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A erupção do Krakatoa em 1883 ocorreu em 26 de agosto daquele ano na ilha de Krakatoa, localizada no estreito de Sunda, entre as ilhas de Sumatra e Java, nas Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia). A ilha desapareceu quando o vulcão homônimo, no monte Perboewatan - supostamente extinto - entrou em erupção. Esta é considerada a segunda erupção vulcânica mais fatal da história e a sexta maior erupção do mundo.[1]

Erupção do Krakatoa em 1883
Krakatoa eruption lithograph.jpg
Uma litogravura de 1888 da erupção de 1883 do Krakatoa.
VulcãoKrakatoa
Data26–27 de agosto de 1883
TipoPliniana
LocalizaçãoKrakatoa, Índias Orientais Holandesas
IEV6
ImpactoA erupção foi ouvida a 4.830 km de distância, causou pelo menos 36.417 mortes; 20 milhões de toneladas de enxofre foram liberadas para a atmosfera; produziu um inverno vulcânico (reduzindo as temperaturas mundiais em uma média de 1,2°C por cinco anos)
Krakatoa map.svg
Um mapa de Krakatoa após a erupção de 1883, mostrando a mudança na geografia local.

A caldeira de magma do vulcão era monstruosa, possuía aproximadamente 16 km de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir lava e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a ilha possuía 882 metros de altitude, mas após a erupção a ilha foi riscada do mapa, tendo-se um lago formado na cratera do vulcão, onde hoje vivem várias espécies de plantas e pássaros.

Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatau (Anak Krakatoa, filho de Krakatoa ou Krakatau), que já possui mais de 324 metros de altura, sendo que a cada ano aumenta cinco metros aproximadamente, podendo haver mudanças.[2]

Índice

EfeitosEditar

 
Evolução das ilhas entre Krakatoa de 1880 a 2005.

A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e causou mais de 36 mil mortos. Sua explosão atirou pedras a aproximadamente 27 km de altitude e o som da grande última explosão foi ouvida a cinco mil quilômetros, na ilha de Rodrigues, tendo os habitantes ficado surpresos com o estrondo, supondo significar uma batalha naval. Houve muitos relatos de pessoas em um raio de 15km de distancia que tiveram seus tímpanos rompidos. O barulho chegou também até Austrália, Filipinas e Índia.[3]

AtmosféricosEditar

Os efeitos atmosféricos da catástrofe, como poeira e cinzas circundando o globo, causaram estranhas transformações na Terra, como súbita queda de temperatura e transformações no nascer e pôr do Sol por aproximadamente 18 meses e levando até anos para voltar ao normal. Todas as formas de vida animal e vegetal da ilha foram destruídas.

De acordo com registros climáticos e recentes estudos, a temperatura global decaiu 1 ºC em decorrência da grande quantidade de gases e partículas que foram lançados na atmosfera na ocasião da erupção.[4]

TsunamiEditar

 
Mapa do alcance do tsunami gerado pela explosão.

Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura. Provavelmente o tsunami mais destrutivo registrado na história originou-se da explosão do Krakatoa, em uma série de quatro explosões que espalharam cinzas pelo mundo. A maioria das vítimas foi morta pelas ondas gigantes e não pela erupção que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami geradas pela erupção foram observadas em todo o oceano Índico e no Pacífico,[5] na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha. Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de corais de até 600 toneladas.

O escritor Simon Winchester descreveu o evento no seu livro: Krakatoa: The Day the World Exploded (Krakatoa: O dia em que o mundo explodiu). Um navio que se encontrava na área, de seu nome Berouw, foi arrastado terra adentro, tendo toda a tripulação morrido.[6] De acordo com Winchester, corpos apareceram em Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na Austrália e na Índia.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Rachel Carson (1989). The Sea Around Us. [S.l.]: Oxford University Press US. ISBN 9780195061864 
  2. Global Volcanism Program - Krakatau (em inglês)
  3. Simon Winchester (2003). Krakatoa. o dia em que o mundo explodiu. [S.l.]: Objetiva. ISBN 9788573026085 
  4. Carla Aranha e Pedro Kastro. «O dia em que o mundo explodiu em Krakatoa, Java.». Revista Aventuras na História. Consultado em 7 de outubro de 2014. Arquivado do original em 20 de outubro de 2014 
  5. «Krakatau's Tsunami Waves Recorded at Distant Places». Consultado em 7 de junho de 2010  (em inglês)
  6. «KRAKATAU, INDONESIA (1883)». Consultado em 7 de junho de 2010  (em inglês)

Ligações externasEditar