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Eleições municipais no Brasil em 1992

As eleições municipais no Brasil em 1992 foram deflagradas no governo Fernando Collor, porém o processo de impeachment movido contra o presidente da República fez com que ocorressem sob Itamar Franco. Foram as primeiras eleições municipais realizadas em dois turnos, no Brasil. [nota 1] O primeiro turno aconteceu em 3 de outubro (sábado), e o segundo turno em 15 de novembro (domingo). As eleições foram marcadas pelo retorno de conhecidos políticos ao poder, tanto nas capitais como no interior dos Estados. Seus mandatos começariam em 1º de janeiro de 1993, terminando em 31 de dezembro de 1996.

Prefeitos eleitos em 1992Editar

Disputadas sob o impacto do movimento Fora Collor que resultaria na queda do presidente da República, as eleições foram benéficas para a esquerda que conquistou doze capitais, entretanto as vertentes conservadoras preservaram zonas de influência sobretudo com a vitória de Paulo Maluf em São Paulo em sua primeiro êxito eleitoral em dez anos naquela que foi a última porfia do PDS. Desgastado pelo exercício do poder durante o governo de José Sarney e abalado com a morte de Ulysses Guimarães, o PMDB venceu apenas em capitais onde fazia oposição aos governadores, embora número tão diminuto tenha sido compensado com a eleição de César Maia no Rio de Janeiro. As urnas fizeram triunfar cinco dos prefeitos de capitais vitoriosos em 1985,[1] bem como reabilitou dois governadores da geração 1986.[2] Foi realizada a primeira eleição em Palmas, capital tocantinense. Ao final o PMDB fez um terço (1605) das prefeituras, número superior ao obtido pela soma do PFL (965) com o PDS (363).[3]

Bandeira Cidade UF Prefeito Partido Vice-prefeito
  Aracaju SE Jackson Barreto[4] PDT José Almeida Lima
  Belém PA Hélio Gueiros PFL Aldebaro Klautau
  Belo Horizonte MG Patrus Ananias PT Célio de Castro
  Boa Vista RR Teresa Surita (Teresa Jucá) PDS
  Campo Grande MS Juvêncio Fonseca PMDB
  Cuiabá MT Dante de Oliveira[5] PDT
  Curitiba PR Rafael Greca PDT José Carlos Carvalho
  Florianópolis SC Sérgio Grando PPS
  Fortaleza CE Antônio Cambraia PMDB Marcelo Teixeira
  Goiânia GO Darci Accorsi PT Jovair Arantes
  João Pessoa PB Francisco Franca PDT
  Macapá AP Papaléo Paes PSDB
  Maceió AL Ronaldo Lessa PSB Heloísa Helena
  Manaus AM Amazonino Mendes [6] PDC Eduardo Braga
  Natal RN Aldo Tinoco PSB
  Palmas TO Eduardo Siqueira Campos PDC
  Porto Alegre RS Tarso Genro PT Raul Pont
  Porto Velho RO José Guedes PSDB
  Recife PE Jarbas Vasconcelos PMDB Sílvio Pessoa de Carvalho
  Rio Branco AC Jorge Viana PT Regina Lino
  Rio de Janeiro RJ César Maia PMDB Gilberto Ramos
  Salvador BA Lídice da Mata PSDB
  São Luís MA Conceição Andrade PSB
  São Paulo SP Paulo Maluf PDS Sólon Borges dos Reis[7]
  Teresina PI Wall Ferraz[8] PSDB Francisco Gerardo
  Vitória ES Paulo Hartung PSDB

NotaEditar

  1. Embora a Constituição de 1988 previsse, em seu artigo 77 § 3º, a realização de um segundo turno entre os candidatos mais votados, tal regra não foi aplicada ao pleito de 1988 porque este foi deflagrado antes de promulgada a nova Carta, cujo artigo 16 determina que "a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência."

Referências

  1. Dante de Oliveira, Jackson Barreto, Jarbas Vasconcelos, Juvêncio Fonseca, Wall Ferraz.
  2. Amazonino Mendes e Hélio Gueiros.
  3. Segundo números disponibilizados pelo IUPERJ, o PMDB perdeu apenas uma prefeitura em quatro anos.
  4. Renunciou em abril de 1994 para disputar (e perder) o governo de Sergipe.
  5. Renunciou em abril de 1994 e foi eleito governador do Mato Grosso em outubro.
  6. Renunciou ao mandato de senador em dezembro de 1992 e em abril de 1994 renunciou à prefeitura, sendo eleito governador do Amazonas em outubro.
  7. Renunciou ao mandato de deputado federal a fim de assumir como vice-prefeito.
  8. Faleceu em São Paulo em 22 de março de 1995.

Ligações externasEditar