Escrava Anastácia

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Escrava Anastácia (minissérie).

Anastácia, (Pompéu, 12 de maio de 1740)[1] conhecida como Escrava Anastácia, foi uma mulher católica, rezava muito, defendeu sua pureza e virgindade. É considerada uma Santa popular, mas não reconhecida pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o que faz de tal devoção, algo não aprovado pela Igreja. É uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira. Uma mulher escravizada de ascendência africana, Anastácia é retratada como possuidora de uma grande beleza, com olhos azuis penetrantes e usando uma máscara punitiva de ferro. [2]

Apesar de não ser reconhecida oficialmente pela Igreja Católica, Anastácia ainda é uma figura importante na devoção católica popular em todo o Brasil. Ela também é venerada por membros das tradições umbandistas e espíritas. Existem santuários de Anastácia no Rio de Janeiro, Benfica. Ela também foi retratada no Brasil em livros, programas de rádio e uma minissérie de televisão de grande sucesso com seu nome.[3]

Existe uma data religiosa para celebrar a vida de Anastácia, “Consagrado à Escrava Anastácia” no dia 12 de maio.[4]

HistóricoEditar

Seu culto foi iniciado em 1968, quando numa exposição da Igreja do Rosário do Rio de Janeiro em homenagem aos 80 anos da Abolição, foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago representando uma escrava do século XVIII que usava Máscara de Flandres que permitia à pessoa enxergar e respirar, sem, contudo, levar alimento à boca.

No imaginário popular, Anastácia era uma mulher de linda e rara beleza, que chamava atenção de qualquer homem. Ela era curandeira, ajudava os doentes, e com suas mãos, fazia verdadeiros milagres. Por se negar a ir para a cama com seu senhor e se manter virgem, apanhou muito e foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, só tirada às refeições, e ainda sendo espancada, o que a fez sobreviver por pouco tempo, durante o qual sofreu verdadeiros martírios. Anastácia é reverenciada tanto no Brasil quanto em países africanos.[5]

Há incerteza da existência de Anastácia, pois o local em que seus restos mortais foram sepultados, a Igreja do Rosário, sofreu de um incêndio em 1967.[4]

Referências

  1. «Escrava Anastácia». Portal São Francisco. 18 de dezembro de 2015. Consultado em 10 de março de 2022. Cópia arquivada em 10 de março de 2022 
  2. Luta, Mulheres de (28 de maio de 2021). «Anastácia, a santa popular brasileira». Mulheres de Luta. Consultado em 27 de agosto de 2022 
  3. Nilson Xavier. «Escrava Anastácia». Teledramaturgia. Consultado em 22 de janeiro de 2022 
  4. a b Talita de Souza (20 de janeiro de 2022). «BBB22: Conheça a história de Anástacia, retratada na blusa de Linn da Quebrada». Correio Braziliense. Consultado em 22 de janeiro de 2022 
  5. «A beleza da escrava Anastácia». VIX. Consultado em 22 de janeiro de 2022 

BibliografiaEditar

  • Alfredo Boulos Júnior. "História, Sociedade e Cidadania" do 8°ano da editora FTD