Enio Squeff

Enio Squeff (Porto Alegre, 6 de junho de 1943), é um artista plástico, crítico de música, escritor e jornalista brasileiro.

É reconhecido internacionalmente pelas suas ilustrações de obras literárias, além do estilo pictórico que emprega na pintura para representar temas de relevância para a cultura brasileira, em especial suas paisagens urbanas da cidade de São Paulo.[1]

BiografiaEditar

Filho de João Abdalla Squeff e de Angela Arizio Squeff, Enio Squeff é natural de Porto Alegre mas passou a infância na cidade Nova Prata, localizada na serra gaúcha. Instalou-se com a família na Porto Alegre definitivamente em 1954, onde completou os estudos no Colégio Anchieta em 1961.

Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1965. Entre 1965 e 1968, atuou como crítico musical e diretor da Discoteca Pública do Rio Grande do Sul, além de secretário do Seminário Livre de Música, o qual ajudou a fundar, junto com o compositor Bruno Kiefer e o violinista José Kruel Gomes.

Mudou-se para São Paulo em 1968, para trabalhar como repórter na recém-criada revista Veja, a qual integrou a primeira equipe de jornalistas. Em 1970, começou a atuar como repórter especial para o jornal o Estado de S. Paulo, escrevendo para o suplemento literário. Publicou, na ocasião das comemorações do centenário do jornal em 1975, ensaio sobre Os Sertões, de Euclides da Cunha. Foi contratado como editorialista na Folha de S.Paulo em 1978. A convite de Otávio Frias de Oliveira, que o descobriu desenhando no escritório, começou a ilustrar a página de opinião do jornal. No ano de 1980, expôs seus trabalhos artísticos pela primeira vez, participando do 44° Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia em São Paulo[2].

Em 1982, escreveu junto com o compositor e ensaísta José Miguel Wisnik um volume sobre música popular para a coleção “O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira” da Editora Brasiliense. No mesmo ano, foi Assessor Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, onde colaborou com a produção do periódico SP Cultura. Também recebeu um prêmio de estímulo a novos talentos no Salão Paulista de Belas Artes.

Esteve presente na fundação da revista Pau Brasil, em 1984, publicação bimestral sobre ecologia e cultura do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo. Atuando como editor chefe e ilustrador até o ano de 1987. No mesmo período, ilustrou as capas dos trinta volumes da coleção “Grandes Sucessos da Litura Internacional”, publicados pela Rio Gráfica, além de ilustrar alguns títulos para as publicações do Círculo do Livro.

Com a carreira de artista se consolidando, expôs seus desenhos na Pinacoteca de São Paulo em 1988, na Instituto de Cultura Brasil-Colômbia em 1989 e na Galeria Círculo, em Bogotá, em 1990. A Convite de Plínio Martins Filho, diretor da Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP), ilustrou a Odisseia de Homero publicada pela universidade. Estas ilustrações fizeram parte de uma exposição individual na Galeria Aliança Francesa e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), um ano depois.

No inicio dos anos 2000, publicou três livros: “Vila Madalena – Crônica histórica e sentimental",[3] pela editora Boitempo em 2002, parte da série “Trilhas”: Os volumes apresentam visões pessoais sobre bairros e regiões da capital, com o objetivo de reunir dos materiais diversos sobre a construção das imagens pluralistas, social e culturalmente da cidade. Em 2004, escreveu e ilustrou "Origem dos dos Municípios Paulistas",[4] junto com Helder Perri Ferreira e em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: um extenso trabalho de pesquisa história e criação artística, feito a partir de consultas a dicionários, autoridades em língua, velhos moradores e documentos de arquivos. Além da publicação do livro, o trabalho rendeu uma exposição itinerante pelo Estado de São Paulo, realizada pele Secretaria da Cultura do Estado em parceria com o Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP).[5] Por fim, em 2006, escreveu "Kislansky, o Eterno e o Moderno",[6] publicado pela Editora San Floro, tratando da obra artística do escultor Israel Kislansky.

Em 2004, na ocasião dos 450 anos da cidade de São Paulo, o artista montou um painel de 118 metros no SESC Itaquera, uma obra pública que contou com a participação de mais de cem pessoas da região, representando uma viagem cultural pela história da cidade.[7] Parte deste trabalho representando Paulo de Tarso, patrono da cidade de São Paulo, foi transformado em um vitral entronado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo em 2019, onde está exposto de forma permanente.

Com uma carreira de sucesso como desenhista, ilustrou mais de cem obras ao longo dos anos, com destaque recente para “K – relato de uma busca"[8], de Bernardo Kucinski, publicado em 2011. O romance sobre a ditadura brasileira foi traduzido para mais de seis idiomas, sempre acompanhado das ilustrações de Enio Squeff.[9]

Aprofundando seu interesse por cultura brasileira na sua pesquisa como artista, fez exposições sobre o imaginário do hino nacional, orixás, futebol e outros elementos simbólicos de uma ideia de brasilidade, além de produzir de forma engajada sobre questões sociais do Brasil.[10] Seu projeto de destaque mais recente é o “Memorial à Convivência Religiosa”, obra pública de caráter ecumênico a ser instalada em um parque da cidade de São Paulo, buscando um dialogo entre diferentes religiões através da arte.[11]

CríticaEditar

Gerd Borheim, filósofo e crítico de arte brasileiro, comentou a obra Enio Squeff:

"(...) No caso especial de Enio Squeff, observa-se um detalhe altamente significativo: homem todo transido de música, nunca se percebe, neste seu traço particular, onde as coisas realmente começam: se no ritmo, a desdizer-se; se no tempo, a desmentir-se; se em certa planura, a admitir o contrapeso da exploração cenográfica da profundidade. Nem importa: a sonoridade está em todos os lugares, nos complexos acordes a determinar certos tons de base (porque tudo se faz no plural), a instruir o uníssono da linguagem inconfundível e sempre variada de nosso artista. Nada existe que possa fazer-se estranho às sonoridades musicais, como também nada existe que possa alhear-se da vibração das cores. Mas, quaisquer sejam as raízes, trata-se sempre daquilo que mais atrai: de pintura, de forte ação de pintar, que tudo a si submete, ainda que desprevenida através de seus mais claros propósitos. (...) Pois avanço que a pintura de Squeff, precisamente por seus aspectos mais originais, termina se inserindo na ampla e diversificada presença dessa vertente sulina do expressionismo para assumir, plenamente, temáticas e linguagens de brasilidade. Dir-se-ia até que Enio pinta assim como quem não quer nada, espécie de hábito compulsivo preso a horários determinados, como que a decorar a musicalidade de cada gesto plástico, e é do fundo dessa reclusão que ele se alça a amplidões que são totalmente suas — mas que também são nossas, as dos espectadores —, e sabe construir a estrutura que define a sua arte". Gerd Bornheim, As dobras do despudor[12].

Daniel Piza, Jornalista e crítico de arte, exaltou a produção de Enio Squeff na Revista Bravo!, em 1997[13]:

"(...) Enio Squeff é um pintor que trabalha na tangente. Na maioria, suas pinturas são gestuais, coloridas, aparentemente feitas em alta velocidade com ascendência no fauve e no pop. A impressão é reforçada pelas molduras pintadas como se ele quisesse extravasar o espaço, saltar para fora do quadro. Mas, depois de convivermos um período com essas telas, vamos percebendo que não há aqui nenhum traço de exibicionismo, nenhuma ousadia barata, nenhum show off. Squeff busca uma densidade, uma concentracão que o distingüe fortemente de certa pintura brasileira, sempre disposta a apelar ao fácil, usando cores vivas e formas estilizadas pelo simples fato que elas criam uma vibração superficial, ruidosa. (...) É por isso que é fundamental que domine, como domina, um número elevado de recursos técnicos". Daniel Piza, Revista Bravo!, 1997.

Alessandra Mello Simões Paiva, crítica de arte, sobre a obra do artista:

"(...) Como primeiro espectador de sua obra, Enio estabelece um processo criativo cíclico que traz força e consistência à sua pintura. O artista pinta e repinta seus quadros, até encontrar o desenlace pictórico que, pelo menos supostamente, procura. Não é necessária uma observação muito minuciosa; a inquietude se manifesta na gestualidade calculada e na explosão contida de suas composições. Parece ser tudo tão absorto, que mesmo as cores puras gritam de forma surda, atenuadas pela solidez da superfície do quadro. (...) Em muitas de suas obras, a insistência de linhas e cores provoca perspectivas e figuras disformes. Suas pinturas de interiores procuram captar as vibrações e variações das cores nesse espaço restrito. Não há brilho, apenas uma centelha que confunde e sugere certa vibração áspera. Há, sim, uma concretude em todas as coisas, que parece fazer com que as formas se mesclem, mas sem perderem a referência de seus contornos. As texturas das paredes dos interiores se confundem com a pele dos personagens, mas os contornos, aparentemente desfeitos, se impõem e não se diluem. Isso vale até mesmo quando o pintor extrapola os limites da moldura do quadro. Toda essa materialidade ajuda a conferir um sentido contemporâneo a suas imagens: elas parecem falar diretamente ao espectador sobre um estranho espetáculo cotidiano, sobre uma espécie de redenção da futilidade da vida, a ânsia da realização, a pulsante necessidade de criar, ou mesmo sobre o espetáculo sensorial no qual a vida pode se transformar. (...)". Alessandra Mello Simões Paiva, Figuras ressonantes: a fé inabalável na figura e a inquietude gestual na obra de Enio Squeff, 2009.

Maria Luiza Silveira:

"(...) não é propriamente com esta ou aquela figura particular, presente em alguma obra historicamente anterior que Squeff se relaciona, mas com uma HERANÇA, herança que reinterpreta, isto é, incorpora, individualiza e transforma em traço estrutural de sua obra. A escolha de um tema jamais fica alheia a essas considerações sobre o herdar. Seus temas, muitas vezes oriundos da literatura, podem ser extraídos da imagética antiga ou da religiosidade popular, ou dos registros da história da arte, mas principalmente das cenas mais banais que a vida cotidiana nos oferece. E sua obra é também um emblema daquilo que permanece a partir de um certo legado, de tudo o que foi possível preservar do trabalho corrosivo do tempo. Um tema insiste? Pois nessa insistência podemos entrever a posta em ato de uma repetição significante, a própria atuação do fantasma que habita o sujeito que o artista é. (...) Ousaria dizer que Squeff tem a pintura por filosofia. A incessante (e inquietante) preocupação com a obra, a obsessão pela permanência da criação, ocupa nele esse lugar. Sua divisa parece ser a mesma de Leonardo da Vinci: Hostinato rigore. Uma disciplina férrea, nenhum dia sem desenhar ou pintar. Nada lhe escapa à atenção. Não esquece nada do que entra na "confusão" do que é: desce à profundeza do que pertence a todo o mundo, embriaga-se na espessura do mundo, afastase dele e se olha. (...)". Maria Luiza Silveira, A figura escondida de todas as figuras.

O curador independe Gilberto Habib de Oliveira, sobre Enio Squeff na ocasião de retrospectiva de trinta anos de sua carreira como pintor na Galeria Pintura Brasileira, em 2013[14]:

Corre a idéia de que a arte contemporânea deixou de se apresentar como acessível e decifrável. Que supor, então, de obras produzidas por um artista ilustrado, familiar dos clássicos e experiente com as palavras? Seria algo enigmático, fronteiriço ao oculto, quase incognoscível? Longe de uma estética normativa (segundo a ideia do filósofo e crítico de arte, Gerd Bornheim) e próxima da inquietude e do inconformismo — esta a obra de Enio Squeff. Por vezes estranha, outras tantas quase errática, Enio tem a maturidade dos que sabem manejar elementos da sintaxe pictórica e propor idéias mais além da pintura. (...) ressalta disso propor não conhecê-lo em tudo, mas antes acercar-se de sua obra por um viés mais fácil — o da contemplação. Há, enfim, que se atingir o público (...) pelos sentidos, antes que qualquer outra coisa". Gilberto Habib Oliveira, Longe de uma estética normativa, 2013.

O compositor Willy Corrêa de Oliveira, também fez comentários sobre Enio para uma de suas exposições em Cuba, no ano de 1997 :

"(...) Quando o Enio Squeff estraga um quadro é quando um quadro se torna um Enio Squeff. Um Enio Squeff é uma pintura em que a raiva está pintada. Essa raiva contra a 'doença contagiosa do ocidente'. A raiva que é como a salvação de saber-se doente. É impossível que alguém viva no capitalismo sem adoecer. Mas ainda resta sentir ódio da doença, sem conivências, sem ilusões. E se tem o dom de pintar, pintar a raiva. Mostrar a Cuba essa raiva há de ser bom para Cuba. Um artista (verdadeiramente) é um artista mesmo doente, mas se ele não se curva frente aos enganos do capitalismo, não é um doente desenganado. É um artista acusando o mundo de seus males. Salva-o, saber-se doente; salva-o, saber (e poder) pintar a raiva. É bela, a raiva por coisas feias. Muito bela". Willy Corrêa de Oliveira, Para Cuba, 1997.

Exposições[15]Editar

"Desenhos”, Casa de Cultura Brasil, Bogotá, Colômbia.

Desenhos”, República Democrática Alemã (ex-DDR)

  • 1990: “Aquarelas”, Galeria Círculo, Bogotá, Colômbia.

7 Visiones sobre Papel”, Galeria Arte 19, Bogotá, Colômbia.

  • 1991: “Enio Squeff e Marcos Vasconcellos”, Galeria Acosta Valencia, Bogotá, Colômbia.
  • 1992: “Nocturnos: Paisaje Urbano”, Galeria Círculo em Bogotá, Colômbia.

Desenhos da Odisseia”, Galeria Alliance Française, São Paulo – SP, Brasil.

La Ciudad: Puntos de Vista - Enio Squeff e Arturo Alape”, Galeria Círculo, Bogotá, Colômbia.

"Caleidoscópio Brasileiro, Enio Squeff, Tomie Ohtake, Maria Isabel Piza Franco, Daisy Xavier, Paulino Aversa e Milton Sobreiro em exposição coletiva”, Galeria Espacio, Bogotá, Colômbia.

Mostra do Circuito da 1ª Quadrienal Internacional de Aquarela, Faculdade Santa Marcelina (FASM), São Paulo – SP, Brasil.

Pinturas e Circunstâncias, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), Instituto de Letras e Artes - Universidade Federal Pelotas, Pelotas – RS, Brasil.

"De Saulo de Tarso a São Paulo”, SESC Itaquera, São Paulo – SP, Brasil.

Com a palavra, a ilustração, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Porto Alegre – RS, Brasil.

A Aquarela nos 450 anos de São Paulo”, Galeria Eugenie Villien - Faculdade Santa Marcelina, São Paulo – SP, Brasil.

  • 2006: “Dom Quixote de la Mancha por Enio Squeff, SESC Santo Amaro, São Paulo – SP, Brasil.
  • 2007: “Orixás”, Restaurante Soteropolitano, São Paulo – SP, Brasil.

Enio Squeff – desenhos e pintura”, Espaço Cultural Monte Bianco, São Paulo – SP, Brasil.

"Viva o Hino”, SESC Ipiranga, São Paulo – SP, Brasil.

  • 2008: “Enio Squeff e Gerd Bornheim: Dois Pensadores do Brasil, Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim, Caxias do Sul – RS, Brasil
  • 2009: “Um Certo Olhar, Casa Brasileira, São Sebastião - SP, Brasil.
  • "Villa-Lobos, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo – SP, Brasil.
  • 2010: “‘câmara’ de Enio Squeff”, Galeria PontoArt, São Paulo – SP, Brasil.
  • 2013: “Enio Squeff, o pictórico e o crítico, Galeria Pintura Brasileira, São Paulo – SP, Brasil.
  • 2014: “Futebol é arte”, Galeria PontoArt, São Paulo – SP, Brasil.
  • 2019: “Um Certo Olhar, Casa Brasileira - Instituto Mpumalanga, São Sebastião – SP, Brasil.

Ligações externasEditar

http://eniosqueff.com/sobre/ Página oficial do artista

Página do artista na Enciclopédia do Itau Cultural

ReferênciasEditar

  1. «Imperdível: Enio Squeff apresenta 30 anos da sua arte». Revista Fórum. 4 de abril de 2013. Consultado em 28 de fevereiro de 2020 
  2. Cultural, Instituto Itaú. «44º Salão Paulista de Belas Artes». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 9 de março de 2020 
  3. Squeff, Enio, 1943- (2002). Vila Madalena : crônica histórica e sentimental 1a. ed ed. São Paulo: Boitempo Editorial. ISBN 85-7559-019-7. OCLC 52228489 
  4. Squeff, Enio, 1943-; Ferreira, Helder Perri.; Fundação Prefeito Faria Lima. (2003). A origem dos nomes dos municípios paulistas. São Paulo: Fundação Prefeito Faria Lima-CEPAM, Centro de Estudios e Pesquisas de Administração Municipal. ISBN 85-7060-213-8. OCLC 57686654 
  5. «Exposição "A Origem dos Nomes dos Municípios Paulistas" em Ribeirão Pires – SISEM SP». www.sisemsp.org.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2020 
  6. Squeff, Enio, 1943-; Kislansky, Israel. (2006). Kislansky : o eterno e o moderno 1a ed ed. São Paulo: San Floro Editora. ISBN 978-85-99713-01-3. OCLC 174504691 
  7. «Vitral de Enio Squeff que comemora São Paulo será entronizado na USP Leste». Revista Fórum. 26 de setembro de 2019. Consultado em 28 de fevereiro de 2020 
  8. Kucinski, Bernardo. (2016). Relato de uma busca. Sao Paulo: Campanhia das letras. ISBN 978-85-359-2763-4. OCLC 967307653 
  9. Russo, Vincenzo; Russo, Vincenzo (abril de 2017). «Pater, pátria e a memória como patrimônio: sobre K.: relato de uma busca, de Bernardo Kucinski». Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (50): 35–46. ISSN 2316-4018. doi:10.1590/2316-4018503 
  10. «A pintura de Um Certo Olhar». mpumalanga.com.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2020 
  11. «Enio Squeff e o Memorial à Convivência Religiosa – TVPUC-SP». Consultado em 28 de fevereiro de 2020 
  12. «GERMINA - REVISTA DE LITERATURA & ARTE». www.germinaliteratura.com.br. Consultado em 2 de março de 2020 
  13. «GERMINA - REVISTA DE LITERATURA & ARTE». www.germinaliteratura.com.br. Consultado em 2 de março de 2020 
  14. «Imperdível: Enio Squeff apresenta 30 anos da sua arte». Revista Fórum. 4 de abril de 2013. Consultado em 2 de março de 2020 
  15. «Exposições». Enio Squeff. Consultado em 28 de fevereiro de 2020