Diferenças entre edições de "As Tentações de Santo Antão (Bosch, São Paulo)"

 
A opinião de Friedländer foi corroborada por um parecer de Robert Eigenberger, [[restaurador]] de [[Viena]] e especialista em Bosch.<ref name="MIGLIACCIO" /> Os dois estudiosos acreditam que o quadro possa ser uma primeira versão da parte central do tríptico de Lisboa. Essa [[hipótese]] foi aceita por diversos [[História da arte|historiadores de arte]], como De Tolnay<ref name="DE TOLNAY"> De Tolnay, 1937. </ref> e von Baldass<ref name="BALDASS"> Von Baldass, 1941. </ref>, e posteriormente confirmada por pareceres de estudiosos como Roberto Longhi<ref name="MIGLIACCIO" /> e Ragghianti.<ref name="RAGGHIANTI"> Ragghianti, 1954, pp. 62</ref> Lievens-De-Waegh e Ettore Camesasca também defendem que o painel de São Paulo seria um estudo preparatório de Bosch para o retábulo de Lisboa.
 
 
Diversos elementos formais e materiais, presentes no tríptico de Lisboa e na pintura de São Paulo - e ausentes nas demais versões da obra -, reforçam a existência de uma relação de proximidade autográfica entre os dois painéis. Exames a raios X executados no retábulo do Museu de Arte Antiga revelaram, em várias partes, intervenções do pintor sobre detalhes já acabados. O mesmo hábito é documentado por uma análise recente realizada com esta técnica sobre a obra paulista. A madeira dos painéis é idêntica nas duas obras (carvalho), assim como a disposição das tábuas que os compõem, juntadas por encaixes em forma de andorinha, como era costume nos Países Baixos no final do século XV.