Abrir menu principal
Eduardo Malta
Nome completo Eduardo Augusto d'Oliveira Morais Melo Jorge Malta
Nascimento 28 de outubro de 1900
Covilhã
Morte 31 de maio de 1967 (66 anos)
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Pintor

Eduardo Augusto d'Oliveira Morais Melo Jorge Malta OSE (Covilhã, 28 de outubro de 1900Óbidos 31 de maio de 1967), mais conhecido como Eduardo Malta, foi um pintor português. Personalidade das mais discutidas da vida artística portuguesa. As atitudes que assumiu, ao longo da sua vida de 66 anos, sobretudo aquelas que eram alheias à sua Arte, dividiram profundamente as opiniões de quem o rodeava, conforme os ângulos por onde era apreciado. Possuía um inequívoco e reconhecido talento de desenhista, que o celebrizou tanto no país como no estrangeiro. Com pintor, contudo, não obteve tão unânime aceitação.

BiografiaEditar

Nasceu na Covilhã de uma família originária do Porto. Muito cedo foi morar para o Porto. O seu pai tinha um negócio de floricultura e era vizinho do pintor Cândido da Cunha. Foi este que influenciou o pai de Eduardo Malta a deixá-lo seguir a carreira artística. Foi aluno da Escola de Belas-Artes do Porto desde os 10 anos. Ainda como estudante conquistou vários prémios. Conquistou em 1936 o Prémio Columbano, e a medalha de ouro da Exposição Internacional de Paris de 1937. Ricardo Espírito Santo foi seu Mecenas. Expôs em Berlim, Paris e Londres.

Como ilustrador marcou lugar de destaque, contribuindo para dezenas e dezenas de livros, revistas, jornais, exposições e outros. Foi um dos organizadores, em conjunto com Augusto de Santa-Rita, do suplemento infantil do jornal O Século, Pim Pam Pum! [1] (1925-1978) e também se encontra colaboração artística da sua autoria nas revistas Contemporânea[2] (1915-1926) e Ilustração[3], iniciada em 1926.

Na sua extensa galeria de retratos, figuram nomes célebres nas letras e nas artes, como Teixeira de Pascoaes, Aquilino Ribeiro, Augusto de Castro, Amália Rodrigues Juan Belmonte e Manuel dos Santos; e na política, como Oliveira Salazar, Cardeal Cerejeira, o Presidente do Brasil Getúlio Vargas ou o político espanhol falangista José António Primo de Rivera.

A 31 de Maio de 1958 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[4]

Foi director do Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa, de 1959 a 1967. A sua nomeação foi muito contestada, incluindo um abaixo-assinado, devido à sua assumida oposição à arte moderna. Era também membro efectivo da Academia Nacional de Belas Artes e correspondente da Real Academia de San Fernando de Madrid. Outra actividade de Eduardo Malta foi a de escritor. Escreveu romances e contos e sobretudo livros sobre a sua arte e porcelana de que era profundo conhecedor.

Livros publicadosEditar

  • O Papagaio Azul, contos infantis, 1925.
  • Montanhas Russas, memórias, 1928.
  • Do Meu Ofício de Pintor. Lisboa, Sociedade Industrial de Tipografia, 1935.
  • No Mundo dos Homens, romance, 1936.
  • Retratos e Retratados. Rio de Janeiro: A Noite, 1938.
  • Vários Motivos de Arte.

FontesEditar

  • Eduardo Malta no site da Câmara Municipal da Covilhã.
  • Eduardo Malta no site da Universidade do Porto
  • Sá, Leonardo de; Deus, António Dias de (1999). Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal. Costa da Caparica: Edições Época de Ouro. ISBN 972-98395-0-6  , pg. 80

Referências