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Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo

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EMTU/SP
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Acesso de Pedestres ao Terminal Metropolitano de Campinas.JPG

Acesso de pedestres ao Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira, que integra o Corredor Noroeste da EMTU.
Razão social Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A.
Sociedade por Ações
Fundação São Paulo, Brasil, em 1988
Fundador(es) Governo do estado de São Paulo
Sede São Paulo
Locais São Bernardo do Campo, Campinas, Praia Grande e São José dos Campos
Website oficial emtu.sp.gov.br

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP), é uma empresa controlada pelo Governo do estado de São Paulo. Gerencia o transporte intermunicipal por ônibus na Grande São Paulo, na Baixada Santista, na região de Campinas, região de Sorocaba e no Vale do Paraíba. Em 2009 transportou cerca de 634 milhões de passageiros.[1]

Índice

HistóriaEditar

A ideia de criação de Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos foi uma iniciativa federal, que ocorreu na década de 1970. A proposta era que cada região metropolitana existente no país tivesse uma empresa que cuidasse de todo o planejamento e gerenciamento dos transportes públicos. Da proposta surgiu a EMTU paulista e a do Recife.

A EMTU de São Paulo foi criada no dia 13 de dezembro de 1977, a partir da lei nº 1.492 e foi incorporada a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) em 1980. Sete anos depois a EMTU foi recriada com uma nova legislação e juntamente com o decreto nº 24.675 de 30 de Janeiro de 1986, recebeu a atribuição de gerenciar e fiscalizar o Sistema de Transporte Intermunicipal de passageiros por ônibus nas regiões metropolitanas, até então de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do estado de São Paulo.

Em 1988 foi criado e operado pela EMTU, o Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara, que possui 33 km de extensão e nove terminais, ligando o extremo leste ao extremo sul de São Paulo, passando pelos municípios de Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá. Foi repassado à iniciativa privada depois uma concessão, algo inédito na época.

Atualmente é subordinada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e gerencia o transporte intermunicipal por ônibus na Grande São Paulo, na Baixada Santista, região de Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba. Atende 128 municípios das cinco regiões metropolitanas, somando 25 milhões de habitantes, gerenciando uma frota aproximada de 5.000 ônibus (a terceira maior do país, atrás apenas da frota municipal da capital paulista e da capital fluminense), com mais de 70 empresas operadoras e mais de 1000 linhas; transportando 2 milhões de usuários por dia em média.[2] Além de gerenciar o transporte público por ônibus em linhas regulares, a EMTU também tem por atribuição fiscalizar todo e qualquer transporte intermunicipal privado entre municípios das regiões metropolitanas, como ônibus e vans fretados e transporte escolar.

Sistemas de transporteEditar

 
Centro de Operações da EMTU
 
Micro-ônibus da RTO's em Guarulhos - SP.


A EMTU/SP criou sistemas de transporte nas três regiões metropolitanas.[3] Eles estão divididos em Serviço Regular, que é composto por linhas operadas por empresas privadas, por modalidade 'concessão' ou 'permissão', ligando pelo menos dois municípios que fazem parte da mesma região metropolitana. No caso específico da Baixada Santista, Região de Campinas, Vale do Paraíba e Litoral Norte algumas linhas do Serviço Regular ligam até 6 municípios da mesma região, mas praticando o seccionamento por trecho percorrido em alguns casos vários ônibus utilizam 2 catracas. São utilizados ônibus urbanos comuns nas cores azul, branco e cinza, sendo permitido o transporte de pessoas sentadas e em pé. O Serviço Seletivo, é semelhante ao regular, porém são utilizados micro-ônibus e ônibus rodoviários nas cores cinza, branco e cinza, os percursos são entre menores e maiores e só é permitido o transporte de pessoas sentadas também praticando o seccionamento por trecho percorrido.

Há ainda o Sistema Fretamento, onde a cobrança para execução dos serviços de transporte é periódica, as RTOs (Reserva Técnica Operacional), que são vans ou micro-ônibus que operam linhas regulares em conjunto com as empresas de ônibus, o Corredor Metropolitano São Mateus – Jabaquara, que é um corredor de ônibus segregado das vias comuns e os serviços especiais Airport Bus Service e Ponte Orca Zoo.

Código das linhas de ônibusEditar

Código Descrição
TRO Tronco (Linha Principal)
EX Linha Expressa
VP Viagem Parcial
DV Derivação
BI Bifurcação
PR Prolongamento

Municípios atendidosEditar

A EMTU atende um total de 128 (19,84% do total do Estado) municípios, conforme relação abaixo. Por região, esta é a distribuição:

  • Grande São Paulo - 39 municípios
  • Vale do Paraíba e Litoral Norte - 38 municípios (exceto Ilhabela)
  • Baixada Santista - 9 municípios
  • Campinas - 18 municípios (exceto Morungaba)
  • Sorocaba - 24 municípios (exceto Itapetininga)
Região metropolitana
RMSP RMC RMBS RMS RMVPLN
  Arujá   Americana   Bertioga   Alambari   Aparecida
  Barueri   Artur Nogueira   Cubatão   Alumínio   Arapeí
  Biritiba Mirim   Campinas   Guarujá   Araçoiaba da Serra   Areias
  Caieiras   Cosmópolis   Itanhaém   Boituva   Bananal
  Cajamar   Engenheiro Coelho   Mongaguá Capela do Alto   Caçapava
  Carapicuíba   Holambra   Peruíbe   Cerquilho   Cachoeira Paulista
  Cotia   Hortolândia   Praia Grande   Cesário Lange   Campos do Jordão
  Diadema   Indaiatuba   Santos   Ibiúna   Canas
  Embu das Artes   Itatiba   São Vicente   Iperó   Caraguatatuba
  Embu-Guaçu   Jaguariúna   Itu   Cruzeiro
  Ferraz de Vasconcelos   Monte Mor   Mairinque   Cunha
  Francisco Morato   Nova Odessa   Piedade   Guaratinguetá
  Franco da Rocha   Paulínia   Pilar do Sul   Igaratá
  Guararema   Pedreira   Porto Feliz   Jacareí
  Guarulhos   Santa Bárbara do Oeste   Salto   Jambeiro
  Itapecerica da Serra   Santo Antônio de Posse   Salto de Pirapora   Lagoinha
  Itapevi   Valinhos   São Miguel Arcanjo   Lavrinhas
  Itaquaquecetuba   Vinhedo   São Roque   Lorena
  Jandira   Sarapuí   Monteiro Lobato
  Juquitiba   Sorocaba   Natividade da Serra
  Mairiporã   Tapiraí   Paraibuna
  Mauá   Tatuí   Pindamonhangaba
  Mogi das Cruzes   Tietê   Piquete
  Osasco   Votorantim   Potim
  Pirapora do Bom Jesus   Queluz
  Poá   Redenção da Serra
  Ribeirão Pires   Roseira
  Rio Grande da Serra   Santa Branca
  Salesópolis   Santo Antônio do Pinhal
  Santa Isabel   São Bento do Sapucaí
  Santana de Parnaíba   São José do Barreiro
  Santo André   São José dos Campos
  São Bernardo do Campo   São Luiz do Paraitinga
  São Caetano do Sul   São Sebastião
  São Lourenço da Serra   Silveiras
  São Paulo   Taubaté
  Suzano   Tremembé
  Taboão da Serra   Ubatuba
  Vargem Grande Paulista

ProjetosEditar

 
Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira, em foto de 2010

A EMTU desenvolve atualmente vários projetos que estão sendo aplicados na RMSP, RMBS e RMC,[4] como a automação da cobrança de tarifa (implantação do Cartão BOM), acompanhamento e fiscalização dos ônibus via GPS. O Corredor Noroeste, que começa no Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira e ligará os municípios de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana, além de possuir integração operacional com Monte Mor e Santa Bárbara d´Oeste. Será semelhante ao Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara.

  • Pro-Polos

Programa que foi desenvolvido para oferecer mais acessibilidade e conforto aos usuários que utilizam os ônibus metropolitanos. Foram feitos estudos que determinaram os núcleos urbanos onde há concentração de atividades econômicas, sociais, de serviços públicos e movimentação de usuários do transporte metropolitano em 64 municípios das 3 regiões metropolitanas. Na primeira etapa foi definido que os primeiros municípios a serem beneficiados são: Arujá, Caieiras, Cajamar, Santa Isabel, Poá e Suzano na RMSP e Santa Bárbara d´Oeste na RMC.

  • VLT da Baixada Santista

A EMTU, juntamente com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, criou o projeto do Sistema Integrado Metropolitano / Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Metropolitana da Baixada Santista. O novo sistema utiliza a faixa do antigo TIM (Trem Intra-Metropolitano), entre São Vicente e Santos, e terá um trecho com VLT e outro com ônibus em faixa exclusiva.[5]

  • BRT Litoral Sul

A EMTU e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, criou o projeto do BRT Litoral Sul que vai ligar a Vila Caiçara em Praia Grande a estação de transferência do VLT em São Vicente em um corredor exclusivo de 18 km que será utilizado por ônibus articulados e biarticulados do tipo BRT com integração gratuita no VLT e nos ônibus intermunicipais.

  • Transporte Expresso Urbano Corredor Guarulhos - Tucuruvi

É um corredor expresso de ônibus, cujo traçado foi desenvolvido juntamente com a Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, para atender o município de Guarulhos que, mesmo sendo a segunda maior do estado, não conta com um sistema de transporte de média ou alta capacidade. Terá um ramal para a região do Aeroporto de Cumbica, percorrendo a Avenida Jacu Pêssego até o bairro de São Mateus. No Terminal Metropolitano de São Mateus fará a interligação com o Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara.

Operação por consórcios na Região Metropolitana de São PauloEditar

Em 11 de fevereiro de 1998 o então governador de São Paulo Mário Covas, deu início, com o decreto Nº 42.858, a licitação para o transporte intermunicipal na Região Metropolitana de São Paulo. A operação era feita por empresas permissionárias ou autorizadas, que participavam de licitações para operar cada linha nova. Isso prejudicava a criação de novas linhas, devido a burocracia e fazia com que determinadas empresas explorassem linhas mais rentáveis, com mais passageiros e com tarifa mais alta. Outro fato que prejudicava os passageiros, na modalidade "permissão" em que as empresas operavam, era a má qualidade na prestação dos serviços, já que era muito difícil obrigar as empresas a manter um padrão de qualidade, investindo na frota, fazendo manutenções periódicas e modernizando o sistema, como a utilização de ônibus adaptados para deficientes físicos e bilhetagem eletrônica.

 
Terminal Metropolitano de Diadema.

Somente em 2006 a licitação foi concluída em parte os consórcios começaram. Agora os consórcios atuam com uma única empresa, têm que operar linhas rentáveis e não-rentáveis mantendo, teoricamente a mesma qualidade no serviço. A Grande São Paulo foi divida em áreas, estando a capital incluída em todas:

Na Área 5 a licitação ficou suspensa por decisão judicial[6] e foi retomada em 2008, com previsão de conclusão até 2009. Ainda hoje há exemplos de empresas que operam linhas de forma precária, desrespeitando a lei e os usuários, com ônibus obsoletos, atrasos rotineiros e sem acessibilidade alguma, excluindo do transporte público pessoas com mobilidade reduzida.

 
Imagem do Corredor ABD - Atual percurso feito pelas linhas da Metra
  • Corredor ABD (São Mateus-Jabaquara) — É composto por 33 quilômetros. o Corredor liga o Terminal São Mateus, localizado no extremo Leste da cidade de São Paulo, Passa pelo Terminal Sônia Maria, na cidade de Mauá, Pelos Terminais Leste/Oeste de Santo André, Terminal São Bernardo do Campo e Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo, Terminais Diadema e Piraporinha, no município de Diadema e o Terminal Jabaquara, localizado na Zona Sul da Capital. A operadora atual é a Metra .Há 9 Terminais, 110 Paradas e opera 13 Linhas.
  • Corredor Diadema-Morumbi — Em 30 de julho de 2010, a EMTU inaugurou o Corredor Diadema-Morumbi.[7]

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar