Abrir menu principal
Elétrico “articulado”.
Elétrico “remodelado”.
Elétrico “remodelado” de serviço turístico.

A rede de elétricos da Carris, empresa de transportes públicos de Lisboa, em Portugal, é composta atualmente por seis carreiras e percorre um total de 31 km de rede (54 km de linha dupla em bitola de 900 mm, sendo 13 km em faixa reservada). Emprega 138 guarda-freios[1] (condutores de elétricos, funiculares e elevador) e uma frota de 63 veículos (45 históricos “remodelados”, 10 articulados e 8 históricos “ligeiros”[2]), baseados numa única estação — Santo Amaro.

No seu auge, em finais da década de 1950, a rede de elétricos da Carris tinha um total de 76 km de rede (145 km de via dupla sendo 15 km para manobras nas três estações), e uma frota de 405 carros motorizados e 100 reboques sem motor (alguns do qual de construção própria).[3]

Índice

HistóriaEditar

"Carros americanos"Editar

A rede eletroviária lisboeta foi desenvolvida pela Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa, que desde 1872 era uma das concessonárias de transportes públicos de passageiros na capital portuguesa, assegurando as carreiras que explorava com veículos de tração cavalar rodando sobre os epónimos carris — os “carros americanos”. A rede de elétricos da cidade iria desenvolver-se a partir destas linhas, que se estendiam à época já a Algés, Xabregas, e Benfica.

EletrificaçãoEditar

 
Inauguração da tração elétrica, em 1901.

Tração elétrica por baterias a bordoEditar

Uma primeira tentativa de substituição da tração animal por elétrica decorreu em 1887. Circularam experimentalmente dois carros equipados com baterias do sistema Julien, entre Santo Amaro e Algés; a imprensa foi convidada para o evento, no dia 15 de setembro. Apesar do desempenho satisfatório exibido na experiência, o negócio previsto com a empresa belga L’Eléctrique acabou por não se realizar, permanecendo a tração animal em uso até ao final do século. [4][5][6]

Tração elétrica por fiaçãoEditar

Em 1900 instalaram-se os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoelétrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira carreira eletromotorizada, do Cais do Sodré a Algés[7] (atual 15E CCFL).

ConsolidaçãoEditar

Com exceção da empresa Chora, que subsistiu até 1917,[8] a Carris absorvera, desde a sua fundação até ao virar do século XX, todas as companhias de ónibus com carreiras concessionadas da capital, e também as que detinham meios mecanizados e infraestruturas sobre carris — nomeadamente a Casa Rippert, a Empresa de Viação Urbana a Vapor, e a Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.[8] Assim, a rede ferroviária herdada dos “americanos” foi sendo alargada, nela se integrando por desmontagem também os dois “ascensores” de cabo desta última empresa (Estrela e Graça); os seus funiculares — Glória, Bica, e Lavra — foram mantidos sem alterações técnicas (devido à especificidade dos seus percursos, de grande inclinação), funcionado em intermodalidade, tal como, naturalmente, os seus elevadores verticais (Santa Justa, Biblioteca, e Chiado).

Expansão (1901-1957)Editar

 
Elétrico no Rossio, em 1925

Entre 1901 e 1907 a rede cresceu rapidamente, uma vez que parte da infraestrutura já existia da época dos Americanos. A expansão da rede de elétricos continuou até à década de 1930:em 1926 a rede chegou ao Alto de São João, em 1927 à Ajuda e em 1930 a Carnide. Construíram-se também novos segmentos, entre os quais se destacam a ligação entre a Graça e a Avenida Almirante Reis, em 1925, e o percurso entre a Praça Luís de Camões e a Rua da Conceição, que é o que tem maior inclinação (13,5%) em toda a rede. Em 1936, expandiu-se até aos Prazeres e construi-se uma ligação entre Campolide e São Sebastião e em 1941 inaugurou-se o ramal do Bairro do Arco do Cego. Em 1957 terminou o ciclo de expansão da rede, com a inauguração do troço Alto de S. João - Madre Deus, atingindo a rede o seu apogeu. Nesta época, a maioria das linhas terminava no Rossio, na Praça do Comércio, no Martim Moniz ou nos Restauradores, e daí divergiam para toda a cidade.

Na década de 1950, um terminal (ou paragem importante) da rede de elétricos da Carris esteve previsto para o local onde se situa hoje a estação Alto dos Moinhos, aparentemente ligado ao resto da rede na linha da Estrada da Luz (carreiras 13 e 13A, para Carnide) via R. Francisco Baía; ter-se-ia situado aproximadamente onde é hoje a junção das ruas Freitas Branco e Alçada Batista, servido o então planeado Estádio da Luz.[9] No seu apogeu existiram cerca de 30 carreiras, como lista o quadro abaixo:

Rede em 1958[10]
Carreira Percurso Observações
01 Restauradores – São Sebastião – Sete Rios – Benfica
02 Restauradores – Campo Pequeno – Campo Grande – Lumiar
03 Caminhos de Ferro – Praça da Figueira – Avenida Almirante Reis – Arco do Cego – Campo Pequeno – Bairro Arco do Cego
04/5 Restauradores – São Sebastião – Saldanha – Avenida da Fontes Pereira de Melo – Avenida da Liberdade – Restauradores Circulação
06 Restauradores – Avenida da Liberdade – Gomes Freire – Martim Moniz – Praça da Figueira
08 Rossio – Martim Moniz – Areeiro
09 Poço do Bispo – Caminhos de Ferro – Praça do Comércio – Cais do Sodré – Santos
10/11 Praça da Figueira – Martim Moniz – Avenida Almirante Reis – Graça – Sé – Praça da Figueira Circulação
12 Martim Moniz – São Tomé
13 Restauradores – São Sebastião – Sete Rios – Carnide
14/14A Restauradores – São Sebastião – Campolide – Rato – R. Alexandre Herculano – Restauradores Circulação
15 Praça do Comércio – Cais do Sodré – Belém – Algés – Cruz Quebrada
16 Xabregas – Caminhos de Ferro – Praça do Comércio – Cais do Sodré – Belém
17 Alto de São João – Praça do Chile – Avenida Almirante Reis – Martim Moniz – Praça do Comércio – Conde Barão – Belém
18 Praça do Comércio – Cais do Sodré – Santos – Calvário – Boa Hora – Ajuda
18A Praça do Comércio – Cais do Sodré – Conde Barão – Alcântara – Boa Hora – Ajuda
19 Arco do Cego – Avenida Almirante Reis – Martim Moniz – Praça do Comércio – Conde Barão – Alcântara – Santo Amaro
20 Cais do Sodré – Príncipe Real – Alexandre Herculano – Avenida da Liberdade – Restauradores – Rossio
21 São Sebastião – Arco do Cego – Alto de São João – Caminhos de Ferro – R. Alfândega
22/23 Rossio – Praça do Comércio – Conde Barão – São Bento – Rato – Alexandre Herculano – Restauradores – Rossio Circulação
24 Carmo – Príncipe Real – Campolide – São Sebastião – Arco do Cego – Praça do Chile
25/26 Rossio – Praça do Comércio – Conde Barão – Lapa – Estrela – Rua Amoreiras – Rato – Alexandre Herculano – Restauradores – Rossio Circulação
27 São Sebastião – Arco do Cego – Alto de São João – Poço do Bispo
28 Rossio – Conceição – Largo Luís de Camões – Estrela – Prazeres

Retração da rede na década de 60Editar

A 9 de abril de 1944 entraram em serviço os primeiros autocarros da Carris, que faziam serviços de e para o Aeroporto. Em 1959 foi inaugurado o Metro de Lisboa. Estes fatores contribuíram para o decréscimo da rede de elétricos. O metropoiltano, por um lado, levou ao fecho das linhas entre os Restauradores, São Sebastião e o Campo Pequeno, o que levou, anos mais tarde, ao encerramento das linhas para Benfica, Carnide e Lumiar. Nos anos que seguiram novos troços da rede foram abandonados, entre os quais o troço entre a Praça do Chile e o Areeiro. Em 1970, a Carris anunciou que os elétricos na capital veriam o seu fim até 1975. Depois da queda do regime fascista a 25 de abril de 1974, e com o regresso de muitos portugueses que se encontravam em países africanos, os elétricos permaneceram na capital.[11]

Retração da rede na década de 90Editar

 
3E na Calçada da Cruz de Pedra
 
Rede em 1995

Devido ao aumento crescente do tráfego em Lisboa, os elétricos não eram capazes de cumprir horários, o que motivou uma nova série de encerramentos. Durante esta década, as linhas 3, 10, 16, 17, 20, 25, 26, 27, 29 e 30 foram suprimidas. Encerraram também os "carbarns" das Amoreiras e do Arco do Cego. Em 2000 esteve também pendente a supressão da carreira 18E, que não se concretizou depois de o anúncio ter causado revolta por entre a população local.[11]

Rede em 1990
Carreira Percurso Alterações
3 Arco do Cego – Praça da Figueira – Poço do Bispo Supressão : 18 de novembro de 1991
10 Cais do Sodré – Largo do Rato Supressão : 18 de novembro de 1991
12 Martim Moniz – Sao Tomé Alteração : Circulação Martim Moniz (atual 12E)
15 Praça do Comércio – Algés – Cruz Quebrada Encurtada : a Algés (Jardim) em 1996 (atual 15E)
16 Belém – Praça do Comércio – Poço do Bispo Supressão : 18 de novembro de 1991
17 Algés – Praça do Comércio – Praça da Figueira – Alto de São João Supressão : 5 de maio de 1997
18 Praça do Comércio – Santos – Ajuda (atual 18E)
19 Arco do Cego – Praça da Figueira – Alcântara Supressão : 18 de novembro de 1991
20 Martim Moniz – Gomes Freire – Cais do Sodré Supressão : 18 de janeiro de 1991
24 Carmo – Campolide – Alto de São João – Rua da Alfândega Supressão : 1995 / Reabertura : 24 de abril de 2018 (atual 24E)
25/26 Estrela – Martim Moniz – Gomes Freire – Estrela Supressão : 18 de janeiro de 1991 / (atual 25E)
27 Campolide – Arco do Cego – Poço do Bispo Supressão : 20 de agosto de 1990
28 Martim Moniz – Graça – Estrela – Prazeres (atual 28E)
29/30 Estrela – Largo do Rato – Cais do Sodré – Estrela Supressão : 18 de janeiro de 1991

Modernização de 1995Editar

 
Elétrico 902 em 1977 no Estádio Nacional do Jamor.

Em Fevereiro de 1995, a companhia Carris recebeu o primeiro dos 10 elétricos modernos articulados; os primeiros seis veículos foram encomendados pela empresa espanhola CAF, sendo os restantes quatro fabricados pela Sorefame.[12] Nesta altura, planeava-se que os primeiros serviços a serem assegurados por estes veículos ligariam a Praça da Figueira a Algés, passando pelo Palácio de Belém e pelo Mosteiro dos Jerónimos (Carreira 15E), com um intervalo entre composições, em hora de ponta, de 3 minutos.[12] Também se previu, para mais tarde, estender os serviços destes veículos até Santa Apolónia e Cruz Quebrada, o que totalizaria cerca de 13 quilómetros.[12] Previa-se que, com a sua capacidade, poderiam transportar até cerca de 4000 passageiros por hora, nas horas de ponta.[12] Para a entrada dos novos veículos, e permitir maiores velocidades comerciais, a operadora Carris realizou vários trabalhos de modernização e preparação da via, como a substituição de carris, travessas e dos fios aéreos, e introduziu novos sistemas de semáforos; elevou, igualmente, a altura das plataformas, para facilitar o trânsito dos passageiros.[12] A utilização de elétricos rápidos nos corredores com destino a Loures e à Expo’98, foi considerada, mas definitivamente preterida em 1997 pela opção de prolongar a rede do Metropolitano de Lisboa.[13] Outros eixos para a ciculação de elétricos rápidos articulados estavam porém ainda a ser considerados em finais de 1997,[13] alargamento que acabou por não se verificar.

Com o objetivo de modernizar a restante rede "das colinas", a Carris decidiu remodelar 45 veículos das séries 200 e 700, que foram renumerados 541 a 585. Estes elétricos são qualificados de "Remodelados" e prestam serviço em todas as seis carreiras. O projecto de remodelação da autoria da firma Vossloh Kiepe conservou a carroçaria antiga com o design Brill, consequentemente este modelo de elétrico é o mais procurado pelos turistas. A recepção dos elétricos remodelados decorreu gradualmente entre Abril de 1995 e Julho de 1996.[14] Para acompanhar a chegada dos elétricos Remodelados e permitir a receção da corrente elétrica pelo hemipantógrafo, a Carris procedeu a obras de modernização da rede aérea em toda a extensão das carreiras 15E, 18E e 25E e nas principais raquetes da rede.

Vários modelos e serviços, na Praça do Comércio.

RedeEditar

 
Rede abandonada (a preto) e rede em uso (a vermelho).

A rede é em bitola reduzida de 900 mm, uma medida invulgar, utilizada em muito poucos sistemas no mundo, sendo Linz uma das poucas cidades com bitola idêntica em funcionamento[15][16] — a rede de elétricos de Braga, encerrada em 1963, também utilizava esta bitola.

A alimentação é de 600 V em corrente contínua;[17] como habitual neste tipo de transporte, é feita por cabo metálico isolado e nu suspenso sobre a via.

 
Aspeto da via e da fiação aérea, com respetivo poste.

CarreirasEditar

 
Carreiras em operação em 2011.

As seis carreiras de elétricos prestam serviço na zona urbana da Carris (Lisboa), mas a carreira 15 sai da cidade de Lisboa e serve a localidade de Algés, no concelho de Oeiras.

De acordo com declarações feitas em 1997 por Hélder Oliveira, presidente da Carris, os 45 carros remodelados são suficientes apenas para seis carreiras.[13]

As atuais carreiras são:

  •  12E  Martim Moniz (Circulação)
  •  15E  Praça da FigueiraAlgés
  •  18E  Cais do Sodré ⇄ Cemitério da Ajuda
  •  24E  Praça Luís de Camões ⇄ Campolide
  •  25E  Praça da Figueira ⇄ Campo de Ourique (Prazeres)
  •  28E  Martim Moniz ⇄ Campo de Ourique (Prazeres)

Carreira 12EEditar

Descendo junto à , sentido único, em 2012. (à esquerda) e cruzando-se com a 28E nas Portas do Sol, em 2008. (à direita).
 
Mapa da carreira (a roxo).
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
 12E  Martim Moniz (Circulação)

Enquanto carreira que serve a zona central da cidade é simbolizada com a cor laranja. Tem o seu terminal na Praça do Martim Moniz, passando por São Tomé, Castelo, e .

É uma carreira de carácter local na zona mais central da cidade de Lisboa, ligando a Baixa (área comercial) aos bairros da Mouraria, Alfama e Castelo. Circulando por São Tomé, permite a ligação rápida entre o Martim Moniz e o Largo das Portas do Sol quando comparado com a carreira 28E que circula pela Graça.

Foi inaugurada a 1 de Janeiro de 1915 e parte do traçado desta carreira/linha resulta da absorção, em 1909, do Elevador da Graça.[18]

A configuração circular data do final de 1997, substituindo o percurso anterior, restrito a Martim Moniz ⇆ São Tomé; a circulação inaugural, a 20 de novembro, contou com a presença de dirigentes camarários e da Carris.[13] Os trabalhos de adaptação da via ao novo trajeto orçaram em mais de 50 milhões de escudos.[13] No segundo dia de circulação da carreira modificada, a nova agulha na esquina da Rua da Conceição com a Rua da Prata causou o descarrilamento de um carro da carreira 28.[19]

HorárioEditar

O horário completo desta carreira pode ser consultado aqui: 12E - Martim Moniz (Circulação Castelo)

PercursoEditar

 12E  Martim Moniz (Circulação Castelo)  
 
 
 
 
 
Rua dos Lagares 
   
 São Tomé
Largo do Terreirinho 
   
 Largo das Portas do Sol
Socorro 
   
  28E 
  Martim Moniz 
   
 Miradouro de Santa Luzia
 734   708   208   28E  
   
  28E   737 
Martim Moniz   760  
   
 Limoeiro
Praça da Figueira 
   
 
 714   208   25E   15E  
   
  28E   737 
Rossio   760   737  
   
 
Rua da Conceição / Rua dos Fanqueiros
 
   
  28E   737 
 
 
 
 
 

Abandonado o terminal, o eléctrico segue pelo Poço do Borratém até chegar à Praça do Martim Moniz. A partir daí começa a subir por ruas estreitas até alcançar São Tomé. Do Miradouro de Santa Luzia facilmente se consegue alcançar o Castelo de São Jorge e é a partir deste ponto que se começa a descer até alcançar a Rua da Prata, passando ainda junto da Sé de Lisboa.

O percurso final desta carreira de circulação faz-se pela Rua da Prata em direcção à Praça da Figueira onde se encontra o terminal.

Equipamentos servidosEditar

Largo das Portas do Sol: Miradouro das Portas do Sol, Museu de Artes Decorativas
Miradouro Santa Luzia: Miradouro de Santa Luzia, Castelo de São Jorge
:

Carreira 15EEditar

 
A '15E é a única efetuada pela frota Siemens.
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
 15E  Praça da FigueiraAlgés

Enquanto carreira que serve a zona da Ajuda / Belém, é simbolizada com a cor rosa. Tem os seu terminais na Praça da Figueira e em Algés (Jardim).

É uma carreira que liga a zona ribeirinha de Lisboa ligando Algés à Praça da Figueira. Foi a primeira carreira da rede de elétricos de Lisboa, inaugurada em 1901.[20] Em 1995 sofreu uma modernização da sua infraestrutura e da sua frota com a entrada em circulação dos elétricos articulados.[21] Em 1996 foi encurtada do Estádio Nacional a Algés Jardim.[22] Esta carreira também tem alguns elétricos remodelados ao serviço para suprir falta de elétricos articulados.

Com a requalificação da zona ribeirinha pela CML foi anunciado em 2014 o prolongamento desta carreira até à estação de comboios de Santa Apolónia.[23]

Desde o dia 16 de Dezembro de 2016, com a requalificação da zona do Cais do Sodré, esta carreira passou a ter uma nova paragem nos dois sentidos: "Corpo Santo".[24]

Em 2019, no âmbito da aquisição dos 15 novos elétricos, foram anunciadas as expansões à Cruz Quebrada, por um lado, e ao Parque das Nações, por outro, estando também em estudo uma possível expansão a Loures.[25]

HorárioEditar

Os horários completos desta carreira podem ser consultados aqui:

PercursoEditar

Equipamentos servidosEditar

Carreira 18EEditar

 
Elétrico ligeiro (CCFL 782) servindo a carreira 18 em direção à Ajuda, em 1985.
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
 18E  Cais do Sodré ⇄ Cemitério da Ajuda

Enquanto carreira que serve a zona da Ajuda / Belém, é simbolizada com a cor rosa. Liga o Cemitério da Ajuda ao Cais do Sodré, sendo uma das 2 carreiras de elétrico em Lisboa que serve a zona ocidental da cidade. Um dos principais pontos de interesse por onde esta carreira passa é o Palácio Nacional da Ajuda. Foi encurtada em 2012 deixando de fazer o percurso entre o Cais do Sodré e a Rua da Alfândega. [26]. Funciona de segunda a sábado e os tempos de espera rondam os 20 minutos em dias úteis e os 30 minutos aos sábados.[27]

Entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016, circulou entre o Cais do Sodré e Belém e deixou de ir à Ajuda, devido às obras na Calçada da Ajuda.[28]

Entre Setembro de 2016 e Março de 2017, circulou entre Belém e Cemitério da Ajuda, deixando de ir ao Cais do Sodré devido às obras neste local.[29] Em Março de 2017 retomou o seu percurso original (Ajuda - Cais do Sodré).[30]

HorárioEditar

Os horários completos desta carreira podem ser consultados aqui:

PercursoEditar

Equipamentos servidosEditar

Carreira 24EEditar

 
CCFL 745 servindo a carreira 24 na direção Carmo, já na década de 1990.
 Ver artigo principal: 24E CCFL
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
 24E  Praça Luís de Camões ⇄ Campolide

Reabertura suspensa (1995-2018)

Desde o seu encerramento em 1995, a reintrodução deste percurso foi repetidamente ventilada. Para esse efeito, a infraestrutura (de Campolide ao Carmo, via Rato e Amoreiras), tanto a via como a rede aérea, foi mantida mais ou menos viável, com repetidas interrupções e recuperações — caso único entre as linhas abandonadas de Lisboa.[carece de fontes?]

Em 1997, previa-se uma reabertura para breve, com a Câmara Municipal de Lisboa a anunciar um investimento de 200 milhões de escudos (aprox., um milhão de euros) em apoios à Carris e em obras de sua responsabilidade para recuperação da via, no âmbito de um protocolo assinado entre as duas entidades;[13] essa reabertura, tal como outras anunciadas posteriormente, não se viria a verificar.

 
CCFL 510 descendo o Largo Rafael Bordalo Pinheiro, na carreira 24, em 1979.

Mais uma vez a reabertura do troço foi prometida em inícios de 2014: O vereador Manuel Salgado fez saber que estava «para breve» uma intervenção visando recuperar o Largo Rafael Bordalo Pinheiro, a qual inclui a reativação da «linha do eléctrico »(…)« para transporte de turistas e também da rede pública»; o financiamento proviria do PIPARU e o valor-base não excedia 265 mil euros.[31] Não é claro como se faria a articulação desta iniciativa com o resto da rede (limitada que estava a um curto segmento da “raquete” terminal da linha, ao Carmo), nomeadamente na ligação com a Estação de Santo Amaro, para recolha, nem como se teria financiado a recuperação do restante trajeto.

 
CCFL 574 na R. Escola Politécnica, no dia da reinaguração da carreira 24E.

Reabertura (Abril de 2018)

Em Dezembro de 2016, o presidente da Câmara de Lisboa anunciou que a reabertura desta carreira está para breve entre o Cais do Sodré e Campolide. Não está prevista porém, a reabertura do percurso integral, até ao Alto de São João via Arco Cego.[32]

No Cais do Sodré, foi remodelada a raquete para a carreira 18E e tendo em vista a futura reativação da carreira 24E no troço entre a Praça Luís de Camões e aquele local. Estas obras ficaram concluídas no inicio de 2017.[32]

No Largo de Campolide, foi remodelada a raquete tendo em vista a reativação desta carreira. A remodelação incidiu nomeadamente na criação de uma zona exclusiva ao elétrico para a instalação de uma futura paragem. Estas obras também ficaram concluídas no inicio de 2017.[32]

Em Dezembro de 2017, a Carris divulgou o seu Plano de Atividades e Orçamento relativo ao ano 2018[33], no qual está incluída a reativação da carreira 24E entre o Cais do Sodré e Campolide.[34]

A 20 de Abril de 2018, a Carris anunciou que a linha iria ser reaberta a 24 de Abril de 2018, anúncio que se concretizou. Está também prevista a alteração de vias na zona da Praça Luís de Camões e a colocação de catenária na Rua do Alecrim de forma a possibilitar a expansão desta carreira ao Cais do Sodré.[35]

HorárioEditar

Os horários completos desta carreira podem ser consultados aqui:

PercursoEditar

 24E  Praça Luís de Camões ⇌ Campolide  
   
 
 
Praça Luís de Camões (só subida)
   
 28E 
 
 
Praça Luís de Camões (só descida)  
   
 28E 
   
Baixa-Chiado 
 
 
Praça Luís de Camões  
   
 202   758 
   
Baixa-Chiado 
   
   
Largo Trindade Coelho
   
 202   758 
   
Ascensor da Glória
   
 202   758   Glória 
   
 
 
São Pedro de Alcântara
   
 202   758 
   
   
Príncipe Real
   
 202   758   773 
   
Rua da Escola Politécnica
   
 202   758   773 
   
Rato  
   
 202   706   709   713   720 
   
 727   738   758   773   774 
   
Rato 
   
Jardim das Amoreiras
   
 713   774 
   
 
 
Rua das Amoreiras
   
 713   774 
 
 
Rua das Amoreiras
 
 
Amoreiras⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
 
 
Avenida Conselheiro Fernando Sousa
   
 202   713   758 
 
 
Campolide (Avenida Conselheiro Fernando Sousa)
   
   
Campolide
   
 202   701   702   712   713   742   758 

Equipamentos servidosEditar

Carreira 25EEditar

 
Carro servindo a carreira 25 na direção Prazeres, em Campo de Ourique, 2013.
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
 25E  Praça da Figueira ⇄ Campo de Ourique (Prazeres)

Enquanto carreira que serve a zona central da cidade, é simbolizada com a cor laranja.

É a carreira que serve os bairros de Santos, Lapa e Madragoa. Partilha o terminal com a carreira 28E no Cemitério dos Prazeres. Até 1995 fazia o percurso Carmo-Largo do Rato-Amoreiras-Campo de Ourique-Corpo Santo, tendo o troço entre o Largo do Carmo e Campo de Ourique sido "provisoriamente" encerrado. No dia 24 de Abril de 2018, foi reaberto uma parte deste troço, efectuado pela carreira 24.[36][37]

Entre Janeiro e Agosto de 2016, circulou entre Campo de Ourique (Prazeres) e Praça da Figueira, deixando de fazer terminal no Campo das Cebolas, devido às obras neste local.[38]

Entre Agosto e Dezembro de 2016, devido à continuação das obras no Campo das Cebolas e ao início de novas obras na Rua do Arsenal, circulou entre Campo de Ourique (Prazeres) e Corpo Santo, deixando de ir à Praça da Figueira.[39]

Desde Dezembro de 2016, devido à continuação das obras no Campo das Cebolas e ao fim das obras na Rua do Arsenal, passou novamente a circular entre Campo de Ourique (Prazeres) e Praça da Figueira.[40]

No dia 14 de Dezembro de 2018, o elétrico 576, que efetuava esta carreira, descarrilou na Rua de S. Domingos à Lapa, tendo a composição ficado completamente destruída, o que inviabilizou a sua utilização. Deste acidente resultaram 28 feridos ligeiros.[41] [42]

HorárioEditar

Os horários completos desta carreira podem ser consultados aqui:

PercursoEditar

 25E  Praça da Figueira ⇌ Campo de Ourique (Prazeres)  
   
Praça da Figueira  
   
 12E   15E   208   714   737   760 
   
Rossio 
   
Praça do Comércio    
   
 15E   206   207   208   210   714   728 
   
 732   735   736   759   760   781   782 
   
Terreiro do Paço 
   
Terreiro do Paço (Sul e Sueste)  
   
Corpo Santo
   
 15E   206   207   208   210   714   728 
   
 732   735   736   760   781   782 
   
Rua de São Paulo
   
 714   774 
   
Rua de São Paulo (Bica)
   
 714   774   Bica 
   
Conde Barão
   
 714   774 
   
Largo Vitorino Damásio
   
 706   774 
   
Santos  
   
 714   727   774 
   
Santos  
   
Santos-o-Velho
   
 713   714   727   774 
   
Rua de São João da Mata
   
 713   774 
   
Rua Garcia de Orta
   
 713   774 
   
Rua de São Domingos à Lapa
   
 713   773   774 
   
Rua de Sant'Ana à Lapa
   
 713   773   774 
   
Rua de Buenos Aires
   
 713   773   774 
   
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
 
 
Rua de João Deus
   
 713   773   774 
   
   
Estrela (Basílica)
   
 28E   713   773   774 
   
Estrela - Rua Domingos Sequeira
   
 28E   709   774 
   
Rua Domingos Sequeira
   
 28E   774 
   
Rua Saraiva de Carvalho
   
 28E   709   774 
   
Igreja do Santo Condestável
   
 28E   709   774 
   
Campo de Ourique (Prazeres)
   
 28E   701   709   774 

Equipamentos servidosEditar

Carreira 28EEditar

 
Mapa da carreira (a vermelho).
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre esta carreira
segmento data ref.
Rua da Conceição - Graça 1906 [43]
Camões - Estrela 1914 [43]
Rua da Conceição - Camões 1928 [43]
 28E  Martim Moniz ⇄ Campo de Ourique (Prazeres)

Enquanto carreira que serve a zona central da cidade, é simbolizada com a cor laranja. É uma linha de perfil sinuoso, que atravessa maioritariamente zonas edificadas antigas.[43] É uma das carreiras mais procuradas pelos turistas em conjunto com a 12E e a 15E. Serve diversas freguesias da cidade, como Campo de Ourique, Estrela, Misericórdia e S. Vicente de Fora, passando pelo centro histórico. Os tempos de espera rondam os 10 minutos.[44]

HorárioEditar

Os horários completos desta carreira podem ser consultados aqui:

PercursoEditar

Predefinição:Companhia Carris de Ferro de Lisboa/28E

Equipamentos servidosEditar

Predefinição:Clear

Tram TourEditar

 
Ligeiro” 722 descendo a Rua São Pedro de Alcântara, em agosto de 2015.

Em finais de maio de 2015[45] foi inaugurado o Chiado Tram Tour,[46] um serviço eletroviário turístico da subsidiária Carristur. Este circuito usa parte da linha Carmo-Campolide, com partidas do Camões subindo até ao Príncipe Real, onde inverte a marcha: Por isso são usados veículos bidirecionais, das séries 701-735 e 737-746 (não remodelados). Fica este segmento de 900 m como o único da rede com uso exclusivamente turístico.

Esta modalidade de serviço foi alvo de críticas por parte de diversas entidades, nomeadamente da Junta de Freguesia da Misericórdia, que em comunicado questionou a «instalação deste serviço, que em nada beneficia os residentes, contrariamente ao que aconteceria se fosse reativado nesta linha o elétrico 24»,[47] e de várias associações locais que lançaram uma petição intitulada "Pela reactivação do Eléctrico 24, em Lisboa".[48][49]

Este circuito foi suspenso provisoriamente em Outubro de 2015 ou seja 6 meses depois da inauguração. Segundo a CarrisTur o circuito era sazonal e por isso "era natural a sua suspensão" [na época baixa]. A reativação ficou prometida para 2016, tal aconteceu mas sob uma outra forma: o Castle Tram Tour e o Chiado Tram Tour foram agregados e deram origem a um único circuito turístico "Tram Tour".[50][51]

No verão de 2018, este circuito sofreu alterações, passando a chamar-se "Belém Tram Tour". Efetua o percurso entre a Praça do Comércio e o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.

Predefinição:Clear

FrotaEditar

Predefinição:Imagem múltipla Predefinição:Commonscat A frota atual (pós-1995) é constituída pelos dez carros elétricos “articulados” (série 501-510), pelos 45 “remodelados” (série 541-585), e pelos oito “ligeiros” (séries 701-735 e 737-746), num total de 63 veículos.[2] Os “articulados” apenas podem percorrer a linha da carreira 15E, enquanto as restantes séries podem alcançar toda a rede.

AlienaçãoEditar

Predefinição:Commonscat

 
Comparação entre elétricos de truck único (6 janelas — à esq., um remodelado) e de dois bogies (10 janelas — à d.ta, o CCFL 10, ex-355, usado como quiosque), este último tipo ausente da frota regular atual.

A frota atual é bastante reduzida em comparação com épocas anteriores, tal como a rede. Além do número de veículos, muito menor, é de notar a ausência de unidades não-motorizadas (reboques); quase desapareceram igualmente os modelos equipados com lanternim (ou clerestório: zona central elevada do tejadilho, ladeada por uma fiada de pequenas janelas, presente apenas em dois dos carros turísticos), bem como as unidades mais longas, “salões”, que dispunham de dois bogies (com quatro rodas = dois eixos motorizados, cada) e de duas varas de contacto — reconhecíveis também pelas suas dez janelas de cada lado, em oposição das seis da restante frota histórica.

Alguns veículos retirados foram doados ou vendidos a outros sistemas para operação (Sintra, Corunha,[52] Sóller,[53] Detroit,[54][55][56][57][58] Aspen,[59] Issaquah-Seattle,[59] Tucson,[59] Whitehorse[60], Córdova,[61] Kochi,[62] Whangarei[63][64][59], entre outros). Alguma da frota abatida ao serviço encontra-se nas mão de particulares, nacionais[65] e estrangeiros,[66][67][68] musealizada ou integrada em espaços lúdicos ou culturais, em estado de conservação variável:.[69][70][71] Outros sistemas eletrovários históricos fizeram uso ainda de material avulso oriundo de desmontagem de unidades da frota da Carris, nomeadamente no museu de Ferrymead,[72] em Southampton,[73] Düsseldorf,[74] e em Colwyn Bay.[75]

 
Carro 23 da Tramvia de Sóller (ex-CCFL 716), em Maiorca, adaptado para bitola de 914 mm, puxando dois atrelados conjugado com outro dos cinco ex-Carris deste sistema turístico.

A alienação da frota, ainda que já praticada anteriormente,[59][76] foi mais acentuada nos anos 80 e 90, no âmbito da retração da rede e do serviço planeada pela direção da Carris.[15] Em 1994, quatro elétricos foram vendidos ao quilo para sucata pela empresa,[15] o que suscitou a crítica de entusistas e especialistas, levando esta reação a uma política mais cuidada.

Entre 1995 e 1996, foram vendidos veiculos a clientes de seis países (Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Países Baixos, e Japão).[15] Em 1995, previa-se que os carros elétricos números 734,[67] 807 e 332 fossem restaurados e transferidos para os Caminhos de Ferro de Sóller, em Maiorca, Espanha;[53] nos finais de 2001, esta empresa já tinha 4 antigos carros elétricos de Lisboa em funcionamento, tendo mais um sido posteriormente, adicionado.[52] Estes veículos receberam os números 20 a 24, e foram adaptados para a bitola de 914 mm.[77]

 
Ex-CCFL 531 desde 2000 em Whitehorse, alimentado por gerador a reboque; de notar o lanternim, ausente na frota regular atual.

Em finais de 1996, a Carris anunciava 30 veículos disponíveis para venda a preços entre os cem mil e quinhentos mil escudos.[15] Com efeito, em 1997 foram colocados à venda, na estação do Arco do Cego, 24 unidades (não remodeladas) a preços oscilando entre cem mil e um milhão de escudos.[78] Os compradores incluiam colecionadores e museus estrangeiros, apostados na manutenção e recuperação, mas também interessados em transformar os veículos em equipamento de lazer estacionário.[15][78] Aquando desta inciativa, a direcão da Carris colocara parte da frota histórica de reserva para o então ainda futuro Museu da Carris.[78]

Em Dezembro de 1999, a Compañía de Tranvías de La Coruña, em Espanha, iniciou o processo de compra de um dos carros elétricos de Lisboa; em Dezembro do ano seguinte, foi adquirido o carro número 743, que foi transportado, por via rodoviária, até à cidade espanhola.[52] Sofreu, então, várias modificações, como a sua adaptação à bitola métrica, tendo sido apresentado no dia 18 de Julho de 2001, e entrado ao serviço três dias depois, com o número 100.[52]

Ainda que pontualmente crítica, e sempre atenta, a posição dos entusiastas dos elétricos tradicionais, na pessoa da APAC, foi favorável à ação da Carris durante o período de mais abundante alienação: mais do que lucrar com as vendas, a empresa procurou garantir a boa conservação deste património.[15] O elevadíssimo custo adicional do transporte terá de resto afastado muitos interessados, mas mesmo assim já em finais de 1996 a Carris esperava escoar rapidamente todos os seus excedentes.[15]

Elétricos “remodelados”Editar

Predefinição:Commonscat

 
Sistema dual de contacto: à esquerda, hemipantógrafo erguido e vara abaixada; à direita, o inverso.
 
Frente e retaguarda do “remodelado”.

Predefinição:Imagem múltipla Em 1995-1996 quase toda a frota remanescente (45 veículos, renumerados 541 a 585) foi modernizada, mantendo a traça clássica Brill mas equipada com modernos sistemas de propulsão (Škoda / ALS 2480 LN) e travagem (Knorr), num projeto da Vossloh Kiepe. A estes elétricos “remodelados” foi retirada a bidirecionalidade, passando a apresentar o caraterístico farol central apenas numa das extremidades (e farolins de retaguarda vermelhos na outra, bem como indicadores de direção cor-de-laranja em ambas), apenas um posto de comando, à frente (o comando à retaguarda é possível, mas usado apenas em manobra), e bancos não-reversíveis. Foram ainda equipados com sistema dual de contacto com a fiação alimentadora, dispondo tanto de vara (trolley pole) como de hemipantógrafo, a utilizar complementarmente, erguendo-se um ou outro dispositivo consoante o tipo de intraestrutura aérea (sendo esta porém na sua maior parte passível de ser usada por ambos os sistemas de contacto). Esta remodelação custou 60 milhões de escudos por veículo,[13] valor intermédio na gamas dos preços praticados na venda de exemplares não remodelados. Predefinição:Clear

Elétricos “ligeiros”Editar

Predefinição:Commonscat Predefinição:Imagem múltipla Os veículos não remodelados desta forma, mas ainda ao serviço constituem o tipo dos “ligeiros”, renumerados a partir de 700. Mantém-se com a motorização da montagem anterior (1936-1947), apenas com alterações pontuais (estofos, portas inteiras substuindo as de pantógrafo, farolins, et c.); em 2010 estavam ao serviço nove unidades desta série, numeradas 713, 717, 720, 732, 733, 735, 741, 742, e 744.[79] Os carros “ligeiros” são usados geralmente para viagens de aluguer e apenas entram ao serviço regular quando a disponibilidade dos outros veículos não é suficiente para as necessidades.

Distinguem-se prontamente pela ausência de hemipantógrafo e pelos sinais da bidirecionalidade original mantida: postos de comando em cada extremidade, bancos reversíveis e (especialmente) farol central branco anterior e farolins de retaguarda vermelhos em ambas as extremidades.

Em 2015, todos os carros desta série com a exceção de um, foram cedidos à Carristur, para os serviços turisticos Castle Tram Tour e Chiado Tram Tour. Os alugeres passaram por isso a ser realizados por elétricos remodelados.Predefinição:Carece de fontes

Predefinição:Clear

Elétricos articuladosEditar

Predefinição:Commonscat

 
Um dos 10 carros articulados, CCFL 509.

Desenhados pelas empresas Siemens e DÜWAG, na Alemanha, estes veículos são constituídos por 3 unidades articuladas, em caixa de aço inoxidável, totalizando 24 m de comprimento.[12] A velocidade máxima é de 70 km/h, sendo os sistemas de travagem do tipo electrodinâmico, com recuperação de energia; os travões são de disco, estimulados de forma electro-hidráulica, e equipados com sistemas anti-patinagem.[12] Em vez de trólei, utilizado pelos elétricos tradicionais, este veículo dispõe de um hemi-pantógrafo para captar a rede elétrica.[12] Cada veículo detém 4 portas de acesso, cada uma com uma largura de 1,30 metros, com um mecanismo de abertura accionável pelos passageiros, no interior ou no exterior; junto às portas, encontram-se máquinas de bilhetes.[12] A altura do piso, no interior, em relação ao solo, é de apenas 30 centímetros, de forma a facilitar o acesso a utentes com dificuldades de locomoção.[12] A capacidade máxima é de 210 passageiros por veículo, dos quais 65 sentados.[12] Cada elétrico conta com um equipamento de ar condicionado, e com o sistema integrado de informação "Sibas 16" a bordo, para o condutor.[12]

Estas unidades foram adjudicadas, em 1995, ao Depósito de Santo Amaro.[12] Estes veículos são muito semelhantes aos que estavam a ser utilizados, em 1995, na cidade de Valência.[12]

Elétricos “caixote”Editar

 
Elétrico “caixote” CCFL 902, de dez janelas, em 1977.

Predefinição:Commonscat

 
Elétrico “caixote” CCFL 473, de seis janelas, em 1985.

Os elétricos da Carris tipo “caixote” foram construídos entre 1952 e 1964 nas oficinas da empresa, com base em diversos chassis pre-existentes, e devem o seu nome ao seu perfil de linhas retas. Existiam modelos unidirecionais e bidirecionais, e, entre estes últimos, dois tamanhos: de seis e de dez janelas (respetivamente, de truck único e de dois bogies); existiam também unidades não-motorizadas (reboques) no mesmo figurino.

Menos procurados pelo turismo, todos os “caixotes” foram abatidos ao serviço durante a década de 1980, subsistindo à vista do público alguns exemplares de cada modelo no Museu da Carris, bem como o reboque CCFL 173, estacionado na “raquete” de Belém onde serviu de quiosque da Carris durante muitos anos, tendo sido reconvertido em café em maio de 2013.[3][80][81]

Predefinição:Clear

Expansões futuras da redeEditar

Durante a cerimónia de reabertura da carreira 24E, foram confirmadas, pelo Presidente da Câmara Fernando Medina, futuras expansões da rede de elétricos de Lisboa. Por um lado, o 24E será brevemente prolongado ao Cais do Sodré. Por outro, o 15E será prolongado, a oeste, à Cruz Quebrada, e a este, a Santa Apolónia e depois ao Parque das Nações.[82] Prevê-se também a criação de uma linha de elétricos rápidos a ligar Entrecampos à Alta de Lisboa.[83] Para tal, serão também adquiridos 30 novos elétricos (10 clássicos e 20 articulados).[84]

Ligações externasEditar

BibliografiaEditar

  • Maria Amélia Lemos ALVES: Lisboa dos Elevadores / Lifts of Lisbon. Câmara Municipal de Lisboa (ISBN 972-8695-12-8).
  • João de AZEVEDO: Lisboa, 125 anos sobre carris. (ISBN 972-8490-01-1).
  • Marina Tavares DIAS: História do Eléctrico da Carris / The History of the Lisbon Trams. Quimera; Carris: Lisboa, 2001 (ISBN 972-589-066-3).
  • Cristina Ferreira GOMES; Neni GLOCK: Eléctricos de Lisboa, Aventuras sobre Carris. Gradiva: Lisboa.
  • B. R. KING; J. H. PRICE (1972): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1972 (2.ª ed.).
  • B. R. KING; J. H. PRICE (1983): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1983 (3.ª ed.).
  • B. R. KING; J. H. PRICE (1997): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1997 (4.ª ed.) (ISBN 0-948106-19-0).
  • Eduardo Cintra TORRES: Cem Anos a Ranger nas Calhas : Antologia de textos e fotografias de Lisboa com eléctrico dentro. Assírio & Alvim (ISBN 972-37-0648-2).

Predefinição:Referências

Predefinição:Companhia Carris de Ferro de Lisboa Predefinição:Transportes AML Predefinição:Elétricos de Portugal Predefinição:FerroviasPTvias Predefinição:FerroviasPTmotor