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Eleições estaduais em Mato Grosso em 1990

As eleições estaduais em Mato Grosso em 1990 ocorreram em 3 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados. Foram eleitos nesse dia o governador Jaime Campos, o vice-governador Osvaldo Sobrinho, o senador Júlio Campos, além de oito deputados federais e vinte e quatro estaduais na primeira eleição para governador que vigiam os dois turnos, porém como o eleito obteve mais da metade dos votos válidos o pleito foi decidido em primeiro turno.

1986 Brasil 1994
Eleições estaduais em  Mato Grosso em 1990
3 de outubro de 1990
(Decisão em primeiro turno)
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Candidato Jaime Campos Agripino Bonilha
Partido PFL PMDB
Natural de Várzea Grande, MT não disponível
Vice Osvaldo Sobrinho não disponível
Votos 401.005 83.053
Porcentagem 66,85% 13,85%


Brasão de Mato Grosso.png

Governador de Mato Grosso

Por conta do resultado das urnas a política mato-grossense sofreu um rearranjo familiar pois o novo governador é Jaime Campos nascido em Várzea Grande, onde foi eleito prefeito pelo PDS em 1982, ano onde o irmão, Júlio Campos, venceu a eleição para governador, ele que obteve agora a vaga de senador em jogo.[1] O triunfo da família Campos deu à sua coligação todas as vagas de deputado federal em disputa e mais de sessenta por cento das vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O currículo do senador Júlio Campos informa que este empresário nasceu em Várzea Grande e tem formação em Agronomia na Universidade Estadual Paulista,[2] foi Secretário de Viação e Obras Públicas em sua cidade natal, chefe do setor de Colonização e Operações da Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT) e professor junto à Universidade Federal de Mato Grosso antes de ingressar no PSD e depois na ARENA elegendo-se prefeito de Várzea Grande em 1972 e deputado federal em 1978. Eleito governador de Mato Grosso em 1982 pelo PDS migrou para o PFL e retornou à Câmara dos Deputados em 1986.

Como se não bastasse a vitória do PFL e seus coligados houve notícias ruins para a oposição, a começar pela derrota de Carlos Bezerra (PMDB) na eleição para senador tornando-se o quarto ex-governador a amargar tal revés ao deixar o Palácio Paiaguás visto que antes dele caíram Arnaldo Figueiredo, João Ponce de Arruda e José Garcia Neto. Outra derrotado foi Dante de Oliveira (PDT) conhecido por propor a volta da eleição direta para presidente da República numa emenda constitucional batizada com seu nome, mas derrotado pela legislação eleitoral que, ao incluir os votos em branco como parte do quociente eleitoral, impediu a Frente Popular de Mato Grosso de enviar representantes a Brasília[3] mesmo com Dante de Oliveira obtendo a maior votação do estado.

Índice

Resultado da eleição para governadorEditar

Com informações oriundas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.[1][4][5]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Jaime Campos
PFL
Osvaldo Sobrinho
PTB
25
PFL, PTB, PDS, PL, PTR
401.005
66,85%
Agripino Bonilha
PMDB
Leonardo Tavares
PMDB
15
PMDB, PMN, PST
83.053
13,85%
Luiz Scaloppe
PT
Nataniel Azulay
PSB
13
Frente Popular de Mato Grosso
(PT, PDT, PSB, PCB, PCdoB)
75.685
12,62%
Luiz Soares
PSDB
Valéria Bastos
PSDB
45
PSDB (sem coligação)
32.615
5,44%
Mafalda Pedra
PRN
José Luiz Soares
PRN
36
PRN (sem coligação)
7.455
1,24%
  Eleito(a)

Resultado da eleição para senadorEditar

Com informações oriundas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.[1][4][6]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Júlio Campos
PFL
Zanete Cardinal
PFL
251
PFL, PTB, PDS, PL, PTR
331.212
60,58%
Carlos Bezerra
PMDB
Vicente Bezerra Neto
PMDB
155
PMDB, PMN, PST
136.238
24,92%
Moisés Martins
PDT
Otaviano Pivetta
PSB
123
Frente Popular de Mato Grosso
(PT, PDT, PSB, PCB, PCdoB)
50.986
9,32%
Manoel Novaes
PSD
Sandro Saggin
PSD
411
PSD (sem coligação)
14.941
2,73%
Alexandre Tavoloni Júnior
PSDB
Rodrigo Dias
PSDB
451
PSDB (sem coligação)
13.389
2,45%
  Eleito(a)

Deputados federais eleitosEditar

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[7] Ressalte-se que os votos em branco eram considerados válidos para fins de cálculo do quociente eleitoral nas disputas proporcionais até 1997, quando essa anomalia foi banida de nossa legislação.[8]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Jonas Pinheiro PFL 49.428 Santo Antônio do Leverger   Mato Grosso
Augustinho Freitas PTB 29.938 Aparecida do Taboado   Mato Grosso do Sul
João Teixeira PFL 27.335 Montes Claros   Minas Gerais
Wilmar Peres de Faria PFL 23.751 Barra do Garças   Mato Grosso
Wellington Fagundes PL 22.595 Rondonópolis   Mato Grosso
Rodrigues Palma PTB 21.507 Cuiabá   Mato Grosso
Oscar Travassos PDS 13.485 Rio de Janeiro   Rio de Janeiro

Deputados estaduais eleitosEditar

Dentre as vinte e quatro vagas disponíveis na Assembleia Legislativa de Mato Grosso quinze ficaram com a coligação liderada pelo PFL.[1][4]

Referências

  1. a b c d «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso». Consultado em 13 de outubro de 2013 
  2. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Júlio Campos». Consultado em 13 de outubro de 2013 
  3. Frente Popular quer excluir votos brancos (online). Folha de S. Paulo, 11/10/1990. Página visitada em 13 de outubro de 2013.
  4. a b c Jaime Campos é eleito ao governo em 1º turno (online). Folha de S. Paulo, 10/10/1990. Página visitada em 13 de outubro de 2013.
  5. Foram apurados 599.813 votos válidos não havendo informações sobre os brancos e nulos.
  6. Foram apurados 546.766 votos válidos não havendo informações sobre os brancos e nulos.
  7. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 19 de agosto de 2015. Arquivado do original em 2 de outubro de 2013 
  8. «Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 19 de agosto de 2015