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Eduardo Faustini
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Jornalista
Principais trabalhos Rede Manchete (1989-1995)
Rede Globo (1996-presente)[1]
Prêmios Prêmio Esso, Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, Embratel 2013[1]

Eduardo Faustini, apelidado de O Repórter Secreto, é um jornalista brasileiro, sendo um dos mais importantes repórteres investigativos da Rede Globo juntamente ao finado Tim Lopes. Com reportagens no Fantástico desde 1996, jamais exibiu o rosto nestas, para preservar a integridade física, apesar disso, já foi ameaçado durante as investigações.[2]

BiografiaEditar

O inicio de carreira do repórter, pela condição permanecer oculto ao fazer reportagens, não é muito divulgado. Sabe-se que este trabalhou na Rede Manchete a partir de 1989 e na Rede Globo a partir de 1996.

Em 1999, o repórter fez uma série de reportagens que levaram à prisão o então deputado federal, e também ex-coronel da PM acusado de comandar grupos de extermínio, Hildebrando Pascoal.[2]

Em reportagem exibida em 2002, O jornalista gravou flagrantes de corrupção explícita por partes de fornecedores da Prefeitura de São Gonçalo, município do Rio de Janeiro, num exemplo do bom uso de câmeras ocultas e microfones especiais a serviço do jornalismo de denúncia.[2] O material colhido foi entregue ao Ministério Público. Em 12 de dezembro de 2004, Faustini denunciou a queima de documentos sigilosos da época da ditadura na Base Aérea de Salvador. A reportagem ganhou o Prêmio Qualidade Brasil e o XXII Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo.

Em maio de 2005, o Fantástico mostrou cenas de corrupção em Rondônia em uma matéria de Eduardo Faustini. A reportagem mostrava imagens, gravadas pelo então governador do estado Ivo Cassol, de tentativas de suborno por parte de deputados. Por ordem judicial, a reportagem não foi exibida em Rondônia.[2]

Entre 18 de setembro e 2 de outubro de 2005, o Fantástico apresentou a reportagem especial em três partes Diário de uma guerra suja, um panorama detalhado da guerra entre a polícia do Rio de Janeiro e os traficantes de drogas entrincheirados nas favelas, que ainda enfrentavam grupos rivais para defender as bocas-de-fumo. Durante dez dias, Faustini entrevistou autoridades como o então Secretário de Segurança da cidade, Marcelo Itagiba, e a inspetora de polícia Marina Magessi; ouviu a opinião de sociólogos sobre o trabalho da polícia e o depoimento dos moradores de áreas próximas às favelas, as principais vítimas da guerra; e registrou o trabalho de educadores que tentam ajudar a diminuir o envolvimento cada vez maior de menores com o tráfico.

Em 2014, estreou mais uma série de reportagens no Fantástico, chamada Cadê o dinheiro que estava aqui?, onde é apelidado Repórter Secreto e que investiga onde denúncias sobre desvios de impostos.[3]

CuriosidadesEditar

 
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Eduardo já fingiu ser desde idoso - para flagrar e denunciar os maus-tratos em asilos - à caminhoneiro - para mostrar os esquemas de propina nas rodovias pelo País.[1] Na sua carreira já denunciou políticos, traficantes e picaretas.[2]

PrêmiosEditar

  • 2013 - Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, Embratel.- A cara da corrupção - (na série vitoriosa, empresas que vendiam materiais e serviços médicos que foram convidadas a participar de concorrências fictícias, licitações com cartas marcadas para fugir da fiscalização do governo).
  • 2013 - Prêmio ETCO deTelejornalismo, com a reportagem "A cara da corrupção", veiculada no Fantástico
  • 2007  -Prêmio Embratel - Jornalismo investigativo - "Máfia das funerárias", de Eduardo Faustini e equipe - TV Globo/Fantástico -, arrebatou o troféu Tim Lopes, o primeiro da categoria criada a partir dessa edição, em homenagem a um dos maiores jornalistas investigativos do país. A reportagem denuncia o golpe do atestado de óbito comprado, que envolve agências funerárias e médicos desonestos. Constata ainda que os métodos ilegais empregados no esquema podem ser usados até mesmo para encobrir crimes como assassinatos.
  • 2007 - Menção honrosa do prêmio pela melhor investigação jornalística de um caso de corrupção, do Instituto Prensa y Sociedade (IPYS) e Transparency International Latinoamerica y el Caribe (TILAC), pela reportagem “Horário Eleitoral”, de Eduardo Faustini, exibida em 27 de agosto de 2006.
  • 2005 - XXII Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo para a matéria Documentos Queimados
  • 2004 - Prêmio Imprensa Embratel 2004 – na categoria Jornalismo Investigativo e Prêmio Tim Lopes pela matéria Máfia dos Carros Salvados
  • 2002 - Prêmio Esso Especial de Telejornalismo (com a reportagem "Corrupção em São Gonçalo", exibida no Fantástico, revelando o oferecimento de propinas no gabinete do secretário da Fazenda de São Gonçalo por parte de fornecedores da prefeitura).
  • 2002 - Grande Prêmio Líbero Badaró e Telejornalismo - Denúncias de São Gonçalo.

Ver TambémEditar

Referências

  1. a b c «Eduardo Faustini». Portal dos jornalistas. Consultado em 4 de janeiro de 2017 
  2. a b c d e «O CARA SEM CARA DA GLOBO». Trip. Uol. Consultado em 4 de janeiro de 2017 
  3. «Eduardo Faustini estreia série para investigar roubo de dinheiro público». Fantástico. Globo.com. 2 de novembro de 2014. Consultado em 4 de janeiro de 2017 
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