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Elisa Lucinda
Elisa Lucinda em setembro de 2011
Nome completo Elisa Lucinda dos Campos Gomes
Nascimento 2 de fevereiro de 1958 (61 anos)
Cariacica, ES
Ocupação Atriz, poetisa, jornalista e cantora[1]
Outros prêmios
Trofeu Raça Negra (2010) de Melhor Atriz de Teatro por "Parem de Falar Mal da Rotina"

[2]

Elisa Lucinda dos Campos Gomes (Cariacica, 2 de fevereiro de 1958) é uma poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. A artista foi um dos galardoados com o Troféu Raça Negra 2010 em sua oitava edição, na categoria Teatro[3]. Também foi premiada no cinema pelo filme A última Estação, de Marcio Curi, no qual protagoniza o personagem Cissa[4]. O filme abriu o Festival de Brasília de 2012[5].

CarreiraEditar

InícioEditar

Nascida em uma família de classe média, filha de um professor de português e latim, Elisa interessou-se pela poesia desde cedo[6]. Aos 10 anos, frequentou aulas de declamação, ou melhor, "interpretação teatral de poesia", como preferia a professora, Maria Filina Salles Sá de Miranda.[7]

Cursou Comunicação Social na Universidade Federal do Espírito Santo, formando-se em Jornalismo na década de 1980. Também trabalhou como professora.[8]

Disposta a seguir a carreira de atriz, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1986, para viver numa vila no bairro da Tijuca.[1][6] No Rio, cursou interpretação teatral na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras). Trabalhou em algumas peças, como Rosa, um Musical Brasileiro, sob direção de Domingos de Oliveira, e Bukowski, Bicho Solto no Mundo, sob direção de Ticiana Studart[6]. Também integrou o elenco do filme A Causa Secreta, de Sérgio Bianchi.

Seu primeiro trabalho na televisão foi na telenovela Kananga do Japão, em 1989, na extinta TV Manchete.

EcletismoEditar

Fundou a «Casa-Poema», instituição sócio-educativa cujo método capacita vários profissionais desenvolvendo sua capacidade de expressão e sua formação cidadã, através da poesia falada. A atriz, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, tem desenvolvido o projeto «Palavra de Polícia, Outras Armas», onde ensina poesia falada aos policiais, procurando alinhá-los aos princípios dos direitos humanos e transformar antigos modos operacionais em relação ao género e à raça. Elisa Lucinda é considerada a artista da sua geração que mais populariza poesia. Seu modo coloquial de se expressar faz com que o mais complexo pensamento ganhe fácil compreensão. Junto com Geovana Pires ela criou a Companhia da Outra, grupo teatral que desenvolve sua linguagem de teatro essencial através da poesia. Fez várias apresentações teatrais, com declamação de seus poemas, algumas das quais com a participação especial de Paulo José.[9] No mesmo formato, apresentou em seguida Euteamo Semelhante.[carece de fontes?]

Em 2011, foi entrevistada no programa online Filossofá - Desertores do Cotidiano, gravado em um sofá, sobre as dunas de Itaúnas, no Espírito Santo.[10] Itaúnas é o lugar em que Elisa passa as férias e onde mantém uma «Casa-Poema».

Convidada pela Funarte para representar o Brasil no Ano Brasil–Portugal, a artista realizou uma turnê em cinco cidades daquele país em outubro de 2012.[11] Na sua volta ao Brasil, recebeu um convite da presidente Dilma Rousseff para ser mestre de cerimônia, junto com o ator José de Abreu, na Ordem do Mérito Cultural, em Brasília.[12]

Como cantora e intérprete, excursionou com o show A letra que eu canto, com o maestro e pianista João Carlos Coutinho, e com o show Ô Danada, ao lado do amigo Marcus Lima, músico, cantor e compositor.[13]

LivrosEditar

  • A Lua que menstrua (produção independente, 1992)
  • Sósia dos sonhos (produção independente)
  • O Semelhante (Ed. Record, 1995)
  • Eu te amo e suas estréias (Ed. Record, 1999)
  • A Menina Transparente (Ed. Salamandra)[nota 1]
  • Coleção Amigo Oculto (Ed. Record)[nota 2]
  • 50 Poemas Escolhidos pelo Autor (Edições Galo Branco, 2004)
  • Contos de Vista (Ed. Global, 2005)[nota 3]
  • A Fúria da Beleza (Ed. Record, 2006)[nota 4]
  • A Poesia do encontro – Elisa Lucinda e Rubem Alves (Ed. Papirus, 2008)
  • Parem de falar mal da rotina (Ed. Leya – Lua de papel, 2010)[1]
  • A Dona da Festa (Grupo Editorial Record/Galerinha Record, 2011)
  • Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada (Ed. Record, 2014)
  • Vozes Guardadas (Ed. Record, 2016)

CDs de poesiasEditar

TelevisãoEditar

Ano Título Personagem Notas
2017 Tempo de Amar Januária
2012 Lado a Lado Norma
2011 Aquele Beijo Diva de Sousa [14]
Insensato Coração Vilma
2009 Viver a Vida Rita
2006 Páginas da Vida Selma
2003 Mulheres Apaixonadas Pérola
1997 Você Decide (episódio:Preconceito)
1995 Sangue do Meu Sangue Beatriz
1990 Escrava Anastácia Ermelinda
1989 Kananga do Japão Sueli

CinemaEditar

Ano Título Personagem
1990 Barrela Mulher do Portuga [15]
1994 A Causa Secreta [16]
1997 O Testamento do Senhor Napumoceno Dona Jóia
2001 A Morte da Mulata Mulata
2002 Seja o que Deus Quiser Mãe de PQD
2003 As Alegres Comadres Mrs. Rocha
Gregório de Matos Mulher na rua
2008 Maré, Nossa História de Amor Dona Maria
2012 A Última Estação Ciça
2016 Mulheres no Poder Rosário[17]
2017 Talvez uma História de Amor Simone

TeatroEditar

  • A Hora Agá
  • Pode Café
  • O Mar não tá pra Preto
  • Há uma na Madrugada
  • Coisa de Mulher
  • Sem Telefone mas com Fio
  • Te Pego pela Palavra
  • Aviso da Lua que menstrua
  • Dona da Frase
  • Luz do Só
  • Sósias dos Sonhos
  • O Semelhante
  • Capixabaéchique
  • Euteamo
  • Semelhante
  • Parem de Falar Mal da Rotina
  • A Fúria da Beleza
  • A Natureza do Olhar
  • A paixão Segundo Adélia Prado
  • L, O Musical

Notas

  1. Recebeu o Prêmio Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ.
  2. Composta pelos livros: O órfão famoso (2002), Lili, a rainha das escolhas (2002), O menino inesperado (2002) e A Dona da Festa (2011)
  3. Primeiro livro de contos da autora.
  4. Primeiro livro de adultos para colorir.
  5. Sob o selo da gravadora Rob Digital.
  6. Sob o selo da gravadora Rob Digital.
  7. Com poemas da poeta paulista Sandra Falcone, participação de Miguel Falabella, direção e produção de Gerson Steves. O CD é resultado do espetáculo homônimo com roteiro e direção de Steves.
  8. Realização de Dakar Produções e Poesia Viva Produções. Criado (2004) especialmente para a comemoração dos 150 anos da Ferrovia para a Vale do Rio Doce. É o primeiro CD no qual Elisa canta.
  9. Primeiro cd pelo selo CCC – Centro Cultural Carioca.

Referências

  1. a b c Fabiana Caso, Agência Estado (11 de dezembro de 2006). «Atriz, cantora e poetisa, Elisa Lucinda é 'concomitante'». Bem Paraná. Consultado em 5 de maio de 2013 
  2. Da redação (20 de novembro de 2010). «Troféu Raça Negra 2010 - Conheça os vencedores». UOL Mais. Consultado em 5 de maio de 2013 
  3. «"Só vemos um preto por elenco", diz atriz Elisa Lucinda» 
  4. «Atriz e escritora Elisa Lucinda lança romance com exclusividade no Flipoços» 
  5. «O filme 'A Última Estação' no Festival de Brasília» 
  6. a b c «Acervo Centro de Memória Mulheres do Brasil e Pesquisa» 
  7. Elisa Lucinda; Rubem Alves. A poesia do encontro. Campinas: Papirus 7 Mares, 2008, p. 15-16.
  8. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: "Elisa Lucinda"
  9. «Actrizes brasileiras dão poesia ao teatro». www.cmjornal.pt. Consultado em 26 de agosto de 2019 
  10. Filossofá - Desertores do Cotidiano, consultado em 26 de agosto de 2019 
  11. Adm. do site (2012). «Programação». Ano Brasil–Portugal. Consultado em 5 de maio de 2013 
  12. «Discurso da ministra Marta Suplicy na cerimônia da Ordem do Mérito Cultural 2012, no Palácio do Planalto – Secretaria Especial da Cultura». Consultado em 26 de agosto de 2019 
  13. Deixando o Pago (Vitor Ramil) - com Elisa Lucinda, João Carlos Coutinho e Jaime Alem, consultado em 26 de agosto de 2019 
  14. Redação Rede Globo (18 de fevereiro de 2012). «Elisa Lucinda comemora sua primeira vilã em novelas». Globo.com 
  15. Cinemateca Brasileira, Barrela [em linha]
  16. Cinemateca Brasileira, A Causa Secreta [em linha]
  17. «Mulheres no Poder -Ficha Técnica». adorocinema.com. Consultado em 10 de março de 2018 

Ligações externasEditar