1966
9. 3 de junho de 1970 Estádio Jalisco, Guadalajara, México   Tchecoslováquia 2–1 4–1 1970
10. 10 de junho de 1970 Estádio Jalisco, Guadalajara, México   Romênia 1–0 3–2 1970
11. 10 de junho de 1970 Estádio Jalisco, Guadalajara, México   Romênia 3–1 3–2 1970
12. 21 de junho de 1970 Estádio Azteca, Cidade do México, México   Itália 1–0 4–1 1970

Gol 500

Marcado em 2 de setembro de 1962, na partida Santos 3–3 São Paulo, pelo Campeonato Paulista. Pelé marcou dois gols na partida, sendo o segundo o 500º gol. Tinha 21 anos e dez meses quando fez seu 500º gol, Pelé terminou aquela temporada com 73 gols em 59 jogos, média de 1,24 gol por jogo.[62]

 
Selo especial ao milésimo gol de Pelé

Milésimo gol

 
Marca de Pelé na calçada da fama do Maracanã, local do gol 1000.

Marcado em 19 de novembro de 1969, às 23h23m, Vasco 1–2 Santos, com 65.157 pagantes. A partida era válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Campeonato Brasileiro da época.[63]

Títulos

Santos
New York Cosmos
Seleção Brasileira

Prêmios individuais

Artilharias

Santos

Seleção Brasileira

Forças armadas

Campeonato Brasileiro das Forças Armadas
  • 1959 - Seleção da 6ª Grupo de Artilharia de Costa Motorizado - 6º GACosM (11 gols)
Campeonato Sul Americano das Forças Armadas
  • 1959 - Seleção Brasileira das Forças Armadas (11 gols)

Carreira artística

Filmografia
Telenovela
Jogos eletrônicos

Em 2009 foi anunciado a parceria de Pelé com a Ubisoft para o desenvolvimento de um jogo de videogame de futebol para o Nintendo Wii no qual Pelé é o personagem principal. O jogo chamado Academy of Champions: Soccer remete a ideia de Pelé de trazer o esporte para os mais jovens.[65]

Discografia

Pelé gravou o compacto Tabelinha com a cantora Elis Regina no ano de 1969. O disco foi gravado pela Philips/CBD, hoje Universal Music. (Philips 365291) com as canções "Vexamão" e "Perdão Não Tem". As canções estão disponíveis no CD duplo Elis Regina 20 anos de Saudade, de 2002 (Universal Music) e no CD Peléginga, de 2006 (EMI). Em 2009, foi garoto propaganda de uma campanha publicitária da SPTuris pela cidade de São Paulo. Autor de mais de 120 canções, compôs o samba "Olha Lá São Paulo" falando de 54 bairros paulistanos. A produção foi lançada em cinemas e emissoras de televisão de sete capitais nacionais, além da CNN International e da CNN en Español.[66]

Legado

No episódio de Chaves chamado "Vamos ao Cinema", o protagonista repete várias vezes a frase "Seria melhor ter ido ver o filme do Pelé". No original, no entanto, Chaves diz que "Hubiera sido mejor haber ido a ver la Película, 'El Chanfle'" ("Teria sido melhor ver o filme 'El Chanfle'") em referência ao filme recém lançado por Roberto Bolaños, autor da série. Ele também conseguiu convencer os militares da Nigéria a tocar um cessar-fogo para assistirem uma partida.[67] Foi também o primeiro ministro negro da história,[68] foi apoiado por Henry Kissinger a ir para o Cosmos[69] e foi o primeiro homem negro capa da revista LIFE.[70] Durante o Regime militar no Brasil ele se negou a apoiar um manifesto de redemocratização.[71]

Ver também

Referências

  1. «Fifa.com». Consultado em 30 de novembro de 2008 
  2. «National-football-teams». Consultado em 30 de novembro de 2008 
  3. «Todos os brasileiros 1962». Folha de São Paulo. 9 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  4. a b Nome conforme certidão de nascimento (n.º 7095, folha 123, livro 21-A do registro civil de Três Corações - MG) e com o documentário Pelé Eterno:

    CERTIDÃO DE NASCIMENTO CERTIFICO que sob o n° 7.095 às fls. 123 do livro n° 21-A de Registro de Nascimento consta o assento de Edson Arantes do Nascimento, nascido aos vinte e três (23) outubro de mil novecentos e quarenta (1940) às 03 horas e --- minutos em esta Cidade de Três Corações, sexo masculino, filho de João Ramos do Nascimento e de Celeste Arantes.

  5. «Pelé "es el mejor"» (em espanhol). BBC Mundo. 6 de novembro de 2007. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  6. «The Time 100, Heroes and icons — Pelé». Time. 14 de junho de 1999. Consultado em 1 de outubro de 2006 
  7. (em castelhano) «Competiciones, Copa Santander Libertadores». CONMEBOL. 18 de maio de 2010. Consultado em 18 de maio de 2010 
  8. Bell, Jack (1º de agosto de 2010). «Cosmos Begin Anew, With Eye Toward M.L.S» (em inglês). New York Times. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  9. «UK: Brazilian Soccer Legend Pele Awarded Honorary KBE» (em inglês). AP Archive. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  10. Stokkermans, Karel (2001). «France Football's Football Player of the Century» (em inglês). Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  11. «The King of football» (em inglês). FIFA. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  12. «Which footballer has scored the most goals for a single club?» (em inglês). The Guardian. Consultado em 21 de fevereiro de 2017 
  13. «Revista lista Romário à frente de Pelé como maior artilheiro em jogos oficiais». Sportv. Consultado em 21 de fevereiro de 2017 
  14. Kevin Lynch (30 de outubro de 2013). «Video: Pelé honoured with two Guinness World Records achievements in London». Website oficial do Guinness World Records. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  15. «Pelé, King of Futbol». ESPN. Consultado em 1 de outubro de 2006 
  16. «Dedico este gol às criancinhas». Gazeta Esportiva. Consultado em 30 de maio de 2008. Cópia arquivada em 18 de dezembro de 2007 
  17. Várias de suas biografias, veja, por exemplo, last line: "'O Rei' foi dado a Pelé pela imprensa francesa, em 1961, depois de ter jogado algumas partidas com o Santos na Europa". Ou o já Citado [1] Ou o livro "Pele, King of Soccer/Pele, El rey del futbol - Monica Brown (autor) & Rudy Gutierrez (ilustrador) Rayo Publishing Dezembro de 2008 ISBN 978-0-06-122779-0"
  18. a b «IOC PRESIDENT TRAVELS TO SANTOS TO PRESENT PELÉ WITH THE OLYMPIC ORDER». olympic.org. Consultado em 17 de junho de 2016 
  19. a b c d Pelé & Fish 1977, p. 18–19.
  20. a b Pelé 2008, p. 14.
  21. «Un siglo, diez historias» (em Spanish)  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)
  22. «From Edson to Pelé: my changing identity» 
  23. a b «Taking the Pelé» [ligação inativa] 
  24. «Pelé» 
  25. Heizer 1997, p. 173.
  26. Magill 1999, p. 2950.
  27. a b «Pele Speaks of Benefits of Futebol de Salão» 
  28. «Exclusive interview: Pele on his Santos years». FourFourTwo 
  29. Marcus 1976, p. 20.
  30. «Mesário da estréia de Pelé lembra atrapalhada» 
  31. «Pele, Maradona and Messi: soccer's holy trinity» 
  32. «Campeonato Paulista: Artilheiros da história – 2» 
  33. «Fichas Técnicas De Jogos Que Decidiram O Torneio Rio-Sâo Paulo» 
  34. «Torneio Rio-São Paulo 1960» 
  35. «Santos revive spirit of Pele» 
  36. "O melhor de todos os tempos, com distância", as melhores frases sobre Pelé Goal.com
  37. Dunmore 2015, p. 290.
  38. «Copa Libertadores de América 1962» 
  39. "Intercontinental Cups 1962 and 1963". FIFA. 15 January 2015
  40. «Extraordinary Pele crowns Santos in Lisbon» 
  41. «Will South Africa 2010 produce a new Pele?» 
  42. «1963: With an amazing Pele, Brazil's Santos wins their second Copa Libertadores Tournament» 
  43. «En los años sesenta, Peñarol y Santos protagonizaron inolvidables batallas por la Libertadores, generando una rivalidad que transformó a este duelo en el primer clásico que tuvo la Copa.» 
  44. «Copa Libertadores - Topscorers» 
  45. «Pele scores 1,000th goal» 
  46. «Pele receives tribute for 1959 goal» 
  47. «Remembering Pele's gol de placa» 
  48. Bellos 2003, p. 244.
  49. «Pelé (Brazilian Athlete)» 
  50. Santos – Pelé edges Eusebio as Santos defend title FIFA. 23 April 2007. Retrieved 5 May 2011
  51. «KFOURI, Juca. Coluna 17 de março de 2007, Sanatório da Imprensa» 
  52. «Que fim levou? Corinthians de Santo André». Terceiro Tempo. Consultado em 30 de novembro de 2013 
  53. Segundo o jornal Público de 1 de outubro de 2007, a estreia de Pelé na primeira categoria do Santos, ocorreu no Rio de Janeiro contra o Belenenses; tratou de um jogo amistoso.
  54. «Pelé estreia na Seleção Brasileira, em jogo contra a Argentina, e marca seu primeiro gol». CBF. 7 de julho de 2015 
  55. «Los números de Messi están en la órbita de Pelé» (em espanhol). Marca. 7 de maio de 2012. Consultado em 16 de maio de 2012 
  56. «ARFTS - Goals in a Year» 
  57. a b Estatísticas completas entre 1957 and 1974 no SPS, RSPS, e Campeonato Brasileiro foram retirados de http://soccer-europe.com/Biographies/Pele.html. Soccer Europe elaborou esta lista a partir de http://www.rsssf.com (The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation). Para uma lista completa dos gols de Pelé ver http://pele.m-qp-m.us/english/pele_statistics.shtml.
  58. Como gols em jogos amistosos não são contados nas estatísticas oficiais, este seria o número de gols sem contar os marcados em amistosos.
  59. Em 1957, o Campeonato Paulista foi dividido em duas fases: Série Azul e Série Branca. Na primeira, Pelé marcou 19 gols em 14 jogos, e, na Série Azul, marcou 17 gols em 15 jogos. Veja http://paginas.terra.com.br/esporte/rsssfbrasil/tables/sp1957.htm
  60. Estatísticas completas entre 1957 e 1974 na Taça de Prata, Taça Brasil e Copa Libertadores foram retiradas de http://soccer-europe.com/Biographies/Pele.html. Soccer Europe elaborou esta lista a partir de http://www.rsssf.com (The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation), but do not give a season-by-season breakdown. For a full list of Pelé's goals see http://pele.m-qp-m.us/english/pele_statistics.shtml.
  61. Referência não indica o que "Outros" significa neste contexto.
  62. «Há 50 anos, Pelé fez num clássico o pouco falado 500º gol». Folha de S. Paulo. 2 de setembro de 2012. Consultado em 7 de novembro de 2016 
  63. «Pelé marcou seu milésimo gol no Maracanã, num pênalti contra o Vasco». Acervo O Globo. 18 de novembro de 2013. Consultado em 7 de novembro de 2016 
  64. «Revista faz revisão na Bola de Ouro, e Pelé desbanca Messi nas regras atuais» 
  65. Ahearn, Nate (12 de novembro de 2009). «Academy of Champions: Soccer Review» (em inglês). IGN. Consultado em 18 de dezembro de 2014 
  66. Duarte, Sara (16 de novembro de 2009). «Pelé é estrela de nova campanha publicitária para cidade de São Paulo». Veja São Paulo. Consultado em 28 de novembro de 2014 
  67. «Pelé» (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 20 de dezembro de 2014 
  68. «Pelé Makes His Pitch: Soccer Legend Touts Brazil's Boom, World Cup 2014» (em inglês). World Church. 30 de janeiro de 2012. Consultado em 28 de novembro de 2014 
  69. «ESPN.com - E-Ticket: When Soccer Ruled The USA». sports.espn.go.com 
  70. «Pel, Soccer´s main Man» (em inglês). African American Registry. Consultado em 5 de fevereiro de 2015 
  71. «Pelé foi investigado pela ditadura na década de 1970». Folha de S. Paulo. 22 de agosto de 2011. Consultado em 5 de fevereiro de 2015 

Notas

  1. Pelé presumiu que era um insulto, já que a palvra não possuía significado em português. Ele descobriu na década de 2000 que a palavra significava "milagre" em hebreu.[23]

Ligações externas

 
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