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'''Dicotomia
dicotomia
'''
de dicótomo. s. f., divisão em duas partes; classificação que se baseia na divisão e subdivisão sucessiva em dois; fase em que a Lua apresenta metade do seu disco. Bem e Mal
 
[Do gr. dichotomía.]
Substantivo feminino.
 
'''1.''' Método de classificação em que cada uma das divisões e subdivisões não contém mais de dois termos. [Cf. politomia.]
2.Repartição dos honorários médicos, à revelia do doente, entre o médico assistente e outro chamado por este.
 
3.Astr. Aspecto de um planeta ou de um satélite quando apresenta exatamente a metade do disco iluminada. [Ocorre na quadratura.]
'''2.''' Repartição dos honorários médicos, à revelia do doente, entre o médico assistente e outro chamado por este.
4.Lóg. Divisão lógica de um conceito em dois outros conceitos, em geral contrários, que lhe esgotam a extensão. Ex.: animal = vertebrado e invertebrado.
 
5.Bot. Tipo de ramificação vegetal em que a ponta do órgão (caule, raiz, etc.) se divide repetidamente em duas porções idênticas, e que é próprio dos talófitos e briófitos, sendo muito raramente observado nas plantas floríferas; dicopodia.
'''3.''' Astr. Aspecto de um planeta ou de um satélite quando apresenta exatamente a metade do disco iluminada. [Ocorre na quadratura.]
6.Teol. Princípio que afirma a existência única, no ser humano, de corpo e alma.
 
A dicotomia corpo/alma possui uma problematização muito antiga que começa há mais de quatro séculos antes de cristo, onde na maioria filósofos gregos (principalmente Platão, Sócrates e Aristóteles) viam a alma como o lugar privilegiado da razão, da sabedoria e da ciência. Eles com suas teorias optam pela mente, e ao corpo constroem significados que diminuem sua importância na sociedade da época. O corpo então é visto como secundário ao progresso humano que levava a alma ao erro e ao enfraquecimento do pensamento. A visão idealista sobre o mundo sistematizada a partir de Platão contraditoriamente cria escolas filosóficas materialistas e individualistas como, por exemplo, os cìnicos,epicurismo, ceticismo e estoicismo.Dentre os pensamentos a cerca de corpo cito dois pensamentos, um de Aristóteles e outro de Anaxágoras que confirmam a importância da mente na formação do indivíduo:
'''4.''' Lóg. Divisão lógica de um conceito em dois outros conceitos, em geral contrários, que lhe esgotam a extensão. Ex.: animal = vertebrado e invertebrado.
'''“Nada caracteriza melhor o homem do que o fato de pensar”
 
'''5.''' Bot. Tipo de ramificação vegetal em que a ponta do órgão (caule, raiz, etc.) se divide repetidamente em duas porções idênticas, e que é próprio dos talófitos e briófitos, sendo muito raramente observado nas plantas floríferas; dicopodia.
 
'''6.''' Teol. Princípio que afirma a existência única, no ser humano, de corpo e alma.
 
A dicotomia corpo/alma possui uma problematização muito antiga que começa há mais de quatro séculos antes de cristo, onde na maioria filósofos gregos (principalmente Platão, Sócrates e Aristóteles) viam a alma como o lugar privilegiado da razão, da sabedoria e da ciência. Eles com suas teorias optam pela mente, e ao corpo constroem significados que diminuem sua importância na sociedade da época. O corpo então é visto como secundário ao progresso humano que levava a alma ao erro e ao enfraquecimento do pensamento. A visão idealista sobre o mundo sistematizada a partir de Platão contraditoriamente cria escolas filosóficas materialistas e individualistas como, por exemplo, os cìnicos,epicurismo, ceticismo e estoicismo.Dentre os pensamentos a cerca de corpo cito dois pensamentos, um de Aristóteles e outro de Anaxágoras que confirmam a importância da mente na formação do indivíduo:'''“Nada caracteriza melhor o homem do que o fato de pensar”
“Tudo era um caos até que surgiu a mente e pôs ordem nas coisas” (Teles, 1972, p. 13).
Dentro deste raciocínio sobre corpo o sentido de liberdade para os filósofos gregos estava diretamente ligado com a busca do LOGOS. Outros filósofos buscavam se apoiar tanto na busca do conhecimento quanto na elevação da alma. Pitágoras (582-497 a. C) foi um destes filósofos que segundo Aristóteles se ocupou primeiro da matemática e da aritmética e depois do misticismo e religião. A reencarnação da alma era uma realidade em sua vida, e dentro de seus conhecimentos buscou acrescentar a espiritualidade aos ensinamentos filosóficos (Chaves, 1998, p.30).
 
Platão (427-347 a. C) também possui uma grande afinidade pelas coisas não materiais acreditando na existência de um mundo de idéias onde o nosso conhecimento sobre a realidade seria apenas uma cópia da verdade sobre as coisas. Nós estamos apenas percebendo as sombras das coisas e não o real que seria a idéia das coisas.O conhecer seria apenas um reconhecimento já que estamos sempre reencarnando.
A transcendência da alma criada pelos filósofos idealistas, de certo modo cria uma maneira de ver a vida que influenciava diretamente sobre a inferioridade do corpo. Este corpo esta a serviço da alma submisso a interesses divinos e, sobretudo deverá passar por várias vidas mundanas para alcançar e purificação necessária à evolução espiritual.
 
A dicotomia alma/corpo perdura com vários outros filósofos da antiguidade em todas as partes do mundo mostrando a dificuldade de aceitar o corpo como situação e necessidade de manter contato com a realidade, e definir suas percepções e subjetividades dentro das relações entre homens e natureza.
A transcendência da alma criada pelos filósofos idealistas, de certo modo cria uma maneira de ver a vida que influenciava diretamente sobre a inferioridade do corpo. Este corpo esta a serviço da alma submisso a interesses divinos e, sobretudo deverá passar por várias vidas mundanas para alcançar e purificação necessária à evolução espiritual.
 
A dicotomia alma/corpo perdura com vários outros filósofos da antiguidade em todas as partes do mundo mostrando a dificuldade de aceitar o corpo como situação e necessidade de manter contato com a realidade, e definir suas percepções e subjetividades dentro das relações entre homens e natureza.
 
==Bibliografia==
CHAVES, José dos Reis. A reencarnação segundo a bíblia e a ciência. São Paulo, Martin Claret, 1998.
 
TELES, Antônio Xavier. Introdução ao estudo de filosofia. São Paulo, Ática 8a ed, 1972.
 
MEDEIROS, Simone Doglio. Apostila de filosofia. 2000.--[[Special:Contributions/201.19.96.167|201.19.96.167]] ([[Usuário Discussão:201.19.96.167|discussão]]) 03h59min de 14 de Março de 2008 (UTC)--[[Special:Contributions/201.19.96.167|201.19.96.167]] ([[Usuário Discussão:201.19.96.167|discussão]]) 03h59min de 14 de Março de 2008 (UTC)
MEDEIROS, Simone Doglio. Apostila de filosofia. 2000.
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