Embraer

empresa fabricante de aviões brasileira

Embraer S.A.[6][7][8] (B3EMBR3 / NYSE: ERJ) é um conglomerado transnacional brasileiro, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, peças aeroespaciais, serviços e suporte na área.[9][10][11] A empresa tem sede no município de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, e possui diversas unidades no Brasil e no exterior, inclusive joint ventures na China e em Portugal.

Embraer
Aviões na sede da Embraer em São José dos Campos
Razão social Embraer S.A.
empresa de capital aberto
Cotação B3EMBR3
NYSE: ERJ
Atividade aeronáutica
defesa aérea
Gênero sociedade anônima
Fundação 19 de agosto de 1969 (52 anos)
Fundador(es) Ozires Silva
Sede São José dos Campos, SP
Área(s) servida(s) global
Pessoas-chave
Empregados 15 427 (2021)[2]
Produtos aviões
serviços
material de defesa
Divisões Embraer Defesa e Segurança
Subsidiárias
Valor de mercado Prejuízo R$ 9,433 bilhões (maio/2022)[4][5]
Lucro AumentoNegativo R$ 274,8 milhões (2021)[2]
LAJIR Aumento R$ 891,1 milhões (2021)[2]
Faturamento Aumento R$ 22,6 bilhões (2021)[2]
Website oficial www.embraer.com

Em julho de 2018, foi criada uma joint venture entre Embraer e Boeing, denominada Boeing Brasil-Commercial para a fabricação da linha de modelos comerciais da Embraer. A Embraer permaneceria com as linhas de aviação de defesa e executiva.[12] No entanto, em 24 de abril de 2020, a Boeing desistiu da parceria.

Sua receita líquida em 2016, foi de 21,4 bilhões de reais (6,1 bilhões de dólares). Em 2018, ocupa a terceira posição mundial no setor, abaixo da Airbus e da Boeing.[13] Em 2012, foi a empresa que mais cresceu, entre as maiores exportadoras brasileiras (17,6% em relação a 2011).[14]

Para testes das aeronaves, a companhia utiliza duas pistas de pousos e decolagens; do aeroporto de São José dos Campos, que possui 2 676 metros de extensão. A área pertence ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, mas é utilizada tanto pela Embraer quanto para transporte aéreo comercial, sendo toda a infraestrutura compartilhada e mantida em parceria com a Infraero; da unidade da Embraer em Gavião Peixoto (aeródromo de Gavião Peixoto), que possui 4 967 metros de extensão e é considerada a mais longa pista de pousos de toda a América Latina.[15]

HistóriaEditar

Origem e fundaçãoEditar

Em 1953, o oficial da Aviação do Exército, Casimiro Montenegro convida o engenheiro aeroespacial e fundador da Focke-Wulf em Bremen, o alemão Henrich Focke e seus engenheiros, para que atuassem no CTA.[16] Isto ocorre após Montenegro tomar conhecimento dos projetos inovadores que esses engenheiros vinham realizando na Alemanha, desenvolvendo desde 1939 helicópteros como o Focke-Wulf Fw 61 e aeronaves como Focke-Wulf Fw 190 e Focke-Wulf Fw 200.[17] A Embraer nasceu como uma iniciativa do governo brasileiro dentro de um projeto estratégico para implementar a indústria aeronáutica no país, em um contexto de políticas de substituição de importações.[18]

 
Embraer EMB-100, projeto IPD-6504, primeiro protótipo do Bandeirante, cujo primeiro voo foi em 22 de outubro de 1968. A aeronave foi restaurada e encontra-se preservada no Museu Aeroespacial, na cidade do Rio de Janeiro

Neste contexto, foi aprovado em 25 de junho de 1965, o projeto governamental IPD-6504, para a produção de uma aeronave que atendesse as necessidades do transporte aéreo comercial brasileiro, principalmente em pequenas cidades, visando a produção de um avião que se adaptasse à infraestrutura aeroportuária do país na época. A especificação técnica do projeto era para a produção de uma aeronave pequena, com capacidade para oito passageiros, de asa baixa, turbopropelida e bimotor. O projeto e montagem foram realizados nas instalações do CTA e o primeiro protótipo teve seu voo inaugural em 22 de outubro de 1968. Sua produção envolveu cerca de trezentas pessoas, lideradas pelo engenheiro aeronáutico e então major da FAB, Ozires Silva.[19] No ano seguinte seria criada a Embraer com a finalidade de produzir o modelo em série, denominado Embraer EMB-110, sendo Ozires Silva o primeiro presidente da empresa, cargo que exerceria até 1986.[20]

Mais dois protótipos foram produzidos pela Embraer, com a denominação EMB 100 Bandeirante, passando depois as aeronaves a receber a denominação EMB 110, para a produção em série.[21] Além do CTA, criado em 1946, mas que em 30 de abril de 2009 passou a ser denominado Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), é considerado outro precursor da Embraer, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Criado também por Casimiro Montenegro em 1950, a proposta para sua criação havia sido apresentada por ele em 1945 a um grupo de oficiais do Estado Maior da Aeronáutica.[22]

Fundada no ano de 1969, como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Aeronáutica,[23] seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante.[24] Inicialmente, a maior parte de seu quadro de funcionários formou-se com pessoal oriundo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que fazia parte do CTA. De certo modo, a Embraer nasceu dentro do CTA. No ano de 1980, adquiriu o controle acionário da Indústria Aeronáutica Neiva, que se tornou sua subsidiária, atual divisão de aviação agrícola. Durante as décadas de 1970 e 1980, a empresa conquistou importante projeção nacional e internacional com os aviões Bandeirante, Xingu e Brasília.[carece de fontes?]

Cooperação e criseEditar

 
Embraer 120 Brasília da Delta Airlines.

Ao iniciar uma parceria com a Itália em 1981, foi possível elaborar o avião de ataque ar-terra AMX, considerado um importante salto tecnológico para a elaboração de novos projetos. Em 1986 Ozires Silva deixou a presidência da empresa para assumir a Petrobras. Em 1988 teve início o desenvolvimento de um avião binacional que seria projetado e construído tanto pela Embraer, quanto pela argentina Fábrica Militar de Aviones (FMA). A aeronave teve a designação de CBA-123, sendo CBA a sigla para Cooperação Brasil-Argentina.[25]

Em 1990 o primeiro protótipo voou, mas seu alto preço, além da crise econômica e política da época, acabou com o projeto. Um dado curioso sobre a aeronave é a motorização na parte traseira da fuselagem, com as hélices voltadas para trás. O final da década de 1980 foi marcado por uma grande crise financeira que abalou a economia do Brasil e atingiu em cheio a fabricante, que quase fechou.[carece de fontes?] Em 1991, Ozires Silva foi convidado a voltar à presidência da empresa e a conduzir o processo de privatização. Em 1994, durante o governo de Itamar Franco, a empresa foi leiloada. Com a privatização da empresa, a União pôde arrecadar cerca de R$ 154 milhões.[26] Após a privatização, a empresa passou por um longo processo de reestruturação, com novos projetos sendo apresentados. O número de funcionários foi reduzido de 9 mil para cerca de 6 mil pessoas[27]Em dezembro daquele mesmo ano, a empresa se tornaria a terceira maior empresa mundial no setor.[20]

Antes de ser privatizada, a companhia estava à beira da falência e sequer figurava entre as empresas com maior valor de mercado.[carece de fontes?] Depois de alguns anos da privatização, passou a ser a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo.[28] Em 2013 foi a Empresa do Ano da edição especial Melhores e Maiores da Revista Exame, por ter sido a companhia brasileira que mais cresceu em exportações em 2012, 17,6% em relação ao ano anterior, sendo uma das maiores exportadoras do país.[13]

Tornou-se uma das mais importantes blue chips negociadas na Bovespa e distribui dividendos a acionistas minoritários e funcionários.[29] Os novos controladores acionários passaram então a ser os fundos de pensão Previ e Sistel (20% cada), a Cia. Bozano, Simonsen (20%), além de um grupo de investidores com participação acionária menor (total de 20%), composto pela Dassault, EADS, Snecma e Thales Group. Após a privatização, a empresa foi presidida pelo engenheiro Maurício Botelho, que foi substituído em 2007 por Frederico Curado.[30][31]

Essa recuperação de mercado após a privatização foi resultado do sucesso do programa ERJ-145, uma aeronave concebida para acompanhar a tendência mundial na aviação regional na época, que era de utilizar aviões de maior porte, com propulsão a jato.[nota 1] O sucesso continuou com os modelos ERJ-170 e ERJ-190. Um dos setores da empresa que mais investiu nessa época foi o de Pesquisa e Desenvolvimento. A Embraer S/A possui atualmente um dos mais avançados centros de realidade virtual do mundo.[33] Os detalhes dessa recuperação estão em um relatório elaborado em 2009 pela USP e UNICAMP, a pedido do BNDES.[34]

Crescimento internacionalEditar

 
Presença global dos aviões produzidos pela Embraer

Maurício Botelho foi responsável pela reestruturação da empresa, principalmente no âmbito financeiro. O lançamento do projeto da família ERJ-145, jatos comerciais com capacidade de até 50 passageiros, foi um sucesso de mercado que atingiu a marca de mil aviões vendidos em 2006. O passo seguinte foram novos investimentos para a criação da linha de aviões EMB 170/190, uma aposta no segmento de 70 a 120 lugares, classificados como E-Jets. Eles foram um sucesso com 878 encomendas firmes e 915 intenções de compra, e que foram logo associados a um novo nicho de mercado, ocupado tanto pelas empresas aeronáuticas principais (ou major) quanto pelas de baixo-custo e baixa-tarifa (ou low-cost, low-fare). Neste segmento, sua maior concorrente é a empresa canadense Bombardier, com modelos de até 90 lugares. Em 2000, a brasileira lançou ações nas bolsas de valores de Nova Iorque e de São Paulo.[carece de fontes?]

 
ERJ-145 da British Airways.
 
ERJ-190 da American Airlines.
 
Gráfico das vendas da Embraer entre 1996 e 2007.

Devido a subsídios adotados pela empresa canadense Bombardier, o governo brasileiro entrou com um pedido de reparação na Organização Mundial do Comércio. A disputa durou alguns anos e ambas as partes foram condenadas a adotar novas formas de financiamento aceitas internacionalmente para a venda, fabricação e desenvolvimento de suas aeronaves.[carece de fontes?]

Em dezembro de 2002, uma joint venture com a China Aviation Industry Corporation II (AVIC II) criou a Harbin Embraer Aircraft Industry Co. Ltd. (HEAI),[35] possibilitando a construção e venda de aviões ERJ-145 para o mercado da China. Em 2004, foi criada uma associação com a empresa do ramo de defesa Lockheed Martin, para o fornecimento de aviões de sensoriamento remoto, com base no ERJ-145, para a marinha e aeronáutica dos Estados Unidos. No entanto, este projeto foi suspenso em janeiro de 2006. Ainda em 2004, um consórcio liderado pela Embraer foi declarado o vencedor no processo de privatização da OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal S/A), deste modo derrotando o consórcio ítalo-americano que havia sido constituído pelas companhias Alenia Aeronautica e Lockheed Martin.[36]

Em 2005 a empresa deu início a uma ofensiva comercial para ampliar sua participação no mercado de aviões executivos, presente apenas com o Legacy, cuja plataforma é o jato ERJ-135. Para tanto, iniciou uma reestruturação interna nessa área, organizada pelo seu então vice-presidente de aviação executiva, Luís Carlos Affonso. Em maio do mesmo ano, anunciou o projeto do Light Jet e do Very Light Jet. Juntamente com modelos em tamanho real, seus nomes oficiais foram divulgados em novembro, durante a National Business Aviation Association (NBAA), em Orlando, como Phenom 300 e Phenom 100, respectivamente. Também nesse ano foi lançado o Lineage 1000, maior avião executivo baseado no EMB 190. Em janeiro de 2006 foi anunciado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez o veto dos Estados Unidos à venda de aviões de treinamento Super Tucano ao seu país, por alegada transferência de tecnologia de origem norte-americana, presente na aviônica das aeronaves. Pelo mesmo motivo, foi anunciado veto à venda para o Irã.[carece de fontes?]

Em junho de 2012 foi criada uma nova joint venture com a Aviation Industry Corporation of China (AVIC), para a fabricação na China dos jatos executivos Legacy 600/650 usando a infraestrutura e demais recursos da já existente joint venture Harbin Embraer Aircraft Industry Co., Ltd. (HEAI).[37]

Em setembro de 2012 foram inauguradas em Évora, Portugal, duas novas fábricas (as primeiras no continente europeu).[38]

Reestruturação societária e mudança de nomeEditar

Em 20 de janeiro de 2006, a Embraer anunciou um plano de reestruturação societária, segundo a qual o poder decisório seria pulverizado entre todos os acionistas, pois todos os portadores de ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo teriam direito a voto. Além disso, seria desfeito o esquema, em vigor desde a privatização, no qual os fundos de pensão Previ, Sistel e a Cia. Bozano controlavam 60% das ações. Maurício Botelho continuaria na presidência do Conselho de Administração da empresa até 2009. Em 14 de fevereiro de 2007, a empresa EADS vendeu sua participação acionária de 2,12% da Embraer, por 124 milhões de euros. Em dezembro de 2012, a Embraer contava com 740,5 milhões de ações no mercado, negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA), cerca de 50% em cada. Suas ações estavam distribuídas entre fundos de pensão PREVI, Oppenheimer Fund's, Thornburg Investment, Blackrock Inc. BNDESPAR e outros BM&FBOVESPA.[39]

Em 16 de setembro de 2010, o Conselho de Administração aprovou a sugestão da diretoria para que o nome empresarial fosse alterado de Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A para simplesmente Embraer S/A,[7][6] decisão que foi ratificada pela Assembleia Geral dos acionistas em 19 de novembro de 2010. Nesta mesma assembleia foi também aprovada a ampliação da área de atuação da empresa, que passou a ser não apenas a área aeroespacial, mas também a de sistemas de energia e a área de sistemas de defesa e segurança.[nota 2] Com a mudança do nome empresarial, o CNPJ da matriz, que até então era 60.208.493/0001-81, foi extinto, assim como também extinguiu-se o nome fantasia EMBRAER. O CNPJ da matriz passou a ser 07.689.002/0001-89.[nota 3]

Proposta de joint venture com a BoeingEditar

 Ver artigo principal: Boeing Brasil–Commercial

Em 5 de julho de 2018, a Embraer anunciou um acordo de intenções com a norte-americana Boeing para a criação de uma joint-venture. O negócio foi avaliado em 4,75 bilhões de dólares, com a empresa brasileira a representar 20% da participação. O acordo dependia de aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores de ambos os países. No caso brasileiro, o próprio governo deveria concordar com a criação da nova empresa, por ter participação na Embraer, com títulos de classe especial, chamados golden share. No entanto, haveria a possibilidade da extinção desta participação especial por meio de uma decisão do Tribunal de Contas da União.[40] Com as aprovações definitivas, a previsão era que o acordo fosse oficializado até o fim de 2019.[41]

Porém, em 24 de abril de 2020, o acordo foi rescindido unilateralmente pela Boeing, mantendo a joint venture para comercialização do cargueiro militar C-390. A justificativa foi que a "Embraer havia descumprido as obrigações contratuais", afirmações inverídicas, segundo a Embraer.[42]

SubsidiáriasEditar

Embraer Aviação AgrícolaEditar

 Ver artigo principal: Indústria Aeronáutica Neiva

A Indústria Aeronáutica Neiva foi fundada em 1954, no Rio de Janeiro. Em 1956 o seu parque industrial foi instalado na cidade paulista de Botucatu. Quase duas décadas depois, em 1975, a empresa foi contratada pela Embraer para produzir a linha Embraer Piper. Em 1980 tornou-se sua subsidiária integral. Em 2006 foi incorporada e denominada Embraer Aviação Agrícola. A unidade tem como foco fabricar e fornecer suporte pós-venda da linha de aviões agrícolas Ipanema. Produz também componentes para as linhas Embraer 170, Embraer 190, Phenom 100 e Phenom 300, além de partes do Super Tucano, KC-390, Legacy 450, Legacy 500 e Legacy 650.[43] Sua planta industrial supera 90 000 m², onde trabalham cerca de 1 800 funcionários.[44]

ELEB Equipamentos Ltda.Editar

 Ver artigo principal: Eleb

Localizada em São José dos Campos, a Eleb foi implantada em 1984 com o nome de EMBRAER Divisão Equipamentos (EDE), com a finalidade de desenvolver e produzir trens de pouso do EMB-312 Tucano e do avião de ataque AMX. Fabrica também diversos componentes para os sistemas eletro-hidráulicos e eletro-mecânicos das aeronaves da Embraer. Em 1999 passou por uma reestruturação societária, quando formou uma joint venture com a europeia Liebherr Aerospace SAS. Voltou ao controle da Embraer em 2008.[15]

Indústria Aeronáutica de Portugal S/AEditar

 
Instalações da Indústria Aeronáutica de Portugal S/A em Alverca do Ribatejo, Portugal

Unidade localizada na Freguesia de Alverca, Lisboa, Portugal. O controle foi adquirido no ano de 2005 em consórcio liderado pela Embraer, tem como atividades a manutenção, reparo e revisão de aeronaves, motores e aviônica. Atua também na fabricação e montagem de componentes e modernização das aeronaves.[15]

EmbraerXEditar

Em janeiro de 2020, a EmbraerX anunciou uma parceria com a Elroy Air [en] para o desenvolvimento de drones para transporte de cargas. A EmbraerX é uma subsidiária da Embraer, sediada na Flórida, EUA, criada para o desenvolvimento de programas de inovação tecnológica. O acordo com a Elroy Air foi anunciado na CES 2020, feira de novas tecnologias em eletrônicos de consumo, que acontece anualmente em Las Vegas.[45]

Embraer Aircraft Industry (HEAI)Editar

Localizada em Harbin, capital da província de Heilongjiang, essa joint venture foi criada em 2002 entre a Embraer e mais duas empresas aeronáuticas chinesas: Harbin Aircraft Industry Group Co. Ltd. e Hafei Aviation Industry Co.[35] Seu foco está nas atividades operacionais de venda e suporte pós-venda da linha ERJ-145 na China.[15]

Embraer-AVICEditar

Também localizada em Harbin, essa joint venture foi criada em 2012 entre a Embraer S/A e a Aviation Industry Corporation of China (AVIC) para a produção, na China, dos jatos executivos Legacy 600/650 utilizando a infraestrutura já existente da HEAI.[15][37]

DivisõesEditar

A Embraer, que mantém sua sede na cidade paulista de São José dos Campos, também tem várias unidades outras unidades. No Brasil, a empresa também tem unidades nos municípios de São Paulo, Botucatu, Eugênio de Melo, Gavião Peixoto,[46] Taubaté e Sorocaba, além de representações em Minas Gerais e Rio de Janeiro.[15]

BrasilEditar

Embraer Defesa e Segurança
 Ver artigo principal: Embraer Defesa e Segurança

Com sede comercial no bairro do Brooklin, em São Paulo, a Embraer Defesa e Segurança Participações S/A (CNPJ 12.592.902/0001-43), cuja planta industrial foi instalada no início de 2011 na unidade Gavião Peixoto,[46] tem como foco o fortalecimento da indústria brasileira de defesa e segurança, aplicando a experiência acumulada pela Embraer ao longo dos anos. É responsável pela produção e modernização tecnológica de aeronaves militares como o EMB-314, AMX e o desenvolvimento e produção do cargueiro tático KC-390. A EDS detém capacitação em gestão de integração de tecnologia e sistemas, aplicáveis ao setor de defesa. Tem parcerias estratégicas com empresas que atuam nas áreas de comando e controle, radares, armamentos e veículos aéreos não-tripulados. Entre suas parceiras estão a Atech, a Visiona e a OGMA.[47]

Unidade Gavião Peixoto
 Ver artigo principal: Embraer - Gavião Peixoto

Localizada em Gavião Peixoto,[15] região de Araraquara (coordenadas 21° 45' 36,28" S 48° 24' 12,4" O), esta unidade foi implantada em 2001 e tem como principais atividades a produção das asas para as aeronaves Embraer 190 e Embraer 195, a fabricação final dos modelos Phenom, Legacy e das aeronaves militares Super Tucano e cargueiro militar KC-390. Na unidade são também realizadas todas as atividades de ensaios em voo destas aeronaves. Em Gavião Peixoto também foram modernizados a partir de 2011, os caças F-5 e AMX da FAB na Embraer Defesa e Segurança, cuja planta industrial está instalada dentro da unidade Gavião Peixoto.[15][46]

Unidade Sorocaba

Localizada em Sorocaba, estado de São Paulo, é um centro de serviços de manutenção, reparos e revisão para as linhas Embraer E-Jet e executiva Phenom e Legacy,[48] contando com hangares, salas de reunião e escritórios administrativos. O investimento estimado nos primeiros cinco anos é de 25 milhões de dólares, gerando até 250 empregos diretos.[49]

Centro de Engenharia e Tecnologia

Implantado em 2012, o Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer tem suas atividades relacionadas à capacitação, pesquisa e tecnologia aplicadas à indústria aeronáutica.[50] Inicialmente instalado na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), em Belo Horizonte, a unidade deverá ser transferida para o Centro de Capacitação e Tecnologia Aeroespacial de Minas Gerais (CCAE), em implantação na cidade mineira de Lagoa Santa.[51]

Embraer Systems

Denominada Embraer Systems, esta unidade da Embraer atua no desenvolvimento e aplicação de sistemas tecnológicos para as indústrias de gás e petróleo.[52]

Outros paísesEditar

China
  • Pequim - Localizada na cidade de Pequim, capital da China, essa subsidiária foi criada em parceria com o governo e clientes chineses no ano de 2000. É um escritório para suporte de vendas, relações públicas com clientes e governo chineses, marketing e vendas.[15]
Estados Unidos
  • Embraer Aircraft Holding, Inc. - Unidade localizada em Fort Lauderdale, Flórida, foi criada no ano de 1979, tem como atividades o comércio de aeronaves, treinamento de pilotos e mecânicos, logística e assistência técnica.[15]
  • Embraer Aircraft Maintenance Services - Localizada em Nashville, Tennessee, foi implantada no ano de 2002, é voltada principalmente para a manutenção das aeronaves da linha Embraer 170/190.[15]
  • Embraer Aero Seating Technologies- Inaugurada em setembro de 2016, na cidade de Titusville, Flórida, a Embraer Aero Seating Technologies produz assentos para aeronaves.[53]
  • Unidade Mesa - Localizada em Mesa, Arizona, foi implantada em 2008, executa serviços de manutenção, reparo e revisão na linha de aviões executivos Phenom e Legacy.[15]
  • Unidade Windsor Locks - Localizada em Windsor Locks, Connecticut, foi Implantada em 2008, assim como a Unidade Mesa, também executa serviços de manutenção, reparo e revisão na linha executiva da Embraer.[15]
  • Unidade Melbourne - Localizada em Melbourne, Flórida, foi implantada em 2011, é a primeira unidade nos Estados Unidos que realiza a montagem final de aeronaves. Produz a linha de executivos Phenom 100 e Phenom 300.[54] Em novembro de 2012 tiveram início as obras de um Centro de Engenharia e Tecnologia na unidade de Melbourne.[15][55]
França
Portugal
 
Sede da Embraer Portugal em Évora
Singapura

Localizada na República de Singapura, no Sudeste Asiático. Subsidiária que iniciou suas atividades no ano de 2000, é um centro de estoque e distribuição regional de peças de reposição, manutenção e reparo das aeronaves comerciais da Embraer na região.[15]

Aeronaves produzidasEditar

ComerciaisEditar

Em dezembro de 2018, a Embraer afirmou liderar o mercado de aeronaves comerciais de até 150 assentos com 100 operadores das famílias ERJ e E-Jet.[57]

Atuais
 
Embraer 190 no seu roll-out.
  • Embraer E-Jet
    • Embraer 170 (66–78 passageiros)
    • Embraer 175 (76–88 passageiros)
    • Embraer 190 (96–114 passageiros)
    • Embraer 195 (100–124 passageiros)
  • Embraer E-Jets E2
    • Embraer 175-E2 (80–90 passageiros)
    • Embraer 190-E2 (97–114 passageiros)
    • Embraer 195-E2 (120–146 passageiros)[58]
Anteriores

MilitaresEditar

Atuais
 
Apresentação do C-390 Millennium (protótipo PT-ZNF) em 21 de outubro de 2014
Anteriores

ExecutivosEditar

Atuais
Anteriores

UtilitáriosEditar

Atuais
Anteriores

Resultados operacionaisEditar

Ano Receita líquida
(R$ milhões)
Lucro (prejuízo) líquido ajustado
(R$ milhões)
EBITDA ajustado
(R$ milhões)
Aeronaves entregues
Comerciais Executivas Militares Total
2021[61] 22 669,7 (-274,8) 1 946,3 48 93 14 155
2020[62] 19 641,8 (-3 616,0) 437,6 44 86 18 148
2019[63] 21 802,1 (-862,7) 725,6 89 109 3 208
2018[64] 18 721,6 (-224,3) 1 713,9 90 91 11 192
2017[65] 18 776,1 995 2 291,5 101 109 7 217
2016[66] 21 435,7 585,4 2 844,2 108 117 15 240
2015[67] 20 301,8 241,6 2 450,6 101 120 20 241
2014[68] 14 935,9 796,1 1 980,7 92 116 7 215
2013[69] 13 635,8 777,7 2 239,1 90 119 6 215
2012[70] 12 180,5 697,8 1 762,8 106 99 14 221
2011[71] 9 837,9 156,3 923,1 105 99 8 212
2010[72] 9 381,0 574,0 1 069,0 100 145 2 247
2009[73] 10 871,0 912,0 1 219,0 122 119 7 248
2008[74] 11 747,0 429,0 1 500,0 162 39 6 207
2007[75] 9 980 657 889,1 96 35 38 169

Fonte: Embraer[76]

Entregas líquidas (por ano)
Desde 9 de março de 2022 (2022 -03-09)

Ver tambémEditar

Notas

  1. "O programa ERJ 145 constitui um tournant depois do fracasso comercial do CBA. A empresa captou as mudanças que estavam ocorrendo no mercado de aviação regional, as quais revelavam uma clara tendência para o aumento de tamanho das aeronaves e para o emprego da propulsão a jato." (Montoro,[32] Seção 1.1.2, pág. 38)
  2. Procure 19 de novembro no "Relatório da Administração 2010", que consta no documento da Embraer intitulado "Demonstrações Financeiras 2010".[8] A data de 19 de novembro e as decisões tomadas pela Assembleia Geral constam na página 3 do documento (página 4 do arquivo PDF).
  3. A consulta aos CNPJ pode ser feita diretamente na página de emissão de Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral, no website da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Referências

  1. «Estrutura Organizacional». Embraer. Consultado em 2 de julho de 2022 
  2. a b c d «Relatório da Administração 2021 (Resultado 2021)». Embraer RI. 9 de março de 2022. Consultado em 17 de junho de 2022 
  3. «EMBRAER - Defense & Security» 
  4. Embraer SA B3 - Brasil, Bolsa, Balcão, 17 de junho de 2022
  5. Embraer SA Bloomberg Business, 20/3/2015
  6. a b «Embraer muda de nome e amplia área de atuação». Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 
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BibliografiaEditar

Ligações externasEditar

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