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Eleições gerais no Paraguai em 2008

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Eleição presidencial de 2008
Presidente para o período 2008-2013
20 de abril de 2008
Tipo de eleição:  Presidencial
Fernando Lugo Mendez Py (Copyred).jpg
Fernando LugoAPC
Votos: 704966  
  
42.3%
Blanca Ovelar.JPG
Blanca OvelarColorado
Votos: 530552  
  
31.8%
Lino Oviedo.jpg
Lino OviedoUNACE
Votos: 379571  
  
22.8%

Flag of the President of Paraguay (1990-2013).svg
Presidente do Paraguai
Eleito
Fernando Lugo
APC

As Eleições gerais no Paraguai em 2008 foram realizadas em 20 de abril. O candidato que foi mais bem colocado nas pesquisas foi o ex-bispo Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança. Os outros que concorrem ao pleito são o ex-comandante do Exército Lino César Oviedo Silva, a governista Blanca Ovelar e o empresário Pedro Fadul.[1]

Perfis dos candidatos à presidênciaEditar

Fernando LugoEditar

Ordenou-se sacerdote em 15 de agosto de 1977, e, posteriormente, seguiu para o Equador para trabalhar como missionário, onde foi professor e pároco, além de ter contato e se identificar com a Teologia da Libertação.

Entrou para a política em 29 de março de 2006, quando reuniu 40.000 pessoas, de todas as tendências, para protestar contra o governo de Nicanor Duarte.

No final de 2007, oficializou sua candidatura presidencial, no partido Aliança Patriótica para a Mudança (APC), com o número 6 na cédula eleitoral, o a palavra mais usada em sua campanha foi 'mudança'.

Lugo tem idéias radicais quando o assunto é Itaipu e reforma agrária, dois pontos que afetam o Brasil. Segundo a oposição, ele é amigo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e já teria ajudado grupos de sequestradores, o que não é confirmado.[2]

Lino OviedoEditar

Já foi comandante do Exército, e foi preso por tentativa de golpe, por isso criou um partido justamente para ser candidato nas eleições presidenciais.

Oviedo é tido como um político de linha dura e que tem idéias que ficariam no meio termo entre Blanca Ovelar e Fernando Lugo sobre dois dos temas mais importantes desta eleição: Itaipu e reforma agrária.

Além do golpe, Oviedo foi acusado de mandar matar o ex-vice-presidente Luis María Argaña. Chegou a ser condenado a dez anos de prisão em 1996, mas foi solto com cerca da metade da pena cumprida, já teve também 'status' de exilado no Brasil.[3]

Blanca OvelarEditar

Com o número 1 na cédula, Blanca, na bagagem política, carrega o fato de já ter experiência como ministra da Educação e Cultura — no cargo desde abril de 1999.

Governista, ela é a candidata que menos apresenta mudanças com relação ao contrato de Itaipu, e assim alterar pouco a vida dos brasiguaios.[4]

Resultados da corrida presidencialEditar

Fernando Lugo ganhou as eleições, e acabando com 61 anos de hegemonia do Partido Colorado. Lugo teve 40,5% dos votos, contra 31,0% para Ovelar, segundo a projeção do Tribunal Eleitoral baseada na apuração de 75% das urnas.[5]

Candidato Partido Votos %
Fernando Lugo Aliança Patriótica para a Mudança (Alianza Patriótica por el Cambio) 704.966 42,3
Blanca Ovelar Partido Colorado (Asociación Nacional Republicana — Partido Colorado) 530.552 31,8
Lino Oviedo União Nacional de Cidadãos Éticos (Unión Nacional de Ciudadanos Éticos) 379.571 22,8
Pedro Fadul Movimento Pátria Querida (Partido Patria Querida) 41.004 2,5
Sergio Martínez E. Partido Humanista Paraguaio (Partido Humanista Paraguayo) 5.852 0,4
Horacio Galeano Perrone Movimento Tetã Pyahu (Movimiento Tetã Pyahu) 2.788 0,1
Julio López Partido dos Trabalhadores (Partido de los Trabajadores) 2.288 0,1
Votos válidos 1.667.021 96,5
Total 1,726,906 100,0
Fonte: Adam Carr's Election Archive

Situação de ItaipuEditar

O Paraguai vende ao Brasil o excedente de sua parte da energia que não consome a um preço fixado em um acordo de 1973, porém oO ex-bispo disse que vai renegociar a maneira como é vendida essa energia elétrica da represa binacional de Itaipu ao país para estipular "um preço de mercado".

"A energia não está sendo vendida ao Brasil por um preço justo porque é valor de custo e não o de mercado. Ninguém dá energia a preço de custo. A Venezuela não vende seu petróleo a preço de custo. Assim como o Chile não dá o seu cobre e a Bolívia não vende o seu gás a preço de custo".

Lugo alega que os 300 milhões de dólares pagos pelo Brasil anualmente ao Paraguai são irrisórios quando na realidade deveria pagar entre 1,5 a 2 bilhões de dólares, a preço de mercado.[5]

Resultados do LegislativoEditar

Resultados detalhados do pleito[6]

Partido Câmara dos Deputados Câmara dos Senadores
Partido Colorado (Asociación Nacional Republicana/Partido Colorado) 29 15
Partido Liberal Radical Autêntico (Partido Liberal Radical Auténtico) 26 14
União Nacional de Cidadãos Éticos (Unión Nacional de Ciudadanos Éticos) 16 9
Movimento Pátria Querida (Movimiento Patria Querida) 3 4
Aliança Patriótica para a Mudança (Alianza Patriótica para el Cambio) 2
Movimento Popular Tekojoja (Movimiento Popular Tekojoja) 1 1
Partido Democrático Progressista (Partido Democrático Progresista) 1 1
Aliança Departamental Boquerón (Alianza Departamental Boquerón) 1
Partido País Solidário (Partido País Solidario) 1
Desconhecido 1
Total (%) 80 45
Fonte: ABC.com.py, ABC.com.py

Referências