Emicida

rapper e compositor brasileiro

Leandro Roque de Oliveira (São Paulo, 17 de agosto de 1985), mais conhecido pelo nome artístico Emicida, é um rapper, cantor, letrista e compositor brasileiro. É considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil da década de 2000.[1] O nome "Emicida" é uma fusão das palavras "MC" e "homicida". Por causa de suas constantes vitórias nas batalhas de improvisação, seus amigos começaram a falar que Leandro era um "assassino", e que "matava" os adversários através das rimas.[2][3] Mais tarde, o rapper criou também um acrônimo para o nome: E.M.I.C.I.D.A. (Enquanto Minha Imaginação Compuser Insanidades Domino a Arte).[3] As suas apresentações ao vivo são acompanhadas do DJ Nyack nos instrumentais.[4]

Emicida
Emicida no Festival Sensacional, em 2020.
Nome completo Leandro Roque de Oliveira
Nascimento 17 de agosto de 1985 (35 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação
Prêmios Lista
Carreira musical
Período musical 2005–presente
Gênero(s)
Instrumento(s) Vocal
Gravadora(s) Laboratório Fantasma
Afiliações
Página oficial
emicida.com

A primeira aparição do rapper na mídia – fora as batalhas de improvisação – foi o single "Triunfo", acompanhado de um videoclipe com mais de 8 milhões de visualizações no YouTube.[5] Emicida lançou seu trabalho de estreia em 2009, uma mixtape de vinte e cinco faixas intitulada, a Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., pela gravadora independente Laboratório Fantasma. Em fevereiro de 2010, seu segundo trabalho veio em formato de EP com o título Sua Mina Ouve Meu Rep tamém. Em 15 de setembro do mesmo ano, foi lançada a também mixtape Emicídio, adjunta a um single homônimo.[6] Além de ser cantor, Emicida atuou como repórter nos programas Manos e Minas, da TV Cultura e no sangue B da MTV brasil.[7][8] Em 2015, lançou o álbum Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa... que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Urbana.[9]

BiografiaEditar

Oriundo de família pobre, ele compunha e passava para seu amigo gravá-las e vendê-las. O rapper é conhecido por suas rimas de improviso, o que fez ele se tornar um dos MCs mais respeitados. Venceu onze vezes consecutivas a batalha de MC da Santa Cruz e por doze vezes a Rinha dos MC.[2] Emicida acumulou milhares de acessos em cada batalha sua no YouTube e mais de 1 milhão de visualizações do seu perfil no MySpace.[10] Em uma das batalhas de improviso, que ocorreu no Centro de São Paulo, o rapper duelou com Nocivo Shomon, que pouco tempo depois lançou uma canção diss intitulada "A rua é quem?", já que Emicida é conhecido por utilizar o bordão "A rua é nóiz".[11]

CarreiraEditar

2005–2009: Início e primeiro EPEditar

 
Emicida se apresenta na Festa Quilombo, em 2009.

Emicida realizou suas primeiras composições gravadas por volta do ano de 2005, período quando entrou nos desafios das batalhas, lançando sua primeira faixa na internet, "Contraditório Vagabundo".[12] Em 2008, lançou o single com o título de "Triunfo", produzido por Felipe Vassão a musica foi gravava do estúdio de Felipe a partir de samples de jazz que Emicida criava usando um MPC60, o Rapper gravou num disquete mas o estúdio não lia o formato até que Emicida se encontrou com Felipe e pediu um horário para descarregar o que tinha feito no disquete, o produtor gostou do que ouviu e depois entrou em contato com o rapper[13], o lançamento da musica foi feito num clube perto da avenida Paulista em São Paulo, o lugar tinha capacidade pra 300 que foram praticamente todos ocupados. foi vendido aproximadamente setecentas cópias no primeiro mês até a publicação na internet. Junto a ele veio um videoclipe que alcançou mais de seiscentas mil visualizações.[5]

 
Capa de seu primeiro disco, capa essa feita a mão pelo próprio Rapper | "Eu quero ver fazer na mão 10 mil capinhas de cd" -Quer Saber, Emicida

No primeiro trimestre de 2009, ocorreu o lançamento da sua mixtape de estreia, com o título Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., que juntou 25 faixas gravadas desde o início da sua carreira e faz a capa do disco a mão.[14] No entanto, no dia 30 de junho de 2011, é divulgado em seu canal do Youtube o clipe da música "Então Toma", que foi vista como uma resposta à música citada antes; porém Emicida já negou o fato, afirmando em seu Twitter oficial que não é de "perder tempo com diss".[15] Porém, Emicida lançou também uma música com criticas, mas não foi visto unicamente como resposta ao rap de Nocivo, e sim critica a muitos estilos de MCs.[16]

Emicida vendeu cerca de treze mil cópias do disco no "boca-a-boca", com o preço que variava entre R$ 2 e R$ 15.[17] O artista foi indicado ao Video Music Brasil 2009, prêmio musical brasileiro organizado pela MTV, onde concorreu nas categorias "Melhor Grupo/Artista de Rap", "Aposta MTV" e "Videoclipe do Ano", com "Triunfo", mas acabou derrotado por MV Bill, Vivendo do Ócio e "Sutilmente", de Skank, respectivamente.[18] Em 2010 Emicida lançou o segundo single da sua carreira, intitulado "Avua Besouro", que foi incluído na sua segunda mixtape.[19] No fim de janeiro do mesmo ano, veio o seu segundo trabalho, o EP Sua Mina Ouve Meu Rap Também, com referência para a canção "Sua Mina Ouve Meu Rep Tamém", de MC Marechal, com quem mantém afiliações.[20]

Em fevereiro, Emicida fez uma participação especial no Altas Horas, programa de auditório da Rede Globo, onde apresentou as canções "E.M.I.C.I.D.A." e "Triunfo".[21] Sua presença no programa marcou uma nova era do rap nacional, que antes era conhecida pela mente fechada, com pouca aparição na mídia e críticas para a respectiva emissora.

2010–2012: Emicídio e DoozicabrabaEditar

EmicídioEditar

 
Emicida no festival Indie Hip Hop, em 2010.

No segundo semestre de 2010, Emicida começou a gravação da sua segunda mixtape. Perguntado sobre o fato de não lançar um álbum de estúdio, o rapper afirmou: "É mais caseiro [o formato de mixtape], os produtores amigos meus me mostram os beats que eles fizeram, eu vou para casa, escrevo uma letra. Para fazer um álbum eu queria todo mundo no estúdio, criando aos poucos".[22] Após um anúncio de uma semana, ocorreu na sexta-feira 13 de agosto o lançamento do seu terceiro single, com o título de Emicídio, que trata sobre as dificuldades que encontrou para chegar onde está.[23] Junto com a canção foi anunciado através do MySpace o lançamento da sua segunda mixtape para 15 de setembro, intitulada Emicídio.[24] Em 9 de setembro, Emicida compareceu ao Programa do Jô, na Rede Globo[25], fato que fez o MC alcançar os trending topics mundiais do Twitter.[26] A capa da mixtape foi divulgada juntamente com a lista de faixas no dia 12 de setembro.[27] Emicídio traz dezoito faixas e participações de rappers como Kamau em "De onde cê vem" e Rael da Rima em "Beira de piscina".[28]

Nela, Emicida trata de assuntos como ser pai, as batalhas de MC, o rap atual, seus amigos, sua mãe, entre outros.[29] Semelhante ao que aconteceu no lançamento do seu primeiro trabalho, a gravadora Laboratório Fantasma estipulou o preço máximo de R$ 5 para cada disco e convocou via internet representantes para a revenderem em todos os locais do Brasil.[30] Em dezembro de 2010, Emicida fez participação no single "Olha pros neguinho", do rapper Xará.[31] No dia 15 de abril de 2011, o rapper Emicida participou do Festival de Coachella, na California, EUA. Foi o primeiro rapper Brasileiro a se apresentar em um dos maiores festivais de música dos Estados Unidos. Ao aterrissar nos EUA, teve problemas com a imigração, o que resultou em 3 horas de atraso em seu show. O que não impediu que o Rap nacional fosse representado pela primeira vez no Coachella. Na edição 2011 do Rock in Rio, a quarta na cidade do Rio de Janeiro, Emicida subiu duas vezes ao palco. No dia 24 de setembro, o rapper participou do show da banda NX Zero na Canção Só Rezo 0.2, no palco principal do evento. Ingressou no elenco do programa Manos e Minas, da TV Cultura, em abril de 2010, onde se tornou repórter, entrevistando diversas celebridades do mundo musical.[7] Realizando diversas apresentações pelo Brasil, Emicida foi convidado a participar da Virada Cultural de 2010, onde se apresentou junto com Ellen Oléria e foi considerado um dos destaques do evento, junto a Mallu Magalhães.[32]

 
no Campus Party Brasil 2012.

Emicida foi ao Video Music Brasil 2011, concorrendo em 3 categorias: "Hit do ano", "Clipe", e "Artista do ano". Nesse ano a MTV inovou na escolha dos ganhadores, deixando os votos para críticos musicais, cineastas e VJ's. Sendo assim, não poderia ser diferente, Emicida teve seu talento reconhecido e faturou "Clipe do ano" Então Toma, e "Artista do ano". Nas palavras do Rapper ele disse: - "Estamos promovendo uma reforma-agrária na música brasileira".

DoozicabrabaEditar

O álbum foi produzido pelos norte-americanos do K-Salaam e pelo Beatnick em parceria com The Studio, teve participações da cantora Paola Lucio, Rael Da Rima, Evandro Fióti, Don Pixote, MV Bill e as batidas de Beatnick e K-Salaam. O download do disco do rapper, foi disponibilizado gratuitamente na internet, para baixar era necessário postar um tweet. A festa de lançamento do álbum aconteceu durante o festival The Creators Project: Brasil 2011, realizado no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. O EP contém 9 faixas, além de uma bônus presente somente no CD físico.

Em outro festival no mesmo ano, o Coquetel Molotov, o rapper também foi considerado como uma das principais atrações do evento.[33] Juntamente com rappers como Kamau, Rincon Sapiencia, Rappin' Hood, Negra Li e Aggro Santos, Emicida fez uma participação no novo álbum de NX Zero, chamado Projeto Paralelo.[34][35] Emicida cantou Só Rezo 0.2 junto com a rapper norte-americana Yo-Yo (afiliada dos consagrados Ice Cube e Public Enemy), música que foi acompanhada de um videoclipe.[36] Em 5 de setembro de 2011, Emicida estreou um programa próprio na programação da MTV Brasil, chamado Sangue B, onde traz várias informações relativas ao rap e hip hop nacional e internacional.[37]

2013–2015: Álbuns de estúdioEditar

No dia 5 de fevereiro de 2013, Emicida participou do Congresso e Festival Internacional de Música e Cultura Digital DIGITALIA, primeiro como Conferencista, e depois, tocando pela primeira vez em Salvador, em uma apresentação que lotou a Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Foi acompanhado de Rael da Rima.[38]

Em 2 de Julho de 2013 foi lançado o álbum Criolo & Emicida Ao Vivo[39] uma parceria entre ele e o rapper Criolo, o álbum conta com as participações dos cantores Juçara Marçal e o Rapper Rael fazendo parte do coro e participações especiais de Rodrigo Campos e Mano Brown, o Show foi gravado no Espaço das Américas em São Paulo.

O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve AquiEditar

Depois de duas mixtapes, dois EPs, alguns clipes e diversos shows pelo Brasil e pelo mundo, tinha chegado a hora do lançamento mais robusto do Emicida. o lançamento de seu primeiro álbum intitulado O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui.[40]

O primeiro single do álbum apresentado para as mídias foi "Zóião"[41], música que faz parte da trilha sonora da novela Sangue Bom produzida pela Rede Globo o rapper ainda fez uma participação no primeiro capitulo da novela interpretando ele mesmo.

No dia 23 de maio, é lançado a música e videoclipe de "Crisântemo", a musica contem uma letra autobiográfica contando a vida que seu pai Miguel levava antes de sua morte, a musica ainda contem a narrativa feita por parte de Dona Jacira mãe de Emicida, Relatando o dia da morte de Miguel. O clipe da música foi gravada na ocupação Mauá[42], no centro de São Paulo e conta com participações de moradores do local, a estreia e primeira exibição do clipe foram feitos na própria ocupação Mauá.

No dia 30 de julho, é lançado o single intitulado "Hoje cedo" com a participação da cantora Pitty a musica alcançou a posição 18 na Brasil Hot 100, a musica traz em sua letra como o rapper se sente[43] em relação a fama e produção de rap enquanto produto, isso é confirmado em um trecho da musica Amarelo[44] que diz o seguinte: "Hoje cedo não era um hit Era um pedido de socorro"[45].

Em 21 de agosto de 2013, foi lançado o álbum O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui, diferente dos anteriores que eram mixtapes, esse é o primeiro álbum de estúdio do Emicida, além das participações já citadas da cantora Pitty e da mãe do rapper, Dona Jacira, também fazem participações sua filha Estela, a atriz Elisa Lucinda, as cantoras Tulipa Ruiz, Juçara Marçal e Fabiana Cozza, o cantor e compositor Wilson das Neves, os cantores Rael, MC Guime, Rafa Kabelo, e do grupo Quinteto em Branco e Preto, A produção musical é de Felipe Vassão.

O disco rendeu a ele prêmios como o de disco do ano pela revista Rolling Stone.[46]

Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa...Editar

Em março de 2015 Emicida fez uma viagem de 20 dias a África passando pelos países Madagascar, Cabo Verde e Angola, a experiência da viagem lhe serviu de inspiração para o álbum que estava por vir.

No dia 24 de junho do mesmo ano foi lançado o primeiro single do álbum, a musica "Boa esperança", tanto a musica quanto o clipe trazem criticas ao racismo e injustiças sociais, o clipe lançado no dia 30 de junho, tem foco ao descaso e abuso de empregadores conta com empregadas domesticas, tem como participação o próprio rapper, Domenica e Jorge Dias, filhos do rapper Mano Brown, a modelo Michelli Provensi, Divina Cunha e Raquel Guimarães Dutra, moradoras da ocupação Mauá, no centro de São Paulo, e Dona Jacira, mãe de Emicida, Divina, Jacira e Raquel já trabalharam como empregada domestica.[47]

Em 7 de agosto de 2015 ele vem a lançar o seu segundo álbum Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa..., além dos músicos de cada um dos países que tocam no disco, fazem participação no disco Vanessa da mata, Caetano veloso, Drik Barbosa, Amiri, Rico Dalasam, Muzzike, Raphao Alaafin, Nenzalina Correia Semedo Garcia, e Sua mãe Dona Jacira.

No dia 7 de dezembro Emicida lança seu documentário "Sobre Noiz"[48] começando no Brasil e indo até Angola e Cabo Verde o documentário mostra as questões políticas e sociais dos países por onde Emicida e sua equipe passaram.

2016 - 2018: São Paulo Fashion Week e 10 anos de triunfoEditar

Emicida participou da trilha sonora do filme O menino e o mundo e compôs a musica tema do mesmo, o filme ganhou uma indicação de melhor musica do Annie Awards além de mais duas por Melhor Direção de Arte e Melhor Animação Independente ganhando nessa ultima.

em 31 de Agosto de 2016 o rapper lanço o clipe de sua musica "Chapa", pertencente ao seu álbum lançado em 2015, musica essa que faz uma denuncia a violência policial[49], o clipe traz mães que pertencem ao movimento mães de maio[50], movimento esse criado após o evento conhecido como Crimes de Maio, onde pelo menos 560 pessoas foram mortas no estado de São Paulo sendo maioria delas sendo indicada tendo a participação de policiais.

LAB na SPFW (São Paulo Fashion Week)Editar

No SPFW N42 de 2016, Emicida juntamente com seu irmão Fioti e com o estilista João Pimenta lançou com a sua marca a Laboratório Fantasma como uma coleção de roupas intitulada LAB[51], A marca participou de 3 desfiles da SPFW, na Edição N42 no segundo dia do desfile, trouxe uma diversidade para o palco do desfile, a coleção intitulada yasuke, inspirada no primeiro samurai negro yasuke, essa coleção apresentou roupas com influências das culturas orientais e africanas utilizadas por modelos plus size, cabelos black power e um homem com vitiligo[52], rompendo os padrões da moda, o cantor e compositor Seu Jorge estava entre os modelos, o Rapper lançou uma musica com o mesmo nome da coleção e apresentando-a no desfile[53] . Na edição seguinte a o tema era "herança", roupas utilizando influencias do rap e sampa e com bordados da Mãe e Emicida e Fioti, Dona Jacira[54], Wilson das Neves participa do desfile e também do fashion film apresentado para a coleção, o fashion film conta a historia de um jovem skatista que herda as roupas de seu avô sambista[55]. Na edição N44 o nome da coleção era "Avuá" utilizando cores mais claras diferenciando dos outros desfiles que utilizavam cores fortes como o vermelho esse se utilizou de vários tons de azul, cinza e alaranjados[56], para o desfile foi composta a musica com o mesmo nome, "Avuá" com os cantores Rael, Kamau, Coruja BC1, Drik Barbosa e Fióti. a cantora IZA também estava entre uma das modelos para a LAB[57].

Em 2017 Emicida e Rael se juntaram a mais dois rappers portugueses, Capicua e Valete e lançaram o álbum Língua Franca[58].

Os Rapper's Emicida, Rael e Fioti ganharam o Prêmio GQ Brasil Men Of The Year 2017 da revista GQ na Categoria Música representando o Rap Nacional[59].

 
Emicida na virada cultural de Taubaté em 2017

10 anos de triunfoEditar

No dia 20 de novembro com o próprio cantor fala na introdução do álbum, Emicida faz a gravação de seu primeiro DVD, em comemoração ao aniversario de "Triunfo", a musica que foi o marco inicial de sua carreira, o CD e DVD intitulado 10 anos de triunfo, gravado na casa de shows Áudio, em São Paulo, ao todo são 27 musicas que fizeram parte dos 10 primeiros anos de carreira do rapper, com as musicas que mais representam o que o cantor passou ao longo desses 10 anos, o disco e DVD contam com a participação de Pitty, Vanessa da Mata, Rael, Fióti, Drik Barbosa, MC Guimê, Rico Dalasam, Coruja BC1, Rashid, Karol Conka e Caetano Veloso, além de fazer uma homenagem a banda Charlie Brown Jr. Cantando a musica "Como tudo deve ser" da mesma banda, o DVD foi lançado no dia 14 de maio de 2018[60].

Em setembro de 2018 Emicida lança seu primeiro livro infantil intitulado " Amoras" onde ele traz nas paginas a letra de sua sua canção intitulada com o mesmo titulo do livro, a historia conta um dialogo que o Rapper teve com sua filha Estela em paixo de um pé de amoras, o livro traz em seus versos a representação e identidade, com referências à religião e à resistência afro[61].

Ainda em 2018, Emicida participou juntamente com Djonga, Rael, Bk', Rincon Sapiência e Mano Brown. de uma musica e o videoclipe intitulados "O Céu é o Limite". Produzido por Devasto Prod, segundo o produtor a ideia com a musica é trazer uma representatividade para o negro no Brasil juntando 3 gerações diferentes do Rap e de 3 estados diferentes do Brasil[62].

2019-atualmente: AmarEloEditar

AmarEloEditar

Em 2019 é lançado até o momento o maior projeto do Rapper que o mesmo intitula sendo um experimento social.

No dia 9 de maio Emicida lançou o primeiro single do álbum, até então denominado como "Permita Que Eu Fale", o single chamado "Eminência Parda" a musica conta com a participação de Dona Onete, Jé Santiago e o português Papillon, o clipe lançado junto com a musica é dirigido por Leandro HBL e conta a historia de uma família negra que vai a um restaurante considerado apenas para "ricos" para comemorar a conquista acadêmica da filha da família, o clipe mostra a visão que os outros clientes do restaurante tem sobre aquela família, segundo Emicida o final do clipe era para ser diferente mas decidiu mudar após um tiroteio no rio de janeiro por parte de militares que acabou resultando na morte de um músico e um catador de lixo[63].

No dia 25 de junho Emicida lança a musica titulo de Seu novo álbum "AmarElo", A musica conta com as participações das cantoras Pabllo Vittar e Majur, além de contar com um sample da musica "Sujeito de Sorte" de cantor Belchior, a capa do single é uma referencia ao primeiro álbum do rapper Criolo intitulado Ainda há tempo de 2006, Emicida conta que sua intenção é a de mostrar ao ouvinte que ele é maior que seus próprios problemas.

"No primeiro passo desse processo, a nossa intenção era que as pessoas se sentissem grandes ao olharem no espelho. Agora, a ideia é que elas observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas, independente de quais sejam" - Emicida[64]

O clipe de AmarElo foi gravado no Complexo do Alemão, Além de trazer Pabllo Vitar e Majur, o clipe traz diversas personalidades moradoras de favelas e regiões suburbanas do Rio de Janeiro, eles são: o rapper, poeta e atleta paraolímpico Luiz Cláudio Ribeiro Silva conhecido como Sativa’Mente, os os gêmeos dançarinos Jeferson e Wellington Alves, conhecidos como Faiska e o Fumaça, o também dançarino Ronald Yuri, conhecido como Sheick, o auxiliar juridico Jalmyr Vieira e a bailarina Tuany Nascimento[65], os figurinos foram produzidos pela estilista e costureira Lu Costa conhecida como tia Lu juntamente com seus alunos da CUFA (Central Única de Favelas)[66], Suas historias foram contadas no minidocumentário chamado "AmarElo - As histórias por trás do clipe"[67].

Em 19 de setembro Emicida lança mais um single, "Libre", musica fazendo uma parceria com o duo franco-cubano Ibeyi, utilizando uma batida de funk a letra se utiliza os idiomas inglês e português e seu titulo em espanhol, segundo Emicida: "Libre é um jeito de gritar liberdade, dizer que nós vamos estar livres, bonitos, fortes, elegantes e perfumados".[68][69]

A ultima faixa a ser lançada antes do álbum completo foi "Silêncio" lançada algumas horas antes do disco, um trecho de um minuto do clipe foi exibido durante o intervalo do Jornal Nacional do dia 30 de outubro de 2019, essa é a faixa que abre o álbum AmarElo apenas na plataforma de streaming Deezer, no clipe começa com Emicida num palco se preparando para se apresentar e após o clipe mostra diversos lugares como um terreiro de candomblé, uma mineradora, uma igreja evangélica e o meio da flores Amazônica enquanto toca apenas um pequeno e contínuo ruído, a produção foi uma parceria entre a Laboratório Fantasma, Deezer e a agencia AKQA[70].

Ainda no dia 30 de outubro foi lançado o álbum AmarElo, sendo terceiro álbum de estúdio do Rapper, ela conta com 11 musicas ao todo, tendo um time completo de participações especiais além dos artistas já citados: Dona Onete, Jé Santiago, Papillon, Pabllo Vittar, Majur e o duo Ibeyi participam o cantor Zeca Pagodinho fazendo uma homenagem a Wilson das Neves, a atriz Fernanda Montenegro, as cantoras MC Thaa, Larissa Luz, Fabiana Cozza e Drik Barbosa, o grupo japonês, o Tokyo Ska Paradise Orchestra, o compositor Marcos Valle, o Pastor Henrique Vieira, as Pastoras do Rosário, o comediante Thiago Ventura, e as filhas de Emicida. O titulo é uma referencia ao poema de Paulo Leminski (Amar é um elo | entre o azul | e o amarelo)[71], a foto utilizada na capa é da fotógrafa Claudia Andujar, a imagem mostra três curumins "encarando" quem está vendo a capa do disco.

no inicio do mês de Abril de 2020, Emicida lança o podcast intitulado "AmarElo – O Filme Invisível", ele conta com 3 episódios onde o rapper conta suas referências e inspirações para as letras e composição do álbum.[72]

No dia das mães(10 de maio de 2020) Emicida fez uma live com duração de 8 horas, passando por todas as fases de sua carreira até aquele momento, com parceria com a marca de cerveja Budweiser e o aplicativo de pagamentos PicPay, durante a live foi arrecada R$ 402.508,00 (quatrocentos e 2 mil quinhentos e oito) reais para o programa Mães da Favela da Central Única das Favelas (CUFA), o patrocinador PicPay dobrou esse valor totalizando R$ 807.016,00 (oitocentos e sete mil e 16) reais para o programa[73][74].

no dia 7 de maio é lançado o clipe da musica Quem tem um amigo (tem tudo) musica com parceria com Zeca pagodinho o grupo o Tokyo Ska Paradise Orchestra e a dupla Prettos além de posteriormente ser lançado um versão da musica em inglês e uma em remix com a participação de Rashid, o clipe é todo animado e baseado no anime Dragon Ball Z.[75]

Em outubro Emicida lança seu segundo livro infantil, intitulado "E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas", a historia vem a tratar como as crianças lidam e devem lidar com seus medos, no caso do livro o medo do escuro, o texto desse livro foi todo escrito durante uma noite em sua viagem ao Vietnã, onde o artista passou o réveillon com sua família[76].

AmarElo - É tudo pra ontemEditar

"Tem um velho ditado iorubá que diz: 'Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje'. Esse ditado é a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu não sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas começaram muito tempo antes da minha chegada." - Emicida (Citação com qual ele abre o documentário).

Lançado em dezembro de 2020, Emicida estreia o documentário AmarElo - É tudo pra ontem no serviço de streaming Netflix, o documentário conta a historia do negro e a historia do Samba e Rap no Brasil e como eles influenciaram e influenciam para chegarmos no momento atual, o filme inicia-se relembrando sobre as raízes do racismo no Brasil, a abolição da escravidão e deixou os negros sem nenhum amparo para eles criarem suas vidas, o passa por varias referencias de pessoas negras para a nossa sociedade tanto na musica quanto para a poesia e na área de atuação no cinema e teatro, como Ruth de Souza a primeira atriz negra do Brasil, no documentário Emicida relata que queria que Ruth fizesse uma participação em seus disco no musica Ismália junto com Fernanda Montenegro, mas infelizmente Ruth veio a falecer semanas antes das gravações, também relata a trajetória do grupo e samba Oito Batutas que levaram o samba a Paris durante a Semana de 22 [77], e como o samba deles passou de geração em geração, de nomes e nomes passando por Wilson Simonal, Beth Carvalho que teve sua musica Coisinha do Pai utilizada para acordar o robô Sojourner 1997[78] como é relembrado no documentário, e como o samba chegou em nomes como Marcelo D2, Zeca pagodinho e se transformou no Neo-Samba que é como Emicida denomina o estilo usado em AmarElo. As imagens do filme são de três cenários diferentes, imagens do show e bastidores do lançamento do disco AmarElo que aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo em 27 de novembro de 2019, imagens de clipes e bastidores das musicas do álbum AmarElo e os fatos através de imagens e ilustrações sobre a história negra do Brasil[79]. O documentário finaliza com a musica É tudo pra ontem com a participação de Gilberto Gil recitando um poema do Ailton Krenak[80][81][82].

Atualmente Emicida faz parte do programa Papo de Segunda do canal GNT fazendo parte do quarteto juntamente com Porchat, João Vicente de Castro e Francisco Bosco.

PolêmicasEditar

Em uma apresentação em Belo Horizonte, no Palco Hip-Hop Barreiro, evento que reuniu vários artistas e militantes da cultura de rua, antes de cantar a música “Dedo na Ferida”, que fala sobre comunidades e áreas pobres desocupadas e vítimas de violência policial, Emicida comandou a plateia a levantar "o dedo do meio para a polícia que desocupa as famílias mais humildes", fazendo menção à Ocupação Eliana Silva, também na capital mineira, de onde famílias sem-terra foram desalojadas no dia 12 de maio de 2012. Logo após a apresentação, por volta das 19h30, Emicida foi levado para a 36ª Delegacia Seccional de Barreiro por desacato à autoridade, onde prestou depoimento. Por volta das 22h30 o rapper foi liberado. Por discordar do conteúdo do boletim de ocorrência, ele se recusou a assiná-lo.[83]

Vida pessoalEditar

Emicida cresceu com uma vida simples no bairro Jardim Cachoeira na Zona Norte paulistana. O rapper é filho de Dona Jacira e tem duas irmãs e um irmão - o também cantor Evandro Fióti.

Emicida vem de uma família com histórias complexas, sua avó paterna foi assassinada pelo seu avô, que comprou a esposa em uma fazenda quando ela tinha 12 anos. Alcoólatra, o pai de Leandro morreu quando ele tinha apenas seis anos.

O rapper tem duas filhas: Estela, nascida em 2010, fruto do relacionamento com Carolina, sua ex-esposa. E Teresa, que nasceu em 2018, fruto da união com a apresentadora Marina Santa Helena, sua atual esposa.

DiscografiaEditar

 Ver artigo principal: Discografia de Emicida

Participação em trilhas sonorasEditar

Ano Titulo Gênero Nome da Música Artistas Participantes
2013 Max Payne 3[84] video-game trilha sonora completa
Sangue Bom[41] novela Zoião
O menino e o mundo Filme Música-tema: O menino e o mundo Drik Barbosa
2014 Fifa WorldCup[85] video-game Hino Vira Lata Quinteto em Branco e Preto
Fifa 15[86] video-game Levanta e Anda Rael
2015 NBA2K16[85] video-game Bonjour Fefé
2018 Pantera Negra[87] Filme Pantera Negra
2019 malhação "Toda Forma de Amar"[88] novela Casa; Vital
  • Participação na musica Explotar do grupo eletrônico Mexican Institute of Sound junto com o DJ/produtor Toy Selectah no Fifa 17[85]

FilmografiaEditar

TelevisãoEditar

Ano Título Personagem
2010–12 Manos e Minas Repórter

CinemaEditar

Ano Título Personagem Notas
2010 Disseminando Ideias e Influenciando Pessoas[89] Ele mesmo Documentário
2011 The Rise of Emicida[90]
2015 O Homem do Saco[91]
Sobre Noiz
2020 AmarElo - É Tudo Pra Ontem Documentário na Netflix

TurnêsEditar

Oficiais
  • Turnê Triunfo (2008–09)
  • Turnê Emicídio (2010–12)
  • Turnê O Glorioso Retorno (2013–15)
  • Turnê Sobre Crianças e Tudo Mais (2015–18)
  • Emicida canta Cartola (2017)
Colaborações
  • Turnê 3 Temores (com Projota e Rashid) (2012)
  • Turnê Criolo & Emicida (com Criolo) (2012–13)
  • Turnê Língua Franca (com Rael) (2017)

Prêmios e indicaçõesEditar

Grammy LatinoEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2016 Melhor Álbum de Música Urbana[92] Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa... Indicado
2017 Melhor Canção de Música Urbana "A Chapa É Quente!" (com Rael da Rima) Indicado[93]
2020 Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa AmarElo Venceu
Melhor Canção em Língua Portuguesa AmarElo (Sample: Sujeito de Sorte – Belchior) Indicado

MTV Video Music BrasilEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2009 Videoclipe do Ano Triunfo Indicado
Videoclipe de Rap Indicado
Aposta MTV Emicida Indicado
2011 Videoclipe do Ano Então Toma! Venceu
Hit do Ano Rua Augusta Indicado
Artista do Ano Emicida Venceu
2012 Videoclipe do Ano Zica, Vai Lá Indicado
Hit do Ano Zica, Vai Lá Indicado
Música do Ano Dedo na Ferida Venceu
Artista Masculino Emicida Indicado
Artista do Ano Emicida Indicado

BET AwardsEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2021 Melhor Artista Internacional [94] Emicida Pendente

MTV Europe Music AwardsEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2012 Melhor Artista Brasileiro Emicida Indicado
2013 Indicado
2015 Indicado
2019 Indicado
2020 Indicado

MTV Millennial Awards (Brasil)Editar

Ano Categoria Indicação Resultado
2018 Beat BR Emicida Indicado
2020 Artista Musical Emicida Indicado
Beat BR Indicado
Ícone MIAW Indicado
Falou Tudo Indicado
Clipão da P#rr@ Silêncio Indicado

Prêmio MultishowEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2011 Revelação Emicida Indicado
2014 Música-Chiclete País do Futebol (com MC Guimê) Indicado
2015 Melhor Clipe Boa Esperança Venceu
2020 Melhor Cantor Emicida Indicado
2020 Álbum do Ano Amarelo Venceu

Prêmio Contigo! MPB FMEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2012 Melhor Álbum de Pop/Rock Doozicabraba e a Revolução Silenciosa Indicado
2014 Destaque Emicida Venceu

Prêmio APCA Música PopularEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
2013 Intérprete do Ano[95] Ele mesmo Venceu
2015 Artista do Ano [96] Ele mesmo Venceu

Referências

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Ligações externasEditar

 
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