Abrir menu principal

Eleição presidencial na Argentina em 2015

O segundo turno da eleição presidencial na Argentina em 2015 foi realizado em 22 de novembro, em uma disputa entre o prefeito Mauricio Macri e o governador Daniel Scioli. O primeiro turno ocorreu em 25 de outubro, simultaneamente com as eleições legislativas e provinciais. Os candidatos classificados para o primeiro turno foram escolhidos nas primárias, realizadas em 9 de agosto.

Eleição presidencial na Argentina em 2015
  2011 ← Argentina → 2019
22 de novembro
Segundo turno
Mauricio Macri 2016.jpg Daniel Scioli 2015.jpg
Candidato Mauricio Macri Daniel Scioli
Partido PRO (Mudemos) PJ (FpV)
Natural de Cidade de Buenos Aires Província de Buenos Aires
Companheiro de chapa Gabriela Michetti Carlos Zannini
Vencedor em 8 + CABA 15
Votos 12.988.349 12.309.575
Porcentagem 51,34% 48,66%
Argentina politico 2015 seg vuelta.svg
Mapa dos resultados por províncias.



Presidente da Argentina

A presidente Cristina Kirchner era inelegível para concorrer a um terceiro mandato por determinação da Constituição. O governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, garantiu a indicação da coligação governista, a Frente para a Vitória, sem oposição. Mauricio Macri, prefeito da cidade de Buenos Aires, ganhou a indicação da coligação de centro-direita Mudemos após derrotar Ernesto Sanz e Elisa Carrió nas primárias. Sergio Massa, peronista dissidente, foi o candidato da aliança Uma Nova Alternativa. Além deles, Margarita Stolbizer, Nicolás del Caño e Adolfo Rodríguez Saá também alcançaram o número necessário de votos para disputarem o primeiro turno.

Durante boa parte da campanha, as pesquisas de opinião indicaram Scioli na liderança, com chances de vencer ainda no primeiro turno. No entanto, Scioli e Macri receberam no primeiro turno uma votação bastante próxima. Como nenhum presidenciável alcançou mais de 45% dos votos válidos ou 40% e uma vantagem de 10% em relação ao segundo candidato, a Argentina realizou o seu primeiro segundo turno da história. Na nova etapa da campanha, Macri passou a ser o favorito de acordo com as pesquisas e acabou sendo eleito presidente com 51,34% dos votos.

Contexto políticoEditar

 
Néstor e Cristina Kirchner comemorando os resultados eleitorais da eleição de 2007

Nos últimos doze anos, Néstor Kirchner (2003–2007) e Cristina Kirchner (2007–2015) governaram o país — um período que ficou conhecido como kirchnerismo.[1] Desde que o casal comandava o país, a pobreza diminuiu de 57% para 25%, o desemprego caiu de 21% para 7% e muitos números macroeconômicos apresentaram melhorias (como o PIB e o PIB per capita, cujo valor mais que dobrou).[2][3][4] Por outro lado, a inflação atingiu no início de 2015 um recorde do governo Kirchner, a economia encontrava-se estagnada e alguns indicadores do bem-estar apresentaram leve piora, como a qualidade da educação e o índice de desigualdade.[3][5][6]

A presidente incumbente integrava o Partido Justicialista (PJ) e foi reeleita na eleição de 2011 com 54% dos votos.[7][8] Iniciado em dezembro de 2011, o segundo mandato de Cristina aumentou a polarização política no país, especialmente pelo estilo confrontador da presidente e por divergências na condução da política econômica, como as restrições para a compra de dólares e a inflação.[9][10] A presidente defendia seu legado citando os baixos níveis de desemprego, o baixo índice de endividamento externo e o que considerava como avanços na política externa.[11]

Como a Constituição estabelecia um limite de dois mandatos consecutivos para presidente, vários políticos da coalizão governista Frente para a Vitória (FPV) propuseram uma alteração na Constituição para permitir reeleições ilimitadas.[12] A proposta foi fortemente rejeitada pelos partidos da oposição, e o FPV não conseguiu alcançar a maioria de dois terços no Congresso necessários para a aprovação. Com o governo longe de obter uma maioria de dois terços como resultado das eleições de meio de mandato de 2013, a coalizão desistiu da ideia de apresentar a proposta que permitiria que Cristina concorresse a um terceiro mandato em 2015.[13][14]

No final de junho de 2015, nas últimas semanas para registros de candidaturas, Kirchner anunciou que não concorreria a nenhum cargo eletivo nas eleições daquele ano. O seu filho, Máximo Kirchner, candidatou-se e foi eleito deputado por Santa Cruz, berço político da família.[15][16] A decisão de não concorrer a nenhum cargo surpreendeu analistas políticos, que acreditavam que ela tentaria uma vaga no Parlamento do Mercosul para ganhar o foro privilegiado.[17][18] De acordo com pesquisas realizadas em 2015, Cristina chegou ao fim de seu mandato com um apoio popular de cerca de 40%, algo inédito na história política do país, onde a maioria dos presidentes deixavam o cargo com baixos índices de aprovação.[1][19] Na visão da Agence France-Presse, dos três principais candidatos (Macri, Scioli e Massa), "nenhum se iguala em carisma, paixão e verborragia à atual chefe de Estado."[20]

Processo eleitoralEditar

 Ver artigo principal: Eleições na Argentina
 
Kirchner votando nas eleições gerais de 2011

Pela legislação eleitoral vigente no país, para ser eleito presidente no primeiro turno o candidato deveria obter pelo menos 45% dos votos válidos ou 40% e uma vantagem de 10% em relação ao segundo colocado.[21][22] O segundo turno foi marcado para ser realizado no dia 22 de novembro, um domingo. A posse do presidente eleito estava programada para o dia 10 de dezembro.[23][24] Simultaneamente com a eleição presidencial, os eleitores elegeram pouco mais da metade dos assentos da Câmara dos Deputados, um terço do Senado, dezenove vagas no Parlamento do Mercosul e onze governos provinciais. Além disso, ao longo do ano de 2015, também ocorreram as eleições para o governo de outras doze províncias e o da capital federal Buenos Aires.[25][26]

A Argentina não possuía uma Justiça Eleitoral, e as eleições eram conduzidas pela Câmara Nacional Eleitoral (CNE), um órgão pertencente ao Ministério do Interior. Os candidatos ocupantes de cargos públicos não precisavam se desvincular para concorrer nas eleições, e era comum propagandas eleitorais em prédios oficiais e repartições públicas.[27] Para as eleições de 2015, a CNE determinou, pela primeira vez, que os candidatos explicassem seus gastos de campanha através de uma lista detalhada dos gastos e da origem do dinheiro. O financiamento público de campanhas era escasso, e a maior parte dos recursos das campanhas eram provenientes de empresários simpatizantes dos candidatos. O limite de gastos para uma campanha presidencial era de 254 milhões de pesos argentinos. De acordo com o jornal La Nación, os gastos com as campanhas anteriores podem ter alcançado 1 bilhão de pesos.[28]

O sistema eleitoral argentino permitia que os partidos formassem coligações. Cada coligação poderia apresentar mais do que uma chapa presidencial, mas apenas a que obtivesse mais votos na primária prosseguiria para o primeiro turno. As Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO) foram criadas em 2009 e entraram em vigor pela primeira vez nas eleições gerais de 2011. Para ser candidato no primeiro turno, um candidato, ou sua coligação, deve obter pelo menos 1,50% dos votos válidos.[29] As primárias servem para reduzir o número de candidatos ao primeiro turno, que, historicamente, era alto, sendo este um reflexo de um sistema partidário fragmentado.[3]

A compra de votos era uma ferramenta comumente utilizada nas eleições argentinas. Para esta eleição, o diretor do Centro de Pesquisa e Ação Social, Rodrigo Zarazaga, afirmou: "As estratégias de compra de votos provavelmente influenciarão de 5% a 12% dos eleitores argentinos no domingo" (primeiro turno). Um exemplo de compra de votos ocorreu em Buenos Aires, onde eleitores que se comprometeram a votar em determinado candidato receberam "sacos recheados com garrafas de óleo de cozinha, macarrão e farinha." Segundo especialistas entrevistados pelo The New York Times, a prática não era considerada ilegal.[30]

Segundo a Câmara Nacional Eleitoral, estavam habilitados para votar 32.064.323 eleitores. Com 11,8 milhões de eleitores (ou 37% do total), a província de Buenos Aires era o colégio eleitoral mais importante, seguido pelas províncias de Córdoba e Santa Fé.[31] Os cidadãos residentes no exterior inscritos, estimados em cerca de quarenta mil, também estavam aptos a votar em seções eleitorais distribuídas em setenta países.[32] No país, o voto era obrigatório dos dezoito aos setenta anos, e facultativo a partir dos setenta e dos dezesseis aos dezoito anos de idade.[33][34] Ainda, a eleição presidencial de 2015 foi a primeira em que os jovens entre 16 e 17 anos puderam votar.[35][36]

CandidaturasEditar

Definição das coligações e pré-candidatosEditar

 
Propaganda de Florencio Randazzo, que desistiu antes da eleição primária[37]

A coligação Frente para a Vitória, fundada nas eleições de 2003, manteve sua aliança para 2015. Além do maior partido político do país, o Justicialista, também era composta por outras doze agremiações.[38][39] Inicialmente, era esperado que o ministro Florencio Randazzo, o favorito da presidente, pleiteasse a indicação à presidência. Em meados de junho, o governador e ex-vice-presidente Daniel Scioli anunciou que Carlos Zanini, um dos colaboradores governistas mais próximos de Cristina Kirchner, seria seu candidato à vice-presidência.[40][41][42] A escolha de Zanini fez com que Scioli, considerado um peronista moderado e não kirchnerista, mas próximo ao governo cessante, ganhasse mais apoio dentro da coligação.[43][44][45] Poucos dias depois, Randazzo, a pedido da própria Cristina, anunciou sua desistência das primárias, bem como que não concorreria a governador de Buenos Aires.[46][47]

No lado oposicionista, algumas lideranças partidárias, como Macri, Massa, o senador Ernesto Sanz, a deputada Margarita Stolbizer e o governador Hermes Binner, fizeram reuniões acerca da possibilidade de formarem uma ampla aliança que enfrentaria o candidato governista escolhido.[48] Entretanto, Macri acabou rejeitando formar uma aliança com Massa antes do primeiro turno, afirmando que ele era "uma alternativa dentro do Partido Justicialista, e pensamos em algo diferente."[49][50]

Em março de 2015, o congresso da União Cívica Radical (UCR) aprovou integrar uma aliança com o partido de centro-direita Proposta Republicana (PRO).[51] A UCR era o partido mais antigo do país e tinha mais de trezentos prefeitos espalhados por todo o território nacional, dando ao eventual candidato da coligação, Macri, presença nacional, decisiva para sua eventual vitória.[52][53] Com a saída da UCR, foi desfeita a coligação Frente Ampla Unen, formada por partidos de viés socialistas-democratas e liberalistas-sociais como a Coalizão Cívica e a Geração para um Encontro Nacional.[54] Em junho, o PRO, a UCR, a Coalizão Cívica e outros três partidos formalizaram uma coligação, que recebeu o nome "Mudemos" ("Cambiemos", em espanhol).[39][55][56] Além de Macri, a Mudemos apresentou outros dois candidatos à presidência: Sanz e a deputada Elisa Carrió.[57]

No final de abril de 2015, Massa e o governador de Córdoba, José Manuel de la Sota, formalizaram um acordo para a criação de uma coligação que representasse uma opção de oposição peronista.[58] A coligação foi intitulada de Unidos por Uma Nova Alternativa, e teve em sua composição um total de sete partidos.[39][57] O senador Adolfo Rodríguez Saá também foi convidado a integrar a aliança, mas ele preferiu continuar na Compromisso Federal, que o indicou como candidato único a presidente.[39][57]

A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), formada em abril de 2011, manteve seu acordo para as eleições de 2015.[59][60] Outras duas coligações formadas por partidos de esquerda apresentaram candidatos: a Novo MÁS e a MST - Nova Esquerda.[39] Com posicionamentos de centro-esquerda, foi criada a coligação Progressistas, constituída por quatro partidos, que apresentou Stolbizer como sua única candidata.[61][62]

Lista dos candidatosEditar

Os candidatos incluídos na tabela abaixo foram classificados para o primeiro turno, e estão ordenados de acordo com as votações recebidas, em ambos os turnos, em ordem crescente.

Candidato, idade, partido político e vice Cargo Logo de campanha Detalhes
Mauricio Macri (56)
Mudemos
Vice: Gabriela Michetti[63]
  Prefeito de Buenos Aires
(desde 2007)
  Macri iniciou sua carreira na iniciativa privada, trabalhando nas empresas do pai. Iniciou sua vida pública em 1995 ao ser eleito presidente do Boca Juniors. Em 2005, elegeu-se deputado nacional e em 2007 foi eleito prefeito de Buenos Aires.[64][65][66] Em 2011, cogitou disputar a presidência da República contra Kirchner, mas optou pela candidatura à reeleição, a qual venceu no segundo turno.[67][68] De centro-direita e único candidato não-peronista viável, candidatou-se à presidência em 2015 apresentando um discurso de mudança e propondo liberalizar a economia.[69][70][71]
Daniel Scioli (58)
Frente para a Vitória
Vice: Carlos Zannini[72]
  Governador da Província de Buenos Aires
(desde 2007)
  Ex-esportista e empresário, Scioli entrou para a política em 1997 como deputado nacional.[73][74] Foi o vice-presidente durante o governo de Néstor, mantendo relações tensas com o casal.[73][74][75] Em 2007, deixou a vice-presidência para se tornar governador de Buenos Aires, reelegendo-se em 2011 com uma votação expressiva.[73] Scioli concorreu à presidência em 2015 propondo uma "continuidade com mudanças."[76][77][78][79] Cristina optou por apoiá-lo pois Scioli era considerado o candidato governista com mais chances de vitória.[80][81][82]
Sergio Massa (43)
Unidos por uma Nova Alternativa
Vice: Gustavo Sáenz[83]
  Deputado Nacional pela Província de Buenos Aires
(desde 2013)[83]
  Advogado, Massa foi eleito deputado provincial aos 27 anos de idade.[84] Foi chefe de gabinete de Cristina (2008-2009) e prefeito de Tigre.[85] Em 2010, rompeu com o kirchneirismo e foi um dos fundadores da Frente Renovadora, criada para contrapor o kirchnerismo dentro do campo peronista. Em 2013, elegeu-se deputado nacional.[86][87] Sua candidatura à presidência em 2015 foi apresentada como uma alternativa ao kirchnerismo, ala mais radical do peronismo. Assim, amealhou votos tanto de eleitores peronistas quanto dos que desejavam uma mudança.[88][89]
Nicolás Del Caño (35)
Frente de Esquerda e dos Trabalhadores
Vice: Myriam Bregman[90]
  Deputado Nacional por Mendoza
(desde 2013)[90]
  O mais jovem dos candidatos à presidência, Del Caño representava uma opção de extrema-esquerda.[91][92][93] Desde a adolescência militava no Partido Socialista dos Trabalhadores e participou ativamente do movimento estudantil em sua época como universitário.[94] Concorreu, sem sucesso, a governador de Mendoza em 2011.[95] Em 2013, ganhou notoriedade nacional ao ser um dos três deputados nacionais eleitos pela Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, recebendo 14% dos votos em Mendoza.[94] Em junho de 2015, obteve 17% dos votos na disputa pela prefeitura de Mendoza, alcançando o segundo lugar.[96]
Margarita Stolbizer (60)
Progressistas
Vice: Miguel Ángel Olaviaga[97]
  Deputada Nacional por Buenos Aires
(desde 2009)[97]
  Egressa da União Cívica Radical, seu primeiro cargo eletivo foi o de vereadora.[98][99] Após a queda de Fernando de la Rúa, Stolbizer, de opiniões sociais-democratas, deixou o partido e organizou o grupo Intransigência Radical.[94] Concorreu à governadora de Buenos Aires em 2003, 2007 e 2011; seu melhor desempenho foi em 2007, com pouco mais de um milhão de votos, superada apenas por Scioli.[100][101] Em 2013, foi empossada para seu quarto mandato como deputada nacional.[94] Na câmara baixa, manteve uma postura crítica ao governo Kirchner, denunciando práticas que considerava corruptas.[102][103][104]
Adolfo Saá (68)
Compromisso Federal
Vice: Liliana Negre de Alonso[105]
  Senador por San Luis
(desde 2005)[105]
  O único candidato a já ter sido presidente da República, Saá sucedeu de la Rúa após este renunciar. Eleito pelo Congresso da Nação, ocupou o cargo por apenas alguns dias, também renunciando, alegando falta de apoio político.[94][106][107] Integrante de uma tradicional família política, foi governador da pequena província de San Luis por cinco mandatos consecutivos entre 1983 e 2001. Elegeu-se deputado em 2003 e senador em 2005, sendo reeleito em 2011. Em 2003, concorreu à presidência, terminando na quarta colocação com 14% dos votos.[108][109][110]

Candidatos derrotados nas primáriasEditar

Os candidatos listados abaixo foram alguns dos derrotados nas Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO).

Eleições primáriasEditar

As eleições primárias, ocorridas em 9 de agosto, habilitaram seis chapas para disputarem o primeiro turno.[115] Destas, três eram encabeçadas por candidatos com trajetórias políticas no campo peronista (Scioli, Massa e Saá).[116] Fragmentado, os peronistas apresentavam mais do que um candidato a presidente desde a eleição de 2003.[117] Scioli foi o candidato mais votado, com 8,4 milhões de votos. Macri venceu a indicação da Mudemos com 80,7% dos votos destinados à coligação, derrotando Sanz e Carrió. A aliança Uma Nova Alternativa foi a terceira mais votada, com 4,5 milhões de votos (20,6%), e sua primária foi vencida por Massa, que derrotou o governador cordobense de la Sota por 69–31%. Também foram classificados para o primeiro turno Stolbizer e del Caño.[118]

A vitória de del Caño contra Jorge Altamira representou uma renovação geracional no campo da esquerda.[119] De modo geral, na avaliação de analistas, os resultados das primárias deixaram possível qualquer cenário, tanto que a eleição terminasse no primeiro turno quanto prosseguisse para o segundo. Tais conclusões deram-se graças a votação de Scioli, bastante próxima dos 40% exigidos. As inundações ocorridas no dia das primárias na província de Buenos Aires, o berço político de Scioli, podem ter afetado sua votação.[120]

ResultadosEditar

Partido ou aliança Pré-candidato a presidente Pré-candidato a vice Votos ao candidato % Votos totais %
(de votos válidos)
Frente para a Vitória Daniel Scioli Carlos Zannini 8.720.573 100 8.720.573 38,69
Mudemos Mauricio Macri Gabriela Michetti 5.523.413 81,33 6.791.278 28,57
Ernesto Sanz Lucas Llach 753.825 11,10
Elisa Carrió Héctor Flores 514.040 7,57
Unidos por uma Nova Alternativa Sergio Massa Gustavo Sáenz 3.230.887 69,64 4.639.405 19,52
José Manuel de la Sota Claudia Rucci 1.408.518 30,36
Progresistas Margarita Stolbizer Miguel Ángel Olaviaga 781.472 100 781.472 3,29
Frente de Esquerda e dos Trabalhadores Nicolás del Caño Myriam Bregman 375.874 51,29 732.851 3,08
Jorge Altamira Juan Carlos Giordano 356.977 48,71
Compromisso Federal Adolfo Rodríguez Saá Liliana Negre de Alonso 472.341 100 472.341 1,99
Frente Popular Víctor De Gennaro Evangelina Codoni 106.324 100 106.324 0,45
Movimento ao Socialismo Manuela Castañeira Jorge Ayala 103.742 100 103.742 0,44
MST - Nova Esquerda Alejandro Bodart Vilma Ripoll 95.780 100 95.780 0,40
Partido Popular Mauricio Yattah María Moretta 67.798 100 67.798 0,29
Movimiento de Acción Vecinal Raúl Albarracín Gastón Dib 39.512 100 39.512 0,17
Votos válidos 22.551.076 93,88
Votos em branco 1.216.634 5,06
Votos nulos 254.106 1,06
Participação 24.021.816 74,91
Abstenções 8.045.825 25,09
Eleitores aptos 32.067.641 100
Fonte: Governo da Argentina[121]

Primeiro turnoEditar

 
Daniel Scioli encontrando-se com a presidente brasileira Dilma Rousseff, em 13 de outubro de 2015

Em meados de agosto, inundações atingiram cerca de dez mil pessoas em várias cidades da província de Buenos Aires, o que se tornou um tema de campanha. Naquele momento, Scioli estava de viagem à Itália para fazer um tratamento médico. Ele acabou cancelando sua agenda no país europeu e retornou à Argentina. Massa classificou a viagem como "importuna" e Macri considerou as inundações um resultado do mau planejamento urbano do governo provincial de Scioli, e comparou-a com a falta de inundações durante a mesma tempestade na cidade de Buenos Aires, que tinha passado por obras de prevenção de inundações durante seu mandato.[122][123]

Em 9 de setembro, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato de campanha de Scioli, declarando seu apoio ao candidato governista.[124] Um mês depois, Scioli visitou a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.[125] O governo Dilma, embora discretamente, torcia pela vitória de Scioli,[126] assim como outros presidentes de países da América Latina, como Evo Morales (Bolívia), Tabaré Vázquez (Uruguai), Michelle Bachelet (Chile), Raúl Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador).[127][128]

No início de outubro, foi realizado o primeiro debate presidencial desde 1983. A Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires sediou o evento, que foi conduzido pela organização não governamental Argentina Debate. Um dos principais assuntos discutido foi a ausência de Scioli, que declarou que "os debates assumem muitas vezes um tom de agressão e isso não corresponde ao espírito do que as pessoas esperam." Também foram debatidos propostas nas áreas de economia, educação e segurança.[129][130] Nos dias que antecederam a votação do primeiro turno, as pesquisas de opinião indicavam uma vantagem de Scioli, com possibilidade dele vencer na primeira votação.[131] Cerca de 30% dos votos eram considerados voláteis na última semana de campanha (15% de indecisos e 15% que poderiam mudar de voto), o que poderia alterar os resultados finais.[132]

Pesquisas de opiniãoEditar

Os institutos de pesquisas começaram a divulgar pesquisas com os potenciais candidatos – Scioli, Macri e Massa – no segundo semestre de 2013.[133] De acordo com a legislação eleitoral vigente no país, as pesquisas de opinião deveriam ser registradas na Câmara Nacional Eleitoral (CNE).[134]

Legenda:
  Venceria no primeiro turno
  Iria para o segundo turno
Instituto Período
da pesquisa
Margem
de erro
Daniel
Scioli
Mauricio
Macri
Sergio
Massa
Nicolás
Del Caño
Margarita
Stolbizer
Adolfo
Rodríguez
Branco
Nulo
Indecisos
CEOP[135] 18/10/2015 40,7% 28,2% 21,9% 3,8% 4,4% 1,1%
CCESPT[136] 17/10/2015 39,1% 26,9% 20,2% 4,9% 3,6% 1,2%
Giacobbe y asociados[137] 17/10/2015 40,3% 28,7% 20,1% 4,4% 4,7% 1,8% 7,7%
Raúl Aragón[138] 10-17/10/2015 ±1,6% 38,8% 27,9% 22,6% 3,5% 5,1% 2,1%
Raúl Aragón[139] 8-13/10/2015 ±2% 38,3% 29,2% 21% 2,9% 4,8% 2% 0,4% 1,4%
Consultora Dicen[140] 7-10/10/2015 40,9% 25,8% 23,3% 5,6% 2,9% 1,5%
IPSOS[141] 7-10/10/2015 ±2,81% 42% 28% 23% 2,6% 3,4% 0,9%
Raúl Aragón[142] 12/10/2015 ±1,8% 39,9% 26,8% 23,9% 3,1% 4,8% 1,5%
Rouvier & Asociados[143] 7-10/10/2015 ±2,81% 41,3% 30,5% 20,6%
González y Valladares[144] 06/10/2015 ±1,8% 35,4% 25,3% 26,3% 3,9% 7% 2%
Aurelio[145] 05/10/2015 41% 30% 20%
Rouvier[146] 01/10/2015 41,3% 30,5% 20,6%
Management & Fit[147] 04/10/2015 38,6% 27,9% 21,5% 2,2% 6% 2,2%
Elypsis[148] 24/08-20/09/2015 39,7% 31,1% 18,2% 4,9%
Raúl Aragón[148] 14-19/09/2015 ±1,8% 39,8% 27,5% 23,1% 3,1% 4,6% 1,9%
CEOP[149] Setembro/2015 41,6% 29,2% 20,2% 2,7% 4,3% 2%
Rouvier[150] Setembro/2015 41,2% 31,1% 19,9%
IPSOS[151] 20/09/2015 42,6% 28,1% 19%
Poliarquía[152] 20/09/2015 40,8% 29,5% 20,1%
Aresco[153] 08-09/09/2015 40,6% 29,4% 18,1% 3,6% 5,4% 2,8%

ResultadosEditar

 
Autoridades eleitorais argentinas divulgam os primeiros resultados do primeiro turno das eleições de 2015
 
Resultados do primeiro turno por províncias

Em 25 de outubro, a votação transcorreu com regularidade, mas a apuração foi bastante demorada.[154] Com a totalidade dos votos apurados, Scioli recebeu 37% e Macri 34,1%.[155] Massa permaneceu na terceira colocação, mas bastante atrás dos dois mais votados.[156] Nicolás del Caño superou Margarita Stolbizer, que havia ficado em quarto nas primárias, e Rodríguez permaneceu na sexta colocação.[157] Em relação aos desempenhos dos candidatos nas províncias, Scioli venceu na província de Buenos Aires, mas sua votação caiu em comparação com as primárias, enquanto que a de Macri, ajudado pelo desempenho de sua aliada María Eugenia Vidal, eleita governadora, subiu.[157][158][159][160] Os candidatos oposicionistas obtiveram os melhores resultados em províncias mais desenvolvidas e menos dependentes do governo federal. Scioli venceu em 17 das 23 províncias, recebendo forte votação em províncias localizadas nos extremos do país.[161][162][163][164]

Candidato a
presidente
Candidato a
vicepresidente
Aliança Votos %
Daniel Scioli Carlos Zannini Frente para a Vitória 9.338.490 37,08
Mauricio Macri Gabriela Michetti Mudemos 8.601.131 34,15
Sergio Massa Gustavo Sáenz Unidos por uma Nova Alternativa 5.386.977 21,39
Nicolás del Caño Myriam Bregman Frente de Esquerda e dos Trabalhadores 812.530 3,23
Margarita Stolbizer Miguel Ángel Olaviaga Progresistas 632.551 2,51
Adolfo Rodríguez Saá Liliana Negre de Alonso Compromisso Federal 412.578 1,64
Votos válidos 25.184.257 96,68
Votos em branco 664.740 2,55
Votos nulos 199.449 0,77
Participação 26.048.446 81,07
Abstenções 6.082.407 18,93
Eleitores aptos 32.130.853 100
Fonte: Governo da Argentina[165]

Resultados por provínciasEditar

Os resultados a seguir foram divulgados pelo Governo da Argentina.[165]

Scioli Macri Massa Del Caño Stolbizer Saá Total
Província Votos % Votos % Votos % Votos % Votos % Votos % Votos
Buenos Aires 3.563.089 37,28% 3.134.779 32,80% 2.143.827 22,43% 351.786 3,68% 272.801 2,85% 90.448 0,95% 9.556.730
Capital Federal 476.632 24,09% 1.001.379 50,61% 302.065 15,27% 84.238 4,26% 100.462 5,08% 13.856 0,70% 1.978.632
Catamarca 98.831 44,84% 78.958 35,82% 35.046 15,90% 3.447 1,56% 2.419 1,10% 1.718 0,78% 220.419
Chaco 352.304 53,69% 185.563 28,28% 97.469 14,85% 9.315 1,42% 6.990 1,07% 4.509 0,69% 656.150
Chubut 121.314 41,67% 62.142 21,34% 86.026 29,55% 10.439 3,59% 8.466 2,91% 2.749 0,94% 291.136
Córdoba 418.221 19,26% 1.155.333 53,22% 443.204 20,41% 69.051 3,18% 38.998 1,80% 46.235 2,13% 2.171.042
Corrientes 313.292 50,26% 198.241 31,81% 95.106 15,26% 6.824 1,09% 6.487 1,04% 3.342 0,54% 623.292
Entre Ríos 313.022 37,64% 314.057 37,76% 164.799 19,81% 14.420 1,73% 17.501 2,10% 7.925 0,95% 831.724
Formosa 217.026 66,98% 48.742 15,04% 53.817 16,61% 2.615 0,81% 1.116 0,34% 696 0,21% 324.012
Jujuy 152.345 37,58% 69.882 17,24% 168.571 41,59% 9.564 2,36% 3.144 0,78% 1.846 0,46% 405.352
La Pampa 79.963 37,94% 70.783 33,59% 45.465 21,57% 5.332 2,53% 5.509 2,61% 3.704 1,76% 210.756
La Rioja 73.527 36,32% 64.106 31,67% 52.492 25,93% 3.403 1,68% 2.199 1,09% 6.706 3,31% 202.433
Mendoza 341.163 31,36% 443.913 40,81% 156.503 14,39% 82.734 7,61% 15.698 1,44% 47.874 4,40% 1.087.885
Misiones 403.671 61,11% 149.940 22,70% 90.464 13,70% 5.809 0,88% 8.244 1,25% 2.392 0,36% 660.520
Neuquén 132.691 35,74% 103.860 27,97% 98.061 26,41% 20.055 5,40% 9.883 2,66% 6.745 1,82% 371.295
Río Negro 179.872 45,20% 89.103 22,39% 96.769 24,32% 15.506 3,90% 11.119 2,79% 5.604 1,41% 397.973
Salta 292.699 40,98% 146.875 20,56% 242.704 33,98% 19.036 2,66% 7.506 1,05% 5.498 0,77% 714.318
San Juan 192.377 45,96% 86.920 20,76% 111.444 26,62% 6.127 1,46% 7.264 1,74% 14.470 3,46% 418.602
San Luis 43.442 15,58% 86.225 30,93% 37.810 13,56% 4.947 1,77% 3.702 1,33% 102.684 36,83% 278.810
Santa Cruz 82.595 47,06% 44.880 25,57% 39.626 22,58% 5.533 3,15% 2.064 1,18% 794 0,45% 175.492
Santa Fe 640.924 31,77% 712.100 35,29% 500.897 24,83% 53.801 2,67% 79.721 3,95% 30.168 1,50% 2.017.611
Santiago del Estero 351.388 63,13% 81.825 14,70% 107.427 19,30% 8.099 1,46% 5.268 0,95% 2.595 0,47% 556.602
Tierra Del Fuego 42.049 45,52% 20.226 21,90% 21.601 23,39% 4.055 4,39% 2.978 3,22% 1.458 1,58% 92.367
Tucumán 456.053 48,46% 251.299 26,70% 195.784 20,80% 16.394 1,74% 13.012 1,38% 8.562 0,91% 941.104
Resultado 9.338.490 37,08% 8.601.131 34,15% 5.386.977 21,39% 812.530 3,23% 632.551 2,51% 412.578 1,64% 25.184.257

ReaçõesEditar

Os resultados, considerados por analistas e pela imprensa como uma derrota para o peronismo e o kirchnerismo,[166][167] fizeram com que a Argentina realizasse seu primeiro segundo turno da história.[168] A votação de Macri, que em pesquisas recentes aparecia com até mais de 10% de desvantagem, foi vista como "surpreendente".[169] Entre as explicações dadas para o desempenho de Scioli, foram citadas falhas ou deficiências, como fracassos de sua gestão no governo de Buenos Aires[170] e sua "capacidade" de absorver o desprezo público sofrido pela presidente.[171][172][173]

Nas eleições legislativas, o Partido Justicialista perdeu o controle da Câmara dos Deputados, mas, com 117 de 254 deputados, elegeu a maior bancada.[174] A União Cívica Radical (UCR) e a Coalizão Cívica (ARI) conseguiram juntas 51 deputados, e a Proposta Republicana (PRO) alcançou a terceira maior bancada (41 deputados), totalizando 91 deputados para a coligação Mudemos.[175] No Senado, o Partido Justicialista e seus aliados elegeram uma ampla maioria de 42 senadores, em um total de 72.[175]

Segundo turnoEditar

 
Macri durante a campanha eleitoral de 2015

A campanha eleitoral ganhou um tom mais agressivo durante o segundo turno.[176] Scioli assinalou que a vitória de Macri representaria um "perigo", pois levaria o país para a "era das privatizações dos anos 1990" e que ele geraria uma ingovernabilidade. Cristina Kirchner reforçou a estratégia e comparou Macri ao ex-presidente Fernando de la Rúa.[177][178] Ainda, Scioli também afirmou que Macri era o candidato do mercado financeiro, que ele promoveria um ajuste fiscal prejudicial ao país e sugeriu que descontinuaria alguns programas do kirchneirismo, como os programas sociais.[179][180][181] Militantes da coligação, como o Lá Cámpora, a ala jovem do kirchnerismo, fizeram pichações contra Macri e distribuíram panfletos afirmando que o opositor pioraria áreas como a saúde, educação e o emprego.[182] A campanha de Scioli foi comparada com a de Dilma Rousseff em 2014, e houve rumores de que João Santana poderia ter sido contratado pela campanha de Scioli,[183][184] o que foi negado pelo candidato e por Santana.[185][186]

Macri permaneceu durante o segundo turno com um discurso menos agressivo do que o de Scioli. Sua campanha ressaltou a mudança, a alegria e o crescimento econômico que, segundo eles, a vitória e um eventual governo da oposição representaria.[187] Assim como no primeiro turno, continuou apresentando-se como a "verdadeira mudança" e defendeu a união, a manutenção de benefícios sociais, a pobreza zero e a execução de um "histórico" plano de infraestrutura.[188][189] De centro-direita, para ampliar sua base eleitoral, Macri manteve um discurso mais centrista, defendendo a permanência da empresa petrolífera como domínio estatal e a igualdade de gênero e os direitos humanos.[190]

No decorrer do segundo turno, os candidatos derrotados nas fases iniciais declararam suas posições. Massa descartou declarar apoio a Scioli e pediu uma "mudança";[191] embora não declarou formalmente, sua posição foi vista como um apoio implícito a Macri.[192][193] O governador José De La Sota e o Partido Justicialista cordobense liberaram seus eleitores a votarem em quem quisessem.[194] Del Caño declarou que votaria em branco e fez campanha para que seus eleitores fizessem o mesmo.[195] Stolbizer e o Partido Socialista também não formalizaram apoio a nenhum candidato.[196][197]

Em 26 de outubro, Scioli convidou Macri a debater, mas não esclareceu o que motivou sua mudança de opinião em relação aos debates.[198] Macri aceitou o convite e o evento foi realizado em 16 de novembro, sendo o único debate do segundo turno, que também foi organizado pela ONG Argentina Debate.[199] No encontro, ambos os candidatos atacaram-se com o propósito de ganhar o apoio de cerca de 11% dos eleitores que estavam indecisos e 16% que poderiam mudar de voto.[200] O debate obteve 53 pontos de audiência na televisão, sendo ultrapassado apenas pela final da Copa do Mundo de 2014 entre a Alemanha e a Argentina, que recebeu dois pontos a mais.[201]

Pesquisas de opiniãoEditar

Macri liderou a maioria das pesquisas realizadas no segundo turno, bem como as de boca de urna.[202][203] Poucos dias depois do primeiro turno, o instituto González & Valladares divulgou uma pesquisa questionando em quem votariam os eleitores dos candidatos derrotados. De acordo com essa pesquisa, 45% dos eleitores de Massa pretendiam votar em Macri e 22,3% preferiam Scioli. Em relação aos eleitores de Del Caño, 54,5% afirmaram que votariam em branco, 15,2% votariam em Scioli e 5,2% em Macri. A maioria dos eleitores de Stolbizer (39,2%) declararam apoio a Macri, enquanto que 9,4% votariam em Scioli. Com 36,1% das preferências, Macri também liderava entre os eleitores de Saá, e 31,6% preferiam Scioli.[204]

Instituto Período
da pesquisa
Margem
de erro
Daniel
Scioli
Mauricio
Macri
Branco
Nulo
Indecisos
González y Valladares[205] 19/11/2015 43,6% 56,1%
Elypsis[206] 18/11/2015 45,6% 54,4%
Quorus[207] 18/11/2015 ±3,5% 45,98% 47,05% 7%
Univ. de San Martín[208] 14/11/2015 45,55% 42,55% 4,6% 7,41%
Giacobbe & Asociados[209] 31/10-13/11/2015 ±2,58% 42,1% 49%
González y Valladares[210] 12-13/11/2015 ±2,89% 41,1% 51,2% 3,2% 4,5%
Management & Fit[211] 09-12/11/2015 43,7% 52% 4,3%
FUNDITRA[212] 12/11/2015 43,56% 41,79% 4,96% 9,69%
Poliarquía[213] 09-10/11/2015 ±3,5% 40,2% 48,7% 4,7% 6,9%
Univ. de San Martín[212] 27/10-08/11/2015 47,04% 40,24%
Ipsos[214] 05-06/11/2015 40,3% 51,6% 3,8% 4,3%
Hugo Haime[215] 07/11/2015 40,4% 44,2% 4,3% 11,1%
González y Valladares[216] 06/11/2015 43,9% 56,1%
Management & Fit[217] 01-05/11/2015 43,6% 51,8% 4,5%
Hugo Haime[215] 01/11/2015 39,4% 46,7% 3,8% 10,1%
Ipsos[214] 31/10-01/10/2015 39,9% 51,2% 2,5% 5,4%
Polldata[218] 28-30/10/2015 39,7% 50,3% 5,7% 4,3%
Elypsis[219] 28/10/2015 37,2% 47,8% 5,5% 9,5%
Gonzalez y Valladares[220] 27/10/2015 41,5% 45,6% 4,1% 8,8%

ResultadosEditar

Em 22 de novembro, Macri foi eleito presidente da Argentina. Os padrões de votação foram semelhantes ao primeiro turno, com Macri vencendo na região central do país, onde localizavam-se as províncias mais ricas (Córdoba, Cidade de Buenos Aires, Mendoza, San Luís, Santa Fé, Entre Ríos e La Pampa), e Scioli recebendo mais votos em províncias localizadas nos extremos, mais pobres e dependentes do governo federal.[221][222] Na Província de Buenos Aires, que representou 37,7% dos votos válidos totais registrados a nível nacional, Scioli derrotou Macri por 51,15-48,85%.[223]

Candidato a
presidente
Candidato a
vice-presidente
Aliança Votos %
Mauricio Macri Gabriela Michetti Mudemos 12.988.349 51,34
Daniel Scioli Carlos Zannini Frente para a Vitória 12.309.575 48,66
Votos válidos 25.297.924 97,54
Votos em branco 306.471 1,18
Votos nulos 330.848 1,28
Participação 25.935.243 80,77
Abstenções 6.173.266 19,23
Eleitores aptos 32.108.509 100
Fonte: Governo da Argentina[224]

Resultados por provínciasEditar

Os resultados a seguir foram divulgados pelo Governo da Argentina.[224]

Macri Scioli Diferença Total
Provincia Votos % Votos % Votos % % sobre o
total nacional
Votos %
Buenos Aires 4.662.935 48,85% 4.882.082 51,15% -219.147 -2,30% -0,9% 9.545.017 37,7%
Capital Federal 1.258.151 64,80% 683.545 35,20% 574.606 29,60% 2,3% 1.941.696 7,7%
Catamarca 102.440 46,86% 116.158 53,14% -13.718 -6,28% -0,1% 218.598 0,9%
Chaco 278.001 40,81% 403.280 59,19% -125.279 -18,38% -0,5% 681.281 2,7%
Chubut 130.163 41,15% 186.155 58,85% -55.992 -17,70% -0,2% 316.318 1,2%
Córdoba 1.546.831 71,52% 616.002 28,48% 930.829 43,04% 3,7% 2.162.833 8,5%
Corrientes 286.345 44,64% 355.119 55,36% -68.774 -10,72% -0,3% 641.464 2,5%
Entre Ríos 453.149 53,86% 388.219 46,14% 64.930 7,72% 0,3% 841.368 3,3%
Formosa 116.725 36,08% 206.762 63,92% -90.037 -27,84% -0,4% 323.487 1,3%
Jujuy 214.429 52,89% 190.959 47,11% 23.470 5,78% 0,1% 405.388 1,6%
La Pampa 108.543 51,03% 104.169 48,97% 4.374 2,06% 0,0% 212.712 0,8%
La Rioja 114.963 56,50% 88.502 43,50% 16.461 13,00% 0,1% 203.465 0,8%
Mendoza 625.983 57,53% 462.186 42,47% 163.797 15,06% 0,6% 1.088.169 4,3%
Misiones 280.762 41,93% 388.910 58,07% -108.148 -16,14% -0,4% 669.672 2,6%
Neuquén 177.935 47,15% 199.425 52,85% -21.490 -5,70% -0,1% 377.360 1,5%
Río Negro 148.087 37,14% 250.621 62,86% -102.534 -25,72% -0,4% 398.708 1,6%
Salta 323.818 44,77% 399.518 55,23% -75.700 -10,46% -0,3% 723.336 2,9%
San Juan 175.377 40,20% 260.937 59,80% -85.560 -19,60% -0,3% 463.314 1,8%
San Luis 178.156 64,13% 99.667 35,87% 78.489 28,26% 0,3% 277.823 1,1%
Santa Cruz 72.876 41,67% 102.003 58,33% -29.127 -16,66% -0,1% 174.879 0,7%
Santa Fe 1.141.121 55,72% 906.826 44,28% 234.295 11,44% 0,9% 2.047.947 8,1%
Santiago del Estero 154.955 27,91% 400.331 72,09% -245.376 -44,18% -1,0% 555.286 2,2%
Tierra Del Fuego 38.407 41,34% 54.503 58,66% -16.096 -17,32% -0,1% 92.910 0,4%
Tucumán 398.197 41,40% 563.696 58,60% -165.499 -17,20% -0,7% 961.893 3,8%
Resultado 12.988.349 51,34% 12.309.575 48,66% 678.774 2,68% 2,6% 25.297.924 100%

ReaçõesEditar

 
Macri foi empossado presidente em 10 de dezembro de 2015[225]

Considerado favorito, Macri confirmou os prognósticos dos institutos de pesquisas, que previam sua vitória, mas por margem maior.[226][227][228] A estratégia mais agressiva de Scioli ajudou-o a diminuir a vantagem de Macri, sendo derrotado por apenas 680 mil votos (2,68%). Ainda assim, a eleição de Macri converteu-o no primeiro presidente desde o retorno da democracia, no início da década de 1980, a não integrar nem o PJ nem a UCR, bem como a primeira vez que um líder da direita liberal chegou ao poder por meio de eleições livres.[229][230][231]

Macri foi felicitado por diversos dignatários estrangeiros, incluindo líderes da Alemanha,[232] Brasil,[233] Chile,[234] Colômbia,[235] Espanha,[236] Estados Unidos,[237] Equador,[238] França,[239] Israel,[240] Itália,[241] México,[242] Peru,[243] Reino Unido,[244] e Rússia.[245] A oposição venezuelana saudou sua vitória como um golpe para os "esquerdistas" na América Latina,[246] enquanto que Diosdado Cabello chamou Macri de "fascista", e pediu-lhe para ficar longe dos assuntos internos de seu país, criticando a proposta do presidente eleito de remover a Venezuela do Mercosul por conta do tratamento dado para Leopoldo López e outros presos políticos.[247]

Nas quatro semanas que antecederam o segundo turno, o Merval teve um recorde de aumento de 28%, em grande parte atribuída a potencial vitória de Macri, embora este índice caiu 3% no dia seguinte a eleição.[248] A JPMorgan reduziu o índice de risco da Argentina em 16% no dia seguinte à eleição, para níveis não vistos desde 2011.[249] De forma similar, a Moody's alterou as perspectivas do país de "estáveis" para "positivas" após a eleição.[250]

Referências

  1. a b «Uma Argentina sem os Kirchner». El País. 6 de abril de 2015. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  2. «Pobreza na Argentina põe em dúvida dados apresentados pelo governo». O Globo. 12 de junho de 2015. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  3. a b c «A eleição argentina explicada para os não argentinos». El País. 26 de outubro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  4. Tom Bailey (10 de março de 2016). «A history of economic trouble in Argentina». World Finance. Consultado em 12 de março de 2019 
  5. «Inflação na Argentina atinge o maior nível desde início da era Kirchner». Veja. 16 de janeiro de 2015. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  6. Nicolas Misculin e Hugh Bronstein (24 de outubro de 2015). «Argentina decidirá em eleição presidencial a dimensão das mudanças na economia». Reuters. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  7. «Sunday election, an anticipation for the 2015 post Cristina Fernandez chapter». Merco Press. 26 de outubro de 2013. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  8. Robin Yapp (24 de outubro de 2011). «Argentina: Cristina Kirchner makes history as she's re-elected president in landslide». The Telegraph. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  9. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 21-22
  10. Rosalba O'Brien (10 de dezembro de 2011). «Cristina Kirchner assume presidência da Argentina de novo». Reuters. G1. Consultado em 13 de março de 2019 
  11. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 23
  12. Emily Stewart (27 de maio de 2015). «Argentina´s Elections Spell New Hope For Investment and Global Openness». Nearshore Americas. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  13. Jonathan Watts e Uki Gon (28 de outubro de 2013). «Argentinian voters rebuff Cristina Fernández, signalling end of era». The Guardian. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  14. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 2
  15. Carlos E. Cué (22 de junho de 2015). «Kirchner não será candidata, mas lista terá seu filho e seus partidários». El País. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  16. «Cunhada e filho de Kirchner eleitos em província argentina de Santa Cruz». Zero Hora. 26 de outubro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  17. «Após 26 anos, Cristina Kirchner não será candidata em pleito». Uol. 22 de junho de 2015. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  18. Mariana Carneiro (6 de abril de 2015). «Futuro de Cristina Kirchner afeta eleição presidencial argentina». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  19. Jonathan Gilbert (4 de julho de 2015). «Poder de Cristina deve continuar em novo governo argentino». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  20. «Argentinos começam a votar para escolher sucessor de Kirchner». AFP. Correio do Povo. 25 de outubro de 2015. Consultado em 12 de março de 2019 
  21. Amauri Arrais (22 de outubro de 2011). «Processo eleitoral na Argentina lembra o do Brasil dos anos 1950». G1. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  22. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 1
  23. Mariana Carneiro (4 de junho de 2015). «Na Argentina, principal nome da oposição rejeita alianças eleitorais». Folha de S.Paulo. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  24. «Cronograma Electoral» (PDF). Direção Nacional Eleitoral. Consultado em 4 de novembro de 2015 
  25. Felipe Wajskop França (9 de agosto de 2015). «Eleição presidencial argentina neste ano deverá ser a mais concorrida desde a redemocratização» (PDF). Bradesco. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  26. «Cédula de 1,20 m para as primárias de 9 de agosto bate recorde na Argentina». G1. 30 de julho de 2015. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  27. Amauri Arrais (22 de outubro de 2011). «Processo eleitoral na Argentina lembra o do Brasil dos anos 1950». G1. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  28. Carlos E. Cué (7 de abril de 2015). «Juízes argentinos tentam controlar o enorme gasto eleitoral». Em País. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  29. «Argentinos votam em eleições primárias que são termômetro de presidenciais». Zero Hora. 9 de agosto de 2015. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  30. Jonathan Gilbert (23 de outubro de 2015). «New Scrutiny on Vote Buying as Argentine Elections Near». The New York Times. Consultado em 16 de março de 2019 
  31. «Mais de 32 milhões de argentinos escolhem candidatos a presidente em primárias». EBC. 9 de agosto de 2015. Consultado em 12 de março de 2019 
  32. «Mais de 40 mil argentinos votam no exterior». Vermelho. 25 de outubro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  33. «En las PASO del 9 de agosto podrán votar chicos de 15 años». Minuto Uno. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  34. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 2
  35. Mauricio Giambartolomei (12 de agosto de 2013). «El "voto joven" debutó con un 80% de presentismo y opiniones divididas». La Nacion. Consultado em 12 de março de 2019 
  36. Vanessa Martina Silva (9 de agosto de 2013). «Argentina: 32 milhões votam nas primárias neste domingo; entenda como funciona a eleição». Opera Mundi. Consultado em 12 de março de 2019 
  37. «Ministro pró-Kirchner desiste de disputar presidência». Exame. 18 de junho de 2015. Consultado em 15 de março de 2019 
  38. «Más de 15 agrupaciones acompañarán al PJ en el FpV». Diagonales. 7 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  39. a b c d e «Elecciones Primarias, Abiertas, Simultáneas y Obligatorias 2015» (PDF). Câmara Nacional Eleitoral. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  40. Rodrigo Cavalheiro (18 de junho de 2015). «Moderado aceita como vice ideólogo do kirchnerismo». O Estado de São Paulo. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  41. Marli Olmos (16 de junho de 2015). «Argentina: Cristina põe homem de confiança como vice de Daniel Scioli». Valor. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  42. «Zanini aceita ser vice de Scioli para eleições argentinas». EFE. Exame. 17 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  43. Marli Olmos (18 de junho de 2015). «Ministro argentino desiste de candidatura à eleição presidencial». Valor. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  44. «Ministro pró-Kirchner desiste de disputar presidência na Argentina». France Presse. G1. 18 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  45. «Scioli será único candidato do governo em primárias eleitorais na Argentina». Reuters. 18 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  46. Rodrigo Cavalheiro (18 de junho de 2015). «Kirchnerismo unifica candidatura à eleição presidencial». O Estado de São Paulo. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  47. «Cristina abre caminho para governador concorrer à Presidência». Gazeta do Povo. 18 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  48. Claudio Mardones (7 de junho de 2015). «A tres días de inscribir las alianzas, naufraga la idea de un gran acuerdo opositor». Tiempo. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  49. Mariana Carneiro (4 de junho de 2015). «Na Argentina, principal nome da oposição rejeita alianças eleitorais». Folha de S.Paulo. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  50. Nicolas Misculin (5 de junho de 2015). «Candidato de centro-direita à Presidência da Argentina rejeita pacto com oposição». Terra. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  51. «Social-democratas se unem à frente de direita contra Kirchner». G1. 15 de março de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  52. Francisco Perefil (16 de março de 2015). «Grande partido opositor argentino se une à direita para as eleições». El País. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  53. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 26
  54. «El radicalismo decidió acompañar a Mauricio Macri». Infobae. 15 de março de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  55. «El PRO, la UCR y la CC oficializaron su alianza y cerraron la puerta al Frente Renovador». Infobae. 10 de junho de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  56. «Macri, Sanz y Carrió anotaron el frente "Cambiemos"». Los Andes. 11 de junho de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  57. a b c «Macri, Sanz y Carrió se mostraron juntos a una semana de las primarias». Clarín. 1º de agosto de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  58. «Sergio Massa y José Manuel De la Sota presentaron su acuerdo para las PASO presidenciales». La Nación. 29 de abril de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  59. Matías Maiello (24 de junho de 2015). «La histórica votación en Mendoza y las elecciones primarias del Frente de Izquierda». La Izquierda Diario. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  60. driana Meyer (28 de abril de 2015). «La izquierda presentó su fórmula». Pagina 12. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  61. «"Progresistas" ante Justicia Electoral». El Litoral. 24 de junho de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  62. «Stolbizer: "No hubo nada más funcional al oficialismo que la destrucción de UNEN"». La Nación. 11 de outubro de 2015. Consultado em 1º de novembro de 2015 
  63. «Mauricio Macri: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  64. Sylvia Colombo (23 de novembro de 2015). «Conheça Mauricio Macri, que assume Presidência da Argentina». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de março de 2019 
  65. «Conheça Maurício Macri, o novo presidente da Argentina». Pragmatismo Político. 23 de novembro de 2011. Consultado em 12 de março de 2019 
  66. Marcia Carmo (23 de novembro de 2011). «Macri, o ex-cartola do futebol que governará a Argentina». BBC. Consultado em 12 de março de 2019 
  67. Marcelo Duarte (17 de maio de 2011). «Castrilli, lembra?, é candidato a prefeito em Buenos Aires». Uol. Consultado em 12 de março de 2019 
  68. «El jefe de gobierno fue reelecto por amplio margen». La Nación. 1 de agosto de 2011. Consultado em 12 de março de 2019 
  69. «Argentina tem novo presidente: o liberal da direita Mauricio Macri». Estado de Minas. Em. 22 de novembro de 2015. Consultado em 12 de março de 2019 
  70. Monica Yanakiew (12 de novembro de 2015). «Pesquisas na Argentina dão vantagem ao candidato da oposição Mauricio Macri». Agência Brasil. Consultado em 12 de março de 2019 
  71. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 2
  72. «Daniel Scioli: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  73. a b c «Perfil/Daniel Scioli, o ex-atleta que pode virar presidente». Uol. 26 de outubro de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  74. a b «Argentina tem eleição presidencial no domingo; apoiado por Cristina de Kirchner, Daniel Scioli é favorito». Ucho Info. 24 de outubro de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  75. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 2
  76. Rita Siza (25 de outubro de 2015). «Dois candidatos para a Casa Rosada». Público. Consultado em 12 de março de 2019 
  77. Marcia Carmo (25 de novembro de 2015). «Eleições na Argentina marcam fim do estilo Kirchner de governar». G1. Consultado em 12 de março de 2019 
  78. Veronica Smink (20 de novembro de 2015). «Daniel Scioli: el candidato atrapado entre el kirchnerismo y la autonomía». BBC. Consultado em 12 de março de 2019 
  79. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 27
  80. Marli Olmos (16 de junho de 2015). «Argentina: Cristina põe homem de confiança como vice de Daniel Scioli». Valor. Consultado em 12 de março de 2019 
  81. «Argentina, Colômbia, Guatemala e Haiti foram a votos». Rfi português. 26 de outubro de 2015. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  82. Alles, Jones & Tchintian 2016, p. 2
  83. a b «Sergio Massa: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  84. «Elecciones argentinas: el perfil de Sergio Massa». Tele. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  85. Marcelo Veneranda (11 de agosto de 2013). «Massa, un "tiempista" que busca capitalizar su ascenso». La Nación. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  86. «Sergio Massa, o jovem peronista que desponta como sucessor de Cristina Kirchner». Terra. 17 de agosto de 2013. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  87. Julia Pomares (31 de outubro de 2013). «Cristina Fernández de Kirchner wins, but not by enough: Argentina post-election report». Washington Post. Consultado em 31 de outubro de 2015 
  88. Mariana Carneiro (23 de outubro de 2015). «Terceiro colocado, Sergio Massa torna eleição na Argentina imprevisível». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de março de 2019 
  89. Carlos E. Cué (2 de maio de 2015). «Aspirante a presidente argentino exibe força política e lota estádio». El País. Consultado em 12 de março de 2019 
  90. a b «Nicolás Del Caño: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  91. Iván Ruiz (10 de agosto de 2015). «Del Caño rompió todos los pronósticos y superó a Altamira en la interna de la izquierda». La Nación. Consultado em 12 de março de 2019 
  92. Jimena Vergara (28 de outubro de 2015). «Golpe de timón en Argentina y el millón de votos del FIT». Izquierda Diario. Consultado em 12 de março de 2019 
  93. Federico Fuentes (16 de agosto de 2015). «Argentina: Voters Reaffirm Support for Change». Telesur. Consultado em 12 de março de 2019 
  94. a b c d e Roberto Ortiz de Zárate (13 de fevereiro de 2018). «Elecciones presidenciales de 2015 en Argentina». Barcelona Center for International Affairs. Consultado em 12 de março de 2019 
  95. «Del Caño ahora es bonaerense». Unidiversidad. 14 de março de 2017. Consultado em 12 de março de 2019 
  96. Fernando Rosso (8 de maio de 2015). «Lo que realmente PASO en el Frente de Izquierda». La Izquierda Diario. Consultado em 12 de março de 2019 
  97. a b «Margarita Stolbizer: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  98. «Margarita Stolbizer». Congreso Internacional de Comunicación Política. 2018. Consultado em 12 de março de 2019 
  99. «Margarita Stolbizer». La Notícia. Consultado em 12 de março de 2019 
  100. Santiago Martínez Cartier (25 de outubro de 2013). «Margarita Stolbizer: con aroma de mujer». Diario Publicable. Consultado em 12 de março de 2019 
  101. Pepe Eliaschev (30 de agosto de 2011). «Interrogantes abiertos con miras a las Presidenciales». El Litoral. Consultado em 12 de março de 2019 
  102. Janaína Figueiredo (12 de julho de 2015). «Opositora argentina aposta em discurso contra corrupção». O Globo. Consultado em 12 de março de 2019 
  103. Sylvia Colombo (16 de julho de 2015). «Em entrevista, candidata à Casa Rosada critica Cristina e opositores». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de março de 2019 
  104. «Juiz indicia Cristina Kirchner e seus filhos por lavagem de dinheiro». EFE. Agência Brasil. 14 de maio de 2018. Consultado em 12 de março de 2019 
  105. a b «Adolfo R. Saá: Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  106. Sophie Arie (1 de janeiro de 2002). «New Argentine president quits as crisis grows». The Telegraph. Consultado em 13 de março de 2019 
  107. «Adolfo Rodríguez Saá renuncia à Presidência da Argentina». Uol. 1 de janeiro de 2002. Consultado em 13 de março de 2019 
  108. «Adolfo Rodríguez Saá, candidato a presidente de la Nación». Agencia de Noticias San Luis. 24 de outubro de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  109. «Adolfo Rodríguez Saá». Cronista. 24 de outubro de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  110. Clóvis Rossi e Elaine Cotta (29 de abril de 2003). «Rejeição a Menem põe Kirchner na frente». Folha de S. Paulo. Consultado em 13 de março de 2019 
  111. «José Manuel De la Sota: Pre-Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  112. «Ernesto Sanz: Pre-Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  113. «Elisa Carrió: Pre-Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  114. «Jorge Altamira: Pre-Candidato presidencial». Argentina elecciones. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  115. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 25
  116. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 25
  117. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 25
  118. «Resultados elecciones 2015: 9 mapas interactivos para entender cómo quedó el escenario político después de las PASO». La Nación. 11 de agosto de 2015. Consultado em 11 de agosto de 2015 
  119. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 26
  120. Mariana Carneiro (10 de agosto de 2015). «Eleições primárias embolam cenário político na Argentina». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  121. «Elecciones PASO 2015 - Resultados Definitivos - Presidente y Vice» (PDF). Governo da Argentina. 9 de agosto de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  122. «Los nueve dolores de cabeza para la campaña de Daniel Scioli». La Nación. 26 de agosto de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  123. Mariana Carneiro (12 de agosto de 2015). «Inundações viram tema da campanha eleitoral na Argentina». Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  124. «Na Argentina, Lula faz campanha para candidato de Cristina Kirchner». G1. 9 de setembro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  125. «Dilma recebe candidato argentino em Brasília». Ansa Brasil. 14 de outubro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  126. «Governo Dilma torce por Scioli, mas prevê ajuste na Argentina». Valor. GS Notícias. 13 de outubro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  127. «Lula e Evo fazem campanha com Scioli, candidato de Kirchner na Argentina». Zero Hora. 7 de setembro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  128. Léo Gerchmann (21 de novembro de 2015). «Como seria a Argentina de Macri e de Scioli». Zero Hora. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  129. «Primeiro debate presidencial na Argentina tem ausência do favorito». G1. 5 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  130. Janaína Figueiredo (3 de outubro de 2015). «Kirchnerista boicota debate presidencial». O Globo. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  131. «Candidato de Cristina Kirchner deve vencer eleições argentinas no primeiro turno». Sputnik. 18 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  132. Mariana Carneiro e Sylvia Colombo (23 de outubro de 2015). «Campanha acaba na Argentina com foco em 30% dos indecisos». Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  133. Federico Ibañez (20 de dezembro de 2013). «Sergio Massa se impondría en las elecciones a presidente si los comicios se realizaran mañana». Infobae. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  134. «REGISTRO DE EMPRESAS DE ENCUESTAS Y SONDEOS DE OPINIÓN». Cámara Nacional Electoral. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  135. Raúl Kollmann (18 de outubro de 2015). «El FpV sigue al frente en el último tramo». Pagina 12. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  136. «Ultimas encuestas, qué indican los guarismos». El Recado. 17 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  137. «A una semana de los comicios, Scioli amplía su ventaja sobre Macri». El Destape. 17 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  138. «Elecciones: última encuesta de Aragón». Tiempo. 22 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  139. «Scioli no llega al 40% y sigue la perspectiva de balotaje». Clarín. 17 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  140. «¿Qué dicen las últimas encuestas?». Política Argentina. 15 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  141. «Scioli ganaría en primera vuelta, vence a Macri en ballottage, pero no a Massa». Perfil. 18 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  142. «Según encuesta, Massa sólo vence a Scioli en un ballotage». Rioja Politica. 12 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  143. «Las encuestas, divididas en torno a un balotaje». El Tribuno. 9 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  144. «Encuesta: más de un 20% de los votantes de Scioli tiene dudas tras su ausencia en el debate». Cronista. 6 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  145. Gustavo Sylvestre (5 de outubro de 2015). «Malón de encuestas y pases a 20 días de las elecciones». Ámbito financiero. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  146. «Las encuestas dan ganador a Scioli en la primera vuelta». Diario Democracia. 4 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  147. «Encuestas 2015: Scioli se afirma en el primer lugar y Macri no detiene su caída». El Destape. 4 de outubro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  148. a b «Otras dos encuestas le dan más incertidumbre a la elección presidencial». Clarín. 24 de setembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  149. Raúl Kollmann (25 de setembro de 2015). «Una brecha que se estira por arriba del diez por ciento». Pagina 12. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  150. «El PRO y un fin de semana para el olvido». Tiempo. 21 de setembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015. Arquivado do original em 25 de outubro de 2015 
  151. «Encuestas 2015: Macri, más cerca del tercer lugar de Massa que del primer puesto de Scioli». El Destape. 20 de setembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  152. «Según la consultora Poliarquía, Scioli creció, Macri se estancó y Massa se mantuvo firme». Cronista. 21 de setembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  153. «La fórmula del FPV estira su ventaja». Pagina 12. 18 de setembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  154. «Disputa pela presidência da Argentina vai para o segundo turno». G1. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  155. «"Terremoto" y "sorpresa", algunos de los títulos de los diarios del mundo sobre la elección». La Nación. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  156. «Terremoto electoral con el empate técnico de Scioli y Macri». ABC Internacional. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  157. a b «Mapa dos resultados». La Nación. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  158. «Opositora conquista bastião peronista». Folha de S.Paulo. 27 de outubro de 2015. Consultado em 30 de outubro de 2015 
  159. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 32
  160. «María Eugenia Vidal, la primera gobernadora en la historia de Buenos Aires». Infobae. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  161. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 35
  162. «Opositora conquista bastião peronista». Folha de S.Paulo. 27 de outubro de 2015. Consultado em 30 de outubro de 2015 
  163. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 32
  164. «Elecciones 2015: resultados por provincia, municipio y comuna». La Nación. 2015. Consultado em 15 de março de 2019 
  165. a b «Elecciones Generales 2015 - Resultados Definitivos - Presidente y Vice» (PDF). Governo da Argentina. 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  166. «Rodrigo Lopes: vitória de Scioli, derrota do kirchnerismo». Zero Hora. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  167. Emir Sader (26 de outubro de 2015). «Segundo turno indigesto na Argentina». Rede Brasil Atual. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  168. «Eleição na Argentina terá 2º turno entre Daniel Scioli e Mauricio Macri». G1. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  169. «Scioli e Macri disputarão segundo turno na Argentina». Rede TV. 26 de outubro de 2015. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  170. Eduardo Aliverti (26 de outubro de 2015). «¿Todo de nuevo?». Página 12. Consultado em 29 de outubro de 2015 
  171. Fernando Gonzalez (26 de outubro de 2015). «Un terremoto silencioso que sacudió la modorra de la sociedad argentina». Cronista. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  172. «Con críticas hacia adentro». Pagina 12. 27 de outubro de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  173. Pablo Ibáñez (26 de outubro de 2015). «La suma de los males: un revés que precipita un duelo en el PJ». Ámbito Financero. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  174. «Total nacional». Elecciones Argentina. Consultado em 30 de outubro de 2015. Arquivado do original em 29 de outubro de 2015 
  175. a b «Elecciones 2015: la conformación del próximo Congreso en tiempo real». La Nación. Consultado em 30 de outubro de 2015 
  176. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 27
  177. «Junto a Scioli, Cristina comparó a Macri con De la Rúa: "Nunca más gritemos que se vayan todos"». La Nación. 6 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  178. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 27
  179. Marcia Carmo (7 de novembro de 2015). «Polarização de corrida presidencial argentina 'lembra eleição brasileira'». G1. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  180. Ancelmo Gois (27 de outubro de 2015). «Na Argentina, Daniel Scioli diz que Mauricio Macri acabará com programas sociais». O Globo. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  181. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 27
  182. Carlos E. Cué (3 de novembro de 2015). «Peronismo e kirchnerismo se unem para atacar a imagem de Macri». El País. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  183. Carlos E. Cué e Carla Jiménez (8 de novembro de 2015). «Scioli lança campanha dura na Argentina inspirado na de Dilma». El País. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  184. «Santana, el experto en el centro de los rumores». La Nación. 2 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  185. Vera Magalhães (6 de novembro de 2015). «João Santana nega presença na campanha de Scioli». Veja. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  186. «Candidato governista à presidência argentina contrata marqueteiro brasileiro». Uol. 8 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  187. Vanessa Martina Silva (22 de novembro de 2015). «Em segundo turno inédito, Argentina elege novo presidente neste domingo». Rede Brasil Atual. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  188. «Argentina decide 2º turno das eleições presidenciais neste domingo». G1. 22 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  189. Rodrigo Turrer (13 de novembro de 2015). «Mauricio Macri, o favorito para ganhar as eleições na Argentina». Época. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  190. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 28
  191. «Opositor Macri ganha impulso para segundo turno na Argentina». Zero Hora. 29 de outubro de 2015. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  192. «Sergio Massa no apoyará a ninguno de los candidatos». El País. 7 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  193. Martín Waisman (6 de novembro de 2015). «"De los 21 puntos de Massa, nueve van a Macri, seis a Scioli y seis son indecisos"». Politica Argentina. Consultado em 13 de março de 2019 
  194. Sylvia Colombo (8 de novembro de 2015). «'Província rebelde', Córdoba é foco de oposição a Cristina». Folha de S. Paulo. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  195. «Nicolás del Caño en Córdoba: "El voto en blanco es el único que se compromete contra el ajuste"». La Izquierda Diario. 18 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  196. «"No podría votar a Scioli y no sé si podría votar a Macri"». Info News. 28 de outubro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  197. «El socialismo no apoyará a ningún candidato». Periodismo Político. 29 de outubro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  198. Rodrigo Cavalheiro (26 de outubro de 2015). «Kirchnerista agora aceita debate pela presidência argentina». O Estado de São Paulo. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  199. «Mauricio Macri se bajó del debate organizado por el canal TN». La Nación. 28 de outubro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  200. Mariana Carneiro e Sylvia Colombo (16 de novembro de 2015). «Candidatos partem para o ataque no último debate antes do segundo turno». Folha de S. Paulo. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  201. Carlos E. Cué e Alejandro Rebossio (16 de novembro de 2015). «Scioli e Macri protagonizam um duro debate inédito na Argentina». El País. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  202. Marcia Carmo (12 de novembro de 2015). «Candidato apoiado por Lula na Argentina 'recicla' propaganda do PSDB». BBC. Consultado em 15 de março de 2019 
  203. «Pesquisas de boca de urna apontam triunfo de Mauricio Macri na Argentina». EFE. Uol. 22 de novembro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  204. «Primera encuesta: dónde irían los votos de Massa, Del Caño, Stolbizer y Rodríguez Saá». Clarín. 28 de outubro de 2015. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  205. «Lanata divulgó las últimas encuestas y todas muestran a un claro ganador». Perfil. 19 de novembro de 2015. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  206. Charlie Devereux (18 de novembro de 2015). «Poll That Called Argentina First Round Sees Macri Runoff Victory». Bloomberg. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  207. «Una encuesta da empate técnico para el balotaje». Diagonales. 18 de novembro de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  208. «Encuesta de la Universidad de San Martín da ganador a Scioli en el balotaje». La Mañana. 14 de novembro de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  209. «Opositor Macri lidera intención de voto para balotaje presidencial en Argentina: encuestas». Reuters. 14 de novembro de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  210. «Ballottage: encuesta sobre intención de voto le da 10 puntos de ventaja a Mauricio Macri sobre Daniel Scioli». El Intransigente. 14 de novembro de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2015 
  211. «En el tramo final, Macri consolidó su ventaja sobre Scioli». Clarín. 13 de novembro de 2015. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  212. a b «Seis encuestas: tres ven una clara ventaja de Macri, pero otras tres ilusionan al sciolismo». Cronista. 12 de novembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  213. «Macri consolida su ventaja sobre Scioli en la recta final hacia el ballottage». La Nación. 11 de novembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  214. a b «Las últimas encuestas para el balotaje: Macri 3 vs. Scioli 0». Clarin. 9 de novembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  215. a b «Se achica la distancia». Pagina 12. 11 de novembro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  216. «Encuesta: para González y Valladares gana Macri por doce puntos, 56% a 44%». Cronista. 9 de novembro de 2015. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  217. «Encuesta: a dos semanas del balotaje, Macri le saca ventaja a Scioli». Clarín. 8 de novembro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2015 
  218. «Segunda encuesta de ballotage: gana Macri por más de diez puntos». La Política Online. 31 de outubro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2015 
  219. «Primeros números del ballotage: Macri se impondría por casi 13 puntos». La Política Online. 28 de outubro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2015 
  220. «La primera encuesta da ganador a Macri sobre Scioli». Perfil. 27 de outubro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2015 
  221. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 35
  222. Mariano Carneiro e Sylvia Colombo (22 de novembro de 2015). «Opositor Mauricio Macri é eleito presidente da Argentina». Folha de S. Paulo. Consultado em 13 de março de 2019 
  223. «Elecciones 2015: mapa interactivo de resultados del ballottage por provincia, por municipio y por comuna». La Nación. 22 de novembro de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  224. a b «Segunda Vuelta 2015 - Resultados Definitivos - Presidente y Vice» (PDF). Governo da Argentina. 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  225. «Macri toma posse como novo presidente da Argentina». G1. 10 de dezembro de 2015. Consultado em 14 de março de 2019 
  226. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 35
  227. «Favorito, Macri vota na Argentina e diz viver "dia histórico"». Folha de S. Paulo. 22 de novembro de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  228. Carlos E. Cué (27 de outubro de 2015). «Peronismo inicia difícil batalha para evitar vitória de Macri». El País. Consultado em 13 de março de 2019 
  229. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 27
  230. Alcántara, Buquet & Tagina 2018, p. 35
  231. «Macri é eleito presidente da Argentina e põe fim a 12 anos de kirchnerismo». G1. 22 de novembro de 2015. Consultado em 13 de março de 2019 
  232. «Angela Merkel felicitó a Mauricio Macri y lo invitó a Alemania». La Nación. 24 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  233. Alberto Armendariz (23 de novembro de 2015). «Dilma Rousseff felicitó a Macri y lo invitó a reunirse en Brasilia». La Nación. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  234. «Mandatarios de todo el mundo saludaron a Macri por su triunfo electoral». Telam. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  235. «Líderes de la región felicitan a Mauricio Macri por los resultados de la elección en Argentina». Infobae. 22 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  236. Martín Rodríguez Yebra (23 de novembro de 2015). «Mariano Rajoy felicitó a Mauricio Macri y lo invitó a España». La Nación. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  237. «Barack Obama felicitó a Mauricio Macri y se comprometió a trabajar en el sector energético». La Nación. 25 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  238. «Rafael Correa felicitó a Mauricio Macri por la victoria en el ballottage». La Nación. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  239. «François Hollande felicitó a Macri por su triunfo y confirmó que vendrá al país en febrero». La Nación. 29 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  240. «Netanyahu Congratulates Argentine President-elect Macri». Haaretz. 26 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  241. Elisabetta Piqué (23 de novembro de 2015). «Matteo Renzi llamó a Macri para felicitarlo». La Nación. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  242. «Macri anticipó su agenda internacional: Brasil y la Alianza del Pacífico». La Nación. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  243. «Humala a Macri: Avancemos en la agenda bilateral entre el Perú y Argentina». America TV. 24 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  244. «Cameron llamó a Macri para felicitarlo y ofrecerle apoyo». La Nación. 26 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  245. «Putin le mandó un telegrama a Macri para saludarlo por el triunfo». La Nación. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  246. Andre Cawthorne e Vivian Sequera (23 de novembro de 2015). «Venezuela opposition cheer Macri's Argentina presidential win». Reuters. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  247. «Diosdado Cabello, el hombre fuerte de Venezuela, llamó "fascista" a Macri y le advirtió: "No se meta con nosotros"». La Nación. 26 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  248. «Buenos Aires shares cut early gains». Buenos Aires Herald. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  249. «Tras la victoria de Macri, el riesgo país cae a niveles del 2011». La Nación. 23 de novembro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  250. Benedict Mander, Elaine Moore e Miles Johnson (26 de novembro de 2015). «Argentina investors await Macri reforms». Financial Times. Consultado em 2 de dezembro de 2015 

BibliografiaEditar

  • Illa, Hernán Iglesias (2016). Cambiamos: Mauricio Macri Presidente. Día a día, la campaña por dentro. Buenos Aires: Penguin Random House Grupo Editorial Argentina. ISBN 9500754894 
  • Lupu, Noam; Oliveros, Virginia; Schiumerini, Luis (2019). Campaigns and Voters in Developing Democracies: Argentina in Comparative Perspective. Ann Arbor: University of Michigan Press. ISBN 978-0-472-12501-2 
  • Alcántara Sáez, Manuel; Luisa, María (2016). Elecciones y Cambio de Elites en América Latina 2014-2015. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca. ISBN 8490126089 
  • Alcántara, Manuel; Buquet, Manuel; Tagina, María Laura (2018). Elecciones y partidos en América Latina en el cambio de ciclo. Madri: Centro de Investigaciones Sociológicas. ISBN 9788474767605 
  • Malamud, André; De Luca, Miguel (2011). La Politica en Tiempos de Los Kirchner. Buenos Aires: EUDEBA. ISBN 9789502318783 
  • Alles, Santiago; Jones, Mark P.; Tchintian, Carolina (2016). The 2015 Argentine presidential and legislative elections. Houston: Rice University 

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Eleição presidencial na Argentina em 2015
Sites oficiais
Cobertura da mídia