Diferenças entre edições de "As Tentações de Santo Antão (Bosch, São Paulo)"

Diversos elementos formais e materiais, presentes no tríptico de Lisboa e na [[pintura]] de São Paulo e ausentes nas demais versões da obra, reforçam a existência de uma relação de proximidade autográfica entre os dois painéis. Exames a [[raios X]] executados no retábulo do Museu de Arte Antiga revelaram, em várias partes, intervenções do pintor sobre detalhes já acabados. O mesmo hábito é documentado por análise realizada com esta técnica sobre a obra paulista. A madeira dos painéis é idêntica nas duas obras ([[carvalho]]), assim como a disposição das tábuas que os compõem, juntadas por encaixes em forma de andorinha, como era costume nos Países Baixos no final do [[século XV]].<ref name="MIGLIACCIO" />
 
Uma pesquisa científica mais recente do retábulo paulista, realizada com métodos laboratoriais pela [[Universidade Estadual de Campinas]] ([[radiação ultravioleta]], [[fotografia]] em [[infravermelho]], [[estratigrafia]] da camada pictórica, entre outros estudos) resultou em um parecer similar. De acordo com o laudo da [[universidade]], “''há detalhes inéditos na composição a óleo do MASP que fazem dele uma autêntica versão de pesquisa por parte do artista. Estes detalhes foram minuciosamente catalogados, pois pode tratar-se de uma obra em etapa de evolução até atingir a perfeição demonstrada no painel de Lisboa''”.<ref name="UNICAMP">{{citar web | autor=Hitner, Sandra | título=Perícia na pintura de Jheronimus Bosch - As Tentações de Santo Antão | data=[[14 de março]] de [[2006]] | trabalho=IA-UNICAMP | url=http://www.restaurabr.org/arc/arc06pdf/13_SandraHitner.pdf | acessodata=[[9 de abril]] de [[2008]] }}</ref>
 
== {{Veja também}} ==