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==Introdução==
A mitologia grega era assunto principal nas aprendizagens das crianças da Grécia antiga, como meio de orientá-las no entendimento de fenômenos naturais e em outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos humanos.<ref name=GregIntro> Ribeiro Jr, Wilson A. "[http://greciantiga.org/mit/mit00.asp Introdução à mitologia grega]". [http://greciantiga.org Grecia Antiga.Org]. Acesso: 30 de agosto, 2008. </ref> Com a [[tecnologia]] precária da época, as [[ciência]]s – como a [[medicina]], a [[física]], a [[matemática]], e outras áreas voltadas para oos estudoestudos racionais – tinham muito menos desenvolvimento que áreas como a [[filosofia]] e, por isso, os gregos usavam a imaginação para atribuir a causa dos fenômenos a seu redor. Fundamentalmente, os poetas da Grécia antiga — tidos como pessoas escolhidas pelos deuses para relatar suas histórias — escreviam textos que não explicavam racionalmente a origem das coisas, mas utilizavam lendas, isto é, histórias imaginárias, para interpretá-las.<ref name=brasilescolamito>Gabriela Cabral. "[http://www.brasilescola.com/filosofia/mito-filosofia.htm O mito e a Filosofia]. BrasilEscola. Acesso: 28 de Setembro, 2008 </ref>
 
Para o povo grego, embora a [[sabedoria]] plena e completa pertencesse aos deuses, os homens poderiam desejá-la e amá-la, tornando-se um filosófofilósofo (philo= ''amizade, amor fraterno, respeito''; sophia= ''sabedoria'').<ref name=OlhoMundoTrabalho>Terra, Ernani. De Nícola, José. ''Português: De olho no mundo do trabalho''. Editora Scipione (1ª Edição, 2006). pág.98, cap.16. </ref>
 
===Classificação===
A descoberta da [[Micenas|Civilização miscênica]] pelo [[arqueólogo]] amador alemão [[Heinrich Schliemann]] no [[século XIX]], e a descoberta da [[Civilização minóica]] em [[Creta]] pelo arqueólogo britânico [[Sir Arthur Evans]] no [[século XX]], ajudaram a esclarecer muitas dúvidas a respeito dos épicos de Homero e outras questões da mitologia, como as crenças em deuses e em heróis. A evidência sobre os mitos e os rituais nos lugares da Miscênica e da Minóica é inteiramente monumental, uma vez que a [[escrita linear B|linear B]] (método de escrita antigo, encontrado em Creta e na Grécia) era usada principalmente para o registro de inventários, embora os nomes de deuses e de heróis tenham sido dificilmente revelados.<ref name=BritanGrek />
 
Schliemann começou seu trabalho em [[1870]], com o intuito de averigaraveriguar se as histórias que ouvia de seu pai quando criança, a respeito dos épicos homéricos, eram verdadeiras; numa madrugada, juntamente com sua esposa, conseguiu encontrar dois [[diadema]]s de ouro, 4.066 [[plaqueta]]s, 16 [[estatueta]]s, 24 [[colar]]es de ouro, [[Anel|anéis]], [[agulha]]s, [[pérola]]s (total de 8.700 artefatos) e pesquisas posteriores deixaram certezas que a mítica cidade de Tróia existiu no local há milênios.<ref name=ArquioMito>Sem Nome. "[http://www.arqueologyc.hpg.ig.com.br/grecia.htm Arqueologia: Grécia Antiga]". [http://www.arqueologyc.hpg.ig.com.br Portal Arqueologia]. Acesso: 31 de agosto, 2008. </ref>
 
Existem desenhos geométricos em cerâmica datados do século VIII a.C que retratam o Ciclo de Tróia, como também as aventuras de [[Hércules]].<ref name=BritanGrek /> Por dois motivos, essas representações visuais dos mitos possuem enorme importância: em primeiro lugar, muitos mitos gregos foram comprovados em desenhos de [[vaso]]s antes do que na literatura escrita–das doze elaborações sobre Hércules, por exemplo, somente a aventura de [[Cérbero]] é apresentada pela primeira vez em um texto literário<ref>Homero, ''Iliad'', 8. Poema épico sobre a [[Guerra de Tróia]]. </ref>–e, em segundo lugar, as fontes visuais muitas vezes fornecem cenas míticas que não são apresentadas em quaisquer fontes literárias existentes. Em alguns casos, a primeira represençãorepresentação conhecida de um mito na arte geométrica antecede, em questão de muitos anos e séculos, a sua primeira aparição conhecida na poesia arcaica.<ref name=F.Graf /> Nos Períodos Arcaico (750–c. 500 a.C), Clássico ( 480–323 a.C), e Helenístico, Homero e várias outras personalidades surgem para completar as evidências literárias da existência da mitologia grega.
 
==História==
[[Imagem:Kerenyi karoly.jpg|rith|thumb|Para Karl Kerényi, mitologia é "um corpo de material contido nos contos sobre deuses, seres semelhantes a deuses, batalhas heróicas e viagens para o submundo mitológico é a melhor palavra grega para seus contos conhecidos, mas não mais propícios à remodelagens."]]
 
[[Sigmund Freud]] introduziu uma concepção transhistórica e biológica do homem e uma visão do mito como expressão de idéias reprimidas. A interpretação dos sonos é uma base da interpretação freudiana dos mitos e seu conceito de sonhos reconhece a importância das relaçõex contextuais para a interpretação de qualquer elemento individual de um sonho. Essa sugestão encontraria um importante ponto de acercamento entre as visões estruturalistas e psicoanalísticas dos mitos no pensamento de Freud.<ref>Caldwell, R. S. (1995), ''The Origin of the Gods: A Psychoanalytic Study of Greek Theogonic Myth'', p.344, Oxford University Press. ISBN 0-19-507266-9</ref> Carl Jung extendeu o enfoque transhistórico e psicológico com sua teoria do [[inconsciente coletivo]] e os arquétipos (patronos arcaicos herdados), às vezes codificiados nos mitos, que surgem dela.<ref name=BritanGrek /> Segundo Jung, "os elementos estruturais que forma os mitos devem ser apresentados na psique inconsciente".<ref>Jung, C. G.; Kerényi, K. (2001 reimpr.), ''The Psychology of the Child Archetype'' ''Essays on a Science of Mythology'', p.85, Princeton University Press. ISBN 0-691-01756-5.</ref> Comparando a metodologia de Jung com a teoria de Joseph Campbell, Robert A. Segal conclui que "para interpretar um mito, Campbell simplesmente identifica os arquétipos nele. Uma interpretação de ''A Odisséia'', p. ex., mostraria como a vida de Odisseu se ajusta a um patrono heróico. Jung, pelo contrário, considera a identificação de arquétipos meramente o primeiro passo na interpretação de um mito".<ref> Segal, R. A. (4 de abril de 1990). ''The Romantic Appeal of Joseph Campbell''. Christian Century: p.332–335.</ref> [http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Kerenyi Károly Kerényi], um dos fundadores dos estudos modernasmodernos do mito grego, abandonou seus primeiros pontos de vista sobre os mitos para aplicar as teorias de arquétipos de Jung aos mitos gregos.<ref>Fritz, G. (1996 reimpr.), ''Greek Mythology: An Introduction'', p.38, John Hopkins University Press. ISBN 0-8018-5395-8.</ref>
 
===Teorias da origem===
[[Imagem:Cornelis van Haarlem - Venus en Adonis.jpg|thumb|right|Vênus e Adônis, por Cornelis Corneliszoon van Haarlem.]]
 
A arqueologia e a mitologia, numa outra consideração, tem revelado que os gregos foram inspirador por algumas civilizações da [[Ásia Menor]] e do [[Oriente Próximo]]. [[Adônis]] parece ser o equivalente grego - mais claramente nos cultos do que em seus mitos - de um "deus moribundo" do Oriente Próximo. Tudo indica que [[Cíbele]], por sua vez, tem suas raízes na [[Anatólia|cultura anatólica]], enquanto grande parte da [[iconografia]] de [[Afrodite]] surge das deusas semíticas. Existem possíveis paralelismos entre as gerações divinas mais antigas (Caos e seus filhos) e [[Tiamat]] em ''[[Enuma Elish]]''.<ref>Edmunds, L. (1990), ''Approaches to Greek Myth'', p.184, John Hopkins University Press. ISBN 0-8018-3864-9.</ref><ref>Segal, R. A. (1991), ''Adonis: A Greek Eternal Child Myth and the polis'', Cornell University Press. ISBN 0-8014-2473-9.</ref> Segundo o estudioso Meyer Reinhold, "os conceitos teogônicos do Oriente Próximo, incluindo a sucessão divina mediante a violência e os conflitos gerados pelo poder, encontraram seu caminho [...] na mitologia grega."<ref> Reinhold, M. (20 de outubro de 1970). ''The Generation Gap in Antiquity''. Proceedings of the American Philosophical Society 114 (5): 347–365.</ref> Seguindo as origens indo-européias e do Oriente Próximo, alguns investigadores especulam sobre as obrigações da mitologia grega com as sociedadesociedades pré-helênicas: [[Creta]], [[Micenas]], [[Pilos]], [[Tebas]] e [[Orcómeno]].<ref name=burkert2324>Burkert, W. (2002), ''Greek Religion: Archaic And Classical'', p.23–24, Blackwell Publishing. ISBN 0-631-15624-0.</ref> Os historiadores da religião estavam fascinados por várias configurações de mitos aparentemente antigos relacionados com Creta (o deus como toro, Zeus e Europa, [[Pasífae]] que produz toro e dá a luz ao [[Minotauro; etc.). O professor Martin P. Nilsson concluiu que todos os grandes mitos da Grécia antiga estavam atados aos centros micênicos e âncorados em épocas pré-históricas.<ref>Wood, M. (1998), ''In Search of the Trojan War'', p.112, University of California Press. ISBN 0-520-21599-0.</ref> Todavia, de acordo com Burkert, a iconografia do período do palácio cretentese praticamente não tem dado confirmação alguma sobre a veracidade dessas teorias.<ref name=burkert2324 />
 
==Influência na arte ocidental==
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