Eleição federal na Alemanha em 2021

← 2017 • Flag of Germany.svg • 2025 →
Eleição federal na Alemanha em 2021
736 lugares para o Bundestag
26 de Setembro de 2021
Demografia eleitoral
Hab. inscritos:  61 181 072
Votantes : 46 854 508
  
76.6% Green Arrow Up.svg 0.6%
Sozialdemokratische Partei Deutschlands, Logo um 2000.svg
Partido Social-Democrata
Votos: 11 955 434  
Deputados obtidos: 206 Green Arrow Up.svg 34.6%
  
25.74%
Cdu-csu-fraktion-bundestag-logo.jpg
CDU/CSU
Votos: 9 538 367  
Deputados obtidos: 197 Red Arrow Down.svg 19.9%
  
24.07%
Bündnis 90 - Die Grünen Logo.svg
Aliança 90/Os Verdes
Votos: 6 852 206  
Deputados obtidos: 118 Green Arrow Up.svg 76.1%
  
14.75%
Logo der Freien Demokraten.svg
Partido Democrático Liberal
Votos: 5 319 952  
Deputados obtidos: 92 Green Arrow Up.svg 15%
  
11.46%
Alternative-fuer-Deutschland-Logo-2013.svg
Alternativa para a Alemanha
Votos: 4 803 902  
Deputados obtidos: 83 Red Arrow Down.svg 11.7%
  
10.34%
Die Linke logo.svg
A Esquerda
Votos: 2 270 906  
Deputados obtidos: 39 Red Arrow Down.svg 43.5%
  
4.89%
No flag.svg
Partidos extraparlamentares
Votos: 4 061 325  
Deputados obtidos: 1  
  
8.75%

Bundesadler Bundesorgane.svg Chanceler da Alemanha

A eleição federal alemã de 2021 ocorreu em 26 de setembro de 2021 para eleger os membros do Bundestag.[1][2] No mesmo dia, também foram realizadas eleições estaduais em Berlim[3] e Meclemburgo-Pomerânia Ocidental.[4] A atual chanceler do país, Angela Merkel, se aposentará após o pleito.

AntecedentesEditar

Eleição anteriorEditar

A eleição federal de 2017 foi realizada após uma grande coalizão de quatro anos entre a CDU/CSU e o SPD. Embora a CDU/CSU continuasse sendo o maior grupo parlamentar, tanto ela quanto o SPD sofreram perdas significativas. A liderança do SPD, reconhecendo o desempenho insatisfatório do partido após quatro anos no governo, anunciou que iria para a oposição. Com a CDU/CSU tendo se comprometido a não trabalhar com a AfD ou com A Esquerda antes das eleições, a única opção restante para um governo de maioria era uma coligação consistindo da CDU/CSU, FDP e os Verdes. Conversas exploratórias entre as partes foram realizadas nas seis semanas seguintes, embora em 20 de novembro o FDP tenha se retirado das negociações, citando diferenças irreconciliáveis ​​entre as partes sobre migração e políticas de energia. A chanceler Angela Merkel consultou o presidente Frank-Walter Steinmeier, que implorou a todos os partidos que reconsiderassem a fim de evitar novas eleições.

Consequentemente, os social-democratas (SPD) e seu líder Martin Schulz manifestaram sua disposição de entrar em discussões por outro governo de coalizão com a CDU/CSU. A liderança do SPD votou para entrar em discussão exploratória em 15 de dezembro de 2017, e a maioria dos delegados do partido votou para apoiar as conversações de coalizão em um congresso do partido em janeiro de 2018. O texto do acordo final foi acordado entre a CDU/CSU e o SPD em 7 de fevereiro, embora estivesse condicionado à aprovação da maioria dos membros do SPD. Os 463.723 membros do SPD votaram para a aprovar ou rejeitar de 20 de fevereiro a 2 de março, com o resultado anunciado em 4 de março. Um total de 78,39% dos membros deram votos válidos, dos quais 66,02% votaram a favor de outra grande coligação. Merkel foi votada pelo Bundestag para um quarto mandato como chanceler em 14 de março, com 364 votos a favor, 315 contra, 9 abstenções e 4 votos inválidos - 9 votos a mais do que os 355 necessários para uma maioria. O novo governo foi oficialmente referido como o Quarto Gabinete Merkel.

Mudanças na liderança partidária e instabilidade políticaEditar

O novo governo de Merkel estava sujeito a intensa instabilidade.[5][6] A crise do governo alemão de 2018 viu a aliança de longa data entre a CDU e a CSU ameaçar se dividir por causa da política de requerentes de asilo. O ministro do Interior e líder da CSU, Horst Seehofer, ameaçou minar a autoridade de Merkel fechando as fronteiras alemãs para requerentes de asilo registrados em outro país da União Europeia (UE). A divisão, eventualmente reparada após uma cúpula com países da UE, ameaçava derrubar o governo. Seehofer foi substituído como líder da CSU em uma conferência do partido em janeiro de 2019, embora tenha mantido sua posição como Ministro do Interior no Gabinete.

A própria Merkel anunciou que renunciaria ao cargo de líder da CDU na conferência do partido em dezembro de 2018 e renunciaria ao cargo de Chanceler da Alemanha nas eleições seguintes, após maus resultados nas eleições estaduais para a CSU na Baviera e para a CDU em Hesse.[7] A candidata preferido de Merkel para a liderança do partido, Annegret Kramp-Karrenbauer derrotou por pouco os rivais conservadores que se opunham à liderança de Merkel. No entanto, Kramp-Karrenbauer lutou para unificar as facções liberais e conservadoras do partido e, em fevereiro de 2020, anunciou sua intenção de deixar o cargo de líder da CDU e retirar seu interesse em concorrer como indicada do partido para chanceler na eleição. Uma convenção do partido para eleger um novo líder foi agendada para abril, mas foi adiada várias vezes devido à pandemia COVID-19. A eleição foi realizada em janeiro de 2021, com Armin Laschet, atual Ministro-Presidente da Renânia do Norte-Vestfália, vencendo com 52,8% dos votos dos delegados. Seu principal oponente foi Friedrich Merz, um crítico de longa data de Merkel, que ganhou 47,2%.

O outro partido do governo de coalizão, o SPD, também apresentava instabilidade de liderança. Após seu pior resultado nas eleições gerais desde 1945, o partido elegeu Andrea Nahles como seu líder em abril de 2018. Nahles já havia sido nomeado com sucesso como líder do grupo parlamentar do SPD. No entanto, ela não teve sucesso em melhorar as ações do partido, que continuou a cair nas pesquisas de opinião e foi bem derrotada pelo partido de centro-esquerda Aliança 90/Os Verdes nas eleições de 2019 para o Parlamento Europeu. Ela renunciou em 2 de junho de 2019, precipitando uma eleição de liderança para o SPD. Os candidatos progressistas Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken derrotaram candidatos mais moderados e foram eleitos co-líderes pelos membros do partido. A eleição deles aumentou as perspectivas de colapso do governo de coalizão e convocação de eleições antecipadas, embora a Reuters tenha informado que a dupla buscaria chegar a um acordo com a CDU/CSU sobre o aumento dos gastos públicos, em vez de permitir o colapso do governo. Em agosto de 2020, o partido nomeou o vice-chanceler de Merkel, Olaf Scholz, como seu candidato a chanceler na eleição, apesar de Scholz ter perdido para Walter-Borjans e Esken na eleição de liderança do partido.

A Esquerda também passou por uma mudança de liderança, com Katja Kipping e Bernd Riexinger deixando o cargo após nove anos como co-líderes do partido. Eles foram sucedidos por Janine Wissler e Susanne Hennig-Wellsow em uma conferência do partido realizada digitalmente em 27 de fevereiro de 2021. Wissler é considerado um membro da ala mais à esquerda do partido, anteriormente alinhado com a facção de esquerda socialista, enquanto Hennig-Wellsow é considerado um moderado. Ambos apoiam a participação de seu partido no governo federal, particularmente Hennig-Wellsow, que desempenhou um papel importante no governo "vermelho-vermelho-verde" da Esquerda, SPD e Verdes no estado da Turíngia.

Os Verdes nomearam dois co-líderes em janeiro de 2018 (Annalena Baerbock e Robert Habeck) e subiram nas pesquisas de opinião, ficando em segundo lugar atrás da CDU/CSU nos três anos seguintes. O partido teve seus melhores resultados nas eleições de 2019 para o Parlamento Europeu, nas eleições para o estado de Hamburgo em 2020 e nas eleições para o estado de Baden-Württemberg em 2021.

Sistema eleitoralEditar

 
Cédula de votação para o Bundestag, do distrito 249 (Meno-Spessart, Baviera), nas eleições de 26 de setembro de 2021.

A Alemanha usa o sistema de representação proporcional mista (ou personalizada),[8] que combina o voto distrital com o voto proporcional. O Bundestag possui 598 membros nominais, eleitos para mandatos de quatro anos. Esses assentos são distribuídos entre os dezesseis estados alemães, de acordo com o número de eleitores elegíveis de cada estado.[9]

Cada eleitor dispõe de dois votos: direto e em legenda. Com o primeiro voto, ele escolhe o candidato que representa o seu distrito eleitoral, que comporá metade dos assentos do Parlamento alemão. A outra metade é definida pelo segundo voto, no partido. Esse segundo voto tem a função de determinar a forca de cada partido dentro do Bundestag. Esse segundo voto tem peso maior, pois define as relações de poder dentro do parlamento.[8]

Os assentos são alocados usando o método de Sainte-Laguë e, apesar de o Parlamento Federal ter regularmente 598 deputados, o número pode aumentar.[9] Isso acontece devido aos mandatos excedentes, que é quando um partido tem direito, através do segundo voto, a mais assentos. Para que os demais partidos também não sejam prejudicados, concede-se a eles também mandatos adicionais no mesmo percentual.[8]

Para que um partido entre no Bundestag, ele precisa obter ao menos três assentos com o primeiro voto ou obter 5% do segundo voto em todo país. Em 2002, por exemplo, o Partido do Socialismo Democrático obteve 4% dos segundos votos em todo país. Por isso, o partido não entrou no Parlamento, mas dois candidatos foram eleitos pelo estado de Berlim. O mesmo se aplica a um candidato independente que ganhou em seu distrito eleitoral pelo primeiro voto, o que não acontecia desde 1949.

Caso o eleitor vote em seu distrito para um candidato independente ou em um candidato cujo partido não obtenha o número necessários de votos, seu segundo voto não contará para a representação proporcional. Os partidos que representam minorias nacionais reconhecidas (dinamarqueses, frísios, sorábios e ciganos) estão isentos da regra de 5%.[10]

DataEditar

A Lei Fundamental da Alemanha e a lei eleitoral federal determina que as eleições devem ocorrer em um domingo ou em um dia de feriado nacional entre o 46º e 48º meses após a primeira sessão do Bundestag, a menos que o parlamento seja dissolvido antes. A primeira sessão da 19ª legislatura do Bundestag ocorreu em 24 de outubro de 2017.[11] Por isso, apenas 9 datas estavam disponíveis para que as eleições fossem realizadas, dentre elas, o dia 3 de outubro de 2021, domingo e dia da unidade alemã.

O Presidente da Alemanha é o responsável por determinar o dia da eleição[12] e, em 9 de dezembro de 2020, o presidente Frank-Walter Steinmeier determinou que as eleições de 2021 ocorressem em 26 de setembro.[13]

Isso não impede, porém, que as eleições ocorrem antecipadamente. As eleições federais podem ser realizadas mais cedo, caso o Presidente dissolva o Bundestag e marque eleições antecipadas. Ele pode fazer isso, em dois cenários: caso o Bundestag não consiga eleger um Chanceler, com maioria absoluta até o 15º dia, após a primeira votação para eleição de um Chanceler; ou se o Chanceler perder o voto de confiança do Parlamento, e peça ao Presidente que dissolva o Bundestag, o que pode ou não ser aceito por ele. Em ambos os casos, as eleições devem ocorrer em um domingo ou feriado nacional, o mais tarde sessenta dias após a dissolução do parlamento.[14]

PartidosEditar

A tabela abaixo relaciona os partidos atualmente representados no Bundestag.

Nome Ideologia Candidato(s) Líder(es)
partidário(s)
Líder(es)
parlamentar(es)
Resultado 2017 19ª Legislatura
Bundestag
Votos (%) Assentos
CDU/CSU CDU União Democrata-Cristã
Christlich Demokratische Union Deutschlands
Democracia cristã Armin Laschet Armin Laschet Ralph Brinkhaus 26.8%
246 / 709
245 / 709
CSU União Social-Cristã
Christlich-Soziale Union in Bayern
Markus Söder 6,2%*
SPD Partido Social-Democrata
Sozialdemokratische Partei Deutschlands
Social-democracia Olaf Scholz Saskia Esken
Norbert Walter-Borjans
Rolf Mützenich 20.5%
153 / 709
152 / 709
AfD Alternativa para a Alemanha
Alternative für Deutschland
Populismo de direita
Alice Weidel
Tino Chrupalla
Jörg Meuthen
Tino Chrupalla
Alexander Gauland
Alice Weidel
12.6%
94 / 709
88 / 709
FDP Partido Democrático Liberal
Freie Demokratische Partei
Liberalismo clássico Christian Lindner Christian Lindner Christian Lindner 10.7%
80 / 709
80 / 709
A Esquerda A Esquerda
Die Linke
Socialismo democrático Janine Wissler
Dietmar Bartsch
Janine Wissler
Susanne Hennig-Wellsow
Amira Mohamed Ali
Dietmar Bartsch
9.2%
69 / 709
69 / 709
Verdes Aliança 90/Os Verdes
Bündnis 90/Die Grünen
Política verde Annalena Baerbock Annalena Baerbock
Robert Habeck
Katrin Göring-Eckardt
Anton Hofreiter
8.9%
67 / 709
67 / 709
Independentes
(sem partido)
- Marco Bülow, Verena Hartmann,
Lars Hermann, Uwe Kamann,
Mario Mieruch, Georg Nüßlein,
Frank Pasemann, Frauke Petry
0 / 709
8 / 709

Candidatos principaisEditar

Em 10 de agosto de 2020, o Partido Social-Democrata nomeou o então ministro das Finanças e vice-chanceler, Olaf Scholz, como seu principal candidato paras as eleições de 2021. Scholz, que já foi prefeito do estado de Hamburgo de 2011 e 2018, se candidatou a liderança do partido em 2019, sem sucesso.[15] Porém, durante a conferência entre 8 e 9 de maio de 2021, ele obteve 96% dos votos e foi formalmente escolhido como candidato a chancelaria do país pelo SPD.[16][17]

Devido a subida do partido nas pesquisas de opinião nacional desde 2018, Os Verdes decidiram mudar sua estratégia tradicional de dupla candidatura a chancelaria, e escolheram um único candidato.[18] Os co-líderes do partido, Annalena Baerbock e Robert Habeck, foram considerados os únicos candidatos plausíveis. Em 29 de abril, Annalena Bearbock foi anunciada como candidata pelo partido.[19][20]

Após a renúncia de Annegret Kramp-Karrenbauer ao cargo de líder do partido conservador CDU,[21] o ministro-presidente da Renânia do Norte-Vestfália, Armin Laschet, foi eleito, em janeiro de 2021, pelo colegiado do partido, como novo líder da legenda e, tornou-se automaticamente, o candidato preferido da União a chancelaria. No entanto, Markus Söder, ministro-presidente da Baviera e líder do CSU, que obteve votação expressiva entre os eleitores, havia sendo considerado um potencial candidato desde meados de 2020.[22] Com o passar o tempo, a concorrência entre os dois se intensificou e em março/abril de 2021, Söder foi apoiado pelo CSU e por alguns grupos e legendas regionais e locais do CDU, enquanto Laschet recebeu apoio da maior parte do CDU. Os dois não entraram em acordo até o prazo estipulado, 19 de abril, levando o conselho federal da CDU a realizar uma reunião improvisada para resolver o impasse[23] e, com 31 votos a 9, Armin Laschet foi anunciado por Markus Söder como candidato pela União.[24][25][26]

Em 21 de março de 2021, a associação do Partido Democrático Liberal (FDP) na Renânia do Norte-Vestfália elegeu o presidente da legenda, Christian Lindner, como principal candidato para a lista do partido no estado.[27] Ele foi reeleito presidente do partido em 14 de maio, com 93% dos votos, sem adversários.[28] Esta votação também o confirmou como candidato a chanceler na eleição federal.[28]

A Esquerda anunciou Janine Wissler e Dietmar Bartsch como seus co-líderes em 2 de maio de 2021. Wissler foi eleita no início do ano como co-líder do partido ao lado de Susanne Hennig-Wellsow, que não quis se candidatar.[29] Bartsch é membro e líder do partido no Bundestag desde 2015, e foi co-candidato nas eleições federais de 2017. A candidatura dos dois receberam 87% dos votos, na conferência do partido realizada entre 8 e 9 de maio.[30]

Os principais candidatos do partido Alternativa para a Alemanha foram escolhidos através de uma votação entre os membros, realizada entre os dias 17 e 24 de maio de 2021. A chapa encabeçada pela deputada federal e líder do partido no Bundestag, Alice Weidel, e pelo co-presidente do partido, Tino Chrupalla, obteve 71% dos votos, contra a chapa do ex-Tenente Geral da Força Aérea Joachim Windrak e da deputada Joana Coatar, que obteve 24%.[31]

Partidos concorrentesEditar

Ao todo, 47 partidos foram aprovados e listados para as eleições federais de 2021, incluindo os 7 que conquistaram assentos na 19º legislatura do Bundestag. Destes, 40 estão concorrendo em listas partidárias em pelo menos um dos estados, enquanto 7 concorrem apenas com candidatos diretos. Além disso, 196 candidatos independentes, isto é, sem partido, estão concorrendo em vários distritos eleitorais.[32]

Registro de candidatosEditar

Em julho de 2021, os comitês eleitorais estaduais de Bremen e Sarre rejeitaram, respectivamente, as listas dos Alternativa para a Alemanha e dos Verdes. A lista do AfD foi rejeitada por questões formais, enquanto a dos Verdes no Sarre foi declarada inválida devido a um processo de nomeação polêmico, no qual um terço dos delegados estaduais foram excluídos da convenção de nomeação. Ambos os partidos apresentaram ações contra a decisão dos Comitês. Em Sarre, a decisão sobre Os Verdes foi mantida, enquanto a AfD, em Bremen, foi autorizada a concorrer. Assim, Os Verdes não foram elegíveis para o segundo voto no estado, pela primeira vez na história do partido.[33]

DebatesEditar

Debate eleitoral nas eleições de 2021 na Alemanha
Data Emissora(s)  P  Presente   C  Convidado   NC  Não convidado  
CDU/CSU SPD Grüne AfD FDP Die Linke
17 de Maio[34] RBB NC P
Scholz
P
Baerbock
NC NC NC
20 de Maio[35] WDR, tagesschau24
(Política europeia)
P
Laschet
P
Scholz
P
Baerbock
NC NC NC
26 de Junho[36] tagesschau24
(Relações exteriores)
P
Laschet
P
Scholz
P
Baerbock
NC NC NC
29 de Agosto[37] RTL, n-tv P
Laschet
P
Scholz
P
Baerbock
NC NC NC
12 de Setembro[38] Das Erste, ZDF C
Laschet
C
Scholz
C
Baerbock
NC NC NC
13 de Setembro[39] Das Erste, ZDF NC NC NC C
Chrupalla/Weidel
C
Lindner
C
Bartsch/Wissler
19 de Setembro[40] ProSieben, Sat.1, Kabel eins C
Laschet
C
Scholz
C
Baerbock
NC NC NC
23 de Setembro[38] Das Erste, ZDF C
Laschet & Söder
C
Scholz
C
Baerbock
C
Chrupalla/Weidel
C
Lindner
C
Bartsch/Wissler

Pesquisas de opiniãoEditar

Principais temasEditar

As eleições federais de 2021 trouxeram temas importantes para a sociedade alemã. Uma pesquisa do instituto Forschungsgruppe Wahlen mostrou que a questão climática é a preocupação de 47% da população alemã, seguido por temas como a pandemia de Covid-19, imigração e refugiados, desigualdade social, previdência, entre outros.[41][42]

Mudanças climáticasEditar

EnchentesEditar

Em julho de 2021, uma forte chuva caiu sobre o sudoeste da Alemanha, principalmente sobre os estados da Renânia do Norte-Vestfália e o norte da Renânia-Palatinado, causando, ao menos, 184 mortes e tornando-se o desastre natural mais mortal da Alemanha desde a enchente do Mar do Norte, em 1962.[43][44] Cidades foram varridas pela água, e mais de 1.300 pessoas foram ditadas como desaparecidas. O Serviço Meteorológico alemão relatou que a quantidade de chuva no país foi a maior em mais de 100 anos, e que algumas regiões receberam em um dia o que era esperado para um mês.[45]

Em 17 de julho, o governador do estado e candidato a chancelaria pelo CDU, Armin Laschet, visitou a cidade de Erftstadt, uma das devastadas pelas enchentes, e foi flagrado dando risada durante uma entrevista coletiva concedida pelo presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, onde ele prestava condolências às vítimas. No dia seguinte, Laschet se desculpou, através do Twitter.[46]

Afeganistão e imigraçãoEditar

ResultadosEditar

Partido Votos diretos Lista Total +/–
Votos % Mandatos Votos % Mandatos
Partido Social-Democrata (SPD) 12 228 363 26,4 121 11 949 756 25,7 105 206 +53
União Democrata-Cristã (CDU) 10 445 571 22,5 98 8 770 980 18,9 53 151 −49
Aliança 90/Os Verdes (Verdes) 6 465 502 14,0 16 6 848 215 14,8 102 118 +51
Partido Democrático Liberal (FDP) 4 040 783 8,7 0 5 316 698 11,5 92 92 +12
Alternativa para a Alemanha (AfD) 4 694 017 10,1 16 4 802 097 10,3 67 83 −11
União Social-Cristã (CSU) 2 787 904 6,0 45 2 402 826 5,2 0 45 −1
A Esquerda 2 306 755 5,0 3 2 269 993 4,9 36 39 −30
Associação de Eleitores do Sul de Schleswig (SSW) 34 979 0,1 0 55 330 0,1 1 1 +1
Eleitores Livres 1 334 093 2,9 0 1 127 171 2,4 0 0 0
Partido Humano, Meio Ambiente e Proteção Animal 163 047 0,4 0 674 789 1,5 0 0 0
Partido Democrático de Base 734 621 1,6 0 628 432 1,4 0 0 Novo
Die PARTEI 542 804 1,2 0 461 487 1,0 0 0 0
Time Tödenhofer 5 699 0,0 0 214 281 0,5 0 0 Novo
Partido Pirata 60 843 0,1 0 169 889 0,4 0 0 0
Volt 78 211 0,2 0 165 153 0,4 0 0 Novo
Partido Democrático Ecológico 152 886 0,3 0 112 351 0,2 0 0 0
Partido Nacional Democrático 1 089 0,0 0 64 608 0,1 0 0 0
Partido da Pesquisa em Saúde 2 845 0,0 0 49 331 0,1 0 0 0
Partido dos Humanistas 12 727 0,0 0 47 838 0,1 0 0 0
Aliança C - Cristãos pela Alemanha 6 218 0,0 0 40 126 0,1 0 0 0
Partido da Baviera 36 798 0,1 0 32 901 0,1 0 0 0
Partido V³ 10 679 0,0 0 31 966 0,1 0 0 0
Independentes para a Democracia Orientada pelo Cidadão 13 415 0,0 0 22 770 0,0 0 0 Novo
Os Cinzas 2 354 0,0 0 19 364 0,0 0 0 0
Partido Marxista-Leninista da Alemanha 22 745 0,0 0 17 994 0,0 0 0 0
du. 1 887 0,0 0 17 861 0,0 0 0 0
Partido Comunista 5 439 0,0 0 15 157 0,0 0 0 0
Aliança pela Proteção Animal 7 369 0,0 0 13 686 0,0 0 0 0
Partido pelo Amor Europeu 874 0,0 0 12 946 0,0 0 0 Novo
Aliança pelo Progresso e Ressurgimento 10 826 0,0 0 11 184 0,0 0 0 Novo
Lobistas pelas Crianças 9 195 0,0 0 0 Novo
A III. Via 513 0,0 0 7 830 0,0 0 0 Novo
Partido do Jardim 2 095 0,0 0 7 611 0,0 0 0 0
Cidadãos em Movimento 1 556 0,0 0 7 485 0,0 0 0 Novo
Democracia em Movimento 2 618 0,0 0 7 291 0,0 0 0 0
Mundo Humano 657 0,0 0 3 794 0,0 0 0 0
Os Rosas/Aliança 21 351 0,0 0 3 537 0,0 0 0 Novo
Partido do Progresso 3 234 0,0 0 0 Novo
Partido da Igualdade Socialista 1 535 0,0 0 0 0
Movimento de Solidariedade pelos Direitos Civis 824 0,0 0 737 0,0 0 0 0
Lista climática de Baden-Württemberg 3 957 0,0 0 0 Novo
Partido da Família 1 815 0,0 0 0 0
Democracia por Referendo 1 085 0,0 0 0 Novo
Panteras Cinzentas 960 0,0 0 0 Novo
Partido da Pátria da Turíngia 549 0,0 0 0 Novo
Os Outros 258 0,0 0 0 Novo
Bergpartei die "ÜberPartei" 222 0,0 0 0 0
Independentes e grupo de eleitores 110 799 0,2 0 0
Votos válidos 46 339 602 98,9 46 419 448 99,1
Inválidos/Votos em branco 499 163 1,1 419 317 0,9
Total de votos 46 838 765 100 299 46 838 765 100 436 735 +26
Votos registrados/Comparecimento 61 168 234 76,6 61 168 234 76,6
Fonte: Bundeswahlleiter

Resultados por EstadoEditar

Lista da porcentagem de votos de cada partido por estado[47]
Estado SPD União Verdes FDP AfD Esquerda Outros
  Baden-Württemberg 21.6 24.8 17.2 15.3 9.6 3.3 8.2
  Baixa Saxônia 33.1 24.2 16.1 10.5 7.4 3.3 5.4
  Baviera 18.0 31.7 14.1 10.5 9.0 2.8 13.9
  Berlim 23.5 15.9 22.4 8.1 8.4 11.4 9.4
  Brandemburgo 29.5 15.3 9.0 9.3 18.1 8.5 10.3
  Bremen 31.5 17.2 20.8 9.3 6.9 7.7 6.5
  Eslésvico-Holsácia 28.0 22.0 18.3 12.5 6.8 3.6 8.7
  Hamburgo 29.7 15.5 24.9 11.4 5.0 6.7 6.8
  Hesse 27.6 22.8 15.8 12.8 8.8 4.3 7.9
  Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental 29.1 17.4 7.8 8.2 18.0 11.1 8.4
  Renânia do Norte-Vestfália 29.1 26.0 16.1 11.4 7.3 3.7 6.5
  Renânia-Palatinado 29.4 24.7 12.6 11.7 9.2 3.3 9.2
  Sarre 37.3 23.6 11.5 10.0 7.2 10.5
  Saxônia 19.3 17.2 8.6 11.0 24.6 9.3 9.9
  Saxônia-Anhalt 25.4 21.0 6.5 9.5 19.6 9.6 8.4
  Turíngia 23.4 16.9 6.6 9.0 24.0 11.4 8.7

Referências

  1. «Election to the 20th German Bundestag on 26 September 2021» (em inglês). Bundeswahlleiter. Consultado em 6 de Agosto de 2021 
  2. «Bundestagswahl soll am 26. September 2021 stattfinden» (em alemão). Der Spiegel. 25 de Novembro de 2020. Consultado em 6 de Agosto de 2021 
  3. Schäfer, Max (28 de Julho de 2021). «Wahl zum Abgeordnetenhaus von Berlin 2021: Alles Wichtige zur Berlin-Wahl» (em alemão). Frankfurter Rundschau. Consultado em 6 de Agosto de 2021 
  4. «Landtagswahl MV: 24 Parteien mit Kandidatenlisten» (em alemão). NDR. 14 de Julho de 2021. Consultado em 6 de Agosto de 2021 
  5. «Merkel inicia 4° mandato na Alemanha fragilizada». Rádio França Internacional. 14 de Março de 2018. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  6. «Angela Merkel é eleita para 4º mandato como chanceler da Alemanha». G1 (website). 14 de Março de 2018. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  7. Sevillano, Elena G. (16 de Janeiro de 2021). «Merkel se despede de sua liderança partidária com um apelo à unidade». Berlim: El País. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  8. a b c «Assim funciona a eleição parlamentar federal». deutschland.de. 25 de agosto de 2017. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  9. a b Wandscheer, Roselaine. «Como funcionam as eleições na Alemanha». Deutsche Welle. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  10. Fehndrich, Martin; Zicht, Wilko; Cantow, Matthias (24 de setembro de 2021). «Wahlsystem der Bundestagswahl 2021» (em alemão). Wahlrecht.de. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  11. «Neu gewählter Bundestag tritt am 24. Oktober erstmals zusammen» (em alemão). Deutscher Bundestag. 24 de outubro de 2017. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  12. «Bundeswahlgesetz § 16 Wahltag» (em alemão). Ministério Federal da Justiça. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  13. «Bundespräsident Steinmeier fertigt Anordnung über Bundestagswahl aus» (em alemão). O Presidente Federal da Alemanha. 9 de dezembro de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  14. Fehndrich, Martin (15 de fevereiro de 2002). «Wahl des deutschen Bundeskanzlers – Kanzlerwahl» (em alemão). Wahlrecht.de. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  15. Escritt, Thomas (10 de agosto de 2020). «German Social Democrats pick finance minister Scholz as chancellor candidate» (em inglês). Reuters. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  16. «Germany: SPD officially names Olaf Scholz as chancellor candidate» (em inglês). Deutsche Welle. 9 de maio de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  17. Breulmann, Ulrich (5 de agosto de 2021). «SPD-Kanzlerkandidat Olaf Scholz beantwortet Ihre Fragen – und Sie können vor Ort dabei sein» (em alemão). Dortmund: Ruhr Nachrichten. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  18. «Grüne: Baerbock oder Habeck – Was spricht für wen?» (em alemão). Frankfurter Rundschau. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  19. Thurau, Jens (19 de abril de 2021). «Annalena Baerbock, a candidata verde à chefia do governo alemão». Deutsche Welle. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  20. «Bundestagswahl 2021: Annalena Baerbock – Kanzlerkandidatin der Grünen» (em alemão). Deutschlandfunk. 25 de junho de 2021. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  21. Oltermann, Philip; Connolly, Kate (10 de fevereiro de 2020). «Annegret Kramp-Karrenbauer to quit as CDU leader amid far-right 'firewall' row» (em inglês). Berlim: The Guardian. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  22. Hasselbach, Christoph. «What will Germany's foreign policy be after Angela Merkel?» (em inglês). Deutsche Welle. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  23. «Germany: CDU/CSU rivals unable to break impasse on Merkel's successor» (em inglês). Deutsche Welle. 19 de abril de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  24. «Germany: CDU party board backs Armin Laschet as chancellor candidate» (em inglês). Deutsche Welle. 19 de abril de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  25. «Germany: Markus Söder backs Armin Laschet for chancellor» (em inglês). Deutsche Welle. 20 de abril de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  26. «CDU-Bundesvorstand spricht sich für Laschet als Kanzlerkandidat aus» (em alemão). Süddeutsche Zeitung. 20 de abril de 2021. Consultado em 5 de agosto de 2021 
  27. «FDP wählt Lindner zum Spitzenkandidaten für den Bundestag» (em alemão). Der Spiegel. 21 de março de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  28. a b «Lindner mit 93 Prozent als FDP-Chef wiedergewählt» (em alemão). Der Tagesspiegel. 14 de maio de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  29. Decker, Markus (2 de maio de 2021). «Linke: Wissler und Bartsch werden Spitzenkandidaten für Bundestagswahl» (em alemão). RedaktionsNetzwerk Deutschland. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  30. «Das Spitzenduo heißt Wissler/Bartsch» (em alemão). Tagesschau. 10 de maio de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  31. «Weidel und Chrupalla zu Spitzenkandidaten der AfD gewählt» (em alemão). Der Spiegel. 25 de maio de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  32. «2021 Bundestag Election: 47 parties will run in the election» (em alemão). Wiesbaden: Escritório Federal Eleitoral. 21 de agosto de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  33. Anderson, Emma (5 de agosto de 2021). «German Greens must sit out vote in one state during national election» (em inglês). Politico. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  34. «Wer schafft's ins Kanzleramt?» (em alemão). Rundfunk Berlin-Brandenburg. 17 de março de 2021. Consultado em 3 de setembro de 2021 
  35. «Das erste TV-Triell der Kanzlerkandidaten». tagesschau (em alemão). 20 de maio de 2021. Consultado em 20 de maio de 2021 
  36. «Kanzlerkandidaten zur Außenpolitik: Zwischen Dialog und Härte». tagesschau (em alemão). 26 de junho de 2021. Consultado em 27 de junho de 2021 
  37. Niemeier, Timo (19 de maio de 2021). «RTL kommt Öffentlich-Rechtlichen mit Wahl-Triell zuvor». DWDL.de (em alemão). Consultado em 19 de maio de 2021 
  38. a b Niemeier, Timo (19 de maio de 2021). «Nach RTL planen auch ARD und ZDF ein Triell zur Wahl». DWDL.de (em alemão). Consultado em 12 de maio de 2021 
  39. Das Erste, ARD (19 de maio de 2021). «Bundestagswahl 2021 in der ARD: 1500 Minuten Sondersendungen mit Talk, Triell, Townhall, Elefanten-Runde und Dokumentationen im Ersten». presseportal.de (em alemão). Consultado em 1 de junho de 2021 
  40. «ProSieben, Sat.1 Und Kabel eins bitten die Kanzlerkandidat:innen am Sonntag vor der Wahl zum finalen TV-Triell». prosieben.ch (em alemão). 19 de agosto de 2021. Consultado em 23 de agosto de 2021 
  41. De Sousa Pinto, Ana Estela (25 de setembro de 2021). «Cidade da Alemanha que passou de superpróspera a carente expõe conflitos da eleição». Gelsenkirchen: Folha de S.Paulo. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  42. Neves, Andrea (25 de setembro de 2021). «Alemanha: Os temas que marcaram a campanha eleitoral». Antena 1. RTP. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  43. «82-Jähriger spendet zehnmal so viel wie FC Bayern – und fordert Verein heraus» (em alemão). Die Welt. 23 de julho de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  44. Schmid, Mirko (15 de julho de 2021). «Tief „Bernd": Deutschlands schlimmste Katastrophe der letzten 60 Jahre» (em alemão). Colonia: Frankfurter Rundschau. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  45. Morris, Loveday; Hassan, Jennifer; Beck, Luisa (16 de julho de 2021). «At least 95 dead and some 1,300 missing as flooding rages across Europe» (em alemão). Berlim: The Washington Post. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  46. «Candidato a chanceler é criticado por rir em visita às vítimas das enchentes» (em alemão). Deutsche Welle. 19 de julho de 2021. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  47. Bundeswahlleiter